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Poetisa e Escritora

Dar tempo ao tempo



Faz tempo

que eu não parava para pensar

Pensar

é uma perda de tempo

e eu não me interessa desperdiçá-lo

 

Tenho pena do tempo

vive num corre...corre

Para onde será que pensa que vai?

 

Lá estou eu a querer pensar outra vez

Mania de pôr os neurónios a trabalhar

Assim dessa maneira

não tarda nada vão-se gastar

 

Ah, já sei!

Vou dar férias ao pensamento

e depois vou repousar

 

Mas, se dormir...vou sonhar

Sonhasr implica usar a mente

Estou condenada! encurralada!

Pior é que já estou danada!

 

Faz tempo que não me dou sossego

Irra!

Que é demais o meu tormento!

 

Porque me lamento?

Porque já estou a rimar

E eu que nem queria pensar

que tenho de dar tempo ao tempo

para ele por mim não passar...

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Poetisa e Escritora

Soneto em delírio

 

 

Açoitam-me insondáveis e dissonantes agonias
fruto dos alienígenas que povoam a minha mente
ou da ignota mendicidade amorfa e clarividente
incongruência lucilante no halo das vãs rodovias

Inverosímil e letárgica a inóspita insanidade
dilacerante a flecha gélida que me perpassa
incomensuráveis caminhos por onde a alma passa
carcomido e rarefeito o sopro da perplexidade

Entrego-me aos devaneios de um sonhador
exploro a obliquidade dos meus delírios
há no poeta o eventual cunho de um escritor

Já o soneto toma forma, corpo e coabita
no hospício isócrono da irreverência
demência que me assola e em mim habita
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