Sobre mim

Género

Masculino


Localização

Corbélia, Paraná


Aniversário:

Maio 15


Nome completo e pseudônimo, se houver:

André Boniatti - Anboni Bonã


Como chegaste à Rede Belas Artes Belas?

Convite


Minicurriculum:

Mestre e doutorando em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná; Especialista em Literatura e em Educação Especial Inclusiva; Graduado em Letras também pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Escritor, desenhista, professor e diretor de teatro amador.


Links para sites, blogs e perfis em redes sociais:

www.andreboniatti.com


1 - Indicar nome verdadeiro, por completo, e o nome a ser usado no Portal PEAPAZ.

André Boniatti


2 - Local da residência: cidade, estado e país. Por motivos de segurança, não indicar endereços completos.

Corbélia/Paraná/Brasil


3 - Como chegaste ao Portal PEAPAZ?

Fui convidado por Silvia Mota


4 - Traça-nos s tua trajetória no âmbito das artes/literatura/ciência.

André Boniatti (1981) é escritor paranaense e transita por diversos gêneros: é poeta, dramaturgo, contista, ensaísta etc. É professor de Língua Portuguesa e Inglesa, graduado pela UNIOESTE – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, especialista em Educação Especial Inclusiva e Literatura Brasileira e mestre em Literatura Comparada, também pela UNIOESTE, com a pesquisa “Reflexos do pensamento de Nietzsche na poesia de Alberto Caeiro: Do retorno à Natureza para além do bem e do mal”. Trabalha ainda com teatro amador e com desenhos em canson e vergé, utilizando técnicas que variam entre grafite, sanguínea, pastel oleoso e macio, entre outras. Suas principais obras são: "Fragmentos do silêncio (versos esparsos)", "A cosmoprofecia do movimento ao infinito", "Sonetos de fumaça e temporais (e outros poemas indóceis)", “Esquizolira e desalinho” e "Telúreo Canto (livro de esperanças)" em verso; "Amo-te a ponto de matar", “A benzedura do concreto”, "A paixão de Cristo (em três visões)", obras teatrais. Seus principais trabalhos como pesquisador, além da dissertação acessível no banco de dissertações e teses da Unioeste, são "Implicações pós-colonialistas na obra de José Craveirinha: Um povo entre a cruz e a espada" (In: http://www.revistaabril.uff.br/index.php/revistaabril/article/view/121) e "Apontamento sobre a presenta do pensamento de Nietzsche na poesia de Alberto Caeiro" (In: "Pessoa e Nietzsche: Ensaios", ed. Tinta da China, Portugal).


5 - Concordas que utilizarás o Grupo Sensuais e Eróticos SE publicares imagens de nu explícito?

Sim.


6 - Link para site/blog próprio.

Diálogo poético com andré boniatti: http://www.andreboniatti.com/ Recanto das Letras: http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=5602 Youtube: http://www.youtube.com/user/boniteatro Poesia de andré boniatti (facebook): https://www.facebook.com/poesiadeandreboniatti O pequeno livro da revolução: http://olivrodarevolucao.blogspot.com.br No public reasons blog: http://nopublicreasons.blogspot.com.br O livro das pretensões: http://olivrodaspretensoes.blogspot.com.br


7 - Insira aqui os links para os teus perfis nas Redes Sociais.

https://www.facebook.com/anboni.bona Twitter: https://twitter.com/zeforis


8 - Publica três poemas, textos ou imagens da tua autoria.

se soubessem rezar as flores eu não rezaria uma oração. minha religião é como as flores, não pedem mais que o sol e a chuva, ou que a terra, ou que o ar. que rezariam as flores se pudessem rezar??? se pudessem rezar as flores as flores não seriam flores, seriam qualquer coisa estúpida como aos homens, e teriam religiões estúpidas como aos homens, e eram completamente estúpidas como aos homens; mas a estupidez das flores é bela, porque as flores não são homens, as flores são só flores, são bonitas com seu caule e coloridas com suas cores, e as cores das flores não estudam e não têm nomenclatura, e por isso são mais belas, e sabem que são cores porque as têm, e não o sabem, porque as são; mas os homens são estúpidos, não têm cor e nem têm pétalas, têm enciclopédias, dicionários e legendas, e decoram orações com a memória, e memorizam coisas tolas, e depois de rezar acreditam que o céu é azul e que deus tenha barba, tenha ouvidos e nariz. se os homens fossem inteligentes não teriam jardins, seriam eles próprios o jardim, e cultivavam muitas coisas, cultivavam flores e amizade, e morriam surdamente, e não queriam nada mais... mas os homens... são estúpidos. os homens e as mulheres, e as crianças são melhores, mas serão também estúpidas, e por isso os homens são estúpidos. e também suas crendices. todas as crendices são estúpidas. só as das flores que não são. das flores e das pedras. que as pedras são melhores que os homens. as pedras nos jardins fazem canteiros. e os homens fazem guerra. e a guerra é uma doença. a mais cara à estupidez humana. e por isso os homens são estúpidos. se as flores acendessem velas não ser- ia para os mortos, seria para a noite ser mais verde e pra que o verde colorisse com a noite, e seria a procissão um longo abraço com as ruas e as luas e as abelhas, e cos vôos colibris. se a razão evidenciasse a divindade seria divina a matemática, e não deus, e por isso se decoram orações, mas não se oram, como um exercício matemático a um problema indis- solúvel, quase sem sabê-lo, à luz dos postes, da manteiga e do cozido. oram as flores que nunca aprenderam rezar... sua oração está aí, a cada dia quietamente, para os olhos e os sentidos. oram as flores porque existem, porque as flores têm poesia, e não palavras, mas os homens, só palavras, e por isso são estúpidos. os homens são todos estúpidos. os homens e as mulheres. mas as flores são só flores, e os canteiros, — re- ligião. soneto de amor futurista meus olhos, dois servos dos teus, sonhadores, dois ébrios orfeus por eurídice em dores... meus olhos-navios em teus mares de luz, vadios por teu corpo, que a foto traduz na tela, depois, lá distante de mim... teus pixels, qual mel, como em favos sem fim, se agrupam na rede e no meu coração, na linha do tempo da minha afeição. não posso tocar-te, nem sabes que eu sou de tod’os teus follows quem mais procurou na noite os teus posts tentando mentir que os fazes pra mim, e que falas comigo, qual fosse a tu’alma o meu único siso, ou mais: fosse quem mi’a paixão vá cumprir. oração entre os homens quando a prostituta passar, ó Senhor, que eu não desvie os meus olhos. que a cor não seja para mim um detalhe, nem dos olhos nem da pele. que todos tenham feições iguais e corações maiores para mim, ó Senhor. que tenham a mesma medida que eu tenho, em todos os tamanhos que eu tenho. que quando eu achar absurdo ou ridículo ou estranho ou espúrio o que [eu vejo, que eu saiba que o vejo, que são só os meus olhos, — que estúpidos meus olhos que inventam barreiras para olhar. eles olham de canto e desconfiados, estúpidos! que um dia os meus olhos possam ver com amor, — quando a [prostituta passar ou qualquer um, ó Senhor! que um dia a gente pense com o pensamento da gente, libertos. que um dia a gente tente com o tento da gente, que a gente seja espertos. que um dia a gente seja verdadeiros, desde o nascimento. sinceros. mas que antes disso a gente aprenda. que a gente entenda o termo “gente” no silêncio da gente. (que antes de sermos cristãos entendamos jesus: plebeu de nazaré, filósofo e poeta, cantor de inteligência e coração, e que jamais deixara nenhum pelo outro: inteligência e coração. como são tolos os homens, meu jesus do céu!) como são tolos os homens: na ervilha do próprio ego concentrados [(introspectivamente) — magoando-se-lhes todo o arredor; como se [fosse o seu mundo inteiro um centro perfeito de orgulho e arrogância! mas fora disso não são nada. fora disso são idênticos a todos, uns para os outros, e a tudo, uma coisa do mundo a mais. e se a mais, ainda não somam; disléxicos e retraídos: os homens não vão a lugar nenhum! quando a prostituta passar, ó Senhor, olhemos para fora de nós, não mascaremos nossas vistas. que noss’alma compreenda que isso é só matéria estulta, forma no [vento, teu corpo, teu credo, teu reto e o meu, que emanam do coração por dentro e passam a existir neste tempo, [que passa, (este espaço, que voa); que se torne mais leve, portanto, o teu corpo, o meu corpo, para não afundar; (quando o amor me visitar. quando o amor me visitar. quando o amor [me visitar.) que eu esteja todo inteiro por dentro, por fora, por certo — quando o fim da minha vida me achar. que não me restem dúvidas da minha integridade; que o meu choro seja de culpa, de cancro, de calvas grisalhas intrépidas emoções, mas que eu não esteja morto antes de estar. que eu possa chorar. que eu não durma sem que me sinta (absolutamente) esgotado de tudo. todo inteiro, quando o meu tempo acabar. quando o silêncio da minh’alma a mim me tomar. e então — adeus! mas que eu esteja atento, reverencialmente atento, leve, longe e fugaz, sem qualquer dissabor; quando a não-profecia cumprir-se, quando o resto me sobrar. quando eu, minha avó, minha mãe, meu amor... — quando a prostituta passar, ó Senhor!


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Pontos ganhos: 233
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Recebido:
18 de Mai de 2019
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"❤️❤️❤️ Muitíssimo obrigado!!!"
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