Muito boa BABPEAPAZ

Ano I. Tertúlia Poética nº 5.

Edição nº 5 - setembro 2010

Tema: Estrela cadente

Atividade proposta aos peapazianos e peapazianas

Poema reeditado, para unir-se à inspiração dos queridos autores do Portal PEAPAZ.

Estrela cadente

Psiu!... U’a Estrela!
Espero vê-la...
Ah!... Doce estrela...
espero tê-la!

Estrela vai,
faz-se cadente,
estrela cai,
faz-se candente.

Estrela vai,
proficiente,
estrela atrai...

Estrela cai,
indiferente...
- Não me abstrai!


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
São Paulo, 13 de janeiro de 2010 – 5h07
Wolfgang Amadeus Mozart - Symphony N 25 in G minor

Poema de Amor e Estrelas

- "Loura e linda criança a fitar as estrelas,
sonhando com a vida, a ciência, o amor,
nem suspeitas que longe, outra loura criança
enfrenta o mesmo céu e sonha os mesmos sonhos..."
Assim dizia a voz do piscar das estrelas,
provocando ilusões nestas duas crianças.
Uma era do Norte. Outra era do Sul.

O silêncio da noite, a grandeza das trevas,
tinha igual importância às crianças -poetas.
Havia este desejo intenso de subir,
penetrar no irreal, de descobrir o mundo!
Ternura indescritível no piscar de estrelas;
na dourada promessa de um dia
encontrarem aquilo que buscavam...

Cresceram as crianças sem mais fitar o céu.
Abrigavam, contudo, com segura certeza,
a beleza profunda do nobre sentimento,
que o sussurro da noite prometia, ainda...
Vergonha de esperar; de um dia ter sonhado,
começou a invadir os dois jovens poetas...
Abalada já estava, e frágil era a lembrança
da voz, que há muitos anos, prometera amor.

Foi então, sem querer, que tudo aconteceu.
Com a luz da alma, os olhos reviveram
o luzir das estrelas...
Pulsando os corações, ouviram a voz do amor.

-"Eu fitava as estrelas"
-" Engraçado, eu também..."
Nada mais foi preciso e nada mais foi dito.
Somente a antiga voz aos dois se fez ouvir:
-"Minhas louras crianças, crianças-poetas...
Que a ilusão infantil seja o real do adulto;
retorne sempre o sonho, como vem a noite.
Eterna a voz da estrela como a luz do amor..."

Autora: Mª Auxiliadora Mota G. Vieira (Maux)
"Poemas Adolescentes"

Fogaréus, faúlhas
soltas... Mergulhas!
Quão belas e dormentes!
São estrelas cadentes!

Belas,
singelas,
silentes...
Estrelas
cadentes!

PC

Chuva de estrelas

encanto enquanto
o tempo tanto
é espanto.

Marco Bastos

Minha estrela

De toda constelação
No céu existente
Que me inspira
De maneira eloquente
Há aquela,estrela cadente
A louvar meus versos
Como minha confidente
Por seu esplendor
E beleza irreverente
Inspirando-me a compor
Rimas, feito água corrente.

Mônica Pamplona

Estrela cadente

No fundo da noite,
no começo do céu,
a estrela de prata
era cisco.

Depois, vento de açoite,
movimento e pincel,
e a estrela de luz
era risco.

Era uma pauta
salpicando ao léu,
mil notas de flauta,
entre o rio e a mata.

E na hora exata,
no fundo da noite,
no começo do céu,
de um arbusto
voou de susto,
um pintassilgo
- de prata...

Marco Bastos
Muito bonita a sua composição, Silvia. Versos, imagens e esse fantástico Mozart.
E já somos dois a nos encantarmos com as estrelas cadentes - Você e eu.

Tomara que tenhamos aqui uma chuva de estrelas.
bjs.
Marco Bastos

Comentário de Jaime da Silva Valente em 24 abril 2010 às 2:07
Lembro da madrugada em que essa estrela me inspirou! Bjss.

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Belas Artes Belas.

Join Belas Artes Belas

Comentários

  • Muito boa BABPEAPAZ

    Hoje, deparei-me na Internet, com algumas palavras de Marco Bastos sobre o poema da sua autoria: "Estrela cadente". Considerei-as tão belas, que aqui as registro:

    “Eu gosto desse poema que escrevi já tem algum tempo. Sempre me emociono ao relê-lo. Ele tem uma simbologia que transcende mas que não sei explicar, e é bastante coerente com o panteísmo agnóstico que me agrada. Os céus me encantam, mas é esse céu de estrelas, planetas, nebulosas e galáxias, de cúmulos, nimbos, cirros, torreões, estratos, de algodão-doce e carneirinhos. Desde a infância e ainda hoje acordo alegre nas manhãs de altos-cirros esgarçados. Fiz muitas viagens noturnas para a Chapada Diamantina. e no percurso de quinhentos quilômetros, atravessava duzentos quilômetros de Caatinga onde o semiárido tem uma atmosfera muito seca e transparente. Várias vezes parei o carro no acostamento (estradas desertas) e desliguei os faróis para observar o céu - uma imensidão de luzes, brilhos e de "sacos de carvão". E ali permanecia até quando sentisse medo diante da imensa imensidão. Ouvia os carcarás, as corujas e gaviões, mas a essa hora nunca ouvi um pintassilgo - eles acordam ao raiar do Sol, cantam muito, canto belíssimo quando dobram o canto, mas dormem cedo. rs. [Marco Bastos. Salvador - Bahía – Brasil]” Fonte de pesquisa: http://promarcobastos.blogspot.com/2014/06/antologia-logosfenix-mai...

    ANTOLOGIA LOGOS/FÊNIX - MAIO 2014.
    Marco Bastos ESTRELA CADENTE Marco Bastos No fundo da noite, no começo do céu, a est...
This reply was deleted.