PRATA BABPEAPAZ

TAUTOGRAMA EM L

TAUTOGRAMA EM L

Livros

Lavras letras labaredas

Lampejos lúcidos loucos lavradores

Lavrando “levas” libertas lembranças

Leves lumes lanterneiros

Lanças limas louvam letreiros

Lençóis ladrilhados linguagem livre

Loureiros legados  laboriosos

Liames luzes locomovem

Literárias lapidações

Lareiras luminescentes

Livreiros linimentos

Lavrados lustres,

Lampadários

Libélulas lícitas levezas

Limiar

Linguístico

Louvado livro!    

     3542354415?profile=original

Maria das Graças Araújo Campos. Tautograma em L.

Graça Campos 29/10/2016.

 

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Respostas

  • BRONZE BABPEAPAZ

    Poeta!

    Tuas  Letras

    São bênção

    Luminosa!

    LINDO POEMA!

    Cativou-me totalmente!

    beijos de poesiaaaa!

    Chantal

     

    Limiar

    Linguístico

    Louvado livro!

    • PRATA BABPEAPAZ
      • 3544359506?profile=original

      O saber a gente aprende com os mestres e os livros.

      A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes.

      Cora Coralina!

      Obrigada, querida amiga poeta! Que linda você, Chantal! 

      Livros e flores

      Teus olhos são meus livros.
      Que livro há aí melhor,
      Em que melhor se leia
      A página do amor?

      Flores me são teus lábios.
      Onde há mais bela flor, 
      Em que melhor se beba
      O bálsamo do amor?

      Machado de Assis

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Querida poeta e escritora Graça Campos,

    Como sempre, tenho acesso a um show proveniente da tua incandescente inspiração.

    Belíssimo poema, rico de expressões e imagens poéticas!

    "Luzes [se] locomovem" expressivamente.

    Personificação, símbolo, metáfora, hipérbole, assonância, aliteração... ufa!

    Quantos recursos, para expressar um pensamento que voa!

    Parabéns, querida amiga!

    Beijossssssssssss

    3543902277?profile=original

  • BRONZE BABPEAPAZ

    Que belo amiga. Amei o que li e vi. Esta imagem de livros voando  me fez sonhar. Seu poema   esta muito belo e amei cada palavra Amei tudo

    bjus3543901845?profile=original

  • PRATA BABPEAPAZ

    Muito obrigada, querida Maria Iraci! Que bom saber! Grande abraço e beijossssss

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Maria das Graças Araújo Campos

    Sensacional, parabéns querida Graça, bjs MIL.

    3543900827?profile=original

  • PRATA BABPEAPAZ

    Dia do livro

    "Oh! Bendito o que semeia 
    Livros... livros à mão cheia... 
    E manda o povo pensar! 
    O livro caindo n'alma 
    É germe — que faz a palma, 
    É chuva — que faz o mar." Castro Alves.

    3543901457?profile=original

    • DIAMANTE BABPEAPAZ

      3544359711?profile=original

      O poema "O livro e a América", de Castro Alves, é um dos mais belos que li, até o momento. Marcou a minha vida, desde a adolescência. Declamei-o em 13 de novembro de 1966, no Concurso Arnolfo Azevedo, que se realizava em Lorena - SP, todos os anos. Arrebatei o primeiro lugar, na minha categoria. Nunca me esqueci daquele momento.

      Ei-lo, na íntegra:

      ************************************
      O LIVRO E A AMÉRICA
      Castro Alves
      ************************************
      Talhado para as grandezas,
      Pra crescer, criar, subir,
      O Novo Mundo nos músculos
      Sente a seiva do porvir.
      — Estatuário de colossos —
      Cansado doutros esboços
      Disse um dia Jeová:
      "Vai, Colombo, abre a cortina
      "Da minha eterna oficina...
      "Tira a América de lá".

      Molhado inda do dilúvio,
      Qual Tritão descomunal,
      O continente desperta
      No concerto universal.
      Dos oceanos em tropa
      Um — traz-lhe as artes da Europa,
      Outro — as bagas de Ceilão...
      E os Andes petrificados,
      Como braços levantados,
      Lhe apontam para a amplidão.

      Olhando em torno então brada:
      "Tudo marcha!... Ó grande Deus!
      As cataratas — pra terra,
      As estrelas — para os céus
      Lá, do polo sobre as plagas,
      O seu rebanho de vagas
      Vai o mar apascentar...
      Eu quero marchar com os ventos,
      Com os mundos... co'os
      firmamentos!!!"
      E Deus responde — "Marchar!"

      "Marchar!... Mas como?... Da Grécia
      Nos dóricos Partenons
      A mil deuses levantando
      Mil marmóreos Panteon?...
      Marchar co'a espada de Roma
      — Leoa de ruiva coma
      De presa enorme no chão,
      Saciando o ódio profundo...
      — Com as garras nas mãos do mundo,

      — Com os dentes no coração?...
      "Marchar!... Mas como a Alemanha
      Na tirania feudal,
      Levantando uma montanha
      Em cada uma catedral?...
      Não!... Nem templos feitos de ossos,
      Nem gládios a cavar fossos
      São degraus do progredir...
      Lá brada César morrendo:
      "No pugilato tremendo
      "Quem sempre vence é o porvir!"

      Filhos do sec’lo das luzes!
      Filhos da Grande nação!
      Quando ante Deus vos mostrardes,
      Tereis um livro na mão:
      O livro — esse audaz guerreiro
      Que conquista o mundo inteiro
      Sem nunca ter Waterloo...
      Eólo de pensamentos,
      Que abrira a gruta dos ventos
      Donde a Igualdade vooul...

      Por uma fatalidade
      Dessas que descem de além,
      O sec'lo, que viu Colombo,
      Viu Guttenberg também.
      Quando no tosco estaleiro
      Da Alemanha o velho obreiro
      A ave da imprensa gerou...
      O Genovês salta os mares...
      Busca um ninho entre os palmares
      E a pátria da imprensa achou...

      Por isso na impaciência
      Desta sede de saber,
      Como as aves do deserto
      As almas buscam beber...
      Oh! Bendito o que semeia
      Livros... livros à mão cheia...
      E manda o povo pensar!
      O livro caindo n'alma
      É germe — que faz a palma,
      É chuva — que faz o mar.

      Vós, que o templo das ideias
      Largo — abris às multidões,
      Pra o batismo luminoso
      Das grandes revoluções,
      Agora que o trem de ferro
      Acorda o tigre no cerro
      E espanta os caboclos nus,
      Fazei desse "rei dos ventos"
      — Ginete dos pensamentos,
      — Arauto da grande luz!...

      Bravo! a quem salva o futuro
      Fecundando a multidão!...
      Num poema amortalhado
      Nunca morre uma nação.
      Como Goethe moribundo
      Brada "Luz!" o Novo Mundo
      Num brado de Briaréu...
      Luz! pois, no vale e na serra...
      Que, se a luz rola na terra,
      Deus colhe gênios no céu!...

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