Posts de Antonio Costta (182)

AUTO-RETRATO

Não sorrio com facilidade,
Não sei sorrir com falsidade,
só quando sinto felicidade!...

A maturidade encontrou-me de repente
quando eu cruzei a esquina
tocando a "Lira dos Quarenta Anos".

Não nasci para o comércio,
não sei comprar nem vender,
sei apenas fazer versos...

No meu primeiro livro:
"Um Juntador de Palavras",
ajuntei tantas palavras
que a poesia criou asas.

Mas me considero apenas
um cantador desentoado,
um repentista sem repente
e um sonetista de pé quebrado.

Tenho uma família linda
e um milhão de sonhos 
que carrego em meu coração;
é por por isso que me sinto
um ser milionário.

Alguém já me disse
que tenho a cara séria
de delegado de polícia,
mas dentro de mim
ainda mora
o mesmo menino
traquino
de outrora!

Antonio Costta

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TRADUZINDO-ME

(Parodiando Ferreira Gullar)

Uma parte de mim é calmaria, 
a outra parte é chuva e ventania; 
uma parte de mim é solidão, 
outra parte é barulho, é multidão.

Uma parte de mim segue a emoção, 
outra parte caminha pela razão; 
uma parte de mim é corajosa, 
outra parte é prudente e temerosa.

Uma parte de mim é litoral,
outra parte de mim é só sertão;
u'a parte de mim é sentimental,
outra parte é mais dura do que o chão.

Uma parte de mim é tão idosa, 
outra parte de mim inda é criança; 
uma parte de mim é tão teimosa, 
outra parte é calma... é temperança!

Uma parte de mim é de direita, 
outra parte de mim é comunista; 
uma parte de mim não é perfeita, 
outra parte modela, o seu artista.

Uma parte de mim é utopia, 
outra parte de mim — realidade; 
uma parte de mim é antipatia, 
outra parte é plena amabilidade.

Uma parte de mim é poesia, 
outra parte é prosa cotidiana; 
uma parte de mim é melancolia, 
outra parte é alegria soberana.

Porém minha vida só se completa 
quando estás ao meu lado — minha amada! 
Pois longe da vida deste poeta, 
minh'vida se parte — não sobra nada!...

Antonio Costta

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A VIDA INTEIRA

Quero te amar, amor, a vida inteira!
Quero sentir pra sempre essa magia,
sim, de poder amar-te a cada dia,
da forma mais sublime e verdadeira!

Quero te amar, amor, a vida inteira!
Não somente nas horas de alegria;
mas nos momentos de melancolia,
quero está ao teu lado - companheira!

Carregando contigo essa bandeira
de união, respeito, fidelidade...
Quero te amar, amor, dessa maneira...

Quero te amar com toda integridade,
até chegar nossa hora derradeira...
Quero te amar, amor, a vida inteira!

Antonio Costta

_______________________________
LA VIDA ENTERA


Quiero te amar, amor, la vida entera!
Quiero sentir pra siempre esa magia,
sí, de poder amarte a cada día,
de la forma más sublime y verdadera!

Quiero te amar, amor, la vida entera!
No sólo en los momentos de alegría;
pero en momentos de melancolía,
quiero estar a tu lado - compañera!

Cargando contigo esa bandera
de la unidad, el respeto, lealtad...
Quiero te amar, amor, de esa manera...

Quiero te amar con toda integridad,
hasta llegar a nuestra hora postrera...
Quiero te amar, amor, la vida entera!
Antonio Costta
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O POLÍTICO ENGANADOR

O POLÍTICO ENGANADOR

Cuidado co'o político enganador,
com seu discurso inflamado, eloquente,
capaz de enganar milhões de gente,
que jamais questionam seu teor.

Cuidado co'o político usurpador,
que se diz ser u'a pessoa diferente;
que, com ele, o país irá pra frente...
pois tem "mãos limpas" e é trabalhador!

Não seja tão ingênuo, eleitor,

Cuidado co'o político enganador,
que camufla a verdadeira intenção...

Cuidado co'o discurso diplomata,
quem sabe por detrás tem um pirata,
querendo saquear nossa nação!...

© Antonio Costta

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NOVO LIVRO: "O PODER DO AMOR"

Capa do novo livro de poesias que estou organizando em parceria com quatro poetas estrangeiros: Maria Petronilho (Portugal), Alma Velazquez de la Mora(México), Cristino Vidal Benavente (Espanha) e Teresa Ovejero de Vinciguerra (Argentina). Esta é uma obra de intercâmbio litero-cultural que pretendo publicar, se possível, ainda este ano. Nunca preparar um livro me deu tanto prazer como este. Os poemas são extraordinários! Todos versando sobre o maior de todos os sentimentos: o Amor. 
Aguardem o seu lançamento.

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SONETO DA CARIDADE

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Estende as tuas mãos aos necessitados,
Aos que passam por grandes privações;
Pois saiba que nos Céus são registrados,
Tudo o que tu fazes, as tuas ações!...

Estende as tuas mãos aos desabrigados,
Aos que passam nas ruas suas aflições;
Aos que pedem um pão, desesperados,
E mendigam afeto aos corações!...

Atentai, meu irmão, para os seus gritos,
E estende as tuas mãos para os aflitos,
Que carecem de paz, felicidade...

Recolher as tuas mãos é grande risco,
Pois quem sabe o pedinte é Jesus Cristo,
Disfarçado, pra provar tua caridade!...

Antonio Costta

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FEITO DE BARRO



Na folha inata
O poeta retrata
A sua solidão;
Caneta à mão
E um olhar profundo
Olhando o mundo
De vida renhida
Como se olhasse
Uma grande ferida!

Olhando o mundo,
O mundo bizarro,
Ele expressa a dor
De ser feito de barro.
Ah se o poeta
Fosse feito de cobre!
Seria mais rico
Ou seria mais pobre?
Seria condutor
Do mais puro amor?
Ou seria um entulho
Do mais puro orgulho?

Além do mais
Teria mais paz?...
Deus sabe o que faz
O poeta é de barro
E não volte atrás.
De um barro tão belo
Resistente ao calor;
De um barro singelo
Nas mãos do Senhor!

Feliz do poeta
Que é feito de barro!
Humilde e pequeno
Como um simples jarro;
Mas que dentro dele
Traz toda beleza,
Traz todo esplendor...
Pois traz a essência
De seu Criador!

ANTONIO COSTTA

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CHUVA DE TROVAS

I

De vez em quando escrevo
sem desejo de parar;
de vez em quando me atrevo
viver só para te amar!

II

Hoje a vida está mais bela,
mais lindo está este dia!
Será por que penso nela
quando escrevo a poesia?...

III

Estou em estado de graça,
é o que diz meu coração;
a cada minuto que passa
faço um verso, uma canção!

IV

Quando chegar minha hora
vou olhar nos olhos teus;
e num beijo demorado
vou dizer o meu adeus!

V

Eu quero viver contigo
sem temer qual seja a sorte;
nas asas do teu abrigo
sinto-me muito mais forte!

VI

Acordei-me bem cedinho
ouvindo o cantar do galo;
o mugir do bezerrinho...
e o rinchar de meu cavalo!

VII

Eu quero cantar a vida,
cantar a paz e o amor;
mesmo sabendo na lida
que não sou bom cantador!

VIII

Chuvinha fina caindo...
cheiro de terra molhada...
Agricultores sorrindo...
sonhando co'a invernada!


IX

Não vi estrelas na noite,
muito menos o luar;
somente ouvi o açoite
da chuva a se derramar!

X

Choveu pela noite inteira
chuvas dadas do Senhor;
chuva fina, de primeira,
para o nosso agricultor!

XI

Preciso dormir agora
para acordar bem disposto;
com o esplendor da aurora
e o brilho do teu rosto!

XII

Que maior prazer existe
neste mundo de terror,
do que quando estamos triste
receber o seu AMOR!?

XIII

Depois de um dia de luta,
de contas para pagar;
esqueço toda labuta
quando tu vens me beijar!

XIV

Quem dera a vida passar
cantando tua formosura;
e cessando o meu cantar...
cantasse minha alma pura!

XV

Cansado estou de injustiça
contra quem só faz o bem;
quem, por maldade, atiça
a chama do ódio que tem!

XVI

O poder que tem teu beijo
eu não posso calcular;
ele acende o meu desejo e
meu amor faz aumentar!

XVII

A inveja é u'a doença
que mata antes da morte;
destrói o amor e a crença
de quem pensa ser mais forte!

XVIII

O amor que tu me dás
é quase sem ter medida;
enche o meu peito de paz
e de prazer minha vida!

XIX

Eu sou poeta-pintor,
digo-vos com alegria;
desejo pintar o amor
co'as cores da poesia!

X

Enxuto, de roupas novas,
não pensei ficar molhado;
mas co'uma chuva de trovas
meu peito foi inundado!

Antonio Costta

Este texto foi ublicado em 20/04/2013
no Recanto das Letras ( http://www.recantodasletras.com.br/trovas/4250099 )
Código do texto: T4250099

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