Posts de Cristina Bonetti (175)

SOB O PRISMA DO AMOR (DUETO)

 

Uma luz rútila de encantamento
Flameja nos olhares inocentes
Unificados no espaço-tempo
Na estesia do amor presente!


Dois corações latentes
Como a flor e o colibri
Em conta-gotas calientes
Nas juras de amor sem fim!


Na vinha de sonhos a tecer...
Caminhos de versos e prosas:
Suspiros uníssonos ao entardecer...
Eterno espetáculo de rosas!


As cordas secretas
Dos instrumentos da natureza,
Fazem sons nas almas libertas,
Num hino mágno à beleza!


O verbo amar se faz presente
- conjugado pelo vento -,
Que em uivos de tom plangente,
Trás glamour aos rebentos!


Em alcova resplandente
De segredos e lembranças,
Repousam assim, ternamente,
Sublimadas esperanças!


Nas lágrimas nascem flores!
Os ventos vicejam os mares!
Fazem festa os condores
À espera dos luares!...


A saudade em flor
A chorar e a sorrir,
Traz a essência desse amor
Num cinzel a colorir!





(Cristina Bonetti & Antenor Rosalino)
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Brisa de Amor (DUETO)

 

Catedrais da natureza;
ventos que passam leve brincando por entre as flores;
ternuras de fim de tarde; monumentos de beleza;
um coração que sonha, invoca e sente;
na alma da gente a saudade
sem temer as torturas do poente.

Brisa de amor percorre a alma,
penetra no peito com suavidade,
acaricia o coração e o acalma;
seus sonhos trazem felicidade.

Saudade a levou embora.
No entardecer vem a esperança
trazendo a alegria de outrora;
o amor é um sonho de criança.







(Cristina Bonetti & Silvanio Alves)
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...sob bálsamos de orquídeas... (DUETO)

 

Eis uma doce e nova cantiga
Vinda da fonte misteriosa que a alma chama!
Entre orquídeas na rocha,
Pétalas frias como cristal e um corpo se encontram.

Eis uma alma peregrina
Que adormece e delira
Vivendo a ilusão de uma nova vida!

Belos sonhos se avizinham
Permeando o meu caminho:
Primavera de esperanças no arrebol vespertino!

Deixo as marcas do passado
Para viver meu encanto
Em níveas noites de saudades
Quando entre orquídeas te encontro!





(Cristina Bonetti & Antenor Rosalino)
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Nostalgia do Entardecer (DUETO)

 

Fim de tarde...

Além das montanhas
e de vastas plantações,
rubro sol se vai num derradeiro adeus!

A noite vem lenta e mansamente
com seus anjos que trazem esperança aos ateus.

Almas recolhem-se em preces,
esperando por um novo poente...

Olhares apolíneos voltam-se para os céus
e na amplidão do nostálgico horizonte,
um arrebol de matizes se faz dolente!

Na solidão das horas de vigília,
silenciosas lágrimas de ternura
se confundem com os pássaros
que ruflam suas asas
em cândido aspergir reluzente!

Num derradeiro aceno ao
crepúsculo vespertino,
a noite abraça a Terra,
e postergadas lágrimas caídas
dão lugar a sorrisos inocentes
e olhares de esperança
que se perdem pela noite
para encontrar no amanhã
doces sonhos redivivos!






(Cristina Bonetti & Antenor Rosalino)
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Horizonte de Sonhos (DUETO)

 

No silêncio das árvores,
Num horizonte de sonhos,
A inspiração vaga abrandada!

Ainda há o palpitar das estrelas
Carregando mensagens
Na mudez mais desejada.

No silêncio, em uivos dolentes,
Ainda há o palpitar de um coração
Querendo despertar...

As ramagens florescentes
Aguçam em tons plangentes
E compreendo o firmamento!

No silêncio daquela alma,
Os versos não soam sílabas,
São momentos sublimados!

Somente neste silêncio
- em compasso estelar hermético -,
Decantado, o coração desperta!



(Cristina Bonetti & Antenor Rosalino)
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Navegantes (dueto)

 

No eflúvio das ondas de cálida ternura,
Navegam os corações uníssonos
E na âncora do amor se entregam
Entre matizes sob o ar flumíneo!

Um marinheiro guia
Os destinos da mocinha
Pelas ondas do mar do amor
No esplendor da maresia!

A natureza festiva
Desenha proezas, fulgores...
Os pássaros entoam hinos!
Fulguram-se olhares de amores!

Peregrinos navegantes!
Devastam mares longínquos...
São seres que buscam luzes
Nos abissos oceânicos!

Foram por Deus escolhidos
A seguir o mesmo caminho,
Em corpos e pensamentos unidos
No sonho azul do infinito!

Na brisa do cais distante,
O crepúsculo se faz dolente...
Os corpos então se enlaçam
Dando adeus ao sol poente!





(Cristina Bonetti & Antenor Rosalino)
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O Verbo Amar (DUETO)

 

Eu te amo!
Tu me amas!
Somos duas almas
que se unificaram
dentro do verbo amar...

Almas puras, inocentes,
guardam assim, secretamente,
esse amor imorredouro
no cálice da transcendência!

Como um hino ao nosso amor
os ventos conjugam
em doces uivos
no espaço-tempo,
o laudável verbo amar
no subjuntivo presente.





(Cristina Bonetti & Antenor rosalino)
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...a flor e o colibri... (DUETO)

 

Tu és a flor!
Sou teu colibri!
Em êxtase de amor
Que outrora não senti!


Um colibri enamorado
Que na fonte do seu néctar,
Empreende acrobacias
Só para te ver sorrir!


Oh, flor! Tu representas
A poesia latente
Do cinzelar da natureza...


Sou teu colibri a fugir
Das chibatadas dos ventos
Para encontrar-te sorrindo
No teus folíolos que encantam
O pergaminho do tempo!


Linda flor, seu doce néctar
Transbordante é todo meu...
Saciarei os meus desejos
Entre carícias e beijos
Na bênção que Deus nos deu!





(Cristina Bonetti & Antenor Rosalino)
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Luar de Prata (DUETO)

 

É. Lua é sempre lua.
Meus passos seguem
pelo olhar da lua...

Lua que nos encanta.
Revela aos nossos olhos
sua aura branda...

E assim é a lua.
Lua prateada
mais próxima da rua...

Lua nova.
Inspira, ao coração poeta,
belo verso e prosa...

Luar de prata invade a casa.
Sombras de jasmim
tocam em mim...





(Cristina Bonetti & João carlos Luz)
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Alvorada

 

Está a terra inteira deslumbrada,
A alvorada chega mansamente
Clareia de poesia a velha estrada...

Acorda ainda mais, a natureza;
Com ela, o sol dourado e pleno.
Corações palpitam de amor e de beleza...

Ela acompanha nossa vida passo a passo,
Ela é quem nos ilumina.
Ela somente.





(Cristina Bonetti)
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...ânsia de paz...

 

...agora, sim, alma peregrina,
alguém murmura verso de um poema que escrevestes numa noite,
a esperar na ânsia de paz, amor, sonho e ventura.

Entre sorriso no levante e na campina
um coração transborda de ternura.

Verso profundo;
palavras que vencem a amargura.
Alguém que saiu do seu silêncio; um olhar fecundo.





(Cristina Bonetti)
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Flores na Jornada

 


... e mesmo se difícil a jornada for,
antúrios, hortênsias, angélicas, cravinas,
crisântemos, gardênias, lírios, narcisos...

Girassóis, margaridas, rosas, tulipas,
acácias, azaléias, camélias...,
falarão de amor!

O lastro do perfume das flores
sob um céu constelado,
enternecerá a alma desfazendo-a em

ternuras incontidas, odes apaixonantes,
sonhos de primavera, murmúrios de cascatas,
arrulhar de passarinhos, cânticos angelicais!

Entre fontes que rumorejam:
Abraços acolhedores, olhares no infinito...

Mãos justapostas
E lábios que fagulham
Nas asas douradas da aurora.




 (Cristina Bonetti & Antenor Rosalino)
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Seresta Enluarada

 

Seresta enluarada, 
paletó de linho branco,
galanteio enamorado...  

...doces acordes,
sorriso sincero,
um chapéu quebrado...   

...estradinha de terra,
casinha singela,
um beijo encantado... 

...passa o tempo,
só não passa a saudade
do caboclo e sua amada.
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DOLORES

 

Alto da colina,
Terra espanhola,
verde campina...

Triste passado;
balanço no tronco do jequitibá;
linda jovem; trágica queda...

Toque das mãos; pequena órfã;
a terra, outrora fértil, voltou a florir,
os pássaros a cantar, a fonte a jorrar, a órfã a sorrir...

Nesse toque tem magia, na magia tem mais flores,
nessas flores alguém que me conta,
a história de Dolores!
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...forrobodó...

 

De noitinha, tem festa no sertão.
Tem viola, sanfona, forrobodó,
Maria Bonita e Lampião.

...menina sonhadora, sentada no portão.
Vestido de chita e laço de fita no cabelo.
Esperando o príncipe montado no alazão.

...o velho galo anuncia um novo dia.
O povo se despedi.
Acabou a confusão.

...menina sonhadora, sentada no portão.
Agora desolada; um coração partido.
Príncipe encantado...

Pura ilusão!
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...meu barquinho de papel...

 

Minha Terra tem palmeira,
ipê, jacarandá, perfumado verde campo
que enxuga meu pranto.

...tem gaivota, andorinha, maritaca, beija-flor,
canário seresteiro
que acalma minha dor.

...tem lagoa, cachoeira, fascinante azul do céu,
riacho de água cristalina que leva para longe
meu barquinho de papel.
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"22 de Maio"

 

"22 de Maio"

Hoje, em especial, eu quiz depositar em teu rosto
um beijo de Feliz Aniversário...

O Destino não quiz,
pois, já partistes seis anos atrás.

Depositei em tua Lápide, flores regadas com lágrimas.
Não lágrimas de tristeza, mas, lágrimas de saudade...

Saudade do teu coração amoroso,
dos teus olhos verdes, do teu sorriso maroto...

Pai,
tuas mãos esculpiram em mármore e argila
belas Obras-de-Arte.

Deus,
tuas mãos esculpiram em carne e osso
uma das mais belas Obras-de-Arte:

o meu Pai.





(Cristina Bonetti)
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...pés descalços...

 

...são
pés descalços,
pés protegidos,
pés inocentes,
pés aflitos...

...em
chão de lama,
chão de pedras frias,
chão de asfalto,
chão de terra batida...

...são
passos leves,
passos inibidos,
passos firmes,
que recordarão sua trilha.





(Cristina Bonetti)
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Catedrais da Natureza

 

Catedrais da natureza;
ventos que passam leve brincando por entre as flores;
ternuras de fim de tarde; monumentos de beleza;
um coração que sonha, envoca e sente;
na alma da gente a saudade
sem temer as torturas do poente.





(Cristina Bonetti)
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