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O tanca

 

O tanca, poema japonês considerado como o de mais fino trato, aparecido em data desconhecida, século seis ou pouco menos, é tido como nobre.

Sempre tendo como motivo  a vida e a natureza,  não admite paixões e sentimentos amorosos.  O verso nada mais é do que um haicai, seguido de um dístico de sete sílabas poéticas, que completam o haicai.  Este, por sua vez, é outro poema nobre, como o seu sucessor tanca, ao que tudo indica.  Por serem seculares, datas devem ser evitadas, não há registro literário, mas apenas constatações da época aproximada das suas aparições.  O haicai, estruralmente é um verso de três linhas, a primeira de cinco versos poéticos, a segunda de sete e a terceira e ultima também de cinco sílabas.

Não admite, de forma alguma, que seja diferente, pena não ser considerado um haicai.  A natureza e seus fenômenos também são levados em consideração elevada na construção dos mesmos.  No Brasil, poeta que dominou o haicai foi Guilherme de Figueiredo.

O tanca, também chamado tanka, tem dois versos de sete sílabas abaixo do haicai, de preferência afastados da linha do primeiro.

Não necessitam rima, mas na nossa língua, os todos que a usam são considerados um requinte.  Dispensam títulos, mas devem começar com indicação, como tanca 25, por exemplo.

Coloquei um tanca nesta mesma classificação do nosso site. Pretendo escrever mais sobre o assunto, em Teoria Literária.  

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