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Mais uma bala perdida

Toda a matéria abaixo é de responsabilidade do meu colega e amigo, jornalista Caio Martins, colunista político, como eu, do Vote Brasil, um dos mais seguros sites políticos do Brasil, ganhador do Prêmio Ibest, o maior da internet nacional, por duas vezes consecutivas, 2005 e 2006.

Em longas mensagens com aquele notável jornalista, chegamos à mesma conclusão: cidadão desarmado é presa fácil de dois predadores: bandidos e autoridades que devem satisfações a nós, e não o contrário.  É o ranço do ultrapassado sistema presidencialista de governo.

Conferir em  http://www.votebrasil.com/coluna/caio-martins/mais-bala-perdida .

MAIS BALA PERDIDA

Milton Rezende*

No referendo safado de 2005, foi decidido por 63,94% dos votantes, a manter-se a compra de armas e munições. As campanhas de desarmamento são uma farsa e o maior golpe que o governo federal deu na população. 

O senador José Sarney esta determinado em fazer novo referendo para o desarmamento, depois da lavada história que tais figuras insólitas, como ele, levaram em 2005. Foi um tiro no pé. Uma vergonha nacional, a proposta de um político que não tem noção da realidade quando a falta de segurança já extrapolou todos os limites da tolerância. Aproveitando-se da tragédia na escola do Realengo, Rio de Janeiro, resolveu fazer demagogia sobre o porte e uso das armas, conjugado com ongs subvencionadas desde o estrangeiro...

A criminalidade é um fato concreto. O desarmamento não vai evitar novas tragédias e mortes que acontecem todos os dias pelo país a fora se não existirem leis que mantenham criminosos nos presídios. Não vai trazer de volta a vida dessas crianças e adolescentes e todos inocentes que foram e são vitimas da criminalidade sempre impune. O que precisa acabar são direitos a marginais e todos incentivos aos criminosos, como indultos, celulares,diminuição de penas, visitas íntimas, auxílio-reclusão, como se presídio e cadeia fossem SPAs ou colônias de férias. Noventa por cento são reincidentes e voltam aos presídios, que são escolas e sólida fonte de rendas para marginais e maus funcionários públicos.

O senador já teve oportunidades de evitar mortes desnecessárias se tivesse, ao longo da sua carreira política, pressionado nossos “excelentíssimos” parlamentares a mostrar ao menos solidariedade às famílias brasileiras que sofrem perdas causadas por marginais, ao sancionar leis severas que inibissem a violência e a criminalidade de norte a sul do Brasil. Mas a preocupação não é com os bandidos: é em manter o cidadão de bem desarmado e indefeso, condição para sua própria permanência no poder.

No referendo safado de 2005, foi decidido no país, por 63,94% dos votantes, a manter-se a compra de armas e munições. As campanhas de desarmamento são uma farsa e o maior golpe que o governo federal deu na população. Deixou-a desarmada e armou a bandidagem. Deram-se apenas para desarmar as pessoas de bem que possuíam armas em casa para se defender.

Mas a bandidagem continua armada e fazendo vítimas. De quem os marginais adquirem as armas? Os “dimenó” andam armados e são usados pelos criminosos a praticarem crimes pela proteção que a lei oferece em favor dos delinquentes.Comprar armas ilegais é a maior facilidade no país inteiro. Quem transporta as armas vindas das fronteiras? Ou será que nossas autoridades não sabem onde se compra arma com identificação raspada? O serviço publico de repressão é conivente na distribuição de armas para marginais.

O que o senador deveria propor, e que seria coerente e bem vinda à nação como um bem e ato de coragem, não é o desarmamento. E sim, a aprovação de leis que coloquem todos os indivíduos que forem pegos armados em prisões de segurança máxima, com penas pesadas. Sem benefícios,cumprindo penas integralmente, já que o objetivo é termos a paz e banir as armas para conter a violência. Quem anda armado hoje no Brasil são os marginais, criminosos implacáveis, que deitam e rolam impunemente.

Os bandidos sabem que a população não pode andar armada e passa a ser presa fácil, por não correrem qualquer risco de morte em suas abordagens. Onde estão as armas que foram doadas no referendo? Por que a arma de bandidos tem a identificação raspada se o crime de andar armado é o mesmo? É evidente: se uma arma raspada for identificada compromete as instituições encarregadas de destruí-las e as obriga a dar explicações...

O que querem Sarney e os protetores do crime, com mais esta hipócrita “proposta de pacificação”? Atingirá a quem, se as pessoas decentes não possuem armas? O discurso é tão retrógado que nem de paliativo ou para se pensar como alternativas serve. Nesta nova proposta, a “elite dos marginais“, quererá convencer que o novo referendo proposto será “fantástico” para mudar o mal para o bem. Quem sabe os criminosos lhe deem ouvidos! Aí estaríamos vivendo no paraíso e Sarney poderia ser beatificado com O Santo do Maranhão e/ou Salvador da população brasileira.

Políticos cheios de “boas intenções” e propósitos de santidade são os que eleitores menos precisam. A verdade é que são covardes, prepotentes e inúteis. Sempre procurando legislar dentro de soluções insanas para impor-se à sociedade sadia, a que cumpre as leis. Os marginais continuam sendo protegidos pelas leis, pela policia, por “direitos humanos”, porque é um negocio lucrativo que envolve muito dinheiro, milhares de figurões e figuraças que vivem do crime.

Não se conhece uma linha sequer, dentro das leis existentes, que estabeleça aos criminosos mofarem nas penitenciárias. Criar leis severas para marginais - e vê-las cumpridas - é praticamente impossível no Brasil, pois os nossos “excelentíssimos” representantes do povo, acreditem se quiserem, seriam os primeiros a pagar cadeia. Essa próxima campanha de desarmamento, a começar dia 6 de maio, e o tal plebiscito sarnento, retroativo e pró-bandidos, são mais bala perdida matando os direitos de uma população que paga impositivamente seus tributos, para manter políticos incompetentes, corruptos e todo tipo de crime na impunidade.

”Isso é uma vergonha!!!”

*Milton Resende é engenheiro.

Publicada no Portal PEAPAZ em 11 de maio de 2011

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