PRECE CARDÍACA

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Bate... Bate sempre...Não cesses de bater!

Leva-me aos confins do infinito

aos lugares onde o mar se agiganta e espraia,

ao cucuruto das ramarias altas

de onde possa entrever o longe e alcançar o belo,

às pradarias onde o silêncio roçaga e o vento beija manso

as sombras esquálidas e os olhares vazios,

à boca das nascentes pequeninas que alimentam os rios largos

que se derramam nos mares sem tamanho.

Eu sei quem sou! E tu quem és?

De onde vens coração exageradamente inquieto,

propulsor dos meus sonhos e das minhas dúvidas?

Que caminho trilhaste para chegar aqui e, sem desfalecer,

permaneceres inquieto e determinado a dar-me força e coragem

para ser quem sou?

A grandeza que possa existir em mim é de ti que a recebo,

a humildade que ostento sem arrogância és tu quem a nutres,

coração de ontem, de hoje, de sempre.

Não te deixes vencer pelo cansaço, pela tristeza, pela ignomínia do ódio

e da vingança, pela paixão deslumbrada da avareza,

pelo odor maléfico da desonra.

De pé como as árvores,

manso como os rios,

livre como as aves,

encantador como as flores,

belo como os silêncios,

assim te quero,

assim me quero,

porque é ao teu comando que sigo

cigano das vastidões,

senhor do sonho e do infinito,

dono do nunca.

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Em 01.Maio.2017

Paulo César * Portugal

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