DIAMANTE BABPEAPAZ

1992 ❀ Casa de Cultura Laura Alvim

Professor Gianguido Bonfanti

Curso: Modelo Vivo

O trabalho mais interessante, desenvolvido nesse período, foi o "desenho cego". O processo consistia em desenhar com carvão sobre papel canson, sempre com os olhos fixos no modelo e nunca no desenho. Segundo o meu professor Gianguido Bonfanti (Casa de Cultura Laura Alvim), trazemos imagens prefixadas no cérebro e isso atrapalha nosso processo criativo. Quantas vezes, desenhamos "o que queremos" e não "o que vemos"? E isso ficou bem evidente nas aulas de modelo-vivo. Na realidade, a tentação de olhar para o papel era incrível! Mas, consegui levar o exercício em frente... Como resultado, criei obras bem interessantes e meu professor chegou a dizer que meus desenhos cegos eram melhores dos que aqueles que não eram cegos... Criei indivíduos deformados: ora com três braços ou com uma perna somente, ora com mais de dois olhos... e assim por diante... Isso ocorre, porque em determinado momento, não nos lembramos mais do que foi desenhado. Em outra oportunidade, o professor desafiou-nos a desenhar somente os espaços negativos do modelo apresentado - somente as sombras. Grande exercício, para cérebros preguiçosos! kkkkk...

Ainda que a música permaneça nos exercícios das minhas infância e adolescência, nunca olvidei a escrita - poética ou científica. Portanto, acredito que os meus lados direito e esquerdo do cérebro tenham trabalhado muito nesses 64 anos de vida... kkkkkk...

Não compreendo a afirmativa de que ao exercitar um lado do cérebro anula-se o outro. Para mim - leiga no assunto - existe um trabalho contínuo dos dois lados.

Preciso escanear as imagens desse período.

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