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Honestidade (Louise Hay)

 

Honestidade (Louise Hay)

 
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Honestidade é uma palavra muito usada, mas seu real significado raramente é percebido. Não tem nada a ver com moralidade ou ser bonzinho. Ser honesto também tem pouca relação com ser apanhado e ir para a cadeia. De fato, ser honesto é um ato de amor por si mesmo.
 
A lei de causa e efeito atua em todos os níveis. Se você menospreza e critica os outros, será menosprezado e criticado. Se você está sempre com raiva, só atrai raiva. Da mesma forma, se você é honesto, só atrai honestidade.
 
Imagine que você acaba de descobrir que sua casa foi assaltada. Sua primeira reação é sentir-se uma vítima: “Por que fizeram essa maldade comigo?” No entanto, o que você precisa fazer é parar para pensar por que e como você atraiu essa experiência desagradável.
 
Quando ouço alguém se queixar de que foi roubado ou sofreu uma perda em alguma área de sua vida, logo pergunto: “O que você andou roubando ultimamente?” A primeira reação é sempre um ar de surpresa, mas uma análise mais cuidadosa e profunda acaba revelando uma ligação entre os dois acontecimentos.
Quando nos apoderamos de alguma coisa que não é nossa, perdemos algo de maior valor. Se rompemos o relacionamento de alguém, podemos perder um emprego. Se roubamos dinheiro ou algum objeto, podemos sofrer uma perda em um relacionamento. Se furtamos selos ou canetas do escritório onde trabalhamos, podemos perder a condução ou um compromisso. Como tudo nesta vida, a desonestidade tem seu preço.
 
Infelizmente, muitas pessoas roubam de hotéis, lojas de departamentos, supermercados, grandes companhias etc. porque acreditam que essas empresas podem arcar com o prejuízo. Mas esse tipo de raciocínio não funciona com a lei de causa e efeito. Quem rouba é roubado. Quem dá recebe. Não pode ser diferente.
 
Assumir a responsabilidade de criar as próprias experiências é uma ideia que nem todos gostam de aceitar. É sempre mais fácil pôr a culpa nos outros de que enfrentar os próprios defeitos. Entretanto, o crescimento espiritual só ocorre quando reconhecemos que existe muito pouco de valor fora de nós, que tudo vem de dentro.
 
Se você anda sofrendo muitas perdas ou prejuízos na vida, examine o que pode estar tirando dos outros. Algumas pessoas que jamais furtariam um alfinete não hesitam em roubar a autoestima de um semelhante, fazendo-o se sentir culpado por alguma infelicidade.
 
É preciso muita autoanálise e percepção para sermos verdadeiramente honestos em todos os níveis. Quando nos apossamos de algo que não nos pertence, avisamos o Universo que não somos dignos de ganhar com nosso próprio trabalho, que não somos bons o bastante, que desejamos também ser roubados. Estamos dizendo também que não acreditamos que existe o suficiente para todos. Acreditamos que temos de ser furtivos para conseguir o que é bom. Essas crenças se tornam muralhas em torno de nós, impedindo-nos de experimentar a abundância e a alegria da vida.
 
As crenças negativas não são a verdade de nosso ser. Somos magníficos e merecemos o melhor. Este é um planeta de abundância. Quando entendemos que nossos pensamentos criam nossa realidade, ser absolutamente honestos, até o último clipe de papel, é mais uma escolha que fazemos por amor a nós mesmos. A honestidade ajuda nossa vida a fluir com mais facilidade e suavidade.
 
Por isso, lembre-se de você mesmo quando fizer alguma compra e receber troco errado a seu favor. Avisar o caixa de seu erro é uma obrigação espiritual sua, que só reverterá para seu próprio bem.
 
Se a desonestidade atrai a desarmonia, o amor e a honestidade somados fazem maravilhas. Tal como criamos o que existe de mau em nossa vida, também criamos o que temos de bom, até as mais belas das surpresas. Nosso poder é imenso. E o que aprendemos a criar com nossa própria consciência tem um valor muito maior.
 
Louise Hay
 
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Evitemos guardar mágoas e ressentimentos

Evitemos guardar mágoas e ressentimentos

 
 
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"Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete." ( Jesus- Mateus, 18:21,22) 

Mágoas e ressentimentos guardados em nosso âmago atuam como ácidos corroendo a essência das nossas emoções, com graves repercussões também em nossa constituição física.

A ciência médica, já há muito detectou que os desequilíbrios sentimentais, que descuidadamente ainda carregamos conosco, somatizados em nossa constituição orgânica, são geradores de uma infinidade de distúrbios, nem sempre de fácil solução.

Na base dessas doenças emocionais quase sempre estão a raiva, o ódio, a irritação, o inconformismo, a mágoa e o ressentimento. Defeitos que ainda possuímos e que precisam ser erradicados com urgência, se desejamos desfrutar de uma vida de equilíbrios e saúde.

Jesus Cristo, profundo conhecedor da natureza humana, desejando nos orientar, com segurança, apontou à humanidade, o roteiro para uma vida saudável quando ensinou a Pedro, simbolicamente, que será preciso perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete. Isto é, perdoar sempre, infinitamente.

É por demais conhecida a complexidade das relações humanas. Somos criaturas diferentes uma das outras. Segundo o Espírito André Luiz, no livro “Libertação”, no capítulo I, psicografia de Francisco Cândido Xavier, nós estamos usando a razão há quarenta mil anos.

No percurso desses milênios, tivemos a liberdade de decidir, deliberar, escolher caminhos, com independência, isso obviamente permitiu que cada um de nós construísse o seu patrimônio de experiências, obviamente, cada um a sua maneira, daí as diferenças pessoais existentes.

Saber viver no contexto dessas diferenças eis o grande desafio.

E como não existem criaturas iguais no Universo, com urgência, precisamos saber compreender as pessoas como elas são, para que elas também nos compreendam como somos. Quando conseguirmos tal proeza, por certo teremos encontrado o caminho da serenidade.

Não será uma tarefa fácil, como não esta sendo, mas é indispensável o empreendimento de grandes cotas de esforços, sacrifícios e renúncias pessoais, para que os sentimentos da mágoa, do ódio e outros, definitivamente, desapareçam do nosso coração.

Sabendo disso, nos empenhemos ao máximo visando exercitar o perdão, a compreensão e a tolerância para com aqueles que, possivelmente, nos ofenderam ou nos causaram quaisquer aborrecimentos ou venham a causar. Não vale a pena abrigar, no íntimo, tais sentimentos pestilentos. Em realidade os maiores prejudicados somos nós mesmos.

Se as criaturas com quem nos relacionamos, desavisadas, ainda pactuam com a inferioridade, lançando dardos ferinos, isso é problema exclusivamente delas, de nossa parte, façamos o contrário, emitamos vibrações de equilíbrio e de serenidade, mesmo sabendo não ser nada fácil, pois agindo assim, sem dúvida, neutralizaremos os raios desequilibrados que poderiam nos atingir.

Como podemos concluir, ao ensinar o uso contínuo do perdão, Jesus Cristo, dentro da sua imensa sabedoria, informou a todos nós, através do apóstolo Pedro, a forma correta e eficaz da convivência social, para que tenhamos uma vida saudável, tanto emocional como fisicamente.

Portanto, perdoar não se trata tão somente de um apontamento especulativo, religioso, moral, mas de um conselho profundo que assegura o nosso bem estar.

Reflitamos...

W. A. Cuin
 
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Um Retrato do ABORTO

Um Retrato do ABORTO

Perita, auxiliar de ginecologia, 
Sempre atenta às questões de luxo e reconforto, 
A senhora dizia: 
- Meu problema não é a prática do aborto, 
Tento apenas livrar a mulher desprezada, 
Dos desgostos fatais que a esperam na estrada.

Quando o homem lhe fere o brio feminino... 
Amigos respondiam: 
- Mas, no caso, a mulher, ante as leis do destino, 
Não será responsável quando aceita 
Ser mulher-mãe do filho que carrega? 
Se ao homem que a buscou ela própria se entrega?

Sabemos que o espírito enlaça o corpo de que se aproveita 
Quando estão, ele e ela, em comunhão perfeita. 
A senhora, entretanto, Falava, contrafeita: 
- Não protesto, nem digo que estou certa, 
Sei apenas que estou na minha profissão, 
Tanto quanto angario apreço e estimação.

Creio que faço o bem, liberando a mulher 
Do fardo que ela traz quando não quer; 
Além do mais, preciso do dinheiro 
Para dar a minha filha um caminho seguro, 
Uma bela mansão, um marido e o futuro 
Sem aflição e sem dificuldade...

Ela agora possui quinze anos completos; 
Sonho vê-la feliz ao dar-me vários netos... 
Para isso, o dinheiro é a base inesquecível, 
Depósito bancário é melhora de nível. 
Vejo no meu trabalho um trabalho qualquer 
Simples mulher que ajuda a uma outra mulher.

Não tenho hesitação, nem penso quanto a isso, 
Aborto é protecção a quem presto serviço; 
Desde que a candidata chegue mascarada, 
Passo a cumprir o meu dever 
E não quero saber 
Se veio acompanhada ou desacompanhada.

Se anota o nome ou não, 
Não quero queixa, nem complicação, 
Cada uma a que atendo é mais seis mil!... 
E aditava, esboçando um sorriso gentil: 
_ Preciso de milhões... 
desdobrava-se o tempo, hora por hora, 
quando em chuvosa noite surge uma senhora, 
pagando a taxa de seis mil. 
Ela explica que trouxe uma sobrinha pobre 
Para comprar a intervenção... 
Declara-se parente e mostra-se incumbida 
De socorrer a moça e dar-lhe protecção, 
Quer mante-la, porém, desconhecida...

A senhora ouve, calma, e concorda em seguida: 
- Entendo, claramente, 
Cada pessoa está em sua própria vida... 
Entra no gabinete a jovem mascarada, 
Parece muda e surda que se entrega 
A uma força terrível, dura e cega... 
Ao ver-lhe o corpo verde de menina, 
A senhora em acção 
Elogia-lhe a pele alabastrina; 
Mas, aparentemente sem razão, 
Quando o chamado auxílio estava em meio, 
Estranha hemorragia surge em cheio...

A jovem geme, a parteira entra em luta... 
Nada consegue... O sangue explode e vence-a 
A dama ao telefone roga a um médico amigo 
Que lhe venha em socorro... 
Vê a moça em perigo, 
Quer salvar-lhe a existência, 
Mas o sangue que sai prossegue a jorro... 
Chega o médico à pressa, 
Nota a menina em coma... 
- Nada mais a fazer – diz ele quando a toma, 
A fim de examinar-lhe o pulso e, logo após, 
Diz à parteira aflita: 
- É uma jovem bonita, 
Liberemos a face, enquanto estamos sós.

Ele mesmo retira a máscara em veludo 
Quer anotar-lhe o rosto para estudo... 
Eis, porém, que aparece 
A mocinha, a morrer, num sorriso tristonho, 
Qual criança que dorme a fitar a luz do último sonho...

Mas ao ver-lhe, de todo, a face em primavera, 
Grita a pobre senhora em gemidos de fera: 
- Porquê? Porquê, meu Deus, esta dor que me mata? 
Em pranto convulsivo a dor se lhe desata... 
É que, ao fitar o corpo enfeitado em rendilha, 
Naquele rosto lindo e pálido, ante a morte, 
A rugir e a chorar sem nada que a conforte, 
A senhora encontrara a sua própria filha.

Maria Dolores / Francisco Cândido Xavier

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Quando sentimos emoções positivas, três vezes mais, começamos a prosperar

Temos mais palavras para expressar sentimentos negativos do que positivos. Isso acontece porque emoções negativas tendem a ser mais fortes e duradouras, enquanto as positivas são mais passageiras”, diz a australiana Suzy Green, especialista em psicologias positivas.
 
Tudo perdido? Nada disso! Barbara Fredrickson, psicóloga da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, autora do livro Positivity (sem tradução no Brasil), descobriu que apenas quando sentimos emoções positivas três vezes mais do que negativas começamos a prosperar. Ela identificou os sentimentos que ajudam a melhorar a flexibilidade cognitiva, combater a negatividade nociva e criar uma reserva de “jogo de cintura”. Se você está pensando que não nasceu para Pollyana, ótimo, porque não se trata disso. Mas de incorporar mais emoções positivas no seu dia a dia (sem soterrar suas opiniões) e fazer deslanchar a carreira, a família, e o amor.
 
Gratidão 
 
Uma pesquisa feita por Sonja Lyubomirsky, psicóloga da Universidade da Califórnia, nos EUA, e autora do livro A Ciência da Felicidade (Ed. Campus, 392 págs), a levou a nomear oito motivos pelos quais a gratidão pode melhorar seu bem-estar. Três deles: valoriza a autoestima, diminui a competitividade entre as pessoas e ajuda a construir limites sociais.
 
Demonstre sua gratidão!
 
Sim, você já deve ter ouvido isso da sua mammy. E ela está coberta de razão. Tornar a gratidão um hábito é um conselho-padrão se você deseja melhorar seu humor. Mas há um porém, avisa Suzy Green. “Tem que ser sincero. Só assim você conseguirá mudar os sentimentos sobre si mesma e sobre sua vida.” Para Sonja, é importante manter a estratégia da gratidão sempre renovada. A pesquisa sugere que fazer uma lista das coisas pelas quais você é grata traz ótimos resultados. Mas, se você não quer esperar ter um momento para refletir, faça um exercício: demonstre na hora. “Sempre que se sentir grata, pode expressar isso sem se sentir piegas nem inadequada. Isso dará uma levantada em seu astral”, indica o psiquiatra Alexandre Saadeh, professor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP e consultor de WH.
 
Esperança 
Diferentemente da maioria das emoções positivas, a esperança brota de circunstâncias menos confortáveis. A base dela é acreditar que as coisas podem melhorar. “As pessoas positivas se responsabilizam mais porque sabem que colhem o que plantam. Isso as faz se sentir menos culpadas e vítimas, e mais fortes”, diz a psicoterapeuta cognitivo-comportamental, Thaís Petro Garcia, da Sociedade Brasileira de Coaching.
 
Compartilhe sua esperança!
 
A capacidade de ver o mundo de forma positiva depende de um gene transportador de serotonina, o hormônio que influencia o humor, segundo um estudo de pesquisadores da Universidade de Essex, na Grã-Bretanha. Quem tem a versão longa desse gene tende a ser mais otimista. Mas a maioria dos psicólogos concorda que o sentimento pode ser aprendido. “Quando estabelecer uma meta, mantenha uma reserva de esperança em maneiras diferentes de alcançá-la. Não foque em um único método”, diz Suzy Green. Para ela, os esperançosos mais fervorosos focam nas soluções. “Eles conseguem se separar de suas esperanças originais e transferi-las para objetivos mais atingíveis.” Se uma estratégia não deu certo, como a esperança é a última que morre, você continua tenaz.
 
Interesse
 
Eu, você, todos ainda estaríamos vivendo em cavernas se nossos ancestrais não tivessem desenvolvido esse sentimento. O interesse, ou curiosidade, nos faz investigar, aprender, desenvolver e ganhar o Prêmio Nobel. “Encontrar algo que nos desperte para o novo levanta a autoestima e nos faz sentir melhor em relação ao mundo”, diz Barbara Fredrickson.
 
Desenvolva seu interesse!
 
Matricular-se naquele curso de dança flamenca é um interesse fácil de exercitar. Mas também é possível tentar coisas que, aparentemente, não importam a mínima. Quer ver? Ellen Langer, psicóloga pela Universidade Harvard, nos EUA, conduziu um estudo no qual pediu a três grupos de mulheres que detestam futebol americano que assistissem a uma partida do Super Bowl. O primeiro grupo foi orientado a anotar seis observações sobre o jogo; a outro, sugeriu-se que anotasse três; ao último, que só assistisse à partida. O grupo que fez seis anotações se divertiu mais do que os outros — mesmo que tenham escrito “O jogador tem uma bunda sexy”. “Estimular a curiosidade em situações desinteressantes pode despertar novos estímulos”, diz Saadeh.
 
Orgulho
 
Por esta você não esperava. Mas é isso mesmo, um dos sete pecados capitais está no seu caminho do bem-estar. “Basta usar esse sentimento com uma humildade apropriada e em quantidade saudável”, diz a psicóloga Suzy Green.
 
Eleve seu orgulho!
 
Ter orgulho, neste caso, significa ter consciência de suas realizações — o peso disso em você e o impacto em sua vida — e manter sua autoestima elevada. Indo um pouco além, vale lembrar de se parabenizar a cada meta alcançada em vez de apenas seguir em frente. Uma forma prática de treiná-lo é buscar ações relevantes, de que você goste e onde se sinta bem e confortável, em que possa ser reconhecida e admirada pelos outros. “Para se sentir realizada no presente, lembre-se com satisfação do seu passado. Tudo a levou a aprendizados e experiências que a deixaram mais forte e pronta para o futuro”, afirma Thaís.
 
Serenidade
 
Versão mais madura da alegria, a serenidade é o sentimento de paz — aquela sensação de não precisar estar em outro lugar ou fazendo outra coisa. Nós experimentamos isso cada vez menos. Vergonhoso, porque manter a mente calma é uma das melhores maneiras de prolongar o bom humor. Um estudo da Universidade de Wisconsin, nos EUA, descobriu que quando os monges meditavam seu cérebro ativava as áreas associadas à felicidade e a pensamentos positivos.
 
Serenidade agora!
 
A meditação é a maneira clássica de alcançar a serenidade. Mas, se você não tem inclinação para ficar horas em silêncio repetindo “uuoooommmm”, não precisa se estressar. Matthieu Ricard, autor do livro Felicidade — A Prática do Bem-Estar (Ed. Palas Athenas, 298 págs.), aconselha “andar atenta”. Desligue o celular, esqueça os e-mails, o Facebook e o Twitter por um dia inteiro. Abra as janelas, deixe o ar circular, coloque uma música relaxante, vista uma roupa confortável e leia um livro bacana — vale cochilar no meio. Desligar do mundo é o primeiro passo para encontrar a tal serenidade.
 
Admiração 
 
Essa é uma cachoeira profunda de emoção, diz Barbara. Desencadeada quando nos deparamos com a natureza em grande escala — deitada de costas no chão olhando as numerosas estrelas no céu, vendo as Cataratas do Iguaçu pela primeira vez. A admiração pode se manifestar também com um arrepio ou uma súbita vontade de falar como uma adolescente. “Isso é maneiríssimo!”
 
Seja atingida pela admiração!
 
Você não vai encontrar admiração indo ao mercado ou a qualquer lugar a que esteja acostumada a ir. A rotina tem grande culpa. “Mesmo que a vista de sua janela dê para o Cristo Redentor, você precisa buscar a admiração em outros lugares”, diz a psicóloga Suzy Green. No entanto, passar o feriado em um local distante e deslumbrante não é o único meio de fazer seu queixo cair. Observe as atitudes dos outros e suas próprias ações admiráveis. “Estamos cercados por belezas naturais e gentilezas humanas, mas somos cegos para enxergar essas maravilhas,” diz ela. Então, o recado é: tenha a mente aberta para retirar essa venda.
 
Inspiração 
 
A inspiração a enaltece, amplia sua mente e a faz se sentir conectada com o mundo. Você pode encontrá-la ao visitar seu lugar preferido, ao observar uma pintura ou ao ler uma história de superação — tudo o que a faz querer saber mais sobre um assunto ou a contamina com novas ideias, conceitos, pensamentos...
 
Deixe-se inspirar!
 
Colocar-se em diferentes situações é a chave para se sentir inspirada com mais frequência. E quando a inspiração surge de repente? Trata-se de instintos, explica Suzy. “Você é inspirada ao ouvir sua intuição.” Assim, se tiver um súbito impulso em ligar para um amigo ou em pegar outro caminho para ir ao trabalho, siga-o. A inspiração a joga para a frente em todos os sentidos e dá início a um efeito borboleta: a faz crescer na vida pessoal e profissional, amplia sua chance de autoconhecimento...
 
Amor
 
Por último, mas não menos importante — o amor! “O amor provoca emoções positivas mais específicas como o interesse e a alegria”, diz Barbara. E isso também engloba as outras sete emoções abordadas aqui. Em um estudo publicado no periódico Hormones and Behavior, pesquisadores descobriram que se envolver com outra pessoa aumenta o nível de progesterona. E indivíduos com altos níveis de progesterona têm um grande desejo de ajudar e experimentam menos ansiedade e stress. É uma questão de “espiral ascendente” novamente. Barbara cita uma frase do psicólogo Carrol Izard, famoso por suas contribuições às teorias emocionais. “Colegas e amigos renovam seu interesse revelando novos aspectos sobre eles mesmos, o que aumenta a familiaridade e traz alegria. Em relacionamentos amigáveis ou amorosos duradouros, esse círculo se repete infinitamente.”
 
Ofereça amor!
 
Não existe “amor demais”. Então, esteja pronta a conseguir mais dessa emoção a todo instante. “Desenvolver o amor por nós mesmos é o primeiro passo”, diz Suzy Green. Reservar um tempo para se relacionar com outras pessoas também vai trazer mais amor à sua vida. Na próxima vez que combinar de encontrar aquela amiga do colégio ou perguntar ao seu parceiro como foi seu dia, dê um abraço apertado para elevar seus níveis de afetividade. E deixe evidente seu sentimento, sem vergonha ou intimidação.
 
3 por 1 
 
Essa é a proporção de sentimentos positivos para negativos que devemos atingir. Quando você sente pelo menos três emoções positivas para cada emoção negativa, fica mais propensa a ser generosa, cuidadosa, dedicada, criativa, perspicaz e bem-sucedida.
 
Autoria: Suzy Green
 
 
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Caridade do Tempo

Caridade do Tempo

Amplia-se na vida, segundo as nossas necessidades, o tema sempre novo da caridade.
Ninguém calcula a importância do pão que socorre o faminto, nem o valor do remédio que alivia o doente.
Outras expressões de beneficência, contudo, vão surgindo imperiosas.
Uma delas, que raramente refletimos, baseia-se na dádiva das horas
– caridade do tempo, ao alcance de todos.
Não há criatura impedida de exercê-la. Em qualquer clima social,
semelhante cooperação é fundamento do bem.
Um dia de trabalho gratuito no levantamento das boas obras. . .
Uma semana tomada às férias para concurso desinteressado
às instituições que reúnem doentes menos felizes. . .
Um horário de serviço puramente fraterno na esfera profissional
para os que nos reclamam a experiência. . .
Um momento de tolerância e respeito para os que se extraviam na cólera. . .
Um minuto a mais de atenção para a conversa de alguém
que ainda ignora o processo de resumir. .
.
Uma hora para a visita espontânea ou solicitada em que sejamos úteis. . .
Todos podemos calar para que outros falem, extrair alguns instantes dos apertos do dia a dia para atividades edificantes, empregar retalhos de repouso no estudo para conseguir esclarecer ou ensinar, suprimir um passeio ou uma distração para a felicidade de servir. . .
Não nos esqueçamos de articular oportunidades em auxílio de outrem.
Caridade do tempo, fonte de amor e luz.
É com ela e por ela que a própria Sabedoria Divina
nos ampara e nos reergue, corrige e aprimora,
usando paciência infinita conosco, através das reencarnações.

Autor: André Luiz
Psicografia de Waldo Vieira

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Amor ao Dinheiro (História de Chico Xavier)

 

O Amor ao Dinheiro (História de Chico Xavier)

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"Certa vez, visitando o cemitério de Uberaba, notei a presença de um espírito que, rente ao seu próprio túmulo, chorava arrependido. 
 
Fora um rico comerciante na cidade e cometera suicídio. 
 
Eu o conhecera de nome. 
 
Percebendo que podia conversar comigo, após lamentar o gesto infeliz, que praticara por causa dos negócios que não iam bem, ele me disse: 

- Chico, vocês, os espíritas, são os verdadeiros milionários da Terra!

Fiquei com muita pena dele, porque, de fato, o dinheiro, para quem apenas aprendeu a valoriza-lo, é um transtorno muito grande. 
 
Fazia muito tempo que ele estava ali, preso aos despojos, se lamentando.
 
Conversamos por alguns minutos, e apesar da consciência que revelava de sua situação, ele não se mostrava com a menor disposição íntima de abandonar o local; aquilo era uma auto punição." 

Do livro: O Evangelho de Chico Xavier
 
 
O apóstolo Paulo, disse: “se temos o que comer e com que nos vestir, fiquemos contentes com isso. Aqueles, porém, que querem tornar-se ricos, caem na armadilha da tentação e em muitos desejos insensatos e perniciosos, que fazem os homens afundarem na ruína e perdição. Porque a raíz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por causa dessa ânsia de dinheiro, alguns se afastam da fé e afligem a si mesmos com muitos tormentos.” 
 
 
 
 
 
 
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Síndrome do Pânico (Joanna de Ângelis)

Síndrome do Pânico (Joanna de Ângelis)

 
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No imenso painel dos distúrbios psicológicos o medo avulta. Predominando em muitos indivíduos e apresentando-se, quando na sua expressão patológica, em forma de distúrbio de pânico. O medo, em si mesmo, não é negativo, assim se mostrando quando, irracionalmente, desequilibra a pessoa.

O desconhecido, pelas características de que se reveste, pode desencadear momentos de medo, o que também ocorre em relação ao futuro e sob determinadas circunstâncias, tornando-se, de certo modo, fator de preservação da vida, ampliação do instinto de autodefesa. 

Mal trabalhado na infância, por educação deficiente, o que poderia tomar-se útil, diminuindo os arroubos excessivos e a precipitação irrefletida, converte-se em perigoso adversário do equilíbrio do educando.

São comuns, nesse período, as ameaças e as chantagens afetivas: Se você não se alimentar, ou não dormir, ou não proceder bem, papai e mamãe não gostarão mais de você... ou O bicho papão lhe pega, etc. 

A criança, incapaz de digerir a informação, passa a ter medo de perder o amor, de ser devorada, perturbando a afetividade, que entorpece a naturalidade no seu processo de amadurecimento, tomando o adolescente inseguro, e um adulto que não se sente credor de carinho, de respeito e de consideração. 

A deformação leva-o às barganhas sentimentais - conquistar mediante presentes materiais, bajulação, anulando a sua personalidade, procurando agradar o outro, diminuindo-se e supervalorizando o afeto que anela.

A pessoa é, e deve ser amada, assim como é. Naturalmente, todo o seu empenho deve ser direcionado para o crescimento interior, o desenvolvimento dos recursos que dignificam: não invejando quem lhe parece melhor - pois alcançará o mesmo patamar e outros mais elevados, se o desejar - nem se magoando ante a agressividade dos que se encontram em níveis menores.

Por outro lado, face às ameaças, o ser permanece tímido, procurando fazer-se bonzinho, não pela excelência das virtudes, mas por mecanismo de sobrevivência afetiva.O medo, assim considerado, pode assumir estados incontroláveis, causando perturbações graves no comportamento.

Os fatores psicossociais, as pressões emocionais influem, igualmente, para tomar o indivíduo amedrontado, especialmente diante da liberação sexual, gerando temores injustificáveis a respeito do desempenho na masculinidade ou na feminilidade, que propiciam conflitos psicológicos de insegurança, a se refletirem na área correspondente, com prejuízos muitos sérios.

Bem canalizado, o medo se transforma em prudência, em equilíbrio, auxiliando a discernir qual o comportamento ético adequado, até o momento em que o amadurecimento emocional o substitui pela consciência responsável.

Confunde-se o pânico como expressão do medo, quando irrompe acompanhado de sensações físicas: disritmia cardíaca, sudorese, sufocação, colapso periférico produzindo algidez generalizada. Essa sensação de morte com pressão no peito e esvaecimento das energias que aparece subitamente, desencadeada sem aparente motivo, tem outras causas, raízes mais profundas.

Na anamnese do distúrbio de pânico, constata-se o fator genético com alta carga de preponderância e especialmente a presença da noradrenalina no sistema nervoso central. É, portanto, uma disfunção fisiológica. Predomina no sexo feminino, especialmente no período pré-catamenial, o que mostra haver a interferência de hormônios, sendo menor a incidência durante a gravidez.Sem dúvida, a terapia psiquiátrica faz-se urgente, a fim de que determinadas substâncias químicas sejam administradas ao paciente, restabelecendo-lhe o equilíbrio fisiológico.

Invariavelmente atinge os indivíduos entre os vinte e os trinta e cinco anos, podendo surgir também em outras faixas etárias, desencadeado por fatores psicológicos, requerendo cuidadosa terapia correspondente.

Há, entretanto, síndromes de distúrbio de pânico que fogem ao esquema convencional. Aquelas que têm um componente paranormal, como decorrência de ações espirituais em processos lamentáveis de obsessão.

Agindo psiquicamente sobre a mente da vítima, o ser espiritual estabelece um intercâmbio parasitário, transmitindo-lhe telepaticamente clichês de aterradoras imagens que vão se fixando, até se tornarem cenas vivas, ameaçadoras, encontrando ressonância no inconsciente profundo, onde estão armazenadas as experiências reencarnatórias, que desencadeadas emergem, produzindo confusão mental até o momento em que o pânico irrompe incontrolável, generalizado. Dá-se, nesse momento, a incorporação do invasor do domicílio mental, que passa a controlar a conduta da vítima, que se lhe submete à indução cruel.

Cresce assustadoramente na sociedade atual essa psicopatologia mediúnica, que está requerendo sérios estudos e cuidadosas pesquisas.

As terapias de libertação têm a ver com a transformação moral do paciente, a orientação ao agente e a utilização dos recursos da meditação, da oração, da ação dignificadora e beneficente.

Quando a ingerência psíquica do agressor se faz prolongada, somatiza distúrbios fisiológicos que eliminam noradrenalina no sistema nervoso central do enfermo, requerendo, concomitantemente, a terapia especializada, já referida.

Mediante uma conduta saudável de respeito ao próximo e à vida, o indivíduo precata-se da interferência perniciosa dos seres espirituais perturbadores, adversários de existências passadas, que ainda se comprazem na ação perversa. Esse sítio que promovem, responde por inúmeros fenômenos de sofrimento entre os homens.

Não sendo a morte do soma o aniquilamento da vida, a essência que o vitaliza - o eu profundo - prossegue com suas conquistas e limitações, grandezas e misérias. Como o intercâmbio decorre das afinidades morais e psíquicas, fácil é constatar-se as ocorrências que se banalizam.

O medo, portanto, necessita de canalização adequada e o distúrbio do pânico, examinada a sua gênese, merece os cuidados competentes, sendo passíveis de recuperação ambos os fenômenos psicológicos viciosos, a que o indivíduo se adapta, mesmo sofrendo.

Joanna de Angelis;
Psicografia: Divaldo Pereira Franco;
Do livro: Autodescobrimento: Uma busca interior.


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Fraternidade Espírita Luz do Cristianismo
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As drogas e sua repercussão espiritual

As drogas e sua repercussão espiritual

 
O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas. 
 
Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal. 
 
A ação das drogas no perispírito 
Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuroniais. 
 
Na obra "Missionários da Luz" - André Luiz ( pág. 221 - Edição FEB), lemos: "O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual." Em "Evolução em dois Mundos", o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito. 
 
Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que "o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.” 
 
Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força. 
 
A ação dos espíritos inferiores junto ao viciado 
 
Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores. 
 
Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida. 
 
"O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga." 
 
Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. 
 
Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos". 
 
Diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana, enredada no vício das drogas, geradoras de tantas misérias morais, sociais, suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar essa realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação desse terrível flagelo que hoje assola a Humanidade. Nesse sentido, urge que intensifiquemos e aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação mais específicos nesse campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da criatura humana às faixas superiores da vida.
 
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Fonte: Reformador – Março/98
 
 
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Perda de Pessoas Amadas e Mortes Prematuras (Sansão, 1863)

 
Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis frequentemente: 

“Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções; leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.


Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. 

Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? 

Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? 

Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.
Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. 

A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. 

Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.


É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? 

Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? 

Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! 

Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? 

Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? 

Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? 

Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?
 
Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco?

Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que veem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal.

Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.
 
Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.
 
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Sansão (Antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863)

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec.
 
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“ANENCEFALIA” SEM CÉREBRO”, UM CASO REAL EXPLICADO PELO ESPIRITISMO.”

Mais grave que a microcefalia seria a anencefalia. Lembremos que anencéfalo, embora seja considerado um ser sem cérebro, na realidade é portador de um segmento cerebral – faltam-lhe regiões do cérebro, o que impossibilitará uma sobrevivência prolongada pós-parto.

A fim de colocarmos a visão espírita acerca desse importante problema, exemplificaremos com um caso real e usaremos nomes e local fictícios.

João e Maria eram casados há dois anos. A felicidade havia batido à sua porta. Maria estava grávida. Exultantes, procuraram o médico Obstetra para as orientações iniciais. Planos mil ambos estabeleceram.

Ao longo dos meses, no entanto, foram surpreendidos, por meio do estudo ultrassonográfico, pela triste notícia de que seu bebê era anencéfalo.

Ao serem informados, caíram em prantos ao ouvirem a proposta do Obstetra propondo-lhes o abortamento. Posicionaram-se contrários explicando sua visão espírita.

- Trata-se de um ser humano que renasce precisando de muito amor e amparo. Nós estaremos junto com nosso filho (a) até quando nos for permitido.

- Mas, esta criatura não vai viver além de alguns dias ou semanas na incubadora, disse o Obstetra.

- Estamos cientes, mas até lá seremos seus pais, amaremos este bebê.

Guardavam, também, secretamente, a esperança de que houvesse algum equívoco de diagnóstico que lhes proporcionasse um filho saudável.

Durante nove meses dialogaram com seu bebê, intraútero. Disseram quanto o amavam. Realizaram, semanalmente, a reunião do Evangelho no Lar, solicitando aos Mentores a proteção e o amparo ao ser que reencarnava.

Chegara o grande momento. Em trabalho de parto, Maria adentra a maternidade com um misto de esperança e angústia. A criança nasce. O pai, ao ver o filho, sofre profundo impacto emocional, tendo uma crise de lipotimia.

O bebê anencéfalo sobrevive na incubadora, com oxigênio, 84 horas. Há um triste retorno ao lar. O casal, com o coração espiritual sangrando, arruma as malas olhando um berço vazio.

Passam-se, aproximadamente, dois anos do pranteado evento. João e Maria, trabalhadores do Instituto de Cultura Espírita de sua cidade, frequentavam na mencionada Instituição, reunião mediúnica, quando uma médium em desdobramento consciente informa ao coordenador do grupo:

- Há um espírito de uma criança que deseja se comunicar. Percebo nitidamente sua presença agradável e luminosa.

- Que os médiuns facilitem o transe psicofônico para atendermos este espírito, responde o dirigente.

Após alguns segundos, uma experiente médium dá a comunicação:

-Boa noite, meu nome é Shirley. Venho abraçar papai e mamãe.

- Quem são seu papai e sua mamãe?

-São aqueles dois - disse apontando João e Maria.

-Seja bem vinda Shirley, muita paz! Que tens a dizer?

- Quero agradecer a papai e a mamãe todo o amor que me dedicaram durante a gravidez. Sim... Eu era aquele anencéfalo.

-Mas você está linda e lúcida, agora.Graças às energias de amor recebidas,  graças ao Evangelho no Lar, que banharam meu corpo espiritual durante todo aquele tempo.

-Como se operou esta mudança?

-Tive permissão para esta mensagem pelo alcance que a mesma       poderá ter junto a outras pessoas. Eu possuía meu corpo espiritual   muito doente, deformado pelo meu passado cheio de equívocos.

Após breve pausa continuou.

-Fui, durante nove meses, envolvida em luz, a luz do amor de meus pais. Uma verdadeira cromoterapia mental que, gradativamente, passou a modificar meu corpo astral (perispírito). Os diálogos que meus pais tiveram comigo foram uma intensa educação pré-natal e muito contribuíram para meu tratamento. Eu expiei, no verdadeiro sentido da palavra. Expiar é como expirar, colocar para fora o que não é bom. Eu drenei as minhas deformidades perispirituais para meu corpo físico e delas fui me libertando.

- Estamos felizes por você estar se comunicando com seus pais...

- Como meus pais foram generosos! Meu amor por eles será eterno.

- Por que estás na forma de uma criança, já que te expressas tão inteligentemente?

- Porque estou em preparo para o retorno. Dizem meus instrutores que tenho permissão para informar e, sobretudo, meus pais têm o merecimento de saber. Devo renascer como filha deles, normal, talvez no próximo ano.

- Após dois anos, renasceu Shirley, que hoje é uma linda menina de olhos verdes e cabelos castanhos, Espírito suave e encantador.

Conclusões:

1-    O Espírito inicia seu processo de reencarnação no momento da fecundação, portanto o embrião é um Ser Espiritual com um planejamento reencarnatório a cumprir, envolvendo, também, os familiares.

2-    O microcéfalo assim está por lesões nas matrizes do corpo espiritual, são inúmeras as causas, não devemos rotular  apressadamente, nem julgar, pois cada caso tem uma  origem diferente.

3-    A opção pelo aborto prejudicaria a todos os envolvidos, pai, mãe, médico, paramédicos e familiares que participem conscientemente da indicação do ato.

4-    O grande prejudicado seria o Espírito abortado que perde uma grande oportunidade de drenar energias, reequilibrar  em seus campos morfogéticos em desarmonia.  Uma vez abortado poderá sofrer muito e reagir de diversas maneiras conforme seu nível evolutivo.

5-    Pelo conhecimento baseado nas informações espirituais, alicerçadas no critério da universalidade de informações ( inúmeras fontes mediúnicas), utilidade e racionalidade não é recomendável o aborto do microcéfalo.

6-    Microcéfalo ou anencéfalo, em gestação, são irmãos nossos que necessitam de banhos energéticos de  amor.

 

Seminários espíitas  rhdb11@gmail.com

Bibliografia;

Livro do s Espíritos FEB

A Gênese FEB

Missionários da Luz – André Luiz / Chico Xavier FEB

Evolução em dois Mundos -  André Luiz/ Chico Xavier FEB

O consolador Emmanuel /Chico Xavier FEB

Gestação sublime Intercâmbio. Ricardo di Bernardi  Intelítera

 

Fonte: Medicina e Espiritualidade

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“COMO AJUDAR SEUS ENTES QUERIDOS DESENCARNADOS E SE AJUDAR TAMBÉM. ”

Fiquei alguns dias aborrecida, entediada. Acordava de manhã e só conseguia focar os problemas. Já percebeu que se você marca um problema ele aumenta? Aparece uma grande lente de aumento que torna tudo mais penoso e sofrido.

E, quando você está pensando no problema vem outros muito mais importantes: o jeito de encarar a dificuldade. Dificuldade- difícil. O que parece difícil pode ficar intransponível. É como trombar com um monte de pedras enormes na estrada. E você não vê que o caminho tem flores também. As pedras machucam e , nem sempre dá para pular as pedras. E, correr para tomar banho de rio ou de cachoeira. E, quando a cachoeira está longe e as pedras grandes a frustração dá um baque no corpo. Aí, a gente faz drama. Senta na pedra e faz cara de coitado. Chora; chama os guias e, nem sempre uma oração para fortalecer a alma.

Mal sabe que, após as pedras haverá um caminho mais leve se você enfrentar. Se parar nas pedras vai sentar e chorar. Ou vai voltar e perder a linda paisagem.

Reconhecer o problema é ser realista, mas é melhor não chamar de problema e, sim, desafio. O desafio é uma palavra mais bonita. Chega a ser chique, não é? Problema - é chato.

E, quando estou assim, tudo fica mais chato. Aí, eu me lembro da casa do meu pai. E, quando tocava a campainha e ele atendia. Sempre sorrindo. A sala era mágica. E, lá conversávamos sobre Espiritismo. Na verdade, tinha vontade de chorar, reclamar da vida mas seria muito egoísmo da parte. Meu pai estava atravessando problemas sérios de saúde que limitavam sua vida bastante. Mesmo assim, conversávamos muito e eu gostava dos seus conselhos. E, se eu chegava durante à tarde, íamos para a cozinha onde a Ana Luiza, sua esposa preparava um delicioso café. E, sempre havia bolo. E, se eu estava com vontade de chorar a vontade passava logo. A casa do meu pai era um lugar seguro  e aconchegante. Visitá-lo não era uma fuga ; era uma saída, sentir a sensação familiar de aconchego.

E, sempre chegava mais alguém, meu irmão, minha irmã. E, quando estou com problemas e, passo perto da casa dele sinto um aperto:

" - Meu pai não vai mais atender à porta!"- é sempre um pensamento saudoso egoístico. Procuro não relembrar os oito meses de doença grave enfrentados por ele. Não me regozijo da liberdade espiritual merecida que ele deve estar desfrutando. Na minha saudade egoística um dia clamei:

"- Pai, o senhor pode me ajudar?"- nos primeiros meses os sonhos eram frequentes. Cheguei a ouvir sua voz grave me chamar. E, numa noite, tive um sonho memorável que pode ter sido um desdobramento espiritual. Estava num local cheio de gente e uma senhora me chamou:

-  Sandra, seu pai quer falar com você!- ele veio e me abraçou. E me deu um beijo no rosto. Foi tão bom! E, agora, mesmo sendo espírita, umbandista a verdade é essa:

- Sua presença física não mais

-  Poder ligar para ele?- sem chances

- Sentar e tomar café com ele junto com  a família toda. Sem chances.

-  Almoços e festas de aniversário- sem ele. ( sem a presença física)

A gente sabe que eles estão presentes e mais  vivos do que nunca mas temos que enfrentar essa ilusória falta. E, quando temos problemas queremos o colo materno, o colo paterno ,um lugar seguro onde possamos descansar das lutas.

E, se eu ficar nessa onda frustrante de nostalgia posso entrar em depressão ou sufocar meu pai de pensamentos negativos. E, tentando ser feliz, você ajuda seu ente querido a melhorar, a viver em outro plano. Olhar para o nosso umbigo traz mais pesar.

Quantas perdas  você já sofreu? Se for a morte de um filho o pesar pode durar a encarnação toda. No entanto, Deus costuma dar uma compensação para que você enfrente uma provação ou seja um novo desafio. Manda sempre energias positivas, um pouco mais de consolo, novos amigos, novas sensações e fluidos regeneradores. E, você acaba enfrentando o vazio inevitável através de um novo projeto de vida, da caridade, de um recomeço.

Perdas físicas são inevitáveis, mas as piores são as espirituais. Deixar de amar, brigar, fazer conflitos. São marcas de sofrimento.  Uma consulente perdeu o irmão há quinze dias. Numa consulta comentou sobre o luto e disse que estava triste, mas sentia que o irmão estava bem. Ás vezes, sentia vontade de chorar e ficava triste. A tristeza faz parte desse processo. O seu irmão não estava doente e era relativamente jovem. Enfarto fulminante. Minha consulente viajou uns quatro dias, mas disse que estava enfrentando o luto  com muita força. E disse que se sentia relativamente bem, apesar da tristeza. Voltou às tarefas domésticas e ao trabalho. E, me contou que, saber que a vida não acaba com a morte era um grande consolo.

Quando estou de mal com a vida procuro orar mais e pedir o apoio dos meus guias.

Converso com minha mãe espiritualmente e sei que ela me ouve. Converso com meu pai espiritualmente. Eles também precisam de paz e refrigério. E, também, precisam de nossas preces.

Morrer em vida é muito pior do que perder alguém fisicamente.

Se você acreditar no movimento da vida e no fluir da esperança, estará preparado para enfrentar as prováveis perdas que não são perdas.

Algumas pessoas vão à campa dos entes queridos orar ou adorná-la com flores. Sim; seu ente querido sentirá o aroma das flores e sua energia amorosa. Outros, rezam em templos, olhando para o porta-retratos ou mesmo num choro dorido de saudade. Eles gostam de ser lembrados, mas o desespero os aflige.

Outras pessoas querem recados e mensagens espirituais. Há uma profusão de médiuns habilitados para tal mas, de repente, você dorme e vai ao encontro deles. Sem tensão; sem cobranças. Acorda revitalizado e otimista. E mal sabe que bateu um longo papo com seu filho, seu ente querido ou amigo.

A vida sempre nos oferece a semente da esperança, da fé e da luz. Não procure luz olhando para as trevas. Acenda o candeeiro. A vida vai achar um jeito de lhe ajudar de acordo com sua crença e seu jeito de funcionar diante dos momentos.

Seu filho, seu namorado, seu pai, sua avó, estão todos vivos. E, não estão num céu fictício e, nem mesmo num inferno incandescente. Estão vibrando pela sua felicidade. Ouvem seu pranto ou sua risada. Não há distancia para a eternidade. Mesmo que seu filho tenha partido pelas portas do suicídio não acredite na voz da sombra e de eterno sofrimento. Jesus é misericordioso.

As folhas caem e começa tudo de novo! As flores voltam!

E, pare de pensar tanto no "morto" e olhe em volta! Os "vivos" precisam de você e, você precisa deles.

Depois das pedras vem uma estrada florida e, quiçá, você nem precise das pedras para aprender a caminhar.

A verdade é inevitável: um dia você vai partir dessa para melhor. Nem pense nisso e viva um dia de cada vez. Seu ente querido precisa de paz, silêncio e repouso nos primeiros tempos, mas de repente, se você ficar chamando muito por ele poderá assustá-lo ou confundi-lo. Cada ser tem seu processo evolutivo!

Dedico esse texto ao meu querido meu pai Sinval e minha querida Mãe Leny e tantos outros que já se foram.

E todos que amam e vivem o frescor da esperança!

 

Sandra Cecilia- Blog: Relax Mental

às março 27, 2017  

 

"VINHAS DE LUZ"

 

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Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia

 
Leiam e Meditem:

Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

- Qual é o seu nome?
 

- Chamo-me Nelson, Senhor.
 

- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.
 

Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
 

Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
 

- Agora sim! - vamos começar.
 

- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
 

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
 

- Não! - respondia o professor.
 

- Para cumpri-las.
 

- Não!
 

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
 

- Não!
 

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?
 

- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
 

- Até que enfim! É isso, para que haja justiça.
 

E agora, para que serve a justiça?
 

Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
 

Porém, seguíamos respondendo:
 

- Para salvaguardar os direitos humanos...
 

- Bem, que mais? - perguntava o professor.
 

- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
 

- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta:
 

"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
 

Todos ficaram calados, ninguém respondia.
 

- Quero uma resposta decidida e unânime!
 

- Não! - responderam todos a uma só voz.
 

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
 

- Sim!
 

- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! 

Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período. 

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.
 
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Militar defende tese de mestrado sobre “Fatores relacionados ao suicídio no exército brasileiro: medidas preventivas”.

 
 
Por Ismael Gobbo (Folha Espírta)
 
O major do Exército Crispiniano Batista Quintela Filho defendeu, em 8 de outubro, tese de mestrado perante banca da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), na cidade do Rio de Janeiro, tratando do tema Fatores Relacionados ao Suicídio no Exército Brasileiro: Medidas Preventivas. Confira, abaixo, entrevista concedida sobre o assunto à Folha Espírita: 
 
Folha Espírita – Qual a sua formação militar?
 
Crispiniano Batista Quintela Filho – Meu posto dentro da Força Terrestre é o de Major do Exército Brasileiro, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), de Resende (RJ), na turma de 1992. Realizei o aperfeiçoamento de oficiais na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), em 2004, aqui no Rio de Janeiro, e concluo no final deste mês de novembro a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) aqui na Urca, também no Rio de Janeiro. Tive a grata satisfação, na minha carreira como militar das FFAA, de servir em Feira de Santana/BA (93-95), Cruzeiro do Sul/AC (95-97), São Leopoldo/RS (98-2003), Rio (2004), Juiz de Fora/MG (2005-06) e agora novamente aqui no Rio (2007-08), tendo sido transferido por término de curso para Pelotas/RS, onde deverei passar os próximos dois anos. Recebi o título de mestre aqui na ECEME, e pretendo, em Pelotas, buscar o título de doutor. E se Deus me conceder a felicidade, pretendo fazer o curso de Medicina, pois, durante o período em que servi em Juiz de Fora (MG), fui feliz em trabalhar em um hospital mediúnico, cujo contato direto com os médicos e benfeitores espirituais me despertaram a vontade de seguir a doutrina esculapiana. 
 
FE – Na sua dissertação, faz referências a amigos espíritas, a centros espíritas e utiliza-se da bibliografia espírita. Você é espírita?
Crispiniano – Sim. Com a graça de nosso Pai Celestial, nasci em uma família kardecista, doutrina que admiro pela consistência e lógica de suas informações e afirmações. Mas respeito as demais religiões cristãs que trabalham e se voltam para o bem e para as mensagens de amor e de paz ensinadas pelo nosso senhor Cristo Jesus. 
 
FE – O que o motivou a tratar dos fatores relacionados ao suicídio no Exército Brasileiro? Há muita incidência de suicídio no meio militar?
 
Crispiniano – Primeiramente, fui condicionado pela Divisão de Ensino da escola, pois a minha dissertação, inicialmente, era sobre outro assunto. Vim transferido de Juiz de Fora, onde tive a oportunidade ímpar de trabalhar na Casa Espírita Maria de Nazaré e pude colaborar humildemente no trabalho em prol dos irmãos que cometeram o suicídio. Lá, obtive o prazer incomensurável de conhecer o trabalho dos irmãos de luzes – legionários e servos de nossa Mãe Santíssima – sob cuja direção são responsáveis em cuidar e amparar os espíritos suicidas. Tive também, em 2005, quando capitão comandante de uma Companhia de Fuzileiros do 10º Batalhão de Infantaria, Organização Militar de Juiz de Fora, de cuidar de um soldado parassuicida, experiência deveras interessante, à medida que fui descobrindo que aquela unidade militar já havia tido diversos casos de suicídio de militares. Ao chegar à ECEME, após todo um ano de pesquisa em cima de um tema que eu havia preparado antecipadamente, fui informado de que teria de abraçar um novo tema: O Suicídio Dentro da Força Terrestre... Coincidência? Com certeza, não. Quanto ao número de suicídios dentro da Força, há, sim, um crescente aumento, da mesma forma como tem acontecido na sociedade mundial. E como o Exército é um segmento da sociedade brasileira que faz parte dessa comunidade mundial, a Força Terrestre já se preocupa com os números e problemas advindos do suicídio. 
 
FE – Quais as motivações para os casos de suicídio que estudou?
 
Crispiniano – São diversas “as gotas d’água” que desencadeiam o último ato de um parassuicida. Mas o que pude constatar, ao final do meu trabalho, é que tudo “começa” com o pensamento do indivíduo. Tanto que, na apresentação da tese, fiz questão de colocar, no último slide, uma frase que li durante os meus trabalhos e que retrata efetivamente como poderemos nos afastar das idéias e dos atos suicidógenos, a partir do momento que atentarmos para os nossos pensamentos: “Cuidado com os seus pensamentos, pois eles poderão se constituir em palavras; cuidado com as suas palavras, pois elas poderão se transformar em atos; cuidado com os seus atos, pois eles transformarão o seu caráter... E cuidado com o seu caráter, pois ele formará o seu destino!” 
 
FE – O senhor acredita que a religião ajuda a inibir tendências suicidas?
 
Crispiniano – Não tenho dúvidas quanto a isso, ou melhor, nunca tive. E, agora, após as minhas pesquisas, pude confirmar a minha assertiva. A religião é uma válvula de escape aos pensamentos e impulsos autodestrutivos, pois ela nos liga à Divindade, nos remete à Luz, à Razão, ao Amor, à Fé, à Verdade e à Vida. Por outro lado, nos afasta de todas as suas antíteses. 
 
FE – Fale-nos um pouco sobre a sua defesa. Qual a impressão da banca?
 
Crispiniano – No início, como já era de se esperar, ao abordar a questão da extracorporeidade, encontramos um terreno penoso. Mas as nossas preces e orações a Jesus, à Maria de Nazaré, aos seus Legionários e Servos e aos Irmãos de Luzes que nos acompanharam nesse trabalho humilde concederam-nos o desenrolar, inacreditavelmente rápido, dos óbices e dificuldades que tentaram nos atrapalhar. Tive muita ajuda dos mentores da Casa de Maria de Nazaré e do Grupo Espírita Alfredtz Halzeireng Müller (ambos de Juiz de Fora), do Lar de Frei Luiz (em Jacarepaguá) e do Centro Espírita Amor, Caridade e Esperança (de Botafogo), bem como de pessoas que me deram insights e inputs importantes no decorrer do trabalho. E aqui aproveito para um agradecimento todo especial à senhora Suzuko Hashizume, ao coronel Túlio Fonseca Chebli, aos tenentes-coronéis Lourenço Willian da Silva e José Gilson Pereira de Macedo e aos autores de livros importantíssimos que me embasaram cientificamente na confecção da obra: à dra. Marlene Nobre, com o seu livro A Obsessão e suas Máscaras, e ao cientista Laércio Fonseca, com o seu livro A Física Quântica e a Espiritualidade. Para minha surpresa, o trabalho, no dia da apresentação, foi muito elogiado, particularmente pela inovação da maneira como fora abordado o fato dentro da Força Terrestre. Senti um alívio, e, no momento em que a emoção tomou conta do meu ser, ao constatar a aprovação do trabalho, pude constatar a presença de diversos amigos e mentores espirituais na sala. Mas não tenho dúvidas de que sozinho e sem a ajuda que obtive, tanto espiritual como dos amigos encarnados, eu não teria atingido a meta. 
 
FE – Acha que seu trabalho poderá ser aproveitado para informações preventivas e profiláticas no âmbito da corporação?
 
Crispiniano – Já foi solicitada cópia para o Estado-Maior do Exército (EME). Espero que o trabalho encontre eco nos mais altos escalões da Força Terrestre, e que ainda possa ser repassado para as demais Forças Singulares, Polícias Militares e Civis, pois procurei evitar colocar no esboço qualquer tema sensível que o tornasse confidencial ou sigiloso, a fim de não perder a finalidade maior a que me propus: colaborar no trabalho de Maria de Nazaré e sua plêiade de Espíritos Marianos no combate ao suicídio, trabalhando desde cedo na sua prevenção, pois temos notícias de que há muitos casos e que os trabalhadores do Alto estão com sobrecarga (vide Memórias de um Suicida), devido ao aumento considerável do ato no orbe terrestre. Já procurei repassar cópia em PDF para amigos militares do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, da Polícia Civil do RJ e da Polícia Militar da Bahia, além de outros amigos civis. 
 
FE – Algo mais que queira acrescentar?
 
Crispiniano – Gostaria de agradecer à Folha Espírita pela oportunidade que me concede nesta entrevista e dizer que dedicamos toda essa pesquisa àquelas pessoas que perderam um ente querido por suicídio. A elas, as minhas rogativas ao nosso Divino Mestre Jesus Cristo para aliviá-las das dores dessa perda por tão trágica maneira. E, em particular, aos nossos irmãos réprobos que se encontram em tão angustiante posição, as nossas súplicas aos Espíritos Mensageiros da Paz para que através do Manto Sagrado de Maria de Nazaré possam receber os bálsamos necessários para o alívio da dor por que passam, e para que recebam, o quanto antes, uma nova oportunidade para superarem as suas dificuldades. 
 
O e-mail do entrevistado é crisbaiano@yahoo.com.br
 
 
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“COMO PARAR DE ABSORVER ENERGIAS NEGATIVAS DE OUTRAS PESSOAS”

"A empatia é a capacidade de reconhecer e sentir as emoções de outras pessoas. Simpatia sentir compaixão por outras pessoas. Muitas vezes para ser um “empata” significa que você estará absorvendo grande parte da dor e sofrimento em seu ambiente, o que pode sacrificar sua capacidade de se expandir a um nível mais elevado.

Se você convive frequentemente com uma pessoa negativa, você sabe o quão tóxica a sua energia pode ser. Aprender a não absorver as energias de outras pessoas é uma grande habilidade espiritual a se desenvolver. Aqui estão cinco maneiras de parar de absorver a energia negativa de outras pessoas.

 

1) Lembre-se, você não pode agradar a todos

Se alguém lhe assediar moralmente, reclamando sobre você, ou desrespeitar você, não faça de sua missão tentar convencer essa pessoa a gostar de você. Isso só vai sugar você ainda mais o seu campo de energia e vai fazer de você energeticamente dependente da opinião deles.

Nem todo mundo vai gostar de você. Todos estamos, aqui na terra, vivendo com um propósito diferente. Ao amar a si mesmo em primeiro lugar, você irá criar um campo de força em torno de outras pessoas que irá protegê-lo de ser tão esgotado por suas opiniões.

Também lembre-se: você não pode mudar ninguém. Não faça de sua missão tentar corrigi-los nesse momento também. Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é não tentar mudá-los, pois, agindo assim, você não vai alimentar a energia que eles estão projetando em você.

 

2) Tenha cuidado com quem você convida para a sua vida

Seu corpo, sua mente e o seu ambiente são o seu templo. Quem você está convidando para eles? É um convite aberto? Será que as pessoas ainda limpam os pés antes de caminhar ao redor deles, ou arrastam-lhe a lama de sua alma?

No Brasil existe uma gíria chamada folgado. O significado direto é “solto” ou “preguiçoso”, mas que realmente significa “freeloader”. Não é exato no Inglês equivalente pois é mais uma mentalidade do que um estilo de vida.

Se você dá a uma pessoa um pedaço de pão, um dia, eles vão pedir pão todos os dias. Se você deixar alguém ficar em sua casa para um fim de semana, então eles vão tentar ficar a semana toda (ou duas!).

Uma vez eu pensei que minha esposa estava ficando fria e com um espírito mesquinho para com alguns dos nossos vizinhos. Depois que eu percebi que ela estava apenas respeitando a si mesma e a sua casa! Eu valorizava sua postura e adotei o estilo como meu, a partir daí.

É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar para que você você não seja pisoteado, assim, optando por ajudar aqueles que realmente precisam. Aprenda a dizer “não” é estar bem com isso.

 

3) parar de prestar atenção

Um parasita precisa de um hospedeiro para sobreviver. Quando você presta atenção em alguém, você está dando-lhe energia. Ou seja, se você se concentrar em vampiros de energia, eles vão entrar em sua mente e vão roubar seus pensamentos, diminuindo drasticamente seus níveis de energia.

Algumas pessoas vão despejar sua energia em você e então dirigir para o próximo “pit stop“. Um ouvido amigo pode ser uma coisa maravilhosa, mas é, necessariamente, uma linha que precisa ser cuidado se se quiser manter a saúde de sua energia.

Talvez você encontrou-se como uma fonte de uma pessoa para retransmitir as suas frustrações no trabalho, um relacionamento ou mesmo realizações bem-sucedidas. Todas estas emoções podem drenar você de várias maneiras e fazer com que você comece a limitar a sua própria vida de maneiras não produtivas.

Ame-se o suficiente para ajustá-los, dizer-lhes para parar, ou dizer-lhes que você não pode lidar com isso agora.Não economize em rejeitar sua energia tóxica.

 

4) Inspire natureza

Vá para a natureza meditar, relaxar e respirar. Purifique a água dentro de você, exercite e flutue fácil. Esteja como uma borboleta, flutue suavemente, mas mova-se rapidamente. A respiração aumenta a circulação do fluxo sanguíneo ao redor do corpo e ajudará a evitar que você absorva a energia daqueles que o rodeiam. Caminhe com confiança, mantenha a cabeça erguida e não permita que ninguém faça você se sentir inferior. A lagarta come tudo em torno dela e se torna gorda, imóvel.

Deve-se primeiro tornar-se luz, a fim de voar.

 

5) Tome 100% de responsabilidade por seus pensamentos e emoções

Como você se sente é 100% sua própria responsabilidade.

O universo está enviando pessoas para a nossa vida para nos testar. A percepção que temos de nós mesmos é maior do que a percepção que os outros têm de nós. Você não é uma vítima, ninguém tem poder sobre você. Considere como seus pensamentos ou expectativas podem ter manifestado a situação que está incomodando você. E se a resposta estiver dentro de seu nível de paciência, irritabilidade ou compaixão? A menos que tomemos um tempo para nos observar, nós inconscientemente afirmamos nossa própria vitimização para o mundo que nos rodeia.

Uma vez que você se torna responsável pela maneira que você escolhe responder a algo, você se conecta com você mesmo a um nível mais profundo. Quando você está conectado a si mesmo a um nível mais profundo, você começa a não ser abatido nem projetado para fora de seu centro tão facilmente.

Coloque-se em situações que aumentam as suas próprias energias. Esta pessoa faz com que você se sinta bem? Você faz essa pessoa se sentir bem? Você é merecedor de uma experiência brilhante e é hora de perceber isso!

Aprenda a proteger-se contra as energias de outras pessoas e comece com o amor-próprio. Lembre-se de que é importante para você estar feliz e em paz. Esteja pronto para dizer não.

Você é o autor de seu próprio estado energético."

 

Fonte: Espirit book-Postado por ana maria teodoro massuci

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"CREMAÇÃO NA VISÃO ESPÍRITA"

"CREMAÇÃO NA VISÃO ESPÍRITA"

O medo de ser enterrado vivo induz muita gente a desejar ser cremado. Queima-se o cadáver evitando o problema. Mas há uma dúvida que inspira a pergunta mais frequente:

- Se no ato crematório o Espírito ainda estiver preso ao corpo, o que acontecerá?

Tudo aquilo que doamos temos, é da lei. Tudo que temos, devemos.

O corpo é uma veste e um instrumento muito valioso e útil para o espírito, enquanto encarnado. Depois de morto, nenhuma utilidade mais tem para o espírito que o animou. Poderá vir a ser cremado sem que nada disso traga qualquer prejuízo real para o espírito desencarnado.

Pensam alguns que se o seu corpo for queimado ou lesado haverá prejuízo para o seu ressurgimento no mundo espiritual. Entretanto, não é o corpo material que continua a viver além-túmulo nem é ele que irá ressurgir, reaparecer, mas sim o espírito com o seu corpo fluídico (perispírito), que nada tem a ver com o corpo que ficou na Terra.

É necessário observar que, se o Espírito estiver ligado ao corpo não sofrerá dores, porque o cadáver não transmite sensações ao Espírito, mas obviamente experimentará impressões extremamente desagradáveis, além do trauma decorrente de um desligamento violento e extemporâneo. Mas pense bem, enterrar o corpo é também algo horrível se o espírito permanecer preso a ele; a autópsia; a putrefação do corpo, os vermes devorando a carne putrefata, é também angustiante para o espírito. Entretanto devemos lembrar que o perispírito está em outra faixa vibratória, e que em circunstâncias normais não deve ser afetado, quer pela decomposição, quer pela cremação.

Entretanto, acreditamos que um espírito cujo corpo vai ser cremado, é desligado, talvez de forma violenta, mas não será queimado, mesmo que fique preso.

Sofrem mais os espíritos muito apegados à matéria, os sensuais, os que se agarram aos prazeres da vida. Mas respondendo objetivamente, acreditamos que não são sensações físicas, e sim emocionais, morais.

Para que o Espírito não se encontre ligado ao corpo físico, é recomendável um intervalo razoável após a morte (Emmanuel diz 72 horas), a fim de se ter maior segurança de que o desligamento perispiritual já tenha completado.

Nos fornos crematórios de São Paulo espera-se o prazo legal de vinte e quatro horas. Não obstante, o regulamento permite que o cadáver permaneça em câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar. Espíritas costumam pedir três dias. Há quem peça sete dias.

Importante reconhecer, todavia, que muito mais importante que semelhantes cuidados seria cultivarmos uma existência equilibrada, marcada pelo esforço da auto renovação e da prática do Bem, a fim de que, em qualquer circunstância de nossa morte, libertemo-nos prontamente, sem traumas, sem preocupação com o destino de nosso corpo.

 

 

 

DIVALDO FRANCO

às dezembro 27, 2016  

 

 

 

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Ter ou não ter filhos e Reencarnação

Ter ou não ter filhos e Reencarnação

 
O controle da natalidade vem sendo praticado desde os primórdios dos tempos. A civilização humana sempre encontrou raízes ou ervas com as quais feiticeiros ou médicos procuraram interferir no processo da concepção ou mesmo da gestação em curso.
 
Mesmo aqueles casais avessos aos processos artificiais frequentemente optam por “métodos naturais”, evitando relacionamento sexual nos dias férteis e objetivando o mesmo resultado: a limitação da natalidade.
 
Teoricamente, em todos os casais haveria uma possibilidade de número maior de filhos, caso não houvesse alguma forma de controle ou planejamento familiar. Esta constatação nos leva a crer que há, na quase totalidade dos casais, alguma interferência, por livre iniciativa, sobre a natalidade de seus filhos.
 
Em face do exposto, o bom senso nos leva a posicionar realisticamente, sem no entanto perdermos a visão idealística. Nós, seres humanos já conquistamos o direito da liberdade de decidir, evidentemente com a responsabilidade assumida pelo livre arbítrio. O Homo Sapiens já possui a possibilidade de escolher a rota de seu progresso, acelerando ou reduzindo a velocidade de seu desenvolvimento espiritual. Somos os artífices da escultura de nosso próprio destino.
Nas informações que são colhidas, psicográfica ou psicofonicamente, os espíritos nos expõem a respeito da planificação básica de nossa vida aqui na Terra, projeto desenvolvido antes de reencarnarmos. Se é verdade que os detalhes serão aqui por nós construídos, certamente o plano geral foi anteriormente elaborado no mundo espiritual, frequentemente com nossa aquiescência. Dessa planificação básica, consta o número de filhos.
 
Se um determinado casal deveria receber 4 filhos na sua romagem reencarnatória e não o fez, pelo uso das pílulas anticoncepcionais ou outro método bloqueador da concepção, ficará com a carga de responsabilidade a ser cumprida. Não se permitiu a complementação da tarefa a que se propôs antes de renascer.
 
A grande questão que surge é com relação às consequências advindas da decisão de limitar a natalidade dos filhos. Sabemos que há, frequentemente, uma transferência do compromisso estabelecido para outra encarnação.
 
Sucede muitas vezes que essa decisão de postergar compromissos determina a necessidade de um replanejamento espiritual com relação àqueles designados à reencarnação em um determinado lar. Podem os mesmos obter “novos passaportes” surgindo como netos, filhos adotivos ou outras vias de acesso elaboradas pela espiritualidade maior. Ocorrerá, nestes casos, a necessidade de um preenchimento da lacuna de trabalho que se criou ao se impedir a chegada de mais um filho.
 
O trabalho construtivo, consciente ou inconscientemente desenvolvido para a substituição do compromisso previamente assumido, poderá compensar pelo menos parcialmente a dívida adiada. Qualquer débito cármico poderá ser sanado ou apagado por potenciais positivos, às vezes bem diversos dos setores daqueles que originaram as reações. No entanto, o labor amoroso na área mais específica da maternidade e da infância carentes são naturalmente mais indicados para a harmonização das energias tornadas deficientes nessa área.
 
Se o ideal é que cumpramos o plano de vida preestabelecido, é também quase geral o fato de que neste planeta a maioria não logra êxito na execução total de suas tarefas. Resta-nos a necessidade de consultar honestamente a consciência, pois pela intuição ou sintonia com nosso eu interno encontraremos as respostas e dúvidas (ou dívidas) particulares nesse mister.
 
É constatação evidente o fato de, normalmente, não nos recordarmos dos planos previamente traçados, mas é verdadeiro também que frequentemente fazemos “ouvido de mercador” aos avisos que nosso inconsciente nos transmite. Não esperemos respostas prontas ou transferência de decisão para quem quer que seja, afinal estamos ou não lutando para fugir das mensagens dogmáticas, do “isto é permitido” e “isto não é”?. Cada casal deverá valorizar o mergulho em seu inconsciente, sentir, meditar, e das águas profundas de seu espírito, trazer à superfície a sua resposta...
 
Autor: Dr. Ricardo Di Bernardi
 
(Ricardo Di Barnardi é médico pediatra-homeopata, reside em Florianópolis, é palestrante espírita internacional, escritor com vários livros publicados na área.)
 
 
 
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Mensagem de André Luiz

Mensagem de André Luiz

 
A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é jogo escuro das ilusões.

O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso.

Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.

Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.

Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.

Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração!

É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! 

É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!

Seria extremamente infantil a crença de que o simples "baixar do pano" resolvesse transcendentes questões do Infinito.

Uma existência é um ato.

Um corpo - uma veste.

Um século - um dia.

Um serviço - uma experiência.

Um triunfo - uma aquisição.

Uma morte - um sopro renovador.

Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?

E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!

Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!

É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas.

Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa.

Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma ideia dessa verdade fundamental.

Grato, pois, meus amigos!

Manifestamo-nos, junto vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal. 

A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade. Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência profunda, com os seus valores coletivos. 

Não atormentaremos alguém com a ideia da eternidade. Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar. 

Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que "o espírito sopra onde quer".

E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silêncio da simpatia e da gratidão. 

Atração e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma. 

Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração.

Que o Senhor nos abençoe.

André Luiz;
Psicografia: Chico Xavier 

 
 
 
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