DIAMANTE BABPEAPAZ

Num sarta de banda...

Num sarta de banda...

Assuntei aqui e ali
modequê adivinhá,
os teu gosto - nada vi -
só a mim ti quero eu dá!
Mir vestido afloreado
apertano nus quadrir
mostra corpo arretado
que merece as nota mir!

Num sapato sarto arto,
borsa e cinto combinano,
na charnera do muquifo
rebolado vem danano!
Boto flô nuz meu cabelo
ium baton avermeiado,
qui oriça quairsqué pelo,
nessiz beiço avergonhado!

Essa baita formosura
faiz uz ómi si rendê
frente à minha gostosura
i por mim ponhá sofrê
os minino arribancado,
cuz oiá tudo di isgueio,
a domá pelas quebrada
uz pescoço invertebrado...

Úia só! chegano a hora
do forfé acomeçá
cê vai i bem logo agora
prás minina acastelá.
Uz Zé Ruela aposentado
vão prá lá trincá os côco;
vai rendê sium abusado
mantivé os juízo ôco!

Tô tremeno, tô qui tô,
me arripia uz curação!
nunca te falei de amô
pois nóis cemo quasirmão!
Si vancê num mi querê
de oferenda neste dia
aquerdito – vô morrê
triste e virge – qu’agonia! Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 7 de junho de 2011 – 4 min
Descrição da imagem:
Trata-se de um card branco e retangular.
O texto, em vermelho, apresenta-se em duas colunas,
sendo ilustrado por uma pequena imagem de moça vaidosa, vestida de caipira:
vestido curto estampado, fitas nas tranças, sapatos de saltos altos e meias até os joelhos.
O poema é destacado, acima e abaixo, com barrinhas de bandeirolas coloridas.

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