Orgasmo transcendental

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Quando digo que te quero,

Quem diz é o meu coração.

O que fazer se não posso,

Mas tentar ainda é a solução.

 

Negar meu amor é trair, me punir.

 

Nesta busca incessante, estressante,

que quase me faz desistir,

meus sentimentos insistem,

quando penso que nada posso fazer.

Mostram-me a técnica, o poder é real,

aos livros me entrego e agora sei como tê-la

pela “Meditação Transcendental”.

 

Certa noite sozinho, acordado,

perdido no meu próprio quarto,

quero a qualquer preço você.

 

Meditando através dessa técnica foi lindo,

na concentração liberto o meu etéreo limbo

e como mágica em sua casa estou adentrar.

 

Lá estou eu, arquétipo do meu ser.

 

Parado em frente ao seu leito, sem que ainda me perceba,

estou adorando-a e velando-a nesta doce e maravilhosa ilusão.

 

Minhas pernas tremem pela volúpia,

encantado fico ao vê-la  toda desnuda,

corpo divino como a sereia do mar.

 

Daqui do meu leito dirijo o etéreo limbo

que a ciência assim me permitiu.

A força poderosa da minha mente

a desperta e ela sorri  contente,

confusa mas com o olhar muito terno

sem entender plenamente o mistério,

topa e dá asas à sua imaginação.

 

Ofereço-me ao seu  abraço, no espaço

seus braços suavemente se estendem.

Puxam-me e graciosamente me prendem

com o semblante carinhosamente feliz.

 

Entrelaçados nossos corpos se enrolam,

nossos lábios se colam,

na maravilhosa arte do amor.

O desejo a enlouquece,

o seu cérebro  entorpece

preterindo o pudor.

 

A pulsação acelera,

o piscar a desespera,

dentro do seu casulo em flor.

A sensação era tanta que

no repente aquela santa,

transformou-se noutra mulher.

Rodopiando o seu corpo na cama,

estava queimando, estava em chamas,

e empurra a minha cabeça com as mãos.

 

De frente agora àquela gruta

que nada tinha de pedra bruta,

A não ser um cristalino licor.

 

O teu sexo então exalava, 

perfume que me excitava,

em direção ao calor.

 

Num frenesi sem igual perdia

às rédeas do controle mas via,

minha boca  tocar com alegria

suas entranhas sublimes de amor.

 

Alucinado me encontrava, mas podia sentir:

o sabor daquele mel que escorria em véus

e alimentava loucamente o prazer.

 

A loucura é quase total.

Ela desesperada se arrisca

numa manobra de artista,

uma doce penetração.

 

Por maior que fosse a vontade,

por mais louca fosse a paixão,

ela com as mãos agarrada no mastro,

teve medo, não teve coragem

e me pede carinhosamente, que não!

 

Nesta altura incrível e maluca da paixão,

retorcia-me solitário sobre o vazio colchão.

 

Tentando controlar do meu quarto

o meu limbo que já não me atendia

e no outro quarto perdidamente vivia

a mais louca depravação.

 

Sentindo que eu estava para me explodir,

Esfregava descontrolada seus seios em mim,

E num orgasmo sem fim o seu corpo tremia.

 

Tomando o meu falo nas mãos,

Sentindo a dilatação, que já  não

podia mais esperar,

coloca-o na boca mais linda e na lisa

pele da glande seus lábios deslizam

implorando a minha compreensão.

 

E numa cadência perfeita

sugando na maior perfeição,

engole os jatos com o sêmen

a semente mais pura da criação.

 

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Respostas

    • Miriam Inês, estou feliz com seu comentário e fico obrigado.

      Abraço, 

      Antônio

  • PRATA BABPEAPAZ

    Surpreendente e ardente essa tua meditação, Poeta Antonio !!

    Fiquei encantada com tua inspiração.

    Parabéns !

    Bjs Wau

    • Waulena, novamente sinto alegria pelos seus comentários e fico obrigado.

      Abraço,

      Antônio

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

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  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Meditação... real!!!

    Um encontro furtivo emotivo, apaixonado.

    "Meditando através dessa técnica foi lindo,

    na concentração liberto o meu etéreo limbo

    e como mágica em sua casa estou adentrar."

    Parabéns!

    Beijosssssssss

    • Sensibilizado e feliz, fico obrigado.

      Abraço,

      Antônio

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