DIAMANTE BABPEAPAZ

Perdi...

Perdi...

Perdi...
Há outra flor no meu lugar de honra.

Perdi...
Quando as luzes se apagarem, chorarei.
Agora, não!

Depois, no escuro,
quando nem eu enxergar os próprios olhos...

Se fosse possível apagar a vida do meu corpo
e adormecer tranquila quando as luzes se apagarem...

Se fosse possível apagar a vida do meu corpo
e permanecer em sonho pela eternidade...

Ah, se pudesse!...
Escolheria sonhos de paz,
não haveria gente, apenas flores...
Até eu gostaria de ser flor!
Desmancharia noites em perfume
e alegrias em hastes de vingança
contra aqueles que ameaçassem
nossa comunhão de amor...

Quando as luzes se apagarem, chorarei...
PRECISO!

Apertar tudo por dentro, amassar sonhos...
NÃO POSSO!

Quero chorar e depois adormecer.
PARA QUÊ ACORDAR?!!!

Perdi...
Há outra flor no meu lugar de honra.
Perdi...

Quando as luzes se apagarem, chorarei.
AGORA, NÃO!!!

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 2h15 da madrugada,
do dia 26 de julho, de um ano qualquer... (1971, se não me engano...)

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