Posts de Ciducha Seefelder (156)

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Solidão

 SOLIDÃO

Cada vez mais,

a solidão trafega
no meu quarto, atrevida.
Toma cômodo na minha cama
tão sem vida...

Absoluta,

a solidão é o antigo e o renovado
jeito de mim.

Total,

a solidão é o saldo desarrumado
da minha loja de quinquilharias,
o que sobrou no coração...

Definitiva,

a solidão refaz os descaminhos
com que ambulei minha gaiola de ossos,
na ambiguidade de cada por-do-sol
deste meu tempo alheio,
carregado de saudade...
tanta saudade!!

Solidão...
Ah... pudesse renovar-me
reaver a magia
do meu sofrido coração
tão repleto dessa praga...

Solidão!

 

Ciducha Seefelder

 

 

                                                                           

 

 

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Hoje

 
 
HOJE...
 
 
Hoje,diante de palavras tuas
meu dia ficou colorido
e minha esperança  já não está nua
 
O coração repousa enternecido
sem reclamar qualquer explicação
na certeza de que estás comigo.

Ao mar, cobrarei ansiosa o teu aceno
que agora eu sei, um dia, vou merecer
ainda que seja na fuga do meu senso...
 
Ciducha Seefelder
 
Arte da querida Margarida Maria Madruga
 

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Lua

 

 

LUA!

Miro a lua lá no céu

Linda, brilhante e prateada....

As nuvens a cobrem como um véu

E eu choro de emoção,

Pois descobri que estou enamorada!

Olho a lua lá do alto

Alumiando os

apaixonados

Com o seu manto

E me ponho a sonhar...

Como e quando

E em qual recanto

O meu amor vou

encontrar!

 

 

 

 

 

 

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O que há de novo,amor?

 
 
 
 
O que há de novo, amor?
Ciducha

 
Tantos anos se passaram
mas não passou a magia do seu olhar
certamente o mundo foi pródigo contigo
e porquê não dizer... também comigo!
 
Não há nada de novo
o mundo continua girando
separando, distanciando
até os pensamentos são velhos
unidos, eternos...
 
Ah,como é bom te ver de novo!
É como dar as mãos ao tempo
e sair passeando pela vida
reencontrando esperanças perdidas...
 
Mas nada é tão velho
que não possa existir!
Sonhar faz parte do universo
que se move vertiginoso dentro de mim!
 
Turbilhão de emoções
que povoa corações
que se reconhecem...
almas que se querem...
 
O que há de novo?...
O sol é sempre novo
o luar é sempre novo
cada amanhecer
é mais uma chance de viver!
E ponto!
 
Poesia inspirada na musica what'new?
 
Santos, 19/04/2010
 
 



 

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Assim é o Meu Amor!

 
 
 
Assim é o Meu Amor!
 
 
 
Ele nunca foi um homem dado a grandes emoções
É exatamente essa temperança em sua natureza
que o torna tão encantador
Havia tanta coisa  que eu precisava ensinar-lhe...
O modo de desabafar seus sentimentos
sejam os de alegria,
  de dor,
e por que não?
Os de amor, que apesar de tudo,
eram nossos!
Eu mesma me surpreendo com
essa invasão de pensamentos
inadequados
como se eu fosse uma adolescente
vivendo o primeiro amor...
ou o último.
 
Talvez ele tenha a mesma voracidade,
o mesmo encanto e intensidade,
do primeiro...
Quem há de saber!?
 
Mas do que sei,
nunca ousei duvidar:
- Não há no mundo,
em nenhum canto obscuro ou não,
alguém mais especial,
mais enigmático,
mais encantador e cativante,
do que o meu amor!
 
Ciducha Seefeldr
 
 
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Eu te proponho

 
 
 
 
 
 
 
 
Eu te proponho



Eu te proponho...
tantas coisas
que já não sei mais nada!
Eu te proponho...
enlaçar-te em meus braços
ouvir teus gemidos, teus ais...
Eu te proponho...
que fiques comigo
durante toda a madrugada.
Eu te proponho...
que mesmo cansada e saciada,
não vás embora
para que noutro dia
possamos recomeçar,
nosso conluio de amar.
Eu te proponho!...
Vais aceitar?
 

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Reencontro feliz

 
 
Reencontro feliz


Estou feliz!
E por que nâo?
Sempre detestei a simulação.
Se você avaliasse o quanto eu sofri...
a ausência, as saudades que sentì,
que morreram sonolentas,
nas palavras que chegaram...

Não se magoe pelos meus rompantes,
esqueça tudo que eu lhe disse...
sei que não és tão livre quanto eu,
e voar não depende só de nós!

Mas o silêncio é tão torturante!
Se pudesses ver o que acontece,
quando minha alma, calada, emudece,
sequiosa de uma palavra sua,
uma única que fosse,
e que não chega...

Hoje,
sinto-me incomparávelmente contente
por tê-lo de volta!
Nunca havia me sentido tão solítária,
em toda a minha vida!
Nossas emoções se diferem, eu sei.
As suas  são poucas e intensas,
As minhas, frequentes e ansiosas.

Eu bem que gostaria de me dominar,
manter a esperança cega,
e deleitar-me no encantamento do que vivemos.
Mas é tão díficil!... Falta-me a magia...

Tudo é tão subjetivo! Impalpável...
Ocorre-me às vezes,
que tudo não passou de um sonho.
Mas a tua lembrança é tão real!
E não podemos deixar,
que o medo assombre nossa realidade.

O reencontro é premente!
E será como nós esperamos que seja:
- O bailado das nossas almas,
ao compasso da sofreguidão dos nossos corpos,
e anseios...
Não o temo!
Apenas desejo, como sempre foi...
maravilhoso!
Ciducha Seefelder

 

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Meu estranho amor

 
MEU ESTRANHO AMOR 

 

Esta é a história de um amor singular
(como são singulares, todos os amores que povoam
o mundo)
mas alguns são buscados, esperados...
o meu não.
Caía o ocaso na minha vida, uma vida que foi boa
cheia de odiosas derrotas, mas também vitórias,
uma vida, que tenho orgulho em dizer:
_ Não foi em vão!
E quando eu já lavava as mãos para partir
arrumando meu cantinho, com jeitinho
para ninguém, minha memória denegrir
de repente, tão de repente...
eu me apaixonei!
Mas nem foi tão de repente assim...
Foi um amor feito de palavras mansas
idéias trocadas delicadamente ao longo do tempo
sonhos cúmplices em sintonia
esperanças irmãs, abraçadas no final do dia.
Amor que nasce lentamente, como uma poesia
que ajeita-se aqui e ali suas rimas
e de repente, vai ficando tão bonita
que a gente quase nem acredita!
Como todos os amores, o meu sofreu maremotos
sovado por lavas de vulcões, desilusões
tropeçou e se feriu nas pedras do caminho
mas quase sem fôlego já, conseguiu
levantar-se e ir em frente!
É um amor sem exigências, sem carências
livre como as águias, que dominam os céus com seus vôos
existe e ponto.
Não adianta lutar contra, seria utopia.
E por inverossímil que pareça, mesmo só, estou feliz.
Pois ao contrário do que sempre apregoei
eu consegui... amar e ser amada!
Não irei desta vida com as mãos abanando
sem levar nada... sem deixar nada...
E eu preciso dizer, ao mundo se possível for
que não existe nada melhor do que o amor!
Estou me repetindo?... sim, estou.
E me repetirei pela eternidade afora
em cada uma das minhas horas:
_ O amor é tudo!
E agora, se me perguntares (indiscretamente)
onde está o teu amor?...
Eu lhes direi, com a cabeça erguida e muito orgulho:
_ Está aqui... bem dentro do meu coração!
 
Ciducha Seefelder

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Voce não me conhece

 
 
 
 
 
 
 
 
Você não me conhece
Ciducha
 
Façamos de conta...
você não me conhece
e nem eu a você
porém as nossas almas...
 
Reencontram-se agora
desafiando utopias
como o reecontro do sol
com o próprio sol...
 
Soberbamente uniram
os nossos corações,
batendo desvairados
com mil e uma ilusões...
 
Os tantos beijos sonhados
estão entre nós dois
no silêncio, nas reticências
no que virá depois...
 
Você está enganado,
eu sei que é meu amigo
porém, esse portal
do amor-amigo antigo...
 
já não nos satisfaz...
e esse amor que diz
que não sabe fazer
venha... ensinarei!
 
Eu fui embora sim
eu tive que partir
mas nada acabou
pois recomeça aqui...
 
Ciducha  Seefelder
 
 
Nota: inspirado na música de Ray Charles e Diana Krall:
You d'ont know me

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Voltando a conversar comigo mesma...

 Voltando a conversar comigo mesma...
 
Dizem que após a tempestade vem a bonança...
e agora, aos meus 70 e poucos anos,
volto a sorrir, a ter esperança...
Por que não?
 
Afinal, a alegria sempre foi a minha referência.
Claro, que ainda carrego dentro de mim
todas as dores... perdas... tristezas...
Mas, que são minhas... só minhas!
Sempre fui muito egoista em relação a elas!
 
Hoje sou uma mulher que amou... viveu intensamente
e quase de amor morreu, mas ainda acalento o desejo
e o anseio de voltar a amar...
 
Santos, agosto de 2018
(sem correção) 
 
 
 

 

 
 
 
 

 

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Saudade

 
Saudade


Saudade... saudade da emoção
saudade da paixão
dos momentos vividos
que marcaram a vida da gente.

Às vezes parece o vento
que passa por nós como uma pluma
de quando em quando é turbilhão
tempestade, maremotos!

Saudade... brisa que carrega o passado!
E no fim de todo caminho,
Mistura-se a saudade
com a desilusão, a falta de carinho...

Nos corações vazios, meu e seu
Aloja-se a saudade,
na poesia que componho
misto de vida e de sonho!

E vou chegando ao fim...


 

Ciducha Seefelder

 

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Amar-te é um prazer

 
 Amar-te é um prazer
Ciducha 
Também a mim,
será sempre um prazer amar-te!
Sentir tuas labaredas,
enquanto sentes as minhas...
Como se amam sempre
um homem e uma mulher,
com os corpos em sintonia...
nas pontas dos teus dedos e meus,
na pele que deleita-se nessa troca!
Em sintonia, inebriando-se nossas almas
nossas sombras, do passado e do presente
cujo gozo, resulta num poema de amor! 
Amar-te é um prazer...
a fonte que me sacia, que me dá o êxtase
de onde flui a alegria dos meus dias
de onde colho, a calma que de mim irradia! Amar-te é um prazer...
do qual não abrirei mão,
jamais! 
Ciducha Seefelder

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Ainda

 
 
Ainda
Meu bem
ainda sinto seu cheiro
que enleva meu espaço:
e no meu peito ainda
ressoam seus passos!
Ainda passeiam nos meus olhos
a vontade de você
que procuram seu jeito
seus encantos
seu olhar satisfeito...
Meu tempo ainda marca
insistentemente teimoso
a sua espera...
Enfim...
Ainda amo você!
Ciducha Seefelder

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Em creio em ti (I believe)

 Eu creio em ti... Eu creio em ti
sempre!...
de uma maneira insana...
permanente! Eu creio em ti
pelos dias em que passamos juntos
pelas horas de amor intenso
pelo sentir profundo
que nos uniu e abrandou
todo o nosso ser! Eu creio em ti
Por todas as juras de amor
pela sublimidade que tivemos
pelos beijos que trocamos
pelo verão e pelo inverno!... Eu creio em ti
não só pelo nosso passado
pois o presente aí está
creio em ti no hoje e agora
em toda e qualquer hora. Eu creio em ti
mesmo sabendo
que só poderemos estar juntos
no resto de nós mesmos...
um dia, quem sabe, talvez... Mas mesmo assim...
Eu creio em ti!
mais uma vez... Ciducha Seefelder

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Poetando a minha dor

 
POETANDO MINHA DOR...!
 
 
PRONTO! CRIEI CORAGEM!
PRECISO E DEVO JOGAR MEUS BICHOS PARA FORA!
HOJE NÃO VIM FALAR DE AMOR,
OU QUALQUER OUTRA BOBAGEM,
MAS SIM, DA MINHA DOR!
CONTAR EM VERSO E PROSA,
O QUE GUARDO DENTRO DE MIM...
DIVIDIR COM AS PESSOAS
QUE EU AMO, E QUE NÃO ENTENDEM
PORQUE RELUTO TANTO EM VOLTAR
AO MEU LEGÍTIMO LUGAR,
EM QUE VIVÍ OS MELHORES ANOS DA MINHA VIDA!
É LINDA MINHA CIDADE, MAS TODA VEZ QUE OLHO O MAR,
ELE ME FAZ LEMBRAR, QUE FIZ DELE...
A MORADA DO MEU MENINO!
LEMBRO TÃO BEM, ESTÁ
GRAVADO NA MINHA RETINA,
QUANDO NAQUELA MADRUGADA,
APENAS EU E UM POBRE PESCADOR,
E OS RESTOS, APENAS OS RESTOS DELE,
ENTRAMOS MAR ADENTRO,
E COMO ESSE HOMEM, SIMPLES E RUDE,
ME COLOCOU EM SEU COLO,
E COMIGO CHOROU...!
E NAQUELE SILÊNCIO, DESPEJEI SOBRE AS ONDAS
AQUELE QUE UM DIA FOI O MEU PREDILETO,
NUMA DESPEDIDA SOLITÁRIA,
MAS SÓ MINHA!
 
Ciducha Seefelder
 
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Conversando comigo mesma/crônica

 
 
 
Hoje estive pensando que deveria fazer
 um balanço da minha vida...
Desde sempre, na minha infância, mocidade... fui bela e mimada, nascida e criada em berço de ouro.
Requisitada por muitos, pude escolher meu príncipe encantado... que me levou ao altar ao som de Bach.
A festa foi de arromba! Buffet da capital com toldos e mesinhas, cada qual com um castiçal, enfim, um
luxo ao qual poucos tinham direito.

Deste sonho lindo, nasceram minhas cinco crias...
 saudáveis e lindas crianças!
Vivi intensamente meus trinta e cinco anos de casamento.
Fui feliz? Por alguns momentos, muito!
Por outros tantos, nem tanto!
Na medida certa de uma vida cheia de realizações
 e inevitáveis perdas.
E a perda do meu companheiro tomou-me de surpresa.
Não estava preparada para assumir o papel de
pai e mãe. Pela primeira vez na vida, não tinha ninguém acima de mim (meus pais já tinham partido).

Mas segui em frente, tomando conta dos negócios do meu marido juntamente com meu filho mais velho.
Mas Deus quis, que por mais uma vez, eu sofresse a dor da perda e levou meu filhote!
Ai... que dor atroz! E plagiando a Sil Saboia: "a vida nunca mais foi a mesma, perdi o prumo... a alegria de viver".
Mas fui recompensada ao re-encontrar o meu primeiro amor depois de quase cinquenta anos.
Amor tido como "amor bandido", complicado é verdade, mas foi o que me restou.
Além do mais, me sinto merecedora (Que egoísta eu sou!)
dessa dádiva.
Já cumpri todas as tarefas que a vida me impôs,
como filha, esposa e mãe...
E repito: Quanto tempo ainda me resta de qualidade de vida?
Pela lei natural da vida... pouco!
Mas a vantagem de ser "velha" é que podemos tudo, nada pega mal, pois a idade dá respeitabilidade
nos permite brincar, fazer um gracejo sem ser mal interpretada.

Tenho uma amiga querida, a Tere Penhabe, que costuma dizer que eu não tenho idade.
Será?... Talvez... mas pode ser que a idade me tenha... Afinal, só eu sei o peso que carrego ao olhar para
trás, para a longa estrada que foi a minha vida...
 
 

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Ajude-me!

Estou só,carente de saber,
um pouco que seja,de mim.

Portanto,imploro,suplico,conta-me
quem sou,o que faço,
com certeza tão diferente
do que penso ser
 
Conta-me a verdade,
porque na idade que tenho,

sofro com equívocos...
tantos erros impensados,
falta-me o pudor,
que me pesam a alma,
num momento constrangedor

Conta-me sobre o belo,
mentindo,até,para compensar

os limites que me atolam...
Invente que existem calmantes ,
para lenir perdão aos
pecadores
permitindo que me aquiete o coração
 

Diga-me doces palavras,
palavras essas,que compensem

o meu errar .uma...mil vezes!
Dá-me um agrado,um que seja,
para reaquecer meu coração
 

Me enxergue com generosidade...
releva minha realidade,

minha intolerância sem fim...
me dê seu perdão,
faça-me mulher ,outra vez!
Humanamente simples e feliz...

Olhe pra mim......!
 
Ciducha Seefelder
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Vivo o silêncio de você...

 
 
Vivo o silêncio  de você...
 
Olhar cravado no infinito
vazio da parede nua
vivo o silêncio de você.
Nesse parto de solidão,
não há dor ou lágrima.
Tomo sua  mão envelhecida,
afago seu cabelo grisalho,
beijo sua boca ardente,
abraço seu abraço terno.
 
Não há queixa na voz
que chama seu nome no escuro.
Há apenas esse ardor amante
de ser agora e sempre,
de ser a primeira novamente:
de ser amarca de seu traço,
o passo do seu caminho;
de ser o desejo forte
que afoga meu peito
 
Olhar cravado no impoderável
silêncio da parede nua,
meu peito seu apoio,
meu braço seu amparo,
seu abandono
minha esperança
 
Não exatamente perdida
mas desgarrada
de razões,
motivos,
alentos...
vivo o silêncio de você!
 
Ciducha Seefelder
 

 

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