DIAMANTE BABPEAPAZ

Teu corpo em mim serpente

Teu corpo em mim serpente

Deitas... ao solo deitas... e, ali distante,
repousas distante em aprazível torpor...
Oculta... ao lado oculta... e, ali atenta,
aguardo atenta o teu descuido...
Enquanto sonhador fechas os olhos,
esgueiro-me fatal ao teu encontro
- suave, sôfrega, sibilina -
e esfrego minha pele nua e resvaladia,
ao teu corpo chão que chia,
submersa em gutural e lúbrica paixão...
Primavera nômade de retorcidas cores,
retorço-me em abalos sísmicos
a oferecer-te em curvas escamosas
u’a vibrante língua projetada ao ar.
Eu-serpente, então, procuro-te na serpente
altiva e enrijecida erigida no teu corpo...
serpente apetitiva, serpente que me atrai...
Golpeio-a certeira e jugulo-a aos meus encantos.
Salivo no teu sentir e salivas solícito no meu,
em lascívia, furor e dor...
Devoro tua serpente
e a tua me devora a mim...
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 3 de novembro de 2008 - 12h18
Reeditada em: Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2018 - 23h16
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