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PRATA BABPEAPAZ

A Arte de escrever

A literatura é uma arte que nos distrai e informa, quando lemos ou escrevemos. Ajuda-nos a exorcizar pensamentos tristes, a falarmos de amor, de acontecimentos e de nossos sentimentos, compartilhando-os. 

 Há poetas que já nascem com talento. Aí as expressões líricas jorrarem com facilidade e em abundância. É a inspiração, que na antiguidade se atribuía às musas.

Além da inspiração há a “transpiração”, para se criar uma poesia ou outro texto. É um trabalho intenso o esforço em criar  textos belos, bem trabalhados, que podem levar algum tempo.

 A inspiração também depende dos estados da alma. Quando se está bem, alegre e feliz,a inspiração surge com mais facilidade. Ouvimos nosso íntimo e o pulsar de nosso coração.

 Citarei algo que li num artigo do escritor Moacir Scliar, intitulado “O Mito do Escritor que Não Escreve”, e que penso ser interessante, por este motivo o estou dando a conhecer.

 Trata-se de poetas e escritores famosos, se os estou a citar é por questão de ilustração apenas e imagino importante sabermos:

Rimbaud, (1854-1891), muitíssimo precoce, parou de escrever poesias aos 19 anos para exercer atividades comerciais.

 Paul Valéry (1871-1945) interrompeu sua carreira aos vinte e quatro anos e só retornou vinte anos após.

Stéphane Mallarmé (1842-1898), escreveu apenas sessenta poemas nos trinta e seis anos de sua vida de poet

No Brasil temos Campos de Carvalho (1916-1998), autor de A Lua Vem da Ásia (1956) , Vaca de Nariz Sutil (1961), A Chuva imóvel (1963) e que depois de O Púcaro Búlgaro (1964), interrompeu quase totalmente sua trajetória de romancista. O paulista Raduan Nassar, autor do lendário Lavoura Arcaica, que há anos não publica.\

Moacir Scliar, em seu artigo: «O Mito do Escritor Que Não escreve» cita o seguinte: «Hoje em dia se fala do bloqueio do escritor, de uma inibição do processo criativo, este igualmente misterioso e que não depende da benevolência das musas.

 Usando uma explicação freudiana, trata-se de uma falta de comunicação entre o consciente e o inconsciente. Neste residem as fantasias, inclusive as literárias e no primeiro, onde elas são passadas em termos literários. Por razões desconhecidas às vezes esta comunicação se interrompe.»

 Concluirei com as palavras de Octávio Paz em relação ao poema e o que lemos nas entrelinhas: “Também nós nos fundimos com o instante, para melhor ultrapassá-lo; também para sermos nós mesmos, somos outros”.

 Arlete B. Deretti Fernandes

 

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PRATA BABPEAPAZ

 

 

Homenagem às casuarínas derrubadas na praia da Vila, Imbituba.


Durante muito tempo eu me perguntava: - Por quê não plantam árvores nesta praia tão linda? Como uma sombra valorizaria este lugar.! Lembro-me de pessoas que vinham nos visitar e também faziam-nos o mesmo questionamento.

Certo dia, quando fomos à nossa deliciosa praia,com nossos filhos ainda menores, vimos que mudas de casuarinas estavam a ser plantadas. Sem dúvida foi uma alegria para nós. A cada ano notávamos que as casuarínas cresciam e cresciam, até tornarem-se belas árvores e dar um lindo aspecto e uma linda sombra ao local.

Moramos 17 anos em Florianópolis e mudamo-nos recentemente para cá. Ao recebermos a notícia da derrubada das lindas árvores, pensamos que só poderia ser um pesadelo.

Nossos filhos moram no exterior e temos certeza de que ficarão tristes. Sempre no verao, eles vem nos visitar e a terra em que se criaram e tanto amam, com um mar lindo e uma praia deliciosa. Sentirão falta das árvores amigas que viram crescer, e nos dias atuais sentavam-se às sombras com seus filhinhos.

Foram cento e quarenta árvores derrubadas.

Resolvi homenageá-las começando com uma citação de Jean Dorst:

" O homem tem razões objetivas suficientes para se dedicar à salvação do mundo selvagem. A Natureza, porém, só poderá mesmo ser salva pelo nosso coração. Só será preservada se o homem manifestar por ela um pouco de amor, simplesmente porquê é bela e porquê nós precisamos de beleza, qualquer que seja a forma a que sejamos sensíveis, devido à nossa cultura e à nossa formação intelectual. Isso também é parte integrante da alma humana." (Jean Dorst)

Nós te saudamos, árvore querida, por tua beleza e generosidade, porquê ofereces aos homens e aos animais, deliciosos frutos e o oxigênio vivificante.

Nos entristecemos, árvore amiga, pela destruição de milhares de colegas tuas.

De nossas grandes florestas, muitas madeiras de lei, belos e frondosos jacarandás, imbuias, cedros e angelins, jequitibás e perobas que ao serem vendidos para fabricar casas e móveis e queimados para reflorestamentos e outras plantações, foram aos poucos desaparecendo, em nome da ganância, do egoísmo e da irresponsabilidade.

Um dia, árvore, foste semente que brotou, que cresceu e evoluiu.

Abrigas ninhos de pássaros, belos troncos tens, folhas que dançam ao murmúrio do vento e que, como algumas raízes, têm propriedades medicinais.

Dás-nos sombras em que descansamos quando está muito quente a temperatura e a caminhada é longa.

Não chores lágrimas de orvalho, árvore amiga e bondosa, pois os coloridos e belos pássaros, as orquídeas e muitas pessoas te amam e por ti sentem gratidão, por nos ensinares a lição do amor e da bondade.

Qualquer perda significativa de florestas, afeta diretamente o clima da Terra e, em consequência todas as formas de vida.

Podemos cuidar e plantar em nossos quintais e jardins, ou em fazendas, árvores ou arbustos e outras plantas, atraindo borboletas e pássaros. Do esforço e dedicação de cada um podemos restaurar e cuidar de um pedacinho da Terra.

Se as águas das chuvas baterem diretamente no solo, destroem a camada superficial e carregam os nutrientes, causando erosão, infertilidade e assoreamento dos rios.

As árvores protegem contra ventos, reduzem a poluição sonora e suas folhas caídas podem por meio de compostagem, oferecer um excelente adubo orgânico.

É muito bom observar um beija flor tirando o néctar das flores. É ótimo se alegrar com o canto e o gorgeio de passarinhos, sorrir ao ver uma borboleta colorida pousando numa flor que você plantou, ou esperar por uma ave migratória. Nunca é tarde para começar.


Arlete Deretti Fernandes

Imbituba,27 de junho de 2019.

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Dia do Professor -15 de outubro

O Dia do Professor



“Um professor sempre afeta a eternidade. Ele nunca saberá onde sua influência termina.”
Henry Adams - Historiador americano

Recordo de tempos passados em que o professor era considerado um educador, altamente respeitado na comunidade onde atuava, embora tivesse salários muito baixos, questão esta que vem de muito longe e que até hoje é causa da migração para outras profissões.

Durante anos seguidos fui professora no Estado de Santa Catarina, atuando em várias áreas do magistério. Testemunhei durante este tempo as condições se tornando cada vez mais difíceis para este profissional.

Sabemos o quanto se dedica um professor no preparo de aulas, dormindo pouco muitas vezes por ficar organizando conteúdos, provas, e corrigindo trabalhos de alunos noite a dentro. A carga horária é grande e muitos sentem a necessidade de dar muitas aulas para ganhar um pouco melhor. As salas estão cheias de alunos.

Mesmo com todas as dificuldades acabamos dedicando um carinho e amizade especiais a nossos alunos.

Lembro da paciência e do afeto das professoras das séries iniciais, que com todo cuidado ensinam as primeiras letras. Atuam como mães.

E a parte mais bela é a formação e orientação que surge dos temas estudados e trabalhados, das convivências e intercâmbios diários.

O aluno deve vir de casa com uma educação dada pela própria família, mas a escola também tem um importante papel nesta orientação.

A melhora, por parte dos governos, da situação dos professores, é algo repetido há anos seguidos, mas não é realizada. Ou se algumas coisas se realizam, há muitas mais que precisam ser resolvidas, melhoradas ou sanadas.

Quando a classe quer reivindicar direitos, não é ouvida, é oprimida e acaba sendo obrigada a entrar em greves, que são desgastantes para todos. Muitas greves estaduais ocorreram neste ano para reivindicar o piso salarial, que já é lei nacional há algum tempo. Alguns governos teimam em não dar o direito e outros tentam retirar do professor conquistas de tempos passados, por mais absurdo que possa parecer.

Os professores acabam ficando desprestigiados pela sociedade, há quantidade de jovens que não querem nem falar em fazer vestibular para uma carreira do magistério.

Todos sabemos da importância da Educação e da Cultura de um povo, para o desenvolvimento de uma Nação.

Todos passam pela escola, desde a pessoa mais simples até as autoridades, os Deputados, Juízes, Presidentes da República e Ministros.

Os diretores de escolas, por terem cargos de confiança, sempre garantem as normas e leis vindas “de cima”.

Desde a época do Marquês de Pombal o Ensino em nosso país era regido por interesses da Corte.

Várias cópias de leis dos EUA foram adaptadas ao Ensino brasileiro durante longo tempo.

Cumprimento com grande carinho os Professores neste 15 de outubro, porque são uns esforçados e valentes, valentia proveniente de valores.
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PRATA BABPEAPAZ

Minha Primeira Mestra

 

Lembro-me com carinho de sua mão firme segurando minha mãozinha de criança e conduzindo-me pelo caminho das primeiras letras. Fazia-o com muito afeto, o que me fez despertar o gosto pela profissão.

Despertou-me muito cedo o prazer pela leitura. Tive contato precoce com dois autores, livros estes que guardo comigo até hoje:
Emília no País da Gramática, de Monteiro Lobato.
Aventuras No Mundo da Saúde, de Érico Veríssimo.

Matriculada na escola, fui admitida no segundo ano primário, pois já sabia ler, escrever e fazer as operações aritméticas.

Minha primeira professora, quando ainda ensinava em sua escola, o que fez durante muitos anos, fazia-o por amar a profissão e ao ser humano.

Contava-me fatos ocorridos com seus alunos, alguns emocionantes e outros cômicos.
Havia naquele tempo o Inspetor Escolar, profissional que passava de surpresa nas escolas para “examinar” os alunos em todas as disciplinas e com muito rigor .

Socorria crianças que desmaiavam de fome em sala de aula. Pedia para a outra colega cuidar de sua turma, e sendo sua casa próxima, alimentava estes alunos, voltando em seguida.

Como residíamos em região de imigrantes alemães, italianos e poloneses, algumas vezes saiam alguns trocadilhos no emprego das palavras. Certo dia uma aluna chegou chorando muito e ela perguntou:
- Por quê você chora, querida?
A aluna, soluçando respondeu:
- Porque minha sobrinha morreu.
- E de que foi que tua sobrinha morreu?
- Ela se quebrou.
-Mas, como aconteceu isto?
Foi então que outro aluno disse:
- Ela quebrou a sombrinha!


Na escola, todos os dias antes de se iniciarem as aulas, os alunos eram perfilados e cantavam o Hino Nacional Brasileiro enquanto hasteavam a bandeira.

Seu papagaio de estimação assobiava o Hino Nacional muito bem.

Passados alguns anos, seus ex-alunos quando a encontravam, agradeciam-lhe por tê-los ensinado com firmeza e competência.

Esta professora continuou a acompanhar-me por anos seguidos. Escrevia, declamava poemas e muito me estimulava, como o fez depois com seus próprios netos.

Tivemos muitas alegrias e sofrimentos juntas.

Minha gratidão a esta mestra exemplar pelas boas sementes que plantou em tantas almas.

Assim como são erigidas estátuas em reconhecimento aos heróis, a estátua à minha primeira professora está erigida em meu coração para sempre.

Esta Mestra foi minha mãe.
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PRATA BABPEAPAZ

Ser Professor

 

 


Tarefa difícil,
Mas não impossível.
Exige abnegação,
Pede um sacrifício incrível.
É feita com o coração.

Nos dias cansados, nas noites de angústia,
Nas horas de fardo, da tamanha luta,
Chegamos até a nos questionar:
- Será, Deus, que vale a pena ensinar?

Mas bem lá dentro responde a voz,
A que nos entende e fala por nós,
A voz de nossa alma, a voz de nosso eu.

Vale sim, coragem!
Você ensinando aprende também!
Você ensinando faz bem a alguém!

E vai semeando nos alunos seus,
Um pouco de Paz e tanto de Deus...
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PRATA BABPEAPAZ

 

 

 


imagem do Google 14-10-2010
“LER É MAIS IMPORTANTE QUE ESTUDAR”, diz o escritor infantojuvenil, Ziraldo.

O dia13 de outubro é o “Dia Nacional da Leitura” no Brasil, proposta do Senador Cristóvão Buarque, aprovada recentemente.

No Programa de hoje da TV Senado, Buarque comentava em seu discurso, que no Brasil há 14 milhões de analfabetos, e no mundo são 800 milhões. Falava também de como é triste algumas pessoas não conseguirem emprego, por serem analfabetas e outras, por este mesmo motivo, não terem condições de viajar de ônibus. E que estes, são os verdadeiros “soterrados”.

Encontrei uma entrevista do conhecido escritor Ziraldo, com Roberto Braga, na Revista LER&CIA., de setembro e outubro de 2010, Edição 34, das Livrarias Curitiba e Livraria Catarinense, com o título: ”Ler é mais importante que estudar”.

Por considerar um tema e uma matéria interessante, resolvi tirar da mesma algumas idéias.
O autor do texto citado acima, começa-o assim:
A FRASE MAIS CONHECIDA DO ESCRITOR INFANTOJUVENIL ZIRALDO, EMBORA CONSIDERADA POLÊMICA POR ALGUNS, É SEU MOTE PARA AJUDAR A TRANSFORMAR O BRASIL EM UM PAÍS DE LEITORES.

Ziraldo se tornou famoso mundialmente quando há trinta anos passados escreveu a história de um garoto travesso, inspirado em tantas crianças. O sucesso foi tão grande que o livro “O Menino Maluquinho”, se tornou peça de teatro, quadrinhos, cinema e até ópera.
Ziraldo é mais que o pai do Menino Maluquinho. Ele, mineiro de Caratinga, uma cidade
de 80 000 habitantes, é o retrato de nossa literatura infantojuvenil, com histórias que valorizam a cultura brasileira e ilustrações inconfundíveis, sendo inspiração para novos escritores e ilustradores.

Ziraldo já recebeu o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro e o Premio Internacional Hans Christian Andersen. Ele é também cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista, escritor, humorista e pintor.
Nesta entrevista ele fala de sua paixão pelos livros e pela leitura e também sobre a sua carreira.

Ziraldo começa falando da importância que teve Monteiro Lobato como autor infantil.
Após Lobato, a literatura brasileira passou a ser valorizada. Depois, vieram outros nomes para reforçar isto, como Ruth Rocha, Ana Maria Machado e tantos outros.

O escritor cita que a literatura infanto juvenil em nosso país, está cada vez mais caprichada.

Continua com a afirmação de que, quando pequeno, todo mundo que sabia ler, lia.
Mas hoje, o hábito da leitura não está institucionalizado. E que isto é cultural, porque a história do Brasil não passa pelos livros. Nosso país não foi conquistado com o livro na mão e sim com machados e serras. O pessoal veio extrair, levar o que podia do Brasil, e não ensinar. Não foi como os Quakers nos Estados Unidos, por exemplo.
A história do livro no Brasil, tem 150 anos, antes disto consumíamos o que era impresso em Portugal.

Agora, com grande esforço, a escola já tem consciência de que a leitura é a base mais importante, que é o alicerce da Educação. Mas, que isto é um processo, porque muitas vezes a professora também não tem este hábito.
As crianças estão lendo mais hoje em dia, mas ainda não é um hábito, uma coisa natural. E isto precisa ser mudado.

Ziraldo começou com o hábito da leitura muito cedo, por volta dos 5 ou 6 anos de idade.
Se quisermos habituar as crianças à leitura, devemos desde muito cedo, fazer com que elas se familiarizem com livros.

Sobre o sucesso de O Menino Maluquinho, Ziraldo diz que na época quis escrever um livro diferenciado e por isto ficou um livro original. O leitor, criança ou adulto se identifica com as coisas que o personagem faz. As pessoas se vêem nas histórias.

Conta também o escritor que a literatura com graça e humor é bem mais aceita pelas crianças, que se interessam e absorvem de forma mais natural. Os pais devem ler para as crianças ainda no berço, para que as mesmas associem as histórias aos livros. Isto, já é praticado na Inglaterra há anos, lá que é um país educado pelo livro.

Ziraldo ainda diz que para criar suas histórias, se inspira em diversas situações que observa no dia a dia e também de sua época de infância.

“O Menino da Terra” é o livro que Ziraldo está lançando agora. O escritor também descobriu o prazer em pintar. Produziu várias telas.

Em relação à competição “Livro e internet”, Ziraldo cita o seguinte:

“Tem lugar para tudo na capacidade de criar do ser humano. Acho que as novas tecnologias não vão substituir inteiramente a base do espírito humano. O importante é que as crianças não passem direto para as tecnologias sem passar pela experiência de ler um livro, pois a palavra impressa é insubstituível. Por isso que digo sempre que ler é mais importante que estuda
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Antes de tecer algumas considerações, gostaria de aqui deixar um poema de Djalma de Andrade, com o título:

MEU FILHO


O meu filho, que é doce, que é inocente,
Quando comigo sai, luz que fascina,
Põe seus claros pezinhos, brandamente
Nas marcas dos meus pés na areia fina.

Ele segue-me os passos inconsciente,
Mas uma estranha angústia me domina,
E calcando os meus pés mais firmemente
Meu coração aos poucos se ilumina.

Sem saber, tu me obrigas, filho amado
A procurar a rota mais segura
A ter firmeza em cada passo dado.

Nunca dirá – que horror n’alma me vai!
Que te perdeste numa estrada escura
Por seguires os passos de teu pai.


Na década de 1920, o Deputado Federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de instituir o Dia das Crianças. Os demais deputados aprovaram o projeto e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, em 5 de novembro de 1924.

Trinta e seis anos após este decreto, em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a «Semana do Bebê Robusto» e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o Dia da Criança é comemorado com muitos presentes!

Seguindo a “idéia genial”, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas!. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto.

A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos.
É lamentável que as datas comemorativas sejam associadas somente ao comércio e à compra de presentes.

Crianças são anjos


Quando observamos a ternura que transparece num olhar de criança, sentimos o que ali há de anjo, de pureza e de inocência.

A nós, adultos, pais, padrinhos, professores, tios e amigos, cabe-nos uma responsabilidade ética na condução destes pequenos seres. Na transmissão de valores e de conceitos.

Se observamos que há desamor, intolerância e outras atitudes que nos descontentam, precisamos perguntar “ O que estamos fazendo para mudar”?

Vemos nos noticiários, diariamente, na sociedade mundial, adultos, jovens e crianças apelando para a violência mais cruel.

Pecotche ensina que “a mente da criança é terra virgem e fértil”. Até a idade de 7 anos, tudo é assimilado, as sementes que aí caem florescem e crescem. A criança também não é uma folha em branco, como dizia Rousseau. Ela traz em si uma herança gravada.

Na formação que nós adultos oferecemos à criança, certas atitudes firmes são essenciais. Enquanto os pais saem de casa para o trabalho, mentes inocentes ficam a ver todo o tipo de filmes e jogos com cenas de violência e impróprios para a idade.

As crianças tem uma esperteza muito maior do que imaginamos. Desde muito cedo elas captam e compreendem muito do que escutam e do que se passa à sua volta.

Tenho um amigo que levou um grande susto. Chegou em casa do trabalho e ficou a ver um filme na TV., com o filhote de 2 anos ao seu lado brincando. Quando no filme surgiram tiroteios com mortes, o pequeno ficou de pé e disse:
-“traz um revolver, pai, que eu também quero matar”.

Naquele momento o pai saiu dali e passou a agir diferente.
Sob o ponto de vista tecnológico o homem já fez grandes conquistas, mas a respeito de si mesmo, de seu mundo mental, ainda não chegou lá. E Sócrates há dois mil anos já dizia: “Conhece-te a ti mesmo”.

Quando Arquimedes disse: - “Dá-me uma alavanca e com ela levantarei o mundo”, o sábio não quis referir-se à parte física e material, mas a este outro tipo de conhecimento que nós, seres humanos precisamos ter.

Não podemos apenas cobrar atitudes dos governos, quando a responsabilidade é de todos nós
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Criança

 

 



Chegas
caminhando
sobre
um lírio
perfumado
da aurora da vida que uma
refrega sopra e deixa.

Tua graça me fascina,
Estrelinha cadente,
Que tão rapidamente
Passas, minha (meu) terna/o
Menina/o.

És anjinho puro,
Moves asinhas brancas,
Ligeiras como sonhos
De crianças.

Do céu chegaste à
Terra.
És amor,és
Amada.
És o clarão
Do luar na
madrugada.

Quando conheces o
Dia e o sol,
E a cor das flores
E o azul do céu,
Como borboletinha
Esvoaçante,
Alças vôos ao léu.

 

 
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O Dia Das Crianças

                                                                      

Na década de 1920, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de instituir o "dia das crianças". Os demais deputados aprovaram o projeto e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, em 5 de novembro de 1924.
Trinta e seis anos após este decreto, em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a «Semana do Bebê Robusto» e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o Dia da Criança é comemorado com muitos presentes!
Seguindo a “idéia genial”, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas!. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto.
A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos.
É lamentável que muitas datas comemorativas sejam associadas somente ao comércio e à compra de presentes.
Deveria ser o Dia da Criança uma data para Encontros em comunidades ou em outros ambientes, a fim de conscientizar a população e as autoridades sobre os sérios problemas que enfrenta a infância em nosso país e as possíveis soluções.
A Família é a primeira educadora e para isto precisa preparar-se. A queixa dos professores de alguns anos para cá, é de que está cada vez mais difícil dar aulas, pela ausência de disciplina, respeito e obediência. Há alunos que já vem do meio familiar com preconceitos.
O conceitos devem ser ensinados pelos pais, já em tenra idade e sem autoritarismo. Será que os pais sabem fazer isto?
Os pais, em sua grande maioria não percebem que enquanto estão no trabalho, os filhos desde muito pequenos já estão em frente da TV e da Internet assimilando filmes, jogos e desenhos infantis de violência e outros impróprios para a idade. Como crescerão estes jovens? Saberão ser críticos ou aceitarão tudo que lhes aparecer na vida?.

Tudo passa pelo fator Educação. Infelizmente, em nosso imenso Brasil a Educação não é prioridade para os governantes. Não adianta colocar nas estatísticas que “todas” as crianças estão matriculadas na escola. Elas tem que também freqüentar as escolas. Há um funil onde vão diminuindo os níveis educacionais avalassadoramente, à medida em que sobem as séries escolares.
Além do fator educacional nós sabemos que há vários outros, como abandono, prostituição infantil, drogas, tráfico.
O ECA, Estatuto da Criança e do adolescente, aprovado pelo Congresso Nacional na década de 90, precisa ser revisto, porque os direitos das crianças e dos adolescentes são muito maiores do que os deveres.
De acordo com o Código penal brasileiro, o adolescente quando comete um homicídio ou latrocínio, ou assumindo a culpa de um bandido maior de idade, fica isento de punições atuais e futuras. Cada vez aumenta o índice de menores e adolescentes no crime. Quem está fazendo alguma coisa para mudar esta situação?
Alguns países comemoram o dia das Crianças em datas diferentes do Brasil. Na India, por exemplo, a data é comemorada em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Em 5 de maio, é a vez das crianças da China e do Japão comemorarem!

Muitos países comemoram o dia das Crianças em 20 de novembro, já que a ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece esse dia como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança deve ter proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento.

Muito é preciso fazer-se em prol da infância em todo o mundo. O carinho e a proteção de uma família são os primeiros passos. Outros elementos básicos também são necessários.
Toda criança deve ser cultivada com carinho e afeto, como se fosse uma verdadeira e delicada planta. O investimento realizado para o futuro de uma criança, não quer dizer que ela venha a ser um grande vulto, mas que aprenda a ter dignidade, caráter e moral.
Com estes atributos, as crianças que no futuro serão adultos formados, deixarão exemplos a serem seguidos, até que o reconhecimento seja dito:-Estes são os grandes homens.
Aristóteles já preconizava na antiguidade grega:
-“Educai as crianças e não será preciso punir os homens”.

Referências:  www.interney.net/?p=9753075 - ECA- Estatuto da Criança e do Adolescent
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Chuvas de inverno

      

A chuva persistente e fria cai sem parar. O frio pede aconchego. Uma lareira, um delicioso vinho, um gostoso prato, um cobertor macio e  uma agradável companhia.

 As roupas de inverno são mais elegantes, mais coloridas. Um casaco, par de botas, cachecol,luvas.

 Geme o vento gelado que passa uivando .   Árvores solitárias onde os pássaros outrora  teceram encantados  ninhos se encolhem lavadas pelas águas que caem em abundância.

 Ao deslizarem pelos troncos as aguas se encontram e cavam um pequeno riacho na terra, continuando seu percurso, ziguezagueando em raros  desenhos pelo caminho. 

 Em minha infância fazia barquinhos de papel para vê-los navegar nas tardes chuvosas. Desciam a ladeira atrás da casa de meus pais.  Minha amiguinha  que morava mais adiante via meus barquinhos passarem velozes rumo à descida, em busca do destino traçado.

 No decorrer da vida passam tantas chuvas, tempestades  e granizos.

  A Natureza renova-se constantemente, transformando-se.

 Em breve o sol despontará trazendo calor, e os barquinhos de papel dos brinquedos infantís ficaram na saudade de outros tempos que se foram.

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Ciclo inexorável
Sinto-me cercada de todos os mistérios,
da essência de todas as vidas
da existência universal.

Talvez resida aí a intensidade
com que percebo a profundidade de teus textos e a
Generosidade com que lidas com as pessoas.

Observo a perfeição da Natureza,
o nascer luminoso de mais uma manhã,
o formato geométrico de um favo de mel.

Todas as almas possuem este poder,
de estar em contato com a Natureza e sua
Fascinante biodiversidade...
Do mais simples ao mais complexo
de seus elementos constitutivos.

No relógio do tempo a ampulheta segue
devagar, mas inexorável como a lei que marca.
Enquanto isto passam lentos ou rápidos os dias.

Tempo e espaço desaparecem quando
estamos em contato com o Universo,
porque é como se estivéssemos enxertados
Ao coração do Criador.

Nem todos tem inquietudes,
mas eu as tenho, e por isso, nestes ciclos
permanentes revejo minha bagagem e o meu papel.

E é justamente aí que o Criador nos solta
do seu colo, para observarmos como criaturas
Humanas, o quanto temos que apreender e
a valorizar, mesmo pelas inquietudes a
perfeição desejada, da qual a reflexão
é o elemento condutor.

Que terei para levar neste trajeto sem fim?
- A alegria de viver?
A gratidão por tantas bênçãos?
A depuração no sofrer? Tudo isto e muito mais.

Sim! É o somatório do que
conseguimos viver e sentir no curso
de nossa existência. É a herança que trazemos,

Construímos e polimos no relacionamento

com o mundo e com os outros seres.

Meus amores, amigos, afetos,
lições e aprendizagens.
Sonhos concretizados, outros frustrados.
Sei que em todas estas andanças
fiz a minha parte, chorei, sorri e aprendí.

É o conjunto do que conseguimos
viver, sentir e realizar no curso de nossos dias.
Aqui está o testamento de que muitos podem atingir.

O que ainda me for permitido, eu vivo, viverei e viví.
E o mais gostoso disto tudo é que muito ainda há por viver!
Dueto: Arlete Brasil Deretti Fernandes e Hildebrando Menezes.
Assista em vídeo:
ciclo inexorá vel.wmv
https://www.youtube.com/watch?v=XAomxqBWuQM
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A ponte pênsil

                           

 

Quando criança eu não tinha estes temores. Normal. Na infância nosso espírito , que alguns chamam de anjo da guarda,resguarda-nos mais, devido à nossa inocência.

 Minha avó dizia que quem tinha medo de andar por cima dos dormentes de madeira da estrada de ferro, (a beleza do rio com suas águas lá embaixo), era cachorro cotó.  Explicou-me que cotó era cachorro sem o rabo.

 Em determinada época de minha vida, quando freqüentei a UNISUL, Universidade do Sul de Santa Catarina, na cidade de Tubarão, em alguns dias eu ia de ônibus, tendo que obrigatoriamente atravessar a ponte pênsil, se quisesse ir mais rapidamente, não precisava dar  uma volta grande, uns dois quilômetros. A ponte pênsil era estreita, cabiam duas pessoas lado a lado. Alguns ainda atravessavam de bicicleta!

Naquele dia um pensamento de coragem me incentivou: - Hoje eu vou atravessar. Qualquer situação  que me assuste, eu volto  do caminho. E me decidi.

 Pensei: - Não vou olhar para baixo para não sentir-me tonta. Com galhardia dei o passo inicial.

O Rio Tubarão tem uma largura razoável. Ali, desliza o barulho e a beleza das águas que já foram tão pérfidas nas enchentes. Às margens caminham capivaras, animais em grande quantidade na região. Há muitas árvores belas e de flores perfumadas.   Bancos servem para encontros e descanso nas sombra  A caminho, decidi medir o percurso, olhando para trás.  Levei um “baita”susto. Eu estava exatamente no meio,  acima do imenso turbilhão. Vinham pessoas em sentido contrário de ambos os lados.  Onde está o ser humano, sempre tem alguém para rir do outro e alguém para ajudar.

 Agarradinha nas beiradas, pensei com meus botões:  -  Continuar ou voltar, o percurso será igual. Um simpático jovem que vinha em sentido contrário, viu a aflição estampada em meu rosto e me falou carinhosamente: - Vai, moça, que não tem perigo!  Pode seguir!

 Naquele momento já haviam passado vários transeuntes, em ambos os sentidos. Percebi que um deles, maldosamente balançava a ponte.

 Alívio  na chegada!   Parabéns para mim mesma!   Ah, mas que não atravesso mais, isto eu garanto.  Darei a volta quantas vezes for preciso!  Uffff.

 

                                     

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Águas de Janeiro (crônica)

Postado por Arlete Brasil Deretti Fernandes em 3 janeiro 2011 às 11:11

 

Jorram abundantemente e com generosidade, penetrando na terra e dando vida às plantas e a todos os seres.  É o efeito do El niño que estacionou nas proximidades do país.

 A água, como um dos elementos vitais, tem um apelo forte. É símbolo de transformação, de flexibilidade e renascimento. Sua força também pode destruir.

 Preocupo-me e muito quando vejo a poluição dos nossos mananciais, o derretimento das geleiras, o crescimento do nível do mar.

 Hoje, temos a bênção da fartura, nada melhor do que tomar aquele banho com abundância de água!  Ah, mas que delícia!!!

 Será verdadeira a previsão de que num futuro teremos que comprar água em garrafas, para tomar banho? Como vou tirar bem os vestígios de shampoo e o condicionador de meus cabelos? (!!!)

Já pensaram que tomar banho de caneca é uma conseqüência penosa, mas poderá até ser obrigatório em anos vindouros?

E os dois litros de água que tomo diariamente para a minha saúde? E....E..........

E as futuras gerações, que legado lhes caberá?

 Muito se fala em preservação, mas a consciência ainda chegou a poucos.

 Li sobre mansões em algumas praias brasileiras onde são construídos poços artesianos para gastarem águas à vontade, principalmente nas grandes piscinas. E estas águas não passam nos hidrômetros para que sejam pagas as taxas normais e necessárias.

 Li sobre pesticidas que são aplicados em ervas daninhas, em locais onde podem contaminar lençóis freáticos.

 Há alguns anos Leonardo Boff, o teólogo e cientista respeitado, escreveu que diariamente em nosso planeta são destruídas vinte espécies entre animais e vegetais, que levaram milhões de anos para chegarem ao atual estado de evolução.

 Se cada qual fizer a sua parte, muito poderá ser prevenido.

 

 

 Comentário de Sílvia Mota em 23 fevereiro 2011 às 0:16

Releio, pela excelência.

Beijosssssssssssssssss

Comentário de Mônica do S Nunes Pamplona em 10 janeiro 2011 às 14:10

Todods teremos que fazer nossa parte.Água é vida.Sem ela não existiremos.

Texto com relevante tema.

Bjss

Comentário de Arlete Brasil Deretti Fernandes em 8 janeiro 2011 às 17:22

Queridos Gio, Márcia, Silvia e Hilde. Só tenho a lhes agradecer comentários tão ricos sobre o tema.

Os poemas do Hilde aqui acrescentados são completos e enriquecedores, ótimos.

A postagem do vídeo "" Planeta Água"" do Guilherme Arantes, pela Silvia, é linda e muito preciosa.

Meu carinho e beijo a vocês.

Comentário de Hildebrando Souza Menezes Filho em 8 janeiro 2011 às 15:42

Excelente reflexão! Que só poderia vir da lavra dessa grande poetisa
que sabe nos contagiar com sua sabedoria e a exemplo da Silvia Mota
também não resisti o adendo ao seu chamado consciencial...

Amar é Preservar

Nós! Os humanos... Desumanos...
temos atração pela água do mar.
Talvez porque lá está a nossa origem...
ou porque somos formados 90% d'água.

Na bolsa amniótica há essa semelhança química.
Um magnetismo oceânico, navegador. "Maritimico"...
Dizem que a terra é a mãe. O mar será o pai?
Seríamos filhos dessa conjugação: Terra e mar?

Se isso é verdade por que então tanto abandono...
Vemos multidões que se reúnem, não para preservar.
Mas para depredar o nosso próprio berço. Por quê?
De um lado florestas queimando. No outro a poluição...

Tudo aflorando, matando, corrompendo, dizimando.
Quando a água acabar e o solo rachar? O que vai restar?
O calor irá nos cozinhar... Com os raios dos céus. Matar!
Há que se formar mutirões para nossa vida melhorar.

Que tal começar agora? Vamos plantar a cons-ciência?
Um verso aqui outro acolá. Um lixo aqui outro ali...
Vamos enterrar as milhões de sacolas de plásticos...
que poluem as nossas águas, os nossos mares?

Eles formam a trilha fatal que matam a flora e a fauna...
Os objetos são largados na costa e as marés os carregam
No mar... As tartarugas, os golfinhos engolem os plásticos
pensando que são alimentos...e morrem!

Esses abomináveis dejetos navegam dezenas de anos...
arrastados pelos ventos... São instrumentos de destruição.
Como se parecem com as medusas... São ingeridos.
Tristeza! Este é o retrato da devastação da natureza.

A falta de capacidade dos "animais", dos peixes, de imaginar
que nós os "humanos" sejamos capazes de tamanha proeza...
acabar com a fonte da nossa própria vida. Seremos vítimas!
A tampa e a sacola plástica permanecerão por séculos...

Pesquisadores provaram que estes produtos tóxicos são
encontrados nos estômagos de filhotes de albatrozes...
então... Na próxima vez que você for a uma praia, não jogue!
Faça a sua parte. Recolha! É a sua praia! Seu mar! Seu mundo!

Reúna seus amigos e façam gincanas para ver quem consegue...
juntar mais desses objetos e dar a eles um destino mais nobre.
Fazendo assim... Iremos dar uma aula inesquecível de ecologia.
Devolvendo uma vida sadia para nossa triste, abandonada natureza.

" Não se pode defender o que não se ama, e, não se pode amar
o que não se conhece". Conheça e ame. Papai do Céu agradece!

Hildebrando Menezes
Assista em vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=s_XdnxVPL-Q

Fonte da Vida!

Nasce, escorre,
alimenta e morre.
Renasce, goteja,
oxigena e vive.

Deságua das nuvens...
dos olhos, das lágrimas,
das mágoas, das chuvas,
das plantas, dos poros.

Jorra da terra... Encanta!
Escassa... Rarefeita... Perfeita!
Afoga, afaga, desafoga,
lava, mata a sede.

É a maior parte do teu corpo.
Está presente... Impulsionando
Pulsando à natureza. A proteja!
Nos seus mananciais... Substanciais.

Não lance produtos químicos nela.
Lixo... Dejetos... Plásticos... Eles matam...
Não incendeiem também a mata...

Cuidem melhor das florestas... Encostas...
Córregos... Lagos... Cascatas... Reservatórios
Dos seus riachos... Veios... Poços e rios...
A vida dos peixes... Das plantas... Da terra...
da flora... Da fauna... De todas as espécies
Dependem do nosso carinho e proteção

Na sua ausência o mundo implode...explode!
Ela é a seiva da vida... Bendita!
Pura, santa, dadivosa na essência.

Benfazeja, soberana, protetora...
Todos os dias está em nossas casas
Quente, ao natural ou gelada... É amada!

Nada se compara à sua força...
É o maior dos nossos tesouros
Mais até que o diamante e o ouro.

Siim! Estou falando dela mesmo...

Da ÁGUA!

Hildebrando Menezes

Comentário de Marcia Portella em 8 janeiro 2011 às 15:36

Bela crônica Arlete, é um alerta para todos  em relação a esse líquido vital..........bjus

Comentário de Sílvia Mota em 8 janeiro 2011 às 15:18

Muito bom teu trabalho consciencial!

Perdoa-me, mas não resisto à divulgação deste sucesso da década de 80:

 (Silvia se refere ao Planeta Água, letra e música de: Guilherme Arantes.) Encontrar no You Tube,

ou no link abaixo..

 

  https://youtu.be/xzh0j4xt7io

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Afinidades

Afinidades

Triste, eu andava alheia e muda,
quando tu, de repente, chegaste.
Eu me levanto, corro e te saúdo,
Encanto-me no céu do teu sorriso.
Tudo se inunda ao luar do teu rosto,
torna-se dourado o planeta onde piso.

Fios invisíveis teceram firmes laços,
e como imãs que se atraem, atracamos
no mesmo porto de chegada,
após atravessarmos intermináveis espaços.
Séculos levamos a dormir,
até encontrarmo-nos um ao outro nos braços.

Arlete Deretti Fernandes

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O Vale e suas histórias

O Vale e suas histórias

O rio que fertilizava o vale, carregava em seu curso segredos e histórias de um povo e de seus muitos amores. A imigração italiana deixou ali suas marcas – homens e mulheres que da terra tiravam seu sustento. O que muito faziam era trabalhar e procriar.

Uma família de caboclos morava num barranco, à margem direita, próxima ao povoado. Sua modesta casa servia de teto a uma velhinha benzedeira, sua filha e seus dois netos.

O trem que fazia o percurso do vale passava todos os dias, com seu apito estridente e os passageiros a acenar,quadro que já fazia parte da paisagem. Quando apitava na curva deixando a montanha para trás, Joana dizia para o filho:
- Vai cortar capim para as vacas, que está na hora.
- O filho mais velho respondia:
- Já vou, mãe.
Enquanto isto, o filho mais novo brincava com o som do trem:
- Jaca-taca, jaca-taca, piuíiiiiiii, piuíiii.

Viviam à maneira deles, porque não tinham ambição nem apegos. A cada dia que Deus colocava no mundo, dava-lhes o que precisavam: tinham um telhado para abrigar-se e comida para matar-lhes a fome. Para eles isto era muito.
Na escola os meninos aprendiam a ler e escrever e fazer contas. Seu mundo se limitava aquelas montanhas que os circundavam, ao pequeno espaço em que viviam.

Eram criaturas que viviam sob o ensinamento da máxima bíblica: «Olhai os lírios do campo, que não tecem nem fiam, no entanto nem Salomão com toda a sua riqueza jamais se vestiu como um deles!

A avó, Dona Rosa, sempre com um rosário na mão a rezar estava. Ela era uma rosa muito desfolhada pelo tempo. Lembro-me quando bem pequena, minha avó me levava pela mão, atravessando os trilhos do trem e umas roças de cana e mandioca, para ser benta de dor de cabeça e de luxações que os brinquedos ocasionavam, como cair de bicicleta ou então de uma árvore de nossa chácara.

Jamais esquecerei das palavras que dizia a anciã:
- Co coso?
E eu tinha que responder:
- Carne rasgada e nervo torto.
Aquele ritual tinha que ser repetido por nove dias seguidos. Impressionava-me o rosto da benzedeira, porque me parecia um terreno cheio de rachaduras, tantas e tão profundas eram suas rugas.

O gato dormia no calorzinho ao lado do fogão a lenha. Joana, a mãe dos meninos, carregava às costas o balaio de roupas. Quando chegava à beira do rio, largava o peso sobre uma pedra. Naquele dia ajoelhou-se diante da Natureza, ou melhor, diante de seu trabalho. Ensaboava devagar peça por peça, cantarolando uma música sertaneja. Os ecos se espalhavam na imensidão. Colocava a roupa ao sol, para clarear.

Sentou-se na pedra e olhou-se no espelho das águas que tremulavam, já conhecia aquela imagem, tinha em casa um espelhinho quebrado, pendurado num prego, no quarto de dormir. Espelhando-se, usava pó de arroz e batom quando ia à domingueira dançar. Lembrou-se de uma história que seu filho leu no livro da escola, sobre um jovem vaidoso chamado Narciso, que virou flor porque admirou sua própria beleza no espelho das águas. Ficou com medo e parou de mirar-se. Recordou-se de um sujeito que lhe disse que ela era bonita, e sorriu.

A cadela vira-lata dormia sob uma moita de carqueja. Tudo era ermo naquele fim de mundo. Apenas se ouvia o piar de uma ave que cortava os ares, e o choc-choc do remo de uma canoa que vinha da outra margem. Um vulto,que quanto mais se aproximava, ia delineando-se um rosto moreno. De onde vinha e o que queria aquele barqueiro? Seria um amor secreto? O palco do encontro era ali, o grande rio por testemunha. Uma jacucaca piava numa árvore, os peixes procriavam, tudo conspirava à fertilidade.

Se fosse no norte brasileiro, certamente este barqueiro seria o Boto cor de rosa encantado em homem.

Arlete Deretti Fernandes

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"A amizade é o amor que não morre"

"A amizade é o amor que não morre"

“A solidariedade que acompanha a amizade pode promover forças muito mais potentes que as do mal.
Pois ela é o grande ponto de apoio sobre o qual se concentram as maiores esperanças do mundo.” G. Pecotche

A Amizade é um nobre sentimento, que brota espontâneo do fundo do coração, atraído pela simpatia. Comparo-a com uma delicada plantinha, que para fortalecer-se e crescer, precisa nutrir-se da confiança e do respeito. É a ponte que leva de uma à outra margem o pensamento caminheiro que esparge luz, afeto e doces recordações. Reverdece folhas amareladas de momentos passados que murcharam por falta de claridade. É o canal que transporta a água cristalina e pura, tendo o bem e a alegria como recipientes para acalmar a sede e sorrir novamente. Permite sentar-se à uma sombra acolhedora e incentivar o amigo a abrir os olhos e retomar a valentia de outros tempos, pela recordação.

É a verdadeira Amizade um sentimento raro e puro, que permite acolher o amigo que precisa de paz, de ânimo, que enfraqueceu no meio da luta pela dureza dos passos, pelas pedras que pisou. É um sentimento que carrega consigo a bondade e a generosidade. Que faz brotar a gratidão, a paz, a luz e a harmonia.

Para que uma amizade seja verdadeira, nela tem que haver correspondência. O egoísmo e a mesquinhez aí não cabem. Um amigo necessita saber falar e saber calar na hora certa. Precisa saber ouvir.

A humanidade será mais feliz no dia em que cultivar mais este sentimento, porque as grandes guerras começam dentro de cada ser humano, pelo descontrole, pela ambição, por falta de solidariedade e amor.

A Amizade, é luz matinal, que aquece como o sol em dias gélidos e cinzentos.

É através da amizade que se unem os seres humanos e que se expandirá este sentimento entre as raças e povos.

Uma franca e nobre amizade que seja destruída ou defraudada sem nenhum motivo,carrega consigo o gérmem da ingratidão. Devemos sempre recordar em que circunstância nasceu uma amizade e como foi crescendo, para conservá-la cada vez mais.

Arlete Deretti Fernandes

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A casa dos espelhos

Na varanda, uma antiga cadeira de balanço esquecida.

No peitoril das janelas, restos de vasos de folhagens.

Trepadeiras cerradas cobrem as colunas,

com flores coloridas   misturadas as plantas selvagens.

Entrei devagarzinho para não pisar sentimentos.

A emoção tomou-me por inteiro, quando vi

girassóis e hortênsias sobre as mesas.

Tudo se reflete nos antigos espelhos de cristal,

Como lembranças esculpidas.

Um raio de luz teima em entrar pela vidraça.

Algumas obras de arte permanecem nas paredes brancas

 que outrora  foram pintadas com os tons e semitons

cromáticos das flores do jardim.

O quadro em sépia tem uma moldura que o esquadreja,

mas nele só aparece uma mancha

escura que realça mas não tem definição.

Algumas fotos antigas com carruagens,

Caçadores e belos cães, ali permanecem.  

Uma antiga escultura sobre um balcão,

Mostra que ali ficou abandonada

a silhueta da mulher amada,

Na sala grande soam músicas de uma orquestra.

Festas, taças, brindes,banquetes.

Em outra sala, casais dançam valsas.

 

No grande quarto empoeirado

O espelho continua trincado,

Como enorme estrela cheia de pontas,

que cortaram, feriram, e o som do estouro

inda permanece no ar.

Ao receber o sol pela clarabóia 

projetam-se estrelas menores coloridas

para todos os lados.

 Ao  olhar pela vidraça, vejo lá fora

árvores de aspecto sofrido cujos ramos admitem

a nostalgia de tempos extintos.

O vento forte carrega folhas secas

Que esbarram nas janelas.

Cá dentro passa um filme longa metragem.

Quando o sol começa a ir-se embora

As cores refletidas vão mudando.

No pátio vejo figuras toscas e escuras

lá para o lado do bosque.

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