O PÓNEI SPARK

3542220712?profile=originalEra uma aldeia perdida no alto de uma montanha num país longínquo no centro da Europa. Quando vinha o inverno, caía muita neve e os caminhos estreitos que contornavam a montanha, ficavam escorregadios para as crianças poderem descer para o vale para irem á escola.

Os pais tinham receio que elas caíssem e se ferissem gravemente, ou até morressem enterradas na neve, antes que alguém as conseguisse encontrar e socorrer, mas o grupo de cinco crianças, era tenaz e com muita vontade de aprender para puderem sair da aldeia e tentar uma vida melhor na vila ou, do outro lado do rio, na cidade grande.

Marina, era a mais velha das meninas com 10 anos. As gémeas Mónica e Sofia, vinham logo a seguir, com 8 anos. Os dois rapazes, eram os irmãos Santiago com 11 anos e Ruben, com 7 anos. Num dia muito frio e sem sol, uma semana antes do Natal, o grupo de crianças seguia em fila pelo estreito carreiro, Santiago á frente, seguido do Ruben, as gémeas a seguir e Marina atrás fechando a retaguarda, quando a neve começou a cair espessa e soprada pelo vento gelado. As crianças deram as mãos para se apoiarem, mas quando soprou uma rajada mais forte, Ruben, foi projetado contra a parede rochosa da montanha e escorregou, arrastando consigo Mónica que vinha atrás dele.

Santiago na tentativa de agarrar o irmão, foi precipitado no desfiladeiro, dando um grito estridente que fez eco por todo o vale. As crianças não perceberam o que ele gritou, exceto Marina que vinha atrás e tinha ficado de mão dada com Sofia, as duas tremendo e tiritando de choque e frio.

Por isso não souberam explicar aos pais, o que se tinha passado a seguir. Apenas diziam que tinham visto um cavalinho brilhante, de várias cores, que trotava rente ao caminho, com uma longa cauda esvoaçando ao vento e que mergulhou no desfiladeiro. Quando reapareceu, trazia Santiago montado na garupa, abraçando Ruben na sua frente e agarrada ás suas costas, a pequena Mónica. - Sou o pónei Spark – Eles escutaram a voz meiga, ressoando dentro das suas cabeças. - A partir de hoje, quando estiverem em dificuldades, chamem por mim, e virei para levá-los até ao vale.

Quando recuperaram do choque, a escola estava á vista, não havia sinais de neve e o sol brilhava. Por todo o lado, havia flores vistosas e erva tenrinha. Ao longe pareceu-lhe ver um pequeno cavalo que pastava e trotava feliz, por entre um arco-íris de cores coloridas e luminosas.

Arlete Piedade Louro Daniel

Portugal

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Belas Artes Belas.

Join Belas Artes Belas

Enviar-me um email quando as pessoas responderem –

Respostas

This reply was deleted.