Posts de Ana Isabel Damiani (9)

A DETERMINADA ARANHA

A DETERMINADA ARANHA (Ana Isabel )

 

A aranha conseguiu escalar e no topo da montanha chegou.

Mas uma chuva intensa... pra baixo a coitada levou.

A aranha teimosa escalou e no topo da montanha chegou.

Mas lá o vento era tanto... que morro abaixo, rolou.

A aranha voltou a escalar e no topo da montanha chegou.

Uma lagartixa a esperava e assustada... ela voltou.

A determinada aranha insistiu e no topo da montanha chegou.

O frio deixou-a gelada, porém... não recuou.

Queria lá em cima ficar, tudo enfrentou e ficou.

Você com certeza pensou que pro chão ela voltaria.

Só que um final muito triste teria essa minha poesia.

Se embaixo ela ficasse, escondida em algum lugar.

Seria uma triste aranha que desistiu de lutar.

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LÁ FORA CHOVE (Ana Isabel)

3541637911?profile=originalLÁ FORA CHOVE...

 

Lá fora chove muito!

O Sol trocou de lugar com nuvens

que desabam suas lágrimas sobre a terra.

A paisagem se transforma.

Perde o brilho dos raios solares

mas se embeleza de pingos

que se tornam lindos brilhantes,

quando iluminados pelo clarão dos relâmpagos

que, de tempos em tempos,

clareiam a tarde substituindo

a luminosidade do astro rei.

Dentro de mim também chove.

Choro tal qual as nuvens.

Desabo minhas lágrimas

nas macias plumas do meu amigo travesseiro.

Perco meu brilho e me embelezo

com a falsa, mas linda máscara da felicidade.

Lá fora... a chuva passa.

E dentro de mim?

Algum dia passará?

 

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MENINA SAPECA

Menina sapeca,

levada da breca,

cadê sua boneca?

Ah! Garota mimada!

A troco de nada

deixou na calçada,

a pobre coitada!

Menina danada

sem medo de nada,

negou que tivesse

deixado a boneca.

E em disparada

correu pra calçada.

Pegou a boneca

toda amassada.

Botou a coitada

na cama deitada,

dizendo bem alto,

eu amo a boneca!

E não sou culpada!

Sou só a menina,

Levada da breca,

e muito sapeca.

Porém não fiz nada.

Estou magoada

e não quero brincar.

Nem com boneca,

nem  na calçada.

Sou eu, a coitada!

3541636005?profile=original(Ana Isabel)

 

 

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"ESSA É A MINHA VOVÓ"

 "ESSA É A MINHA VOVÓ" (palavras da minha netinha Luiza em 23/12/2010)

 

Essa é a minha vovó “!

Suave música que meus ouvidos encantaram.

Doces palavrinhas que acariciaram minha alma.

Gostosa ternura que aqueceu meu coração.

Uma preciosa dádiva de amor.

 

Essa é a minha netinha!

Quem me dedica muito carinho.

3541632338?profile=originalA quem eu dedico meu coração inteirinho.

Com quem eu sonho mesmo acordada.

Por quem eu sou completamente apaixonada.

(Luiza tem dois aninhos e meio)

 

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“ELE NÃO PESA, ELE É MEU IRMÃO” (ANA ISABEL)

“ELE NÃO PESA, ELE É MEU IRMÃO”“Ele não pesa, é meu irmão”.Essa frase é de uma linda música que ouvi e que me levou a refletir muito.Nós, cristãos, acreditamos ser filhos do mesmo Pai e de acordo com essa convicção, somos todos irmãos.Deus nos fala através do Livro Sagrado que devemos amar o próximo como a nós mesmos, o que significa fazer por eles o que desejamos para nós.Dá pra imaginar um mundo assim?Um mundo onde amássemos a todos sem exigências pessoais, que nos doássemos num exercício permanente de renúncia e de humildade em benefício dos demais, do nosso próximo?Um mundo onde um irmão fizesse mais pelo outro sem se sentir carregando fardos indesejáveis?Existem inúmeras situações que ilustram essa falta de amor e poderiam ser citadas como exemplos, sem nem mesmo precisarmos sair das nossas aconchegantes casas para constatarmos os “pesos” que dizem carregar os próprios irmãos de sangue.Vamos voltar nossos olhares aos idosos que temos em nossas famílias ou até mesmo lá em casa. Quantas vezes já ouvimos alguém dizer que eles são “pesos” em suas vidas. Temos que levá-los ao médico, administrar seus remédios, fazer comidinhas diferentes, acompanhá-los ao banheiro, banhá-los, entre tantas coisas mais. Às vezes convertemos esses citados pesos até em “pesos invisíveis”, pois quantos de nós passamos por eles sem notá-los. Não observamos que seus olhares estão tristes, que eles pedem companhia, que eles querem fazer parte da nossa mesa, que eles querem beijar o bebê da casa, que eles anseiam em fazer um passeio com a família, que eles querem que alguém leia uma notícia ou um livro para eles... que eles querem ser notados e amados.Realmente, precisamos dispensar a eles um tratamento diferente, mais cuidadoso, mais atencioso, mais paciente e que às vezes vai além até das nossas forças físicas, mas daí a tratá-los como “pesos” é não reconhecer o quanto já foram nosso porto seguro, o quanto nós já dependemos deles, o quanto já trabalharam para nos dar sustento, o quanto já construíram concretamente para nos dar aconchego físico e emocional para que nos sentíssemos seguros.A família de sangue é o melhor lugar para exercitarmos o amor e se dentro de uma grande parte delas o amor está ausente, o que esperar então daqueles que não possuem laços de sangue, mas que não deixam de ser irmãos, mediante a lei de Cristo.Esse texto começou com a frase “ele não pesa, ele é meu irmão” e eu o convido, caro(a) leitor(a) a refletir sobre ela, lembrando que cada novo dia te traz um leque de situações onde só você pode decidir pela opção de praticar o exercício do amor e quem sabe chegar a carregar um dos teus irmãos podendo repetir essa tão linda frase “ELE NÃO PESA, ELE É MEU IRMÃO”
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FRAGMENTOS (ANA ISABEL)

Poesia classificada em 2º lugar no IV CONCURSO INTERNACIONAL DE POESIA, DA BIBLIOTECA ADIR GIGLIOTTI, DA CIDADE DE CAMPINAS.Inspirada no fato verídico, por ocasião do falecimento de meus pais. Eu sou a caçula da família.FRAGMENTOSA casa estava lá, na Rua Independência.Aqueles que habitaram-na, não mais se encontravam .Deixaram sonhos, marcas, cicatrizes, esperançase lembranças para quem tanto amavam.Paradoxal era a situação daquela casa.Encontrava-se vazia porque os donos haviam partido.Também cheia, todos seus pertences permaneciamà espera de um destino; o dever fora cumprido.Às filhas, a primogênita e a caçula ,coube a difícil tarefa de encontrar o tal destinopra tudo, desde o grande ao pequeno objeto.Jogar...Guardar...Doar...Mais parecia um desatino.Sensações de cheiro, de voz e de passos,minuto a minuto as enganavam.E cada objeto que era tocadolhes dava a certeza de que ali eles estavam.A saudade crescia, os corações palpitavam.Pairava a dúvida: mentira ou verdade?A tarefa continuava e , de repente, tudo se misturou...Mentira ... verdade... sonho... realidade...Trechos de cartas e de poesias foram lidos.Fotos amareladas pelo tempo traziam o passado.Quadros, que antes enfeitavam as paredes da casa,tristemente se encontravam desbotados.Muito se doou, mudou-se pra outra casa.O valor sentimental falou alto, muito se guardou.Infelizmente, o uso do lixo não fora descartadoe pra lá, misturado às lágrimas, muito se jogou.Se tudo tivesse sido diferente!Se nada fosse doado, jogado ou guardado,em sua essência, a casa continuaria vazia,Porém repleta de fragmentos amontoados.
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Quem sou eu

Eu sou uma mulher madura,atenciosa, vaidosa,sempre disposta a ajudar,de bem com a vida, mas não sem problemas. Mãe realizada e uma avó muito feliz e babona.Adoro estar com as minhas irmãs, sobrinhas e amigas, conversar, brincar e chorar quando necessário.Uma filha que sente muitas saudades dos pais e agradecida a Deus por ter convivido com eles grande parte de sua vida. É um gde prazer te receber no meu blog (que ainda nem tem mto cara de blog)e se estiver a fim de deixar comentários, críticas positivas ou negativas, aceitarei com a certeza de que todas as palavras aqui colocadas me farão crescer.Doces beijinhos...
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