Posts de Ciducha Seefelder (151)

Ano Novo...Velhas e novas esperanças!

 
 
 
 
ANO NOVO... 
Velhas e novas esperanças!
 
 
Um novo ano
delineia-se no horizonte!
Que é sempre o mesmo,
e em sua constância,
rasga-me sonhos e a esperança,
que não alçanço
anos após ano
 
Novos sonhos vêm nascendo
como raios de sol sobre o mar...
que tal qual o meu amor,
eu não vejo da minha janela...
 
Mas o brilho das luzes, cores
obriga-me a cultivar
pelo menos, alguns desses sonhos...
para que os meus dias
acendam suas luzes para mim!
 
Assim vou vivendo...
com velhas e novas esperanças
num estranho bailado
dos tantos semblantes que amo
e que mesmo sem motivos
termina sempre
no cristal das taças...
tim-tim!
Ciducha Seefelder
 

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Monólogo de uma poetisa (eu)

Monólogo de uma poetisa(eu)
 
Como dizer a alguém
que pensa que não ama, que ama,
Que não é por amor,
mas por companhia que reclama?
Pois como alguém, sem amar,
 poderia tornar-se poesia?
Como sem a paixão, a dor e o amor
um poeta se faria?
Este amor sem destino que trazemos no peito,
na ânsia de se dar,
fantasia-se em entregas ao leito,
que não demanda amor,
mas tão somente o bom jeito...
Não, meu poeta, o que sentimos
 é o amor que chora,
que sem ter a quem entregar-se
e por não poder ir embora,
exige, implora, exalta-se
e jorra na poesia que o leva à forra.
 
Desculpe-me pela intromissão,
mas se vejo tanto amor em seus olhos...
Quanto dele haverá em seu coração?
 
Ciducha seefelder
 
 
 
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Poetas não morrem...

 
Poetas não Morrem...(ofereço essa poesia ao poeta e amigo NÔMADE)
 
Como matar o poeta
que vive em mim?
Desenho versos
com a minha alegria 
e até com a minha dor
Faço poesias, sim... 
Mostro a todos,
com tintas fortes e indeléveis,
os espinhos e as rosas do meu jardim. 
 
 Como matar o poeta
que vive em mim?
Não me importa o mundo,
nem a opinião de toda a gente!
Nada sabem sobre minhas dores,
e não conhecem meus prazeres.
 
Pois nunca escrevo para eles,
nem quando estou triste,
nem quando contente...!
 
Tenho o meu jeito próprio de chorar.....
E de rir, às vezes, por que não?
Esse jeito não me deixa viver só,
e me permite sonhar...
Por isso,nâo posso morrer,
não ainda...
pois preciso poetar!

 

Ciducha Seefelder

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Natal da minha infância

 
 
Natal da minha infância



Como eu e meu irmão aniversariamos pertinho das festas Natalinas,
quando crianças, mamãe providenciava a comemoração numa festa só...
no dia de Natal. Que folia!
À meia-noite, Missa do Galo...
Lembro bem de um ano especial, quando então fiz 12 anos.
árvore armada na sala principal
uma caixinha diminuta eu espiava (escondido) imaginando
o que poderia ser... queria algo grande rsrs

Mas a surpresa foi maravilhosa!
Dentro da caixinha havia um anel de ouro e água marinha
com um bilhetinho:
'"Do Papai Noel para a Ciducha, nossa princesinha"
Ah!... Que alegria!
Para o meu mano uma caixinha maior :
''Do Papai Noel para o Claudio, o homenzinho da casa"
o seu primeiro relógio!
Vieram muitos outros que também marcaram minha infância
Como aquele em que papai resolveu comemorar
na nossa pequena chácara
vestido de Papai Noel, convidando todos os empregados para participar,
chamando cada um pelo nome e
entregando um envelope (devia ser o que hoje chamamos de 13 salário)
e para cada criança, um brinquedinho.

Tinha até um sanfoneiro da vila que tocou a noite inteira... e a cara de espanto de
papai ao me ver dançando com o jardineiro... sim, era uma festa democrática
e como eu era feliz!
Feliz Natal para todos e obrigada Papai Noel pelas lindas lembranças!
Ciducha Seefelder
 
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Homens (crônica)

 
 
 
HOMENS!(crônica)
 
-Me conte, amelinha,tá rolando?
 
--To fora,amiga!
 
-Como assim?
 
-A gente não pode  nem ser gentil,que eles já vem perguntanfo:QUER?
Quer o que cara pálida?
 
---Pois é,e tem aqueles que te enrolam com um conversée manso,
todo prosa,gentil,espirituosoe do nada viram MACHO,emburram, começam a se auto analisar e puff!
 
__Mas me disseram que agora tem um tal de homem com alma feminina
jás ouviu falar?As más linguas falam até em alma de veado kkkk
 
__Então conta logo Amelinha...Tô precisada!
 
-___São os caras da vez,e não tem  lesco lesco...vou me informar melhor ,depois te falo
 
-__Tchau Amelinha,vou até o jornaleco do dia anunciar:
PROCURA-SE!
 
Ciducha Seefelder
 
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Pecado

 

 

Pecado
Eu não sei se é pecado
Se me está reservado
 o céu ou o inferno...

Tenho me perguntado
se serei castigada
como reles bandida
ou absolvida...

Eu não sei se é pecado
esse amor que enfeitiça!
Que faz meu coração
imitar um ladrão
inundado em cobiça...

E me rouba o tino
perco o prumo
restando somente
a minha emoção.Eu não sei se é pecado...
Querer-te tanto assim
Acima do bem e do mal!
Me parece banal...

Ter esse companheiro diuturno:
- O medo do dia do juizo final!

Ah!... Será pecado?

Ciducha Seefelder

 

 

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Olhos

 
 
 
 
OLHOS!!!
 
 
declamação: Kondor

 
 
Os seus olhos, fiscais do meu dia a dia...
espiões dos meus sentimentos.
Vigias inabaláveis de todos os meus gestos,
sentinelas dos meus pensares.
Cá estão...
Verdes, azuis, castanhos, cinzas....
Lindos,
grandes,
calados,
insinuantes!
Os seus olhos perseguidores,
Acusadores,
complacentes.
Bússolas que indicam,
apontam,
sugerem.
Os seus olhos,
janelas que se abrem, se fecham.
Correntes que prendem,
sufocam.
Os seus olhos
que confessam sem nada dizer.
Espelhos d’ alma que não falam,
Mas dizem, riem, choram.
Esperam estatelados.

Portos de esperança!

Ciducha Seefelder
 
 

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Será?

 
Será?
 
Será,
Ele um bruxo que zomba
do meu imaginário?
Que minha inquetude
atiça sua mente?
Ou como um alquimista
que tenta me alcançar
com  suas parcas linhas?
Será,
Ele um predestinado
a tirar meu tino,minha sensatez,
através de um esgar  enviezado,
sem me fixar ,e entender  ,que é só e somente  dele,
o meu olhar?
Ciducha Seefelder
 
 
 
 

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Eu,

 

Eu,

 

Incontrolável,
trago dos antros,
todos os meus desvãos,
e me perco em
labirintos...
Onde estão
minha simplicidade e transparência?
Onde as perdi?.

 

Ciducha Seefelder

 

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ELA

 
 
 
Ela
 
 
Seu  coração bate,
Num acelerado ritmo,
Irregular,
inundada de pejos
Ao relembrar seus
 pecados noturnos
 
Fugazes, é verdade!
Nada mais restou...
A noite chega...
o silêncio  se instala,
E, ELA ,se  dá conta,
que...sim...
É o fim da sua insensatez!
 
 
 
Ciducha Seefelder
 
 
 
 
 

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Hoje sou...

 

Hoje sou..

 

Essa mulher

 que amou,

viveu... sofreu...

e, quase

de amor morreu.

Mas, em nome desse amor,

 ressuscitou,

para de lembranças

e saudades,

quase de novo,

 morrer!

Ciducha Seefelder

(obrigada AugustaSB pela página)

 

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Conluio

 

 Conluio


Encoste sua cabeça no meu ombro
é meu momento de carinho
abrace-me forte,
do meu sul ao meu norte,
por dentro e por fora,
em meu íntimo
infinito,
infinitamente!


Enlace-me toda
sufoque-me no teu abraço
Me beije
como nunca fui beijada
antes ou depois.

Quem sabe, o bem querer
surja entre nós, verdadeiro?
Sussurre palavras doces,
me encante,
me seduza
me sacie!

Encoste sua cabeça no meu ombro
e faça de conta
que existe eu e você.
Ignoremos o mundo,
por mais que seja profundo
o que importa realmente
somos nós...

só nós!

Ciducha Sefelder

 

OBS.: inspirado na música:
Put your head on my

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Ousadia (recadinho ...amiguinhas)

 
 
Ousadia  (recadinho... amiguinhas)
 
 
Tente, lute... batalhe...
busque!
Há poucas coisas piores do que a solidão!
Viva intensamente esse seu momento
Seja ele breve ou não...
Sempre valerá a pena.
É preciso arriscar, ousar...
Se não tentar, não arriscar todas as esperanças
jamais o seu par irá encontrar!
Tudo tem seu tempo.
E você está mais do que pronta.
Pois é olhando para os lados
que conseguimos enxergar
quantos olhos
estão a nos olhar!
 
Ciducha Seefelder
 

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Voltando a conversar comigo mesma

Voltando a conversar comigo mesma...
 
Dizem que após a tempestade ,vem a bonança...
e agora ,aos meus 70 e poucos anos
volto a sorrir,a ter esperança...
Por que não?
 
Afinal, a alegria sempre foi a minha referencia
Claro que ainda carrego dentro de mim
todas as dores...perdas...tristezas...
Mas que são minhas...só minhas!
Sempre fui muito egoista em relação a elas!
 
Hoje sou uma mulher que amou viveu intensamente,e
quase de amor morreu ,mas ainda acalento,o desejo ,e o
anseio de voltar a amar...
 
Ciducha Seefelder

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Inconsequente!?

 

 

  • Inconseguente!?

 

Estou

...e sou toda

tua...

entregue...

por

inteira...

.sem

reservas...

seguindo
a esmo
 
teu
 
caminho,
 
e te ver
 
no meu...
 
 
inconsequente?
 
somos|!
 
até quando?
 
logo mais..!
Ciducha Seefelder
 
Santos.8/12 às 1,40 hs
 
 
 
 

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Memorias

Memorias
Lembro-me de você
assim...
dono dos lados do meu leito
desfeito...
 
Senhor dos meus sonhos
mais ternos e mais loucos
servo do meu querer maior!
 
Lembro-me de você
que se aninha manso no meu seio
confunde suas pernas com as minhas
edificando um só corpo,
única esperança :
-A nossa!
Ciducha Seefelder

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Sou..somos...estamos?

 
 
Sou... somos... estamos?
 
Ou fomos
e apenas ficamos?
Por que não gritamos ao mundo
que nada mais somos
do que fomos?
E de amantes
inimigos nos tornamos...
Mas então,
se foi tudo um engano,
o mundo precisa saber, vamos dizer
que ainda nos amamos?
Ciducha Seefelder
 
 
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Esta noite/Dueto Ciducha & Eugenio de Sá

 

Esta noite...(para meu poeta preferido)

Ciducha

 

 


Esta noite fartei-me de sonhar contigo
Pensamentos à deriva...
Vaguei minhas mãos por teu corpo
beijei teus lábios
senti que ainda estou viva!
Esta noite percebi
que nossos sonhos separados
são discretos e noturnos pecados
plenos de realidade

pois fazem a harmonia conveniente
do nosso tempo acordados.
Esta noite, derrubei tuas muralhas
afoguei minha carência
na tua alma... no teu coração...
Morri mil vezes, no teu corpo
me encolhi no teu aconchego
ao mesmo tempo ri e chorei
tal era a minha emoção!
Esta noite me perdi em ti...
para sempre
ou para nunca mais me achar...
Piso de leve, pés descalços...
mãos vazias
abro a porta e é outro dia
sem bater. para não acordar a dor
que ainda possa viver!

 

 

Esta noite…

(Eugénio de Sá)

 

Senti que me chamavas
e, de súbito, no ébano estrelado
não houve mais frio;
não te via, mas a tua presença
era tangível aos meu dedos
saudosos do teu corpo
Ali estavas, estreitada a mim,
como tantas noites te sonhara, te desejara.
E dizem que não há sintonias d’alma…
Que pode então ser isto, se nestas horas
não há distancias nem dimensões
que se interponham entre nós?
Amaste-me, amamo-nos, sofregamente
entre beijos e hálitos trocados
com este amor que o tempo não limita,
com esta entrega que só o amor consente.
E ali ficámos rendidos à ternura
até que aurora dourou a madrugada.
Só a saudade ali ficou deitada
surda ao ruído da porta que bateu.


( Esta noite, um texto de Eugénio de Sá

em resposta à poeta que o deixa encantado)


 

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