Posts de Cláudio Avelino da Costa (84)

Possessão

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Encerras em ti o começo e o fim de tudo.

Do meu luto, mergulhei na minha razão,

Juíza minha, que sempre me dizia: NÃO.

Mas, até ela, iludida, encantou-se por ti.

 

O feitiço desse teu sorriso moreno

É como o canto doce das sereias.

E o brilho afiado desses teus olhos mel,

Pôs por terra todos os meus nãos.

 

Teus segredos abriram os meus cadeados

E esse sorriso armado me fez dizer: SIM.

Era eu fortaleza de aço, intranspugnável,

Agora, sou ovelha perdida em terra de lobo.

 

Os meus exércitos foram todos dominados,

Eles não tiveram tempo de guerrear.

O meu coração não está mais vazio.

Agora, o inimigo habita em mim.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

 

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Divas

Dedicado à Poetisa Sílvia Mota

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                    Divinas e únicas.

                    Instigantes mistérios...

                    Virgem plácida inocência.

                    Amores, amantes, mulheres.

                    Sílvias que conquistam, venero.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Irmãos de Alma

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Não somos extensões de carne

Nem sangue que se renova e parte.

Somos como a água e o leito,

Como as ondas e a praia,

Como o céu e as nuvens.

 

Irmãos de sangue a morte abraça,

Beija e leva para bem longe...

E o tempo carrega esquecendo,

Indiferente, todos os laços feitos

Seja hoje, amanhã ou ontem.

 

Os irmãos de alma são eternos

Como as estrelas das noites,

Como os amores das luas...

Como o sol amando as manhãs.

Eles são diamantes celestes!

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Ecos da Noite

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Quando quiseres lembrar de mim,

Volta os passos que um dia destes,

Porque hoje já não estás aqui comigo,

Porque o nosso amanhã é um dia

Que não verá a luz do sol nem da lua.

 

Volta os passos e, em pensamentos,

Abraça a minha saudosa poesia.

Dize a ela que não se desespere,

Que não te espere, que me deixe.

Porque eu quero me esquecer de ti.

 

Mas, se mesmo assim insistires

Em alimentar essa minha agonia,

Volta os passos, lembra-te dos dias

Em que o sol adormeceu apaixonado

Em nossos corpos suados de amar.

 

Lembra-te dos murmúrios dos riachos,

Dos farfalhos trêmulos dos coqueiros,

Da luz da lua dourando nossos corpos,

Do silêncio sendo desvirginado pelo som

De um grande amor sendo consumado.

 

Quando quiseres lembrar do meu amor,

Não esqueças das flores que sacrifiquei por ti.

Lembra-te com carinho dos ecos da noite,

Porque eles alimentam a minha saudade,

Porque deles nasce toda minha agonia.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Quebra Pedras

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Tim!... Tim!... Tim!...

Geme o ferro (amolece o peito)

Na pancada fina

No mármore, no granito.

 

À margem da via expressa,

O destino labuta, sua, luta...

Zune o ferro (espanca a alma),

O granito, o mármore.

 

Ecoa profundamente na juventude,

“Orgulho dos olhos”,

Despedaçando na realidade

O presente que se faz futuro.

 

Tim!... Tim!... Tim!...

Ecoa no presente,

Via expressa da vida,

Os erros do passado...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Pétrea Coluna

3541743790?profile=originalVerte-me sangue

Lágrimas d’alma

Punhais de aço

Lacerada cama.

 

Furta-me a razão

Inocente malícia

Pétrea coluna

Indômita fugitiva.

 

No ocaso intrépido,

Sou a sela atrevida

Não sou o cavalo

Na encelada carne.

 

Transpassa-me...

A verdade furtiva,

As mentiras justas,

Os beijos amargos.

 

Queima-me vivo,

Prostituta carne,

Anjos e demônios,

Certos sentidos...

 

Verte-me sangue,

Furta-me a razão,

Transpassa-me...

Queima-me vivo.

 

Sou eu que sinto

As minhas dores.

Sou eu que faço

Esse meu destino.

 

Planto roseiras,

Colho espinhos.

Rogo aos céus,

A terra responde.

 

Estendo as mãos.

Grito em silêncio.

Verte-me sangue,

Falta-me a razão.

 

Sinto fome e sede.

Sinto frio, calafrios,

Nessa insanidade

Que me consome.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Corpo Profano

3541742776?profile=originalFiz do teu céu a minha terra,

Do sol fui o suor e o pranto.

Da lua, pérola rara e fingida.

Da tua ilusão, alimento posto,

Saciei a minha fome humana

Na mesa do teu corpo profano.

As minhas lágrimas envenenadas

Foram o remédio para minhas feridas.

Inflamadas desilusões, apodrecidas

Pelos vermes dos meus ciúmes.

 

Tuas mentiras foram verdades

Que acreditei como certas.

Sementes de flores amargas

Semeadas em canteiros incertos.

Espinhos que rasgam a alma

No desabrochar em desalento.

Erradas foram minhas estradas,

Reta foi a certeza do precipício

Que me parecia tão inocente,

Tão raso, tão claro, tão florido...

 

Foi raro o meu puro sentimento,

Por ninguém ele foi reconhecido,

Porque em meu peito cicatrizado,

A fria pedra já não pulsa. Jazia...

Diz-me que tudo vivido foi o certo,

Que te afirmarei. Eu fui o errado.

Porque o perfume das rosas fáceis

Inebriam, distorcem a realidade,

Mas os espinhos que por ai floram,

Esses, transpassam a maldita carne.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Pai

Em homenagem póstuma ao meu Amigo, meu Herói. Dedico este poema ao meu amado PAI, Abelardo Avelino. Falecido no dia 06/07/2012.

Pai, tuas lágrimas

Mexem tanto comigo.

Elas trazem a saudade

Do teu sorriso feliz.

 

O tempo mostra seus efeitos...

Já não podes sustentar o peso

Desse tempo que passa e não para,

Nem da tua saudade de menino.

 

Por onde andas, Pai,

Com esse olhar perdido...

Leva-me contigo nessa viagem

Longa entre tuas lembranças...

 

Sinto-me perdido, Pai

Sem as tuas palavras.

Foram tantas proferidas

Outras tantas ignoradas.

 

Hoje vivo a saudade

Dos teus conselhos

E dos teus castigos.

O tempo passou, Pai.

Eu fiquei aqui sozinho.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

 

Descanse em paz meu amado Pai, em breve estarei contigo, então não haverá mais dor. TE AMO.

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Petra

3541684643?profile=originalDas cinzas do meu corpo,

O meu peito será exposto

Para que todos saibam

Que te amei além de mim.

 

E por mais que eu soubesse

Que a decepção era certa,

Eu te amei mesmo assim...

 

E por ter te amado, o meu coração virou pedra

Cujo fogo do ciúme não conseguiu destruir.

É, do início ao fim, o teu amor foi egoísta comigo!

 

Ele petrificou os meus sentimentos.

Ele transformou o meu canto num lamento.

Ele me fez desistir dos meus amores

E dos meus sonhos, fez pedaços de mim.

 

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.
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INTOLERÂNCIAS

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Maldade da alma,

Intolerância humana!

Intolerâncias históricas!

Intolerâncias frias, escritas,

Vividas, passadas e vindouras.

Intolerâncias  dos  homens ateus,

Dos que não enxergam a Luz da Fé,

Dos que não valorizam a Vida!!!

Dos que não veem a Deus!!!

Intolerâncias nossas,

Pois não temos a

Bondade de

Deus,

Jesus,

Jeová,

Alá,

Alan,

Buda,

Oxalá,

...Maomé...

Ou de quem professe a fé.

 

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS

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Anjo Caído

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O meu anjo caiu!

Ele maculou a pureza,
Enegreceu belas asas, e caiu.
Caiu do azul do céu, paraíso meu.

Ele pecou contra o meu amor,
Ele sentiu toda a dor da liberdade
E por justiça, fiz dele sinal de maldade,
Qual farol eterno em porto de oceano bravio.

Do Jardim do Éden, foi expulso. Indigno anjo!
Enegreceu as asas e caiu do azul do céu, paraíso meu.
E lá... Nada deixou. Nada mais nasceu. Nada, nada...
Nem flores, nem água, nem espinhos, nem mel.

Vazio... Silêncio... Escuridão...
Meu Deus! Meu Deus! Por quê?
Hoje, o anjo é do mundo...
E eu, de mim mesmo.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Fênix

3541673282?profile=original Surgiu absoluta, uma fênix Das cinzas dos meus sonhos... Ergueu-se personificada No amor que me tens dado. Sonhos desfeitos como laços, Machucados pela realidade, Que não tem piedade e maltrata A cada despertar de uma ilusão... E toda tristeza que eu tinha, Dissipou-se e perdeu o rumo, Quando os meus olhos Enxugaram suas lágrimas... Ruflam soltas e libertas, As asas dessa fênix renascida Das cinzas dos meus sonhos, Das renúncias da minh’alma... CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.
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Vai Vento...

3541664384?profile=original Vai vento... Bate tuas asas, rufla no espaço sem cansar; Contorna o monte, cortas o ar... Leva meu recado onde quem amo está. Leva em tuas asas a minha saudade Em teu ruflar os meus gemidos. Vai vento... Segue teu rumo... Leva pra quem amo os meus desejos, Entrega nos braços os meus sonhos... Pois são as únicas coisas que agora tenho. Vai vento... Diz num sussurro quanto amo, Numa carícia os meus anseios... E numa forte rajada os meus abraços. Vai vento... Entra pela janela... Encontra quem amo! Seja furtivo, não perca o encanto, Seja meu corpo, seja eu mesmo... Não perca tempo, faz o que te peço: Refresca num sopro o corpo que desejo, Brinca com os cabelos onde me escondo, Faz tuas curvas onde me perco, Mas volte logo, não demores muito. Vai vento... Traga-me de quem amo o doce cheiro... Um pouco do toque, um longo afago... Um breve gemido aos meus ouvidos... E principalmente não esqueça de trazer-me, Um pedacinho daquele belo sorriso... Que fez minha vida brilhar e ter sentido! Vai vento... Faz o que eu te peço... CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.
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Meandros do Coração

3541664028?profile=original Nos meandros do meu coração: És a eterna melodia; Que faz descansar Toda minha agonia... És a luz das manhãs; Que esquenta as garoas... E eu, a da madrugada, Que de tristeza, Alimenta a solidão; És o embalo dos sons Em meus braços; És o afago das brisas; És o beijo do mar; És um raio certeiro No desconhecido; És o sol da paixão Que não me deixa em paz; E eu, o brilho da lua Que ilumina a tua escuridão; És para mim um sonho Que se fez mais que real. Nos meandros do meu coração: Sou o bem e o mal, Que se completam nos versos Que declamam o meu amor. Sou o vento que sopra Com destino certo E em teu rosto se faz feliz; Sou o calor que percorre O frio da tua alma E te dá aconchego; Sou a água que descobre As tuas curvas; Sou o frio orvalho Que molha a tua noite; Sou a chuva que inunda O teu corpo de amor. Nos meandros do meu coração, Somos dois que se transformam Em um único ser para viver Amando na poesia viva Que me faz ser todo emoção... CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.
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Flor-de-Mel

3541661838?profile=original Flor-de-mel a desabrochar Na pele morena, macia... Virgem, serena... Botão menina-moça No corpo perfeito de mulher. Flor-de-mel, o doce... De laranja crava... Aroma que embriaga o ar, Que desperta meus desejos, Que me faz delirar... Eu queria ser o orvalho que te rega, O sol que aquece o teu corpo, A cor que encanta os teus olhos... Eu queria ser a magia Da brisa noturna a te desvirginar... CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.
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Amor Perfeito

3541662181?profile=original Amores perfeitos, desejos insanos De ter, de querer, de ser... O que não se pode ter, O que não se dever querer, O que jamais será. Saudade que rompe barreiras Por quem me tem feito... Tristeza que ronda o peito, Pelo mal já feito... Que faz a solidão avizinhar-se Em minha cama, em teu leito. Deixando o amor perfeito Renegado num canto do peito E a paixão insana Solta de qualquer jeito. Deite-se em minha cama E saia se puder ser feito... Misture-se aos meus sonhos, Seja todo o meu desejo. Eu queria apenas ser O homem que te ama A realizar todos os teus devaneios, Não apenas mais um em tua cama. CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.
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Canoa Grande

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Canoa Grande
Dos coqueirais bailantes,
Das Igrejas seculares,
Dos irmãos gêmeos.
Santos!

A ti entreguei tantas primaveras...
Fui feliz, me fiz existir.
Do teu ar maresia... Respirei...
Foste o alimento à esperança
Que eu sempre tive.
A tua sombra me protegia
Da sorte e dos raios do sol.
Eu era eterno e não sabia...

Foi dessa Terra que conheci
O amor mais puro.
Foi nesse histórico céu azul
Que construí meu paraíso.
Foi em teu solo secular que vivi
A perfeita felicidade.
Foi em tuas águas mornas
Que naveguei em harmonia...

Hoje não tenho mais o brilho
Inocente dos teus olhos...
Hoje os teus ventos não caminham
Pelas curvas do meu corpo...
Hoje os meus sorrisos
São de saudades...

Por meus atos me tornei passado,
Como as Igrejas que te abençoam,
Como as pedras negras
Em teus caminhos...
Como os teus santos velados,
Canoa Grande!
Tornei-me distante saudade...
Mas os sinos ainda dobrarão!

POEMA DEDICADO À CIDADE DE IGARASSU-PE.


CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Asas Quebradas

3541659030?profile=original A minha liberdade voa De asas partidas Em céu bloqueado Por baixas nuvens... Sem luas, sem o sol, Sem estrelas, sem luzes... A felicidade corre solta De pernas quebradas Sentindo as dores Das renúncias Que a vida propõe, Que o meu coração aceita. Assim são os dias Que se esvaem apressados Por entre os meus dedos. Assim são as noites Que me fazem esquecido Entre as minhas lembranças. CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.
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