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JESUS DE NAZARÉ

JESUS DE NAZARÉ


 
Jesus nos assegurou: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque aquele que pede, recebe; o que busca, encontra; e ao que bate, se abre” (Mt. 7:7-8).

O ser humano pede, busca e bate. E o Universo em sua plena e total realidade — visível e invisível; material e espiritual — lhe atende.
 
Todavia, gravem bem este ponto: muitas pessoas recebem respostas a pedidos que não se lembram de haver feito. Mas se a resposta veio, é prova de que o pedido foi formulado: o fruto é da mesma natureza da semente.
 
Como se explica que a maioria das pessoas esteja recebendo limitações econômicas, enfermidades, tristezas, inarmonias, se oram pedindo prosperidade, saúde, alegria, concórdia?
 
Começa aqui uma importante meditação: as pessoas não vigiam os seus pensamentos e emoções. Continuamente geram e alimentam pensamentos e emoções negativas durante o dia: são sementes que inadvertidamente estão lançando ao Universo, suscitando-lhe respostas iguais, porque os semelhantes se atraem. É ação de causa e efeito ou, se quiserem, a lei de Newton: “Uma ação gera uma reação diretamente oposta e correspondente”.
 
É assim que a humanidade tem produzido os seus próprios males. O Universo é governado por leis. Mas o homem recebeu a mente para aprender essas leis e agir em conformidade com elas. Se teima em viver na ignorância delas, infelicita-se, mesmo que seja uma pessoa culta.
 
Disse o Mestre: “Os homens darão conta de toda palavra frívola que proferirem, porque, por suas palavras serão justificados e por suas palavras serão condenados” (Mt. 12:36,37).
 
A Lei é esta: Causa e Efeito. Se pensamos no mal, atraímos o mal; se nutrimos ódio atraímos o ódio. Mas se pensamos em harmonia, em saúde, em abundância e agradecemos antecipadamente, com sinceridade ao Deus amoroso e sábio que sempre nos provê o melhor, é isso o que recebemos!
 
Paremos de pedir, de buscar e de bater à porta dos males deste mundo. Sempre que nos descuidamos e pensamos neles e os tememos, eles vêm, porque os chamamos, porque acreditamos neles, porque os tememos! Sabemos que isto acontece porque desde crianças recebemos idéias equivocadas. Tornou-se mecânico. Mas agora, adultos, esclarecidos, devemos decididamente pôr termo a esse engano.
 
Nós não somos os pensamentos e as emoções. Por isso é que podemos e devemos transformá-los para melhor, a pouco e pouco. Ponhamos definitivamente de lado o pensar e sentir que somos azarados, feios, inferiores aos outros, enfermiços e fracos, etc.. Esses estados só nos podem prejudicar. Não servem absolutamente para nada de bom. Por que Mantê-los, então?
 
No Livro de Jó, lemos: “O que eu temia me veio; o que eu receava, me aconteceu”. Jó teve consciência disso. Mas a maioria não percebe o que pensa e teme e atrai. Por isso acusa circunstâncias, pessoas e até a Deus. As situações e pessoas aparentemente nos podem limitar e afligir, mas na realidade o que conta são as nossas reações a elas. Não podemos mudar a vida e as pessoas, mas podemos mudar o nosso modo de encarar e reagir a elas: de modo mais inteligente, equilibrado e compreensivo. Isso nos permitirá dominar a vida em vez de sermos dominados por ela. Ser-nos-á Mestra, em vez de verduga.
 
Ensina Jesus: “Assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é”. E: “a boca fala do que está cheio o coração”. Isto quer dizer que exteriorizamos o que pensamos e sentimos. E se não for positivo, influirá negativamente em nossas atividades e relacionamentos. Aquilo que mantemos em nossos pensamentos e emoções, edificam o “lar psicológico” em que vivemos. Ora, não importa a vida que tivemos, os desafios por que passamos: esqueçamos tudo isso e procuremos, hoje, formar um templo de harmonia, de júbilo, de progresso e de saúde, com novos e melhores pensamentos e emoções!
 
O ser humano deve aprender a ser feliz, tomando cada vez mais consciência do que sente e pensa; deve aprender a ser sábio e amoroso, pensando segundo a verdade dos Mestres e amando como Eles amaram, dentro, é claro, da prudência e não-resistência que a vida aí fora nos exige.
 
Diz o Senhor pela boca de Isaías: “Assim como a chuva desce para regar a terra e fazê-la produzir pão ao que come, assim será a palavra que sair de minha boca: ela não me voltará vazia. Antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei”(Isaías 55:10-11).
 
Devemos ter este propósito: de automaestria, de governo consciente do que falamos, para modelarmos emoções, palavras e atos que sejam para o nosso bem e o dos nossos semelhantes.
 
Então, em que devemos pensar? Como devemos pensar? Deixamos S. Paulo responder-nos, com beleza e simplicidade: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe os vossos pensamentos. E o Deus da paz será convosco”! (Filip. 4:8-9). v


Extraído do “Manual de Cura”, livreto de orientação aos participantes da Corrente de Oração UNIDADE.
 
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Por isso vos digo: Todas as coisas que vós pedirdes orando, crede que as haveis de ter, e que assim vos sucederão. (Marcos, 11:24) 

Seria ilógico concluir-se, desta máxima: “Aquilo que pedirdes pela prece vos será dado”, que basta pedir para obter é injusto acusar a Providência se ela não atender a todos os pedidos que lhe fazem, porque ela sabe melhor do que nós o que nos convém. Assim procede o pai prudente, que recusa ao filho o que lhe será prejudicial. O homem, geralmente, só vê o presente; mas, se o sofrimento é útil para a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa o doente sofrer a operação que deve curá-lo.
 
O que Deus lhe concederá, se pedir com confiança, é a coragem, a paciência e a resignação. E o que ainda lhe concederá, são os meios de se livrar das dificuldades, com a ajuda das idéias que lhe serão sugeridas pelos Bons Espíritos, de maneira que lhe restará o mérito da ação. Deus assiste aos que se ajudam a si mesmos, segundo a máxima: “Ajuda-te que o céu te ajudará”, e não aos que tudo esperam do socorro alheio, sem usar as próprias faculdades. Mas, na maioria das vezes, preferimos ser socorridos por um milagre, sem nada fazermos.

Allan Kardec no livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - cap. XXVII, item 5 e 7
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“NA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL HÁ ESPÍRITOS LIGADOS AOS EMBRIÕES DESCARTADOS? ”

A reencarnação ocorre por dois meios: o natural e o artificial. Em outras palavras, pela comunhão sexual ou por fertilização artificial, esta última, frequentemente, quando um ou os dois cônjuges são estéreis.

No primeiro caso, isto é, na reencarnação natural, o Espírito reencarnante é atraído pelo campo vibratório que se forma durante a comunhão sexual. Já no segundo caso – uma reencarnação planejada – a ação da medicina, conjugada com a dos mentores espirituais, torna-se imprescindível para que a reencarnação se processe.

Esclarecem-nos os Mentores que a ligação do Espírito reencarnante se dá no momento da concepção, isto é, no momento em que o óvulo é fecundado. Referem-se, evidentemente, à concepção realizada por meios naturais, isto é, através da comunhão sexual. (1)

Pelo fato de ainda não existirem naquela época meios artificiais de fertilização, que só surgiram após o avanço da ciência, os Espíritos não desenvolveram a questão (não havia como se falar sobre algo que ainda não existia).

É certo que, junto com a equipe médica, uma equipe de técnicos espirituais em reencarnação acompanha com cuidado e contribui para o sucesso do procedimento.

Como se trata do retorno de espíritos para a vida física, os Mentores incumbidos da seleção e preparo dos espíritos reencarnantes fazem-se necessários.

No procedimento, os médicos preparam vários embriões que são escolhidos pela capacidade de desenvolverem-se ou não. Nesse aspecto, vê-se, tão somente, as condições orgânicas, puramente físicas da vida prosperar. Os que estiverem em melhores condições, poderão ter chance de desenvolver uma vida.

Quando existirem muitos embriões com condições favoráveis ao desenvolvimento, é possível mantê-los com vida latente por meio do congelamento, para que mais tarde possam ser utilizados na mesma mãe ou em outras incapazes de gerar, naturalmente, bem como em pesquisas. 

A legislação brasileira permite o congelamento e utilização em pesquisas de células-tronco. Sobre o descarte, ela é omissa. Senão, vejamos:

A Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), em seu artigo 5º, aduz que é “permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições: (1) sejam embriões inviáveis; ou (2) sejam embriões congelados há três anos ou mais”.

Não há, portanto, permissão nem vedação expressa ao descarte de embriões humanos.

Do ponto de vista espiritual, a dúvida é – existe a presença de Espíritos ligados aos embriões quando são congelados?

A razão e a lógica dizem que não.

É um assunto controverso no meio espírita, pois existem confrades que defendem a ideia de que existem espíritos ligados à vida iniciante. Nessa linha de pensamento, o congelamento ou descarte de embriões implicaria em aborto.

Minha opinião coaduna-se com a de Richard Simonetti:

“O processo reencarnatório (no caso de inseminação artificial) se inicia quando há perspectiva de desenvolvimento da vida, a partir da implantação do óvulo fecundado no útero materno. Não consigo imaginar os mentores espirituais sustentando em uma geladeira, indefinidamente, uma reencarnação que não irá além do embrião.”. (2)

Assim, raciocinando, no caso de congelamento de embriões, o que há de fato é apenas vida orgânica, sem a presença de Espírito.

Acreditamos que o mesmo raciocínio seja válido para os embriões descartados.

Fernando Rossit- Fonte: Agenda Espírita

 

Referências Bibliográficas:

(1) O Livro dos Espíritos, questões 136-a (2) e 344 (1).

(2) Reencarnação, Inseminação Artificial – Richard Simonetti

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GRANDE PARTE DE DESENCARNADOS VOLTAM PARA CASA, NÃO SÃO VISTOS E NEM OUVIDOS, SAEM A VAGAR CORRENDO O RISCO DE CAIR NAS MÃOS DAS FALANGES. ”

Estado de Perturbação.

 

Um Espírito não esclarecido, chega do outro lado praticamente sem consciência do que está acontecendo, não acredita já estar "Morto", continua a agir como se ainda estivesse vivo, assiste todo o funeral e acha que está sonhando, fica ao redor do caixão com seu corpo ou entre os familiares. Depois do enterro, volta para casa e tenta se comunicar, como ninguém responde às suas perguntas fica desorientado, não aceita auxílio de outros espíritos que vieram para ajudar; como sempre lhe disseram que “os bons”, vão direto para o céu, e como uma pessoa nunca se julga má, ele fica esperando que os anjos venham buscá-lo. ´ 

Como os anjos não aparecem, alguns ficam anos ou séculos na sua casa, no local da morte ou junto com os seus bens, tesouros ou pertences.

 

Presos a Matéria.

 

Pessoas que viveram aqui só voltados aos prazeres materiais, sem se preocupar com o seu futuro espiritual, geralmente demoram-se na crosta terrestre, buscando ainda os mesmos tipos de prazer que costumavam cultivar quando encarnados, acomodam-se junto aos encarnados que apreciam os mesmos vícios, induzindo as pessoas a prática, para usufruir dos fluídos. Ex: bebidas, cigarros, etc. 

Aprendem a se alimentar da energia dos vivos, se “encosta” como dizem, numa pessoa que lhe ofereça condições, e muitas vezes, mesmo sem saber que está prejudicando, suga a sua energia. Deixando-a, cada dia mais debilitada, começam a surgir às doenças.

 

Região de Sombra e Dor.

 

Quando o espírito comete delitos graves aqui na Terra (assassinatos, crimes) ele é atraído para regiões de sombra e dor, o chamado umbral, onde pelo sofrimento chegará um dia ao arrependimento e o desejo de reparar o mal praticado, e então será socorrido por espíritos bons que irão retirá-lo de lá e serão conduzidos a postos de atendimento espiritual conhecido como colônias.

 

Falta de preparo para morte.

 

Tudo isso acontece porque as religiões não preparam as pessoas para essa passagem. Somente ensinam que o pecador, batizado, convertido ou morrendo sob confissão, extrema unção, encomendação do corpo ou tendo um funeral com os rituais religiosos, vai direto para o céu. 

As pessoas nasceram e são livres para fazerem o que quiserem inclusive o mal, aí entram as religiões cuja missão é conduzir o homem à prática do bem e da justiça e conseqüentemente prepará-lo para voltar melhor do que quando veio. 

Por não admitir o renascimento a maioria das igrejas não tem outra saída, a não ser ensinar que o morto deve aguardar de braços cruzados dentro do caixão até o momento em que as trombetas vão soar e todos ressuscitarão, para o julgamento coletivo do juízo final. 

Como nada prende um espírito, ele sai por aí para fazer o que quiser. Esse é o motivo que incontáveis irmãos se encontram nessa situação há muito tempo. É obrigação dos vivos auxiliarem com suas orações e atos aqueles que já se foram principalmente convencê-los do arrependimento. 

Daí a necessidade de se doutrinar e evangelizar esses espíritos para que no menor tempo possível lhes seja dado conhecer a Verdade que os libertará das falsas doutrinas e das falsas promessas.

Livro Céu e Inferno.

 

Fonte: Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro

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“PORQUE OS MÉDIUNS DEVEM TER CUIDADO NA QUARESMA? ”

   O início da “Quaresma”, um dos períodos mais difíceis para os Médiuns e todos aqueles que sentem influências dos nossos Irmãos Desencarnados, em função da presença deles, para participar do Carnaval, especialmente os da “Zonas Umbralinas”, que praticamente abandonam o “Umbral”, para gozar a “Festa Mundana” e reviver o Tempo da Matéria.

   Como eles tem enormes dificuldades para voltar e querem continuar no “Plano Físico”, aproveitam-se de “Médiuns Invigilantes”, para absorver “Fluídos” e praticamente ficar sem sofrimentos, num terrível processo de “Obsessão Espiritual”, esgotando nossos queridos Irmãos Encarnados, muitas vezes, levando-os a “Grande Desespero e Tristeza”.

   Mais triste ainda, é a situação de muitos Irmãos já Socorridos, que abandonam às Unidades Socorristas do Espaço, atendendo, infelizmente, a “Baixa Frequência Vibratória” desses dias, “Emanação Deletéria” de Irmãos do Corpo Físico, que se entregam a todo tipo de gozo da carne. Como não sabem voltar, às dificuldade desses Irmãos é muito grande, precisam dos “Fluídos” dos Médiuns, para não sofrer tanto e tentar uma forma de voltar aos “Postos de Socorro do Espaço”.

  Como “AGIR”, para não ficar à mercê desses Irmãos Menos Esclarecidos do Umbral:

1) “VIGIAR”, para não cair nas mãos deles, mantendo Pensamentos Elevados, Superiores e Benéficos.

2) “ORAR”, para ficar ligados ao nossos Irmãos Superiores, Mentores, Guias Espirituais, Protetores e Espíritos Familiares que já se encontram em Elevação Espiritual.

   É chegado o tempo da quaresma, período de quarenta dias que antecede a data mais importante para o cristianismo: “A morte e a ressurreição de Cristo”. Nesta época, os cristãos em sua maioria, são convidados à reflexão espiritual promovendo uma renovação sincera de atitudes.

   Para os católicos, faz-se necessário a oração, a penitência e a caridade para o encontro com Deus, tempo de preparação para a Páscoa. No período quaresmal é muito comum nos depararmos com pessoas cumprindo promessas, jejuando e fazendo penitências. Os fiéis mais tradicionais se abstêm do consumo da carne vermelha, outros passam os quarenta dias sem cortar o cabelo e a barba, enfim, não raro são aqueles que realizam algum tipo de sacrifício neste período.

   Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra penitência faz referência a arrependimento, remorso de haver ofendido a Deus, ou uma pena que o confessor impõe ao confessado. Já o sacrifício, tem o sentido de “fazer alguma coisa sagrada”, entretanto esse conceito é variável de acordo com as diferenças culturais.

   De um modo geral, as penitências são caracterizadas por privações voluntárias que aproximam de alguma forma o homem a Deus, isentando-os de seus pecados.

   Mas, quarenta dias seriam suficientes para redimir os homens de seus erros? Até que ponto as penitências são válidas? Será que necessitamos de um período específico para refletir nossas atitudes e dar início a uma transformação moral?

   Busquemos a resposta em O Livro dos Espíritos, nas perguntas 720, 722, e 726 no Capítulo V – “Da Lei de Conservação”:

  1. São meritórias aos olhos de Deus as privações voluntárias, com o objetivo de uma expiação igualmente voluntária?

“Fazei o bem aos vossos semelhantes e mais mérito tereis.”

  1. a) Haverá privações voluntárias que sejam meritórias?

“Há: a privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante. Se a privação não passar de simulacro, será uma ilusão.”

  1. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos?

“Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde. Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interditar o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus.”

  1. Visto que os sofrimentos deste mundo nos elevam, se os suportarmos devidamente, dar-se-á que também nos elevam os que nós mesmos nos criamos?

“Os sofrimentos naturais são os únicos que elevam, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários de nada servem, quando não concorrem para o bem de outrem. Supões que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida, mediante rigores sobre-humanos, como o fazem os bonzos, os faquires e alguns fanáticos de muitas seitas?

   Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo; sofram privações para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus. Sofrer alguém voluntariamente ,apenas por seu próprio bem, é egoísmo; sofrer pelos outros é caridade: tais os preceitos do Cristo.”

Analisando as afirmativas contidas em “O Livro dos Espíritos”, observamos que a visão do Espiritismo com relação às penitências, difere de outras religiões. Para a doutrina dos espíritos, as privações somente são válidas quando afastam o homem das futilidades materiais que nada acrescentam na evolução do espírito, entretanto, deve ser um exercício contínuo na busca pelo progresso moral, não limitando-se a quarenta dias a cada ano.

Terá maior mérito perante Deus, aquele que aplica sua penitência em benefício de outrem, ou seja, pratica a caridade que, aliás, para nós que ainda somos espíritos imperfeitos, ser caridoso é uma grande penitência.

Com relação a abstinência de certos alimentos, segundo o Espiritismo, nos é permitido consumir qualquer substância que não nos comprometa a saúde, em qualquer época do ano, isso se aplica ao consumo de carne. Devemos considerar que nossa matéria densa carece de proteína para funcionar adequadamente, cuja principal fonte é a carne.

A proibição do consumo de carne vermelha na quaresma surgiu na Idade Antiga, consolidando-se na Idade Média, época em que os pobres não tinham recursos para introduzir a carne em suas refeições. Desta forma a carne vermelha era consumida apenas pelos ricos nos banquetes, onde se tornou o símbolo da gula, um dos pecados capitais.

Para evitar conflitos com a nobreza, a Igreja orientava o consumo de carne à livre demanda, por sete dias, antes do período quaresmal; essa tradição ficou conhecida como “carnevale” (o prazer da carne), daí a origem do carnaval. Após o “carnevale”, a população deveria abster-se da carne pelos quarenta dias que antecediam a Páscoa. O peixe não entrou nesta lista, por isso tinha o consumo liberado.

Com o passar dos tempos, a carne foi introduzida no cardápio do dia a dia, perdendo a tradição dos banquetes. E hoje, cada vez menos as pessoas praticam a abstinência de carne vermelha na quaresma, provando que esses hábitos são apenas tradições que nada tem haver com os ensinamentos do Cristo.

Diante dessas considerações, podemos afirmar que as privações voluntárias pouco contribuem para o progresso espiritual, uma vez que, o sofrimento provocado caracteriza imaturidade de nosso espírito, pois não produz nenhum efeito depurador para a alma, ao contrário do sofrimento natural.

Busquemos sim, uma reflexão profunda de nossas atitudes para auxiliar em nossa reforma íntima, pratiquemos a caridade em auxílio do próximo para sermos também auxiliados, mas lembremos, todo o tempo é tempo de plantar.

Referências:     

“O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec

FONTE: Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro

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No estado errante, antes de nova existência corpórea, o Espírito tem consciência e previsão do que lhe vai acontecer durante a vida? — Ele mesmo escolhe o gênero de provas que deseja sofrer; nisto consiste o seu livre-arbítrio.

Não é Deus quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

 

— Nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi ele quem estabeleceu todas as leis que regem, o Universo. Perguntareis agora por que ele fez tal lei em vez de tal outra! Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas consequências; nada lhe estorva o futuro; o caminho do bem está à sua frente, como o do mal. Mas se sucumbir, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi malfeito. É necessário distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus; tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento; e Deus o permitiu.

Se o Espírito escolhe o gênero de provas que deve sofrer, todas as tribulações da vida foram previstas e escolhidas por nós?

— Todas, não, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo o que vos acontece no mundo, até as menores coisas. Escolhestes o gênero de provas; os detalhes são consequências da posição escolhida, e frequentemente de vossas próprias ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, já sabia a que deslizes se expunha, mas não conhecia cada um dos atos que praticaria; esses atos são produtos de sua vontade ou do seu livre-arbítrio. O Espírito sabe que, escolhendo esse caminho, terá de passar por esse gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, aqueles que influem no destino, estão previstos. Se tomas um caminho cheio de desvios, sabes que deves ter muitas precauções, porque corres o perigo de cair, mas não sabes quando cairás, e pode ser que nem caias, se fores bastante prudente. Se, ao passar pela rua, uma telha te cair na cabeça, não penses que estava escrito, como vulgarmente se diz.

Como o Espírito pode querer nascer entre gente de má vida?

— E necessário ser enviado ao meio em que possa sofrera prova pedida. Pois bem, o semelhante atrai o semelhante, e para lutar contra o instinto do bandido é preciso que ele se encontre entre gente dessa espécie.

Se não houvesse gente de má vida na Terra, o Espírito não poderia encontrar nela o meio necessário a certas provas?

— E deveríamos lamentar isso ? É o que acontece nos mundos superiores, onde o mal não tem acesso. É por isso que neles só existem bons Espíritos. Fazei que o mesmo aconteça, bem logo, em vossa Terra.

O Espírito, nas provas que deve sofrer para chegar à perfeição, terá de experimentar todos os gêneros de tentações? Deverá passar por todas as circunstâncias que possam provocar-lhe o orgulho, o ciúme, a avareza, a sensualidade etc.?

— Certamente não, pois sabeis que há os que tomam desde o princípio um caminho que os afasta de muitas provas. Mas aquele que se deixa levar pelo mau caminho, corre todos os perigos do mesmo. Um Espírito pode pedir a riqueza e esta lhe será dada; então, segundo o seu caráter, poderá tornar-se avarento ou pródigo, egoísta ou generoso, ou ainda entregar-se a todos os prazeres da sensualidade. Mas isso não quer dizer que ele devia passar forçosamente por todas essas tendências.

Como pode o Espírito que, em sua origem, é simples, ignorante e sem experiência escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável pela sua escolha?

— Deus supre a sua inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir, como fazes com uma criança desde o berço. Mas deixa-lhe pouco a pouco a liberdade de escolher, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve. E então que ele muitas vezes se extravia, tomando o mau caminho, por não ouvir os conselhos dos bons Espíritos. É a isso que podemos chamar a queda do homem.

Quando o Espírito goza do seu livre-arbítrio, a escolha da existência corpórea depende sempre exclusivamente da sua vontade ou essa existência pode lhe ser imposta pela vontade de Deus, como expiação?

- Deus sabe esperar: não precipita a expiação. Entretanto, pode impor certa existência a um Espírito, quando este, por sua inferioridade ou má vontade, não está apto a compreender o que lhe seria mais proveitoso, e quando vê que essa existência pode servir para a sua purificação, o seu adiantamento, e ao mesmo tempo servir-lhe de expiação.

O Espírito faz a escolha imediatamente após a morte?

– Não, pois muitos criem na eternidade das penas e, como já vos foi dito, isso é um castigo.

O que orienta o Espírito na escolha das provas?

– Ele escolhe as que podem servir de expiação, segundo a natureza de suas faltas, e fazê-lo adiantar mais rapidamente. Uns podem impor-se uma vida de misérias e provações para tentar suportá-la com coragem outros querem experimentar as tentações da fortuna e do poder, bem mais perigosas pelo abuso e o mau emprego que se lhes pode dar e pelas más paixões que desenvolvem; outros, enfim, querem ser provados nas lutas que terão de sustentar no contato com o vício.

Se alguns dos Espíritos escolhem o contato com o vício como prova, há os que o escolhem por simpatia e pelo desejo de viver num meio adequado aos seus gostos, ou para poderem entregar-se livremente às suas inclinações materiais?

— Há, por certo, mas só entre aqueles cujo senso moral é ainda pouco desenvolvido; a prova decorre disso, e eles a sofrem por tempo mais longo Cedo ou tarde, compreenderão que a satisfação das paixões brutais tem para eles consequências deploráveis, que terão de sofrer durante um tempo que lhes parecerá eterno. Deus poderá deixá-los nesse estado até que eles tenham compreendido suas faltas, pedindo por si mesmos o meio de resgatá-las em provas proveitosas.

Não parece natural que os Espíritos escolham as provas menos penosas?

– Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando ele está liberto da matéria, cessa a ilusão, e a sua maneira de pensar é diferente

Comentário de Kardec: O homem, submetido na Terra à influência das ideias carnais, só vê nas suas provas o lado penoso. É por isso que lhe parece natural escolher as que, do seu ponto de vista, podem subsistir com os prazeres materiais. Mas na vida espiritual ele compara os prazeres fugitivos e grosseiros com a felicidade inalterável que entrevê, e então, que lhe importam alguns sofrimentos passageiros? O Espírito pode escolher a prova mais rude, e em consequência a existência mais penosa, com a esperança de chegar mais depressa a um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável, para se curar mais rapidamente. Aquele que deseja ligar o seu nome à descoberta de um país desconhecido, não escolhe um caminho coberto de flores, pois sabe os perigos que corre, mas sabe também a glória que o espera, se for feliz.

A doutrina da liberdade de escolha das nossas existências e das provas que devemos sofrer deixa de parecer extraordinária, quando se considera que os Espíritos, libertos da matéria, apreciam as coisas de maneira diferente da nossa. Eles anteveem o fim, e esse fim lhes parece muito mais importante que os prazeres fugidios do mundo. Depois de cada existência, vê em o progresso que fizeram e compreendem quanto ainda lhes falta em pureza, para o atingirem. Eis porque se submetem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, pedindo eles mesmos aquelas que podem fazê-los chegar mais depressa. Não há, pois, motivo para nos admirarmos de que o Espírito não dê preferência à existência mais suave. No seu estado de imperfeição, ele não pode desfrutar a vida sem amarguras, que apenas entrevê. E é para atingi-la que procura melhorar-se.

Não vemos diariamente exemplos de coisas parecidas? O homem que trabalha uma parte de sua vida, sem tréguas nem descanso, a fim de ajuntar o necessário para o seu bem-estar. não desempenha uma tarefa que se impôs, com vistas a um futuro melhor? O militar que se oferece para uma missão perigosa, o viajante que não enfrenta menores perigos, no interesse da Ciência ou de sua própria fortuna, não se submetem a provas voluntárias, que devem proporcionar-lhes honra e proveito, se as vencerem? A que o homem não se submete e não se expõe, pelo seu interesse ou pela sua glória? Todos os concursos não são provas voluntárias para melhorar na carreira escolhida? Não se chega a nenhuma posição social de elevada importância, nas ciências, nas artes, na indústria, sem passar pela série de posições inferiores, que são outras tantas provas. A vida humana é, assim, o decalque da vida espiritual. Nela encontramos, em menor escala, todas as peripécias daquela. Se na vida terrena escolhemos muitas vezes as provas mais difíceis, com vistas a um fim mais elevado, por que o Espírito, que vê mais longe, e para quem a vida do corpo é apenas um incidente fugaz, não escolherá uma existência penosa e laboriosa, se ela o deve conduzir a uma felicidade eterna? Aqueles que dizem que, se pudessem escolher a sua existência, teriam pedido a de príncipes ou milionários, são como os míopes que não veem o que tocam, ou como as crianças gulosas, que respondem, quando perguntamos que profissão preferem: pasteleiros ou confeiteiros.

Da mesma maneira, o viajante, no fundo de um vale nevoento, não vê a extensão nem os pontos extremos da sua rota; mas, chegando ao cume da montanha, seu olhar abrange o caminho percorrido e o que falta percorrer, vê o final de sua viagem, os obstáculos que ainda tem de vencer, e pode então escolher com mais segurança os meios de o atingir. O Espírito encarnado é como o viajante no fundo do vale; desembaraçado dos liames terrestres, é como o que atingiu o cume. Para o viajante, o fim é o repouso após a fadiga; para o Espírito, é a felicidade suprema, após as tribulações e as provas.

Todos os Espíritos dizem que, no estado errante, buscam, estudam, observam, para fazerem suas escolhas. Não temos um exemplo disso na vida corpórea? Não buscamos muitas vezes, através dos anos, a carreira que livremente acabamos por escolher, porque a achamos a mais apropriada aos nossos objetivos? Se fracassamos numa, procuramos outra. Cada carreira que abraçamos é uma fase, um período da vida. Não empregamos cada dia em escolher o que faremos no outro? Ora, o que são as diferentes existências corpóreas para o Espírito, senão fases, períodos, dias da sua vida espírita que. como sabemos, é a vida normal, não sendo a vida corpórea mais do que transitória, passageira?

O Espírito poderia fazer a sua escolha durante a vida corporal?

— Seu desejo pode ter influência. Isso depende da intenção. Mas, no estado de Espírito, frequentemente vê as coisas de maneira diferente. É o Espírito quem faz a escolha. Mas, ainda assim, ele pode fazê-la nesta vida material, porque o Espírito tem sempre os momentos em que se liberta da matéria.

Muitas pessoas desejam grandezas e riquezas, mas não o será, por certo, como expiação nem como prova?

— Sem dúvida; a matéria deseja essa grandeza, para gozá-la, e o Espírito a deseja, para conhecer-lhe as vicissitudes.

Até que chegue ao estado de perfeita pureza, o Espírito tem de passar constantemente por provas?

— Sim, mas elas não são como as entendeis. Chamais provas às tribulações materiais; ora, o Espírito, chegando a um certo grau, mesmo sem ser perfeito, não tem mais nada a sofrer. Mas tem sempre deveres que o ajudam a se aperfeiçoar, e que não são penosas para ele, a não ser os de ajudar os outros a se aperfeiçoarem.

O Espírito pode enganar-se, quanto à eficácia da prova que escolher?

— Pode escolher uma que esteja acima de suas forças, e então sucumbe. Pode também escolher uma que não lhe dê proveito algum, como um gênero de vida ocioso e inútil. Mas, nesse caso, voltando ao mundo dos Espíritos, percebe que nada ganhou, e pede para recuperar o tempo perdido.

Ao que se devem as vocações de certas pessoas e sua vontade de seguir uma carreira em vez de outra?

— Parece-me que podeis responder por vós mesmos a esta questão. Não é a consequência de tudo o que dissemos sobre a escolha das provas sobre o progresso realizado numa existência anterior?

Quando o Espírito estuda, na erraticidade, as diversas condições em que poderá progredir, como julga poder fazê-lo, se nascer entre canibais?

— Não são os Espíritos já adiantados que nascem entre os canibais, mas os Espíritos da mesma natureza dos canibais, ou que lhes são inferiores.

Comentário de Kardec: Sabemos que os nossos antropófagos não estão no último grau da escala, e que há mundos onde o embrutecimento e a ferocidade ultrapassam tudo o que existe na Terra. Esses Espíritos são, portanto, ainda inferiores aos mais inferiores do nosso mundo, e vir para o meio dos nossos selvagens é para eles um progresso, como seria um progresso para os nossos antropófagos exercer entre nós uma profissão que não os obrigasse a derramar sangue. Se eles não visam a mais alto, é porque a sua inferioridade moral não lhes permite compreender um progresso mais completo. O Espírito não pode avançar senão gradualmente; não pode transpor de um salto a distância que separa a barbárie da civilização. E está nisso uma necessidade da reencarnação. que se mostra verdadeiramente de acordo com a justiça de Deus. De outra maneira, em que se transformariam esses milhões de seres que morrem diariamente no último estado de degradação, se não tivessem meios de se elevar? Por que Deus os teria deserdado dos favores concedidos aos demais?

Os Espíritos procedentes de um mundo inferior à Terra, ou de um povo muito atrasado, como os canibais, poderiam nascer entre os povos civilizados?

— Sim, há os que se extraviam ao quererem subir muito alto, mas ficam deslocados entre vós, porque têm hábitos e instintos que se chocam com os vossos.

Comentário de Kardec: Esses seres nos dão o triste espetáculo da ferocidade em meio da civilização. Retornando para o meio dos canibais, isso não será um retrocesso, pois não farão mais do que retomar o seu lugar e talvez ainda com proveito.

Um homem pertencente a uma raça civilizada poderia, por expiação, reencarnar-se num raça selvagem?

— Sim, mas isso depende do gênero da expiação. Um senhor que tenha sido duro para os seus escravos poderá tornar-se escravo e sofrer os maus tratos que infligiu a outrem. Aquele que mandou numa época, pode, em outra existência, obedecer aos que se curvaram ante a sua vontade. É uma expiação, se ele abusou do poder, e Deus pode determiná-la. Um bom Espírito pode, para os fazer avançar, escolher uma vida de influência entre esses povos. Então se trata de uma missão.Fonte: Escolha das Provas - Livro dos Espíritos - Perguntas de às 258 a 273

 

 

 

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O espelho da vida

O espelho da vida

 

A mente é o espelho da vida em toda parte.
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a idéia.
A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.
Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.


Francisco Cândido Xavier - Pensamento e Vida - pelo Espírito Emmanuel

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"ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS JÁ ESTÃO ENTRE NÓS"

"ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS JÁ ESTÃO ENTRE NÓS"

 
Há um bom tempo que se fala nas reencarnações de espíritos mais avançados objetivando a consolidação da Terra como mundo de regeneração.
Esse fato vem sendo comprovado através de informações advindas por intermédio de médiuns responsáveis em várias partes do planeta, além da simples observação do comportamento diferenciado de muitas crianças e jovens na atualidade.
Como Kardec escrevera na sua obra A Gênese, a troca de uma geração mais atrasada moralmente por outra mais desenvolvida se daria paulatinamente. Verificamos esta ocorrência na atualidade.
Boriska, na Rússia, vem impressionando os jornalistas com seus conceitos filosóficos morais, apesar de ser uma criança ainda. No México, um garoto vem impactando os médicos com os seus conhecimentos científicos e dizendo que uma de suas tarefas no mundo é conseguir a cura para diversos tipos de câncer. Vários outros estão deixando perplexos os que lhe ouvem ou com eles partilham a convivência, pelos tesouros morais que apresentam.
Gostaria, no entanto, de me referir, especificamente, a uma menina chamada Akiane. Desde os quatro anos que desenha de maneira encantadora, inclusive, seu primeiro desenho foi o rosto lindo que ela afirmou ser a de um anjo que a levou para um mundo muito belo de cores e luzes deslumbrantes. A partir daí, Akiane começou a retratar espíritos e paisagens maravilhosas. Ela afirma, ainda, que tem uma tarefa especial nesta vida. Escreve poemas extraordinários, de uma pureza deslumbrante.
Muito doce, hoje Akiane está com doze anos Mora em Idaho, EUA.
A garota seria o que alguns estudiosos definem como uma criança cristal, ou seja, uma alma evoluída, que veio contribuir para a mudança de nível espiritual do nosso mundo. Divaldo diz que Akiane pintou o que seria o rosto mais próximo do que tinha Jesus. Assisti um vídeo e fiquei realmente impressionado com os seus quadros e, particularmente, o de Jesus. No YouTube há vários vídeos sobre ela. Recomendamos.
Como se vê, eles já estão entre nós para fazer a diferença. Façamos a nossa parte.
Por Frederico Menezes – Fonte: Mensageem Espírita
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Jesus, o Libertador -

Jesus, o Libertador - 

 

Havia uma grande expectativa em Is­rael, que aguardava ansiosamente o Mes­sias anunciado.

A voz dos profetas, que ficara silencio­sa fazia alguns séculos, não alterara as no­tícias de que Jeová enviaria o libertador do Seu povo no momento adequado.

A presunção exagerada, que havia elegido como filhos de Deus somente os judeus, continuava na conduta arrogante daqueles que aguardavam receber o pri­vilégio dos Céus em detrimento de toda a humanidade.

Descrevia-se a Sua chegada como o momento máximo da sua história de nação muitas vezes escravizada por outras mais poderosas, que então se curvariam humilhadas ante a grandeza da raça es­colhida pela sua fidelidade e devotamen­to aos divinos códigos.

Antevia-se o momento da libertação, especialmente naqueles dias em que o Império Romano escarnecia das suas tra­dições e da sua liberdade, esmagando os seus ideais de independência.

Sentia-se mesmo que aquele era o mo­mento, e que, em qualquer instante, os sinais de identificação apontariam o Es­colhido.

Os sofrimentos vividos na Babilônia, no Egito e em outros lugares cruéis, no passado, não haviam sido esquecidos. Embora a coação prosseguisse e a miséria rondasse as suas vidas, estremunhando-­as e dizimando-as, porque lhes retira­vam tudo quanto possuíam, inclusive os parcos recursos, em razão dos impostos exorbitantes, não conseguiam, porém, tomar-lhes a esperança que teimava em permanecer nos seus corações.

Aguardava-se, portanto, que Ele che­garia em triunfo mundano, cercado de poder militar e de despotismo, de forma que vingasse as humilhações e dores que os Seus haviam experimentado através dos tempos.

Sentando-se no trono e governando com insolência e perversidade, somente àqueles que Lhe pertenciam concederia compaixão e bondade, ternura e amor, oferecendo-lhes os reinos da Terra, a fim de que pudessem fruir o poder e a glória anelados.

Esqueciam-se, porém, da transitorie­dade da vida física e do impositivo da morte, que a todos arrebata, transferin­do-os para a dimensão da imortalidade.

Por mais longos e prazenteiros fossem os dias de efusão e de orgulho, que es­peravam viver, a fatalidade biológica os conduziria à velhice, ao desgaste, à con­sumpção do corpo e ao enfrentamento com a Vida Eterna.

Mas Israel e seus filhos estavam inte­ressados no mundo, nos negócios da ilu­são, nas conquistas terrenas.

A mágoa e o desejo de desforço acalen­tados por séculos demorados, consegui­ram diluir na vacuidade o discernimento em torno dos valores reais da existência humaria.

Somente eram considerados o gozo e a supremacia sobre os demais povos, submetendo-os ao talante das suas desorde­nadas ambições.

A cegueira do orgulho envilecera os sentimentos do povo, não ha­vendo lugar para a reflexão nem para o amor fraternal.


Ele veio e não O aceitaram.

Aguardavam um vingador que esmagasse os inimigos, enquanto Ele chegara para conquistar aqueles que se haviam transformado em adversários.

Esperavam que fosse portador de soberba, arbitrário e superior em crueldade àqueles que se fizeram odiados, mas Ele vivenciou o amor em todas as suas expressões, demonstrando que o Filho de Deus é lição viva de compaixão e misericórdia.

Em face das suas necessidades materiais, não poderiam receber o Embaixador do Reino de Deus, que vinha colocar os Seus alicerces na Terra, para erguer o templo da legítima fraternidade que deve viger entre todas as criaturas.

De início, antes da ira contra a Sua pessoa, desejaram arrastá-lO para as suas tricas farisaicas e para os seus domínios insensatos. E porque não conseguiram, voltaram-se contra Ele e Sua mensagem, perseguindo-O com insistência e ameaçando-O sem clemência.

Ele, porém, permaneceu integérrimo. A Sua tranqüilidade desconcertava-os, fazendo que arremetessem furibundos contra os ensinamentos de que se fazia portador e procurando um meio de en­volvê-lO em algum conceito que O pu­desse criminar, a fim de O matarem.

Encharcados de presunção, o único sentido para a vida centrava-se na busca do poder, do prazer, no vingar-se dos ini­migos reais e imaginários.

Não é de estranhar que Jesus não lhes representasse o cumprimento das profecias.

Embora o Seu fosse o maior poder que a Terra jamais conheceu, os ambicio­sos que desejavam o mundo não estavam interessados na Sua força incomparável, que se fazia soberana ante os ventos, as ondas do mar durante a tempestade, ou diante dos distúrbios da mente, da emoção e do corpo das criaturas que O bus­cavam.

Invejosos, não podendo negar-Lhe a grandeza, acusavam-nO de ser emissário do Mal, veículo satânico.

Jesus compadecia-se deles e exortava-os à liberdade espiritual, que é a verdadeira, conclamando-os ao despertamento para a realidade.

Mas os tóxicos do ódio haviam-nos envenenado desde há muito, não haven­do espaço mental nem emocional para o refrigério da compreensão nem para a bênção da paz.

Ainda hoje Israel não O entendeu. Prossegue esperando o seu Messias dominador, banhando-se de sangue e sacrificando-se, enquanto os seus filhos estorcegam em reencarnações purifica­doras e aflitivas através dos evos.

O amor, que é a solução para todos os problemas humanos e os conflitos que se abatem sobre a erra, ainda não é reco­nhecido como o único recurso capaz de gerar felicidade nos corações.


Passaram aqueles dias tormentosos e outros muitos, enquanto Jesus perma­nece como o libertador de consciências, conduzindo-as no rumo da plenitude.

Neste Natal, recorda-te dEle e entre­ga-te a Ele sem qualquer relutância.

Ele te conduzirá com segurança pelo vale da morte e pela noite escura das paixões, apontando-te o amanhecer luminífero por onde seguirás no rumo da felicidade.O Espelho do Sentimento - Mensagens Espíritas

Divaldo P. Franco & Joanna de Ângelis

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Respeito Mútuo


Compadece-te dos que não pensam com as tuas idéias e não lhes encareces a vida em tua própria vida, afastando-os da senda a que foram convocados.

Chamem-se pais ou filhos, cônjuges ou irmãos, amigos ou parentes, companheiros e adversários, diante de ti, cada um daqueles que te compartilham a existência é uma criatura de Deus, evoluindo em degrau diferente daquele em que te vês.

Ensina-lhes o amor ao trabalho, a fidelidade ao dever, o devotamento à compreensão e o cultivo da misericórdia, que isso é dever nosso, de uns para com os outros, entretanto, não lhes cerres a porta de saída para os empreendimentos de que se afirmam necessitados.

Habituamo-nos na Terra a interpretar por ingratos aqueles entes queridos que aspiram a adquirir uma felicidade diferente da nossa, entretanto, na maioria das vezes, aquilo que nos parece ingratidão é mudança do rumo em que lhes cabe marchar para a frente.

Quererias talvez titulá-los com os melhores certificados de competência, nesse ou naquele setor de cultura, no entanto, nem todos vieram ao berço com a estrutura psicológica indispensável aos estudos superiores e devem escolher atividades quase obscuras, não obstante respeitáveis, a fim de levarem adiante a própria elevação ao progresso.

Para outros, estimarias indicar o casamento que se te figura ideal, no campo das afinidades que te falam de perto, no entanto, lembra-te de que as responsabilidades da vida a dois pertencem a eles e não a nós, e saibamos respeitar-lhes as decisões.

Para alguns terás sonhado facilidades econômicas e domínio social, contudo, terão eles rogado à Divina Sabedoria estágios de sofrimento e penúria, nos quais desejem exercitar paciência e humildade.

Para muitos terás idealizado a casa farta de luxuosa apresentação e não consegues vê-los felizes senão em telheiros e habitações modestas, em cujos recintos anseiam obter as aquisições de simplicidade de que se reconhecem carecedores.

Decerto, transmitirás aos corações que amas tudo aquilo que possuis de melhor, no entanto, acata-lhes as escolhas se te propões a vê-los felizes.

Respeita os pensamentos e afinidades de cada um e aprende a esperar.

Todos estamos catalogados nas faixas de evolução em que já estejamos integrados.

Se entes queridos te deixam presença e companhia, não lhes conturbes a vida nem te entregues a reclamações.

Cada um de nós é atraído para as forças com as quais entramos em sintonia.

E se te parece haver sofrido esse ou aquele desgaste afetivo, não te perturbes e continua trabalhando na seara do bem.

Pelo idioma do serviço que produzas, chamarás a ti, sem palavras, novos companheiros que te possam auxiliar e compreender.

Não prendas criatura alguma aos teus pontos de vista e nem sonegues a ninguém o direito da liberdade de eleger os seus próprios caminhos.

Se as tuas afinidades pessoais ainda não chegaram para complementar- te a tranqüilidade e a segurança é que estão positivamente a caminho.

E assim acontecerá sempre, porque fomos chamados a amar-nos reciprocamente e não para sermos escravos uns dos outros, porque, em princípio, compomos uma família só e todos nós somos de Deus.

l)(Francisco Cândido Xavier / Emmanue.O Espelho do Sentimento - Mensagens Espíritas..

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AS VEZES DEUS ACALMA A TEMPESTADE, AS VEZES ELE ACALMA O MARINHEIRO E OUTRAS VEZES ELE NOS ENSINA A NADAR"

Às vezes tudo parece caminhar mal em nossas vidas e temos a sensação de que os problemas vieram à tona todos de uma vez só. Nesses momentos, tememos não conseguir, suportar tudo isso e choramos todas as noites até adormecer. Nesses dias, sentimos uma angústia enorme, daquelas que chegam a apertar o peito.

Nesses momentos eu oro, eu falo com Deus como quem deseja ter o coração acalmado com a sua paz.

Embora nós saibamos da sua enorme sabedoria e bondade nesses momentos de incertezas e medo nos questionamos se Deus realmente está olhando por nós, se Ele de fato tem ouvido as nossas orações.

Falta fé e sobra questionamento, falta esperança e sobra desânimo. Quando a tempestade vem e eu me sinto impotente diante de tantas dificuldades e problemas sem fim gosto de abrir o meu coração a Deus, evito falar disso com as pessoas por perceber que algumas delas não simplesmente não se importam e por as vezes ficar ainda pior depois do desabafo.

Quantas vezes não escutei, depois de abrir o meu coração, que eu estava reclamando de “barriga cheia” afinal aquilo nem era de fato um problema. Como isso doeu. A falta de empatia é mesmo uma doença que nos atinge de forma direta e certeira. Ninguém calçou os meus sapatos para sentir todo o aperto, todo o caminho, todas as feridas que ganhei. Nesses dias de angústia e desespero eu olho para trás e só vejo fracassos, tento olhar para o futuro, mas tudo parece surreal demais para acontecer. Parece que os meus sonhos são apenas sonhos e tenho a sensação de que nada dá certo.

Nesses dias tristes e nebulosos, o coração da gente fica aflito e não sabemos ao certo o que fazer. Dúvidas, medo e o passado que nos assombra na tentativa de nos convencer que somos fracassados e que de fato, nada irá dar certo. Olho ao redor e tudo parece ir tão bem na vida alheia e me pego perguntando onde falhei.

Mas aprendi que às vezes Deus acalma a tempestade, nos dá a solução dos problemas e o dia vai logo ficando ensolarado…

Outras Ele nos dá paciência e persistência para aguentar mais um pouquinho, outras Deus renova as nossas forças a cada manhã e nos ajuda a enfrentar os desafios, nos dá coragem e nos mostra que precisamos passar por aquilo.

Então Deus nos molda na dificuldade, nos transforma e nos mostra o quanto somos fortes. Às vezes Deus responde as nossas orações de forma imediata, outras Ele nos pede para esperar e confiar, mas às vezes o não de Deus vem para nos ajudar, mesmo que a gente não entenda o porque. O não de Deus pode ser a porta para outras histórias, para grandes oportunidades. Somos imediatistas demais e queremos tudo para já, mas quando entendemos que Ele sabe de tudo e que Deus não nos oferece qualquer coisa, entendemos que alguns não’s são necessários para que coisas melhores aconteçam em nossas vidas.

Página destinada a divulgação da Doutrina Espírita. Textos e Mensagens Espíritas para Estudo, Divulgação e Reflexão.. "Sejam todos Bem-Vindos."Vinhas de Luz.

Autor desconhecido

às março 26, 2017  

 

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"O ESPÍRITA NAS ELEIÇÕES."


"O ESPÍRITA NAS ELEIÇÕES."

Não poderíamos, jamais, perder esta oportunidade de trazer neste artigo o tema sobre a postura espírita nas eleições.
Muitos confrades e confreiras podem estar questionando, e/ou se questionando, sobre a postura correta, durante o referido pleito eleitoral, a ser adotada pelo espírita consciente, considerando a situação política e econômica em que se encontra o nosso país, devido aos diversos escândalos por parte das lideranças políticas, levando grande parte dos cidadãos brasileiros às discussões, acusações e comentários negativos de toda ordem.
O certo é que a crise política e econômica, não obstante a sua efemeridade, reflete muito além do que podemos imaginar em termos de estabilidade no sentido material, alcançando o campo psicológico de cada cidadão brasileiro que, muitas das vezes, passa a ter a opinião formada ao descrédito, à desconfiança, ao desespero, podendo ter como consequência a poluição psicosférica, o que pode gerar problemas de difícil solução.
Então, vamos ao questionamento: Qual deve ser a postura do cidadão espírita durante as eleições?
Percebam que a pergunta se refere às eleições, e não somente ao pleito eleitoral em si. Isto é: durante as campanhas, as votações, as apurações dos votos e resultados, e assim por diante…
Pois, bem! Sabemos que o exercício da cidadania abrange, não apenas ao voto; mas, também, a toda participação ativa do cidadão através da sua conduta pautada na moral e na virtude, conforme conceituou Aristóteles.
O espírita consciente, agindo de acordo com a sua elegância cristã, terá como guia e modelo de comportamento moral e democrático, o amado Mestre Jesus Cristo. (Vide questão nº 625 de O Livro dos Espíritos)
Perguntará a si mesmo: Se Jesus estivesse em meu lugar, neste período eleitoral, como Ele se comportaria?
Logo, o espírita consciente ouvirá, em sua intimidade, a voz do Mestre Jesus, que lhe dará a resposta correta, à qual se esforçará em aplicá-la.
Diante do exposto, seguem 03 (três) itens que selecionamos, para serem observados, a título de sugestão, neste período de processo democrático:
1) Manter-se em vigilância e prece:
Devemos observar esse quesito e nos esforçar em praticá-lo, nestes momentos, sendo cautelosos na postura e nas conversações, procurando nos mantermos em clima de harmonia, de equilíbrio emocional, proporcionando a todas as pessoas um clima de vibrações fraternais, de muita paz, de confiança e esperança num futuro melhor.
2) Dar a César o que é de César:
Não adianta palestrarmos nas tribunas dos movimentos espíritas, de participarmos das mais diversas atividades doutrinárias, se não dermos a devida atenção aos cumprimentos das leis humanas, não respeitarmos a legislação eleitoral e demais leis aplicadas no cotidiano.
3) Imparcialidade partidária:
Não buscarmos o atendimento aos interesses próprios, em detrimento aos da comunidade como um todo, ouvindo apenas a voz da consciência cristã cidadã.
Neste quesito, podemos destacar a seguinte recomendação de André Luiz, no livro “Conduta Espírita”, assim vejamos:
“Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial”.
* * *
Que neste período eleitoral, não percamos a nossa identidade espírita, a nossa elegância cristã, manifestando um verdadeiro clima de condutas democráticas.
Que possamos estar sempre mentalizando e nos envolvendo com os ensinamentos do Mestre Jesus através da Boa Nova, sabendo que o nosso maior aliado político é o esforços em melhorar o mundo a partir de cada um de nósEvangelde nós mesmos, o quanto ainda temos de empreenderho Redivivo, que nos liberta da ignorância e dos vícios que nos assolam, e nos faz enxergar a verdade  .
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Autor: Yé Gonçalves
Pa destinada a divulgação da Doutrina Espírita Portal do Espírito Págin
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“O BRASIL ESTÁ ENTRANDO NUMA ERA DE ESPERANÇA”

 
 
Nestes inquietantes tempos de desonra moral desabando sobre o povo brasileiro, em que políticos geram supostas manobras sorrateiras, dispondo rebaixar as atuais estruturas investigativas no âmbito policial e judicial, é urgente permanecermos em estado de vigília e oração ininterrupta em favor da paz social no Brasil.
Mas a despeito do preocupante cenário social, político e econômico, enxergamos um horizonte promissor de uma nova geração que vem surgindo em nosso país composta de executivos, professores, médicos, advogados, engenheiros, historiadores, delegados, procuradores e juízes, todos trabalhando com entusiasmo e intrepidez pela consagração da ética em nosso país. Isto nos pacifica sob a expectativa decisiva de transformação dos valores morais que tem manchado esta nação dilacerada pela corrupção destruidora.
Tal conjuntura nos envia ao último capítulo do livro A Gênese de Allan Kardec. Aí arranjamos algumas adequações para fins de comparação com a realidade supra descrita. Vislumbramos uma nova geração de brasileiros, desenfaixados dos detritos do velho sistema corrupto. Observamos pessoas mais moralizadas e possuídas de ideias e de sentimentos muito diferentes da velha geração que está sendo deportada para mundos afins. [1]
As sociedades se modificam, como já se transformaram noutras épocas, e cada transformação se distingue por uma crise moral. Contudo, nessas ebulições sociais, a fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas, inexiste fraternidade real, sem o avanço moral. Somente o progresso moral pode fazer que entre nós reinem a honestidade, a concórdia, a paz e a fraternidade.
A velha geração (daqueles atolados nas arapucas da corrupção) que está se despedindo (da Terra) levará consigo seus erros e estragos sociais; a geração que surge, imprimirá à sociedade o progresso moral que assinalará a nova fase da evolução geral no Brasil e no mundo.
Essa fase já se revela, atualmente, no Brasil, em razão do conjunto de práticas revolucionárias no combate à improbidade, à imoralidade e à falcatrua através de efetivas e duras punições. Nesse contexto, nós espíritas estamos sendo convocados para irradiarmos compreensão, amor e paz em favor dos cidadãos de bem, a fim de facilitar o movimento de regeneração em nosso país.
Grande, é ainda o número dos ímprobos; que nada poderão contra a ética da nova geração que surge. Os desonestos irão desaparecer aos poucos, mas ainda defenderão palmo a palmo os seus obscuros interesses de poder e tramoias.
Não nos enganemos, haverá, um embate moral inevitável, desigual da geração degradada e já envelhecida, a cair em frangalhos, contra o futuro da nova geração de seres audazes e incorruptíveis. Hoje no Brasil vemos com clareza quem é quem nesse cenário.
Para que haja paz em nosso país, preciso é que somente a povoem espíritos bons, encarnados e desencarnados. É chegado o tempo das grandes debandadas dos que praticam o mal pelo mal. Serão excluídos, para não ocasionarem perturbação e obstáculo ao progresso.
Após a desencarnação, muitos irão expiar em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas. A época atual é, sem dúvida, de transição; confundem-se os personagens das duas gerações. Assistimos à partida de uma e à chegada da outra. Têm ideias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas, cabendo-lhe (nova geração) fundar a era do progresso moral.
A nova geração se distingue por coragem, inteligência e talentos precoces, tem sentimento inato da honestidade. Já os corrompidos ainda trazem a maldade, a malícia, a mentira. Em face disso, têm de ser expurgados porque são incompatíveis com o império da honradez, da fraternidade e porque o contato com eles (os corruptos e corruptores) constituirá sempre um sofrimento para os bons.
Quando o Brasil se achar livre dos desmoralizados, os homens de bem caminharão sem óbices para o futuro melhor. Opera-se, presentemente, um desses movimentos gerais dos tempos que chegaram, destinados a realizar uma higienização e remodelação moral da sociedade brasileira.
a
 
Referências Bibliográficas:Jorge Hessen- Fonte: Agenda Espírita
 
[1] Kardec, Allan. A Gênese, cap. 18, RJ: Ed. FEB, 1977.
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DIALOGANDO COM UM ESPIRITO CÉPTICO"

DIALOGANDO COM UM ESPIRITO CÉPTICO"

 
CHICO XAVIER Humberto de Campos

Ainda não me encontro bastante desapegado desse mundo para que
não me sentisse tentado a voltar a ele, no dia que assinalou o meu
desprendimento da carcaça de ossos.
Se o vinte e sete de outubro marcou o meu ingresso no reino das
sombras, que é a vida daí, o cinco de dezembro representou a. minha volta
ao país de claridades benditas, cujas portas de ouro são escancaradas pelas
mãos poderosas da morte.
Nessa noite, o ambiente do cemitério de São João Batista parecia
sufocante. Havia um "quê" de mistérios, entre catacumbas silenciosas, que
me enervava, apesar da ausência dos nervos tangíveis no meu corpo
estranho de espírito. Todavia, toquei as flores cariciosas que a Saudade
me levara, piedosa e compungidamente. O seu aroma penetrava o meu
coração como um consolo brando, conduzindo-me, num retrospecto
maravilhoso, às minhas afeições comovidas, que haviam ficado a
distância.
E foi entregue a essas cogitações, a que são levados os mortos
quando penetram o mundo dos vivos, que vi, acocorado sobre a terra, um
dos companheiros que me ficavam próximos ao bangalô subterrâneo com
que fui mimoseado na terra carioca. .
- O senhor é o dono desses ossos que estão por aí apodrecendo? -
interpelou-me.
- Sim, e a que vem a sua pergunta?
- Ora, é que me lembro do dia de sua chegada ao seu palacete
subterrâneo. Recordo-me bem, apesar de sair pouco dessa toca para onde
fui relegado há mais de trinta anos... - O senhor se lembra? A urna
funerária, portadora dos seus despojos, saiu solenemente da Academia de
Letras, altas personalidades da política dominante se fizeram representar
nas suas exéquias e ouvi sentidos panegíricos pronunciados em sua
homenagem. Muito trabalho tiveram as máquinas fotográficas na
camaradagem dos homens da imprensa e tudo fazia sobressair à
importância do seu nome ilustre. Procurei aproximar-me de si e notei que
as suas mãos, que tanto haviam acariciado o espadim acadêmico, estavam
inermes e que os seus miolos, que tanto haviam vibrado, tentando
aprofundar os problemas humanos, estavam reduzidos a um punhado de
massa informe,onde apenas os vermes encontrariam algo de útil.
Entretanto, embora as homenagens, as honrarias, a celebridade, o senhor
veio humildemente repousar entre as tíbias e os úmeros daqueles que o
antecederam na jornada da Morte. Lembra-se o senhor de tudo isso?
- Não me lembro bem... Tinha o meu espírito perturbado pelas dores
e emoções sucessivas.
- Pois eu me lembro de tudo. Daqui, quase nunca me afasto, como
um olho de Argos, avivando a memória dos meus vizinhos. O senhor
conhece as criptas de Palermo?
- Não.
- Pois nessa cidade os monges, um dia, conjugando a piedade com o
interesse, inventaram um cemitério bizarro. Os mortos eram mumificados
e não baixavam à sepultura. Prosseguiam de pé a sua jornada de silêncio e
de nudez espantosa. Milhares de esqueletos ali ficaram, em marcha,
vestidos ao seu tempo, segundo os seus gostos e opiniões. Muito rumor
causou essa parada de caveiras e de canelas, até que um dia um inspetor
da higiene, visitando essa casa de sombras da vida e enojado com a
presença dos ratos que roíam displicentemente as costelas dos
traspassados ricos e ilustres que se davam ao gosto de comprar ali um
lugar de descanso, mandou cerrar-lhe as portas pelo ministro Crispi, em
1888. Ora bem: eu sou uma espécie dos defuntos de Palermo. Aqui estou
sempre de pé, apesar dos meus ossos estarem dissolvidos na terra, onde se
encontraram com os ossos dos que foram meus inimigos.
- A vida é assim -disse-lhe eu; mas, por que se dá o amigo a essa
inglória tarefa na solidão em que se martiriza? Não teria vindo do orbe
com bastante fé, ou com alguma credencial que o recomendasse a este
mundo cujas fileiras agora integramos? -
Credenciais? Trouxe muitas. Além da honorabilidade de velho
político do Rio de Janeiro, trazia as insígnias da minha fé católica,
apostólica romana. Morri com todos os sacramentos da igreja ; porém,
apesar das palavras sacramentais, da liturgia e das felicitações dos
hissopes, não encontrei viva alma que me buscasse para o caminho do
Céu, ou mesmo do inferno. Na minha condição de defunto
incompreendido, procurei os templos católicos, que certamente estavam
na obrigação de me esclarecer. Contudo, depressa me convenci da
inutilidade do meu esforço. As igrejas estão cheias de mistificações. Se
Jesus voltasse agora ao mundo, não poderia tomar um átomo de tempo
pregando as virtudes cristãs, na base, luminosa da humildade. Teria de
tomar, incontinenti, ao regressar a este mundo, um látego do fogo e
trabalhar anos afio no saneamento de sua casa. Os vendilhões estão muito
multiplicados e a época não comporta mais o Sermão da Montanha. O que
se faz necessário, no tempo atual, no tocante a esse problema, é a creolina
de que falava Guerra Junqueiro nas suas blasfêmias.
- Mas, o irmão está muito cético. É preciso esperança e crença...
-Esperança e crença? Não acredito que elas salvem o mundo, com
essa geração de condenados. Parece que maldições infinitas perseguem a
moderna civilização. Os homens falam de fé e de religião, dentro do
esnobismo e da elegância da época. A religião é para uso externo,
perdendo-se o espírito nas materialidades do século. As criaturas parecem
muito satisfeitas sob a tutela estranha do diabo. O nome de Deus, na
atualidade, não deve ser evocado senão como máscara para que os
enigmas do demônio sejam resolvidos.
Não estamos nós aqui dentro da terra da Guanabara, paraíso dos
turistas, cidade maravilhosa? Percorra o senhor, ainda depois de morto, as
grandes avenidas, as artérias gigantescas da capital e verá as crianças
famintas, as mãos enauseantes dos leprosos, os rostos desfigurados e
pálidos das mães sofredoras, enquanto o governo remodela os teatros,
incentiva as orgias carnavalescas e multiplica regalos e distrações. Vá ver
como o câncer devora os corpos enfermos no hospital da Gamboa; ande
pelos morros, para onde fugiu a miséria e o infortúnio; visite os hospícios
e leprosários. Há de se convencer da inutilidade de todo o serviço em
favor da esperança e da crença. Em matéria de religião, tente materializarse
e corra aos prédios elegantes e aos bangalôs adoráveis de Copacabana e
do Leblon, suba a Petrópolis e grite a verdade. O seu fantasma seria
corrido a pedradas. Todos os homens sabem que hão de chocalhar os
ossos, como nós, algum dia, mas um vinho diabólico envenenou no berço
essa geração de infelizes e de descrentes.
- Por que o amigo não tenta o Espiritismo? Essa doutrina representa
hoje toda nossa esperança.
- Já o fiz. É verdade que não compareci em uma reunião de
sabedores da doutrina, conhecedores do terreno que perquiriam; mas
estive em uma assembléia de adeptos e- procurei falar-lhes dos grandes
problemas da existência das almas. Exprobrei os meus erros do passado,
penitenciando-me das minhas culpas para escarmentá-los; mostrei-lhes as
vantagens da prática do bem, como base única para encontrarmos a senda
da felicidade, relatando-lhes a verdade terrível, na qual me achei um dia,
om os ossos confundidos com os ossos dos miseráveis. Todavia, um dos
componentes da reunião interpelou-me a respeito das suas tricas
domésticas, acrescentando uma pergunta quanto à marcha dos seus
negócios. Desiludi-me.
Não tentarei coisa alguma. Desde que temos vida depois da morte,
prefiro esperar a hora do Juízo Final, hora essa em que deverei buscar um
outro mundo, porque, com respeito a Terra, não quero chafurdar-me na
sua lama. Por estranho paradoxo vivo depois da morte, serei adepto da
congregação dos descrentes. .
- Então, nada o convence?
- Nada. Ficarei aqui até à consumação dos evos, se a mão do Diabo
não se lembrar ,de me arrancar dessa toca de ossos moídos e cinzas
asquerosas. E, quanto ao senhor, não procure afastar-me dessa
misantropia. Continue gritando para o mundo que lhe guarda os despojos.
Eu não o farei.
E o singular personagem, recolheu-se à escuridão do seu canto
imundo, enquanto pesava no meu espírito a certeza dolorosa da existência
dessas almas vazias e incompreendidas na parada eterna dos túmulos
silenciosos para onde os vivos levam de vez em quando as flores
perfumadas da sua saudade e da sua afeição.
Recebida em Pedro Leopoldo a 13 de de dezembro de 1935.

Do livro Palavras do Infinito. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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Brasil dos meus sonhos

Brasil dos meus sonhos

  • Brasil dos meus sonhos

Como te desejo, pátria amada, ver-te alçada entre as demais, levantando bem alto o estandarte da Ordem e do Progresso. Em síntese, da paz.

Da paz verdadeira, que fala de justiça social, de fraternidade, de um povo amigo.

Como te desejo grande, Brasil amado, vivendo sob um céu de estrelas, astros que ostentas em tua própria bandeira.

Brasil da minha vida.

És tão pródigo em belezas naturais. Tão rico o teu solo que alguém já o definiu como aquele em que se plantando, tudo dá.

A beleza sem par das tuas matas, povoadas por tantas espécies exóticas da fauna, da flora. Tantas que nós, teus filhos, nem as conhecemos todas.

Se nos encantamos com as riquezas naturais da Amazônia, também o fazemos com a diversidade do pantanal. E a imensidão dos pampas no sul, ao lado dos cálices das araucárias imponentes.

Emocionam-me as cascatas, tecendo melodias; os riachos murmurando os segredos das florestas; os rios correndo, ligeiros, rumo ao grande mar.

Estudando tua História, as vitórias conquistadas, o progresso alcançado, sei que triunfarás.

Desejaria que teus filhos todos te amassem e somente pensassem em te fazer crescer. Crescer nas questões morais, no intelecto, na cultura.

Lamento os que não te honram o solo, no trabalho honesto. Tão bom seria se todos utilizassem a bandeira da honra e do dever, tendo o Divino Pai na mente, o Cristo como seu modelo e guia e a caridade como seu propósito.

O tempo haverá de te fazer justiça, quando teus filhos se decidirem para seus altos deveres, se resolverem pelo esforço, pelo trabalho, pela educação.

Nesta hora de desconforto moral, oro por ti, que me viu nascer mais de uma vez, que acalentou meus sonhos, que me viu crescer.

Sei que choras, Brasil, a exaustão de um povo. Tão cansado quanto descrente de que haverá um retorno às fontes do bem.

Estertoras, meu país, ante tanta leviandade com que te dilapidam as riquezas e te destroem os valores.

Vejo-te, sofredor, e, no entanto, creio que haverás de te evidenciar no mundo. Não pelo ouro que ainda repousa em tuas entranhas, nem pelo petróleo que te percorre as artérias.

Não, eu te vejo grande ao mostrar ao mundo que um solo amado por seus filhos se revigora e vence os percalços que se apresentam.

Ainda tens muitos problemas a equacionar. Mas, o gigante se levanta, quando se agitam seus filhos e unem suas forças.

E vencerás a timidez dos bons, a corrupção e a violência dos que ainda estacionam na própria pequenez.

Eu te desejo imenso, Brasil, muito além das fronteiras físicas, cumprindo tua destinação de Celeiro do mundo, de Pátria do Evangelho.

Hás de vencer e mostrar ao mundo que quem vive sob o símbolo do cruzeiro não perde a fé, nem se acovarda na luta.

Brasil amado!

Recebe o preito de gratidão de quem te traz na alma agradecida.

Oro e vibro para que mostres ao mundo teu coração. Coração que pulsa, que acolhe, que ama.

Coração do Brasil. Coração do mundo.

Redação do Momento Espírita, com base em mensagens
dos Espíritos Maria Quitéria e Marina, recepcionadas no
Centro Espírita Ildefonso Correia, em 2.5.2016 e 26.6.2017.
Em 7.9.2018.

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Divulgar o Espiritismo – Um trabalho de Caridade

Divulgar o Espiritismo – Um trabalho de Caridade

Talvez a maior caridade que podemos fazer à doutrina espírita é divulgar o seu conteúdo consolador e esclarecedor. Digo isso sempre pois, num mundo materialista que vivemos, onde guerras e a desolação de milhões causam enorme onda de desânimo e dor, torna-se indispensável que haja esperança nos corações aflitos de um futuro mais iluminado.

O espiritismo veio dos espíritos, por intermédio de Allan Kardec, para iluminar a mente humana para o pensamento mais esclarecido, cheio de análises críticas sobre todos os temas e com um notável esclarecimento acerca de todos os assuntos mais vigentes do mundo. Através do estudo desta doutrina, somos chamados à busca pela reforma íntima, compelidos a entender e a ter resignação com nossos problemas e a ter esperanças na vida futura.

Muitos que acabam buscando a doutrina espírita, acabam vindo pela dor ou pelo desespero de alguma perda – daí funciona O Espiritismo consolador – onde irá buscar pelos ensinamentos dos espíritos a esperança da vida futura, do reencontro, da pluralidade das existências, da lei de causa e efeito e seus detalhes. Outros vários, buscam o espiritismo através da curiosidade desperta, da necessidade de respostas que lhe falem ao coração, que toquem a alma, de diretrizes para uma vida melhor e a busca da felicidade por caminhos que concorde – deste modo funciona O Espiritismo esclarecedor – que através da fé raciocinada e de ensinamentos de puro conhecimento espiritual, nos traz certezas inabaláveis através da verdade espiritual.

Como espíritas, nossa função de divulgar a doutrina é vista , aos olhos dos bons espíritos, como uma caridade de nossa parte visto que, ao divulga-la, damos oportunidades a irmãos aflitos encontrarem consolo e esclarecimento por meio dos ensinamentos trazidos pela doutrina. Divulgando o ensino dos espíritos estamos, pois, trazendo a almas sofredoras e sedentas por um caminho de retidão cristão, alimento para a alma.

Como divulgadores que somos, torna-se mister entender que, invariavelmente, nossa posição de auxiliares na expansão do cristianismo vivo traz enormes responsabilidades e provações. Devemos ter a calma e a paciência de Jesus, a mansuetude de suas palavras doces estão sob a nossa responsabilidade e ao falar em nome da doutrina podemos cometer os erros de colocar o nosso “eu” humano a frente da “divindade” doutrinária. Por isso é essencial para esta tarefa a ininterrupta instrução moral, estudo da doutrina, a fim de produzirmos um aproveitamento justo e correto do balsamo do espiritismo.

Jesus está sempre disposto a nos ajudar na evolução e nós podemos fazer nossa parte exemplificando os ensinamentos doutrinários no nosso cotidiano. Isso também serve como divulgação doutrinária visto que, em muitos casos, as pessoas a sua volta notarão a diferença em suas atitudes e compelidas pela curiosidade buscaram a origem desta mudança, no que, decorrerão à buscar o esclarecimento através do espiritismo.

Nossa doutrina é brasa que incandesce nossos corações revigorando-nos à caminho da luz. A transição planetária bate a porta meus irmãos, sejamos pois, o evangelho vivo de Jesus à proclamar o reino dos céus através dos exemplos de caridade e fé cristã. Muita paz a todos, que divulguemos cada vez mais nossa amada doutrina, que  sejamos exemplos de que a terceira revelação de Jesus vive, dentro de nós, e se emana entre todas as almas do mundo feliz que estamos construindo. Deus nos abençoe!

” maior caridade que podemos fazer pela doutrina espírita é a sua divulgação”

Emmanuel.consolador-prometido-12-638

ESPIRITISMO DA ALMA

Página de conteúdo Espírita cristão com base na doutrina codificada por Kardec

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Qualidade dos Médiuns

Qualidade dos Médiuns

 
 
54.Os médiuns apresentam variadíssimas aptidões, o que os torna mais ou menos próprios à obtenção de tal ou qual fenômeno, de tal ou qual gênero de manifestação.
 
Conforme suas aptidões, dividem-se em médiuns para efeitos físicos, para comunicações inteligentes, videntes, falantes, auditivos, sensitivos, desenhistas, poliglotas, poetas, musicistas, psicógrafos, etc. Não se pode exigir de um médium o que está fora de suas faculdades. Sem o conhecimento das aptidões mediúnicas o observador não pode dar-se conta de certas dificuldades ou de certas impossibilidades que se nos deparam na prática. (O Livro dos Médiuns, cap. 46, num. 185).
 
55. Os médiuns de efeitos físicos são mais particularmente aptos a provocar fenômenos materiais, tais como movimentos, golpes, etc., com o auxílio de mesas e outros objetos.
Quando esses fenômenos revelam um pensamento ou obedecem a uma vontade, são efeitos inteligentes que, por isso mesmo, indicam uma causa inteligente. Esta é para os Espíritos uma maneira de se manifestarem. Por meio de um número convencionado de batidas, obtêm-se respostas afirmativas ou negativas, ou a indicação das letras do alfabeto que servem para formar palavras e frases. Este meio primitivo é muito demorado e não se presta às comunicações extensas. As mesas falantes foram o princípio da ciência. Hoje em dia há meios de comunicação tão rápidos e completos como os que nos servem para a comunicação com os vivos, e só se empregam aqueles incidentalmente, como experimentação.
 
56. De todos os meios de comunicação é a escrita ao mesmo tempo o mais simples e o mais rápido, o mais cômodo e o que permite maior extensão nos trabalho. É também a faculdade que mais habitualmente se encontra nos médiuns.
 
57.Para a obtenção da escrita empregaram-se inicialmente materiais intermediários, tais como cestas, pranchetas, etc., às quais se adaptava um lápis. (O Livrados Médiuns, cap. XIII ns. 152 e seguintes).
 
Mais tarde reconheceu-se a inutilidade desses acessórios e a possibilidade de os médiuns escreverem diretamente com a mão, como na escrita comum.
 
58.0 médium escreve sob a influência dos Espíritos, que dele se servem como de um instrumento. Sua mão é impelida por um movimento involuntário que via de regra, não pode dominar. Certos médiuns não têm consciência nenhuma do que escrevem. Outros têm-na mais ou menos vaga, muito embora o pensamento lhes seja estranho. Isto é o que distingue os médiuns mecânicos dos médiuns intuitivos ou semi-mecânicos. A ciência espírita explica o modo como . se transmite o pensamento do Espíritos ao médium, e o papel deste último nas comunicações. (O Livro dos Médiuns, cap. 15 ns. 179 e seguintes; cap. 19, ns. 223 e seguinte).
 
59.O médium possui, apenas, a faculdade de comunicar. A comunicação efetiva, porém, depende da boa vontade dos Espíritos. Se não querem se manifestar, o médium nada obtém. É como um instrumento sem músico.
 
Comunicando-se apenas quando querem ou podem, os Espíritos não estão ao capricho de quem quer que seja, e nenhum médium tem o poder de fazê-los vir à sua vontade, contrariando a deles.
 
Isto explica a intermitência observada na faculdade dos melhores médiuns e as interrupções que sofrem, às vezes durante meses inteiros.
 
Seria erro comparar a mediunidade com uma espécie de conhecimento. O conhecimento é adquirido pelo trabalho: quem o possui é sempre senhor dele; e o médium nunca o é de sua faculdade, pois que esta depende de uma vontade estranha.
 
60.Os médiuns de efeitos físicos, que obtém regularmente e à sua vontade a produção de certos fenômenos, desde que não resultem da simulação, fazem-no com Espíritos de baixa classe, que se comprazem nessa espécie de exibição e que, muito possivelmente, a esse ofício se dedicaram durante a vida. Seria, entretanto, absurdo supor que os Espíritos mais elevados divirtam-se nessa espécie de representações.
 
61 .Sem dúvida a obscuridade necessária à produção de certos efeitos físicos dá lugar a suspeita. Nada prova, entretanto, contra a sua realidade. Sabe-se que em química certas combinações não podem ser produzidas no claro e que muitas composições e decomposições se produzem sob a ação do fluido luminoso.
 
Pois bem: todos os fenômenos espíritas são resultados da combinação dos fluidos próprios do Espírito e do médium; sendo materiais, não é de surpreender que, em certos casos, esse fluido luminoso seja contrário às combinações.
 
62.Do mesmo modo as comunicações inteligentes são devidas à ação fluídica do Espírito sobre o médium e é preciso que o fluido deste se identifique com o daquele. A facilidade das comunicações depende do grau de afinidade estabelecida entre os dois fluidos.
 
Assim, cada médium é mais ou menos apto a receber a impressão e o impulso do pensamento de tal ou qual Espírito. Pode ser um bom instrumento para um e mau para outro. Disso resulta que, de dois médiuns igualmente bem dotados e postos um ao lado do outro, um determinado Espírito se manifestará por meio de um e não pelo outro.
 
63.É, pois, erro acreditar que basta ser médium para receber facilmente a comunicação de qualquer Espírito. Não há médiuns universais para as evocações, como não os há para produzir todos os fenômenos.
 
Os Espíritos buscam de preferência os instrumentos que vibram em uníssono. Impor-lhes o primeiro que se tenha à mão seria como que se exigir de um pianista que tocasse violino, sob o argumento de que, desde que sabe música deve tocar todos os instrumentos.
 
64.Sem a harmonia indispensável à produção da assimilação fluídica, as comunicações são impossíveis, incompletas ou falsas. Falsas porque, em lugar do Espírito desejado, não faltam outros dispostos a aproveitar a ocasião de se manifestarem; e esses cuidam pouco de dizer a verdade.
 
65.A assimilação fluídica é às vezes impossível entre certos Espíritos e certos médiuns. Outras, e este é o caso mais comum, estabelece-se gradativamente, com o tempo. Isto explica porque os Espíritos acostumados a se manifestarem por um certo médium, manifestam-se com mais facilidade. É que as primeiras comunicações patenteiam-se, quase sempre, uma espécie de constrangimento, sendo, por isso, menos explícitas.
 
66.A assimilação fluídica é tão necessária nas comunicações pela tiptologia como pela psicografia, uma vez que num caso como no outro, trata-se da transmissão do pensamento do Espírito, qualquer que seja o meio material empregado.
 
67.Não sendo possível impor um médium ao Espírito que se deseja evocar, convém permitir-lhe a escolha de seu instrumento. Em todo caso é necessário que o médium se identifique antecipadamente com o Espírito, pelo recolhimento e pela oração, ao menos durante alguns minutos e até com alguma antecipação, caso seja possível, a fim de provocar e ativar a assimilação fluídica. Este é o meio de atenuar a dificuldade.
 
68.Quando as condições fluídicas não são propícias à comunicação direta com o médium, esta pode ser estabelecida pela interferência do guia espiritual daquele. Neste caso o pensamento chega de segunda mão, isto é, depois de ter atravessado dois meios. Compreende-se, então, quanto é importante que o médium esteja bem assistido, pois se o estiver por um Espírito obsessor, ignorante e orgulhoso, a comunicação será necessariamente alterada.
 
Nisto as qualidades pessoais do médium desempenham importante papel, pois delas é que depende a natureza dos Espíritos que atrai.
 
Os médiuns mais indignos podem ter poderosas faculdades, mas os mais seguros são os que a esta força unem as melhores simpatias no plano espiritual, as quais não estão, de modo algum, garantidas por nomes mais ou menos respeitáveis, que se atribuem aos Espíritos ou que tomam os que assinam as comunicações, e sim pela natureza constantemente boa dos que as recebem.
 
69.Qualquer que seja a classe de comunicação, a prática do Espiritismo, sob o ponto de vista experimental, oferece numerosas dificuldades e não está isenta de inconvenientes, para o que exige a necessária experiência. Experimentando por si mesmo ou apenas observando, o essencial é saber distinguir as várias naturezas dos Espíritos que se possam manifestar, conhecer as causas dos diversos fenômenos, as condições em que se podem produzir e os obstáculos que lhes podem opor, a fim de não se pedir o impossível.
 
Não é menos necessário conhecer todas as condições e escolhos da mediunidade, a influência do meio, das disposições morais, etc. (O Livro dos Médiuns, 2- parte).

 
Allan Kardec
 
Do livro: O que é o Espiritismo
 
 
 
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“DEPOIMENTO DE UM FUMANTE APÓS O SEU DESENCARNE”

“DEPOIMENTO DE UM FUMANTE APÓS O SEU DESENCARNE”

 

O depoimento de Jonas após sua desencarnação.

“Vou pedir para ter em tenra idade, bronquite, isto me manterá afastado do fumo. Fumei muito na encarnação passada, fui escravo do vício, arruinei minha saúde. Desencarnei e fiquei desesperado para fumar. Fui socorrido, logo após meu desencarne fui a um posto de socorro, não quis ficar lá e passei a vampirizar para ter a sensação de que fumava. Como fui infeliz, era um trapo humano, sofri nas mãos de espíritos maus, vaguei sem sossego, sofri dores e humilhações! Um dia, cansado, orei muito e senti necessidade de abandonar de vez o fumo, fortaleci-me nas orações e consegui. ”

(Do livro: Reconciliação)

TEMOS DUAS OBSERVAÇÕES A FAZER:

1ª). Quem fuma comete SUICÍDIO

Aquilo que causamos, de bom ou de mal, a nós, ao próximo ou a qualquer fruto da criação divina, sentiremos o efeito, nesta ou em outra encarnação. Por exemplo: o usuário de cigarro lesa vários órgãos do corpo físico, um deles é o pulmão. Este órgão, então, se foi o mais lesado, poderá desencadear problemas pulmonares. Se isto não ocorrer nesta encarnação, numa próxima, poderá vir sensível a doenças como: câncer, asma, bronquite, etc. Os que não abusam da saúde e tem várias doenças estão, provavelmente, colhendo o que plantaram. E os que abusam da saúde e passam pela vida saudáveis, estão plantando. Se assim não fosse, Deus seria injusto. Por exemplo: Como pode uma criança nascer precisando de transplante de fígado e, um adulto usuário de bebidas alcoólicas ser saudável? Como costumamos dizer, um está colhendo (porque a criança é um Espírito velho em corpo novo), e o outro está plantando (o adulto). Como nos foi avisado: “O plantio é livre, mas a colheita é obrigatória”.

2ª). Outro fator que precisa ser esclarecido para o fumante inveterado: ele raramente fuma um cigarro sozinho.

Segundo André Luiz:

“Há espíritos que, devido a falta de conhecimento do mundo espiritual, ficam por muito tempo ligados a prazeres e hábitos terrenos, como vícios, fome, sede, etc.” Este fenômeno chama-se vampirismo.

Este assédio perdura até que a pessoa tome a decisão sincera de parar de fumar, o que não é fácil.

Além da desintoxicação do organismo, é necessária a desintoxicação psíquica.

Não é somente a pressão da nicotina e do alcatrão que precisam ser combatidas, mas igualmente a do desejo, do impulso, alimentado por induções espirituais dos seus companheiros de trago que o aconselharão a não parar..

Fonte: Chico de Minas Xavier

 

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