DIAMANTE BABPEAPAZ

SOBRE A VIOLÊNCIA

                                           SOBRE A VIOLÊNCIA

                    A mídia não para. A todo instante tem um caso de violência a divulgar para a sociedade. Sociedade esta, que paga seus devidos impostos, e que todos os dias sai para a labuta de seu cotidiano em busca de uma vida, pelo ao menos, mais decente, de se poder viver. Enquanto que, às margens dessa sociedade, muitos são os que querem apenas usurpar do cidadão de bem, seus valores materiais. Destruindo famílias, com a maldade de suas armas em riste e certeiras, a subestimar qualquer valor da vida humana.

                 Vivemos a mercê da insegurança. Sem opção de defesa e nenhum respaldo por garantia. Nossas casas são cárceres que aprisionam sonhos de um bem viver em liberdade. Enquanto lá fora, marginais transformam nossas ruas no inferno que residem. Desqualificando e humilhando cidadãos que investem seus salários para o desfrute de um bairro, ou cidade, que jamais usufruirão, com medo das agressões escancaradas a cada esquina!

              Não consigo me conformar com tal situação.

              Igual a tantos brasileiros, desconheço até onde posso exercer meus direitos. Mas penso que, se cada cidadão molestado por essa violência processasse o governo pela sua segurança negada, talvez, se pudesse pressionar mudanças em nossa legislação. Acarretando leis mais rigorosas e as pondo em execução. Pois, não caberiam nos tribunais tantos processos, reivindicando os direitos de segurança do povo. Quem sabe, nossos representantes, sentindo tanta saída de verba (que poderiam estar em seus bolsos) para indenizações, amolecessem os corações e tentassem alguma providência para essa situação.

         É bom começarmos a pensar nessa possibilidade.

 

PS- Sexta feira passada invadiram a casa dos meus sobrinhos, cinco homens bem armados. Mantendo, uma das armas, na mira da cabeça de minha sobrinha. Espancaram meu sobrinho e um amigo presente. Foram salvos por uma parenta que ia chegando, desceu do carro e se deparou com um deles no portão principal, sob, também, a mira de uma arma, correu e conseguiu pedir ajuda à polícia.

 Hoje, minha cidade está sob o comando de recolherem-se às 24hs. Mataram um policial em área perigosa, agora as ruas viraram um verdadeiro inferno ao som de tiros e corpos atingidos. 

Mônica Pamplona.

05/11/14

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Respostas

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Também gostaria de saber, Su.

    O que não é justo, é continuar vivendo nessa paranoia sem mais poder confiar na própria sombra. 

    Não acredito que não haja uma solução.

    Bjssss.

    • Precisamos nos informar e nos mobilizar. Beijos, amiga. Noite iluminada.

  • Uma reflexão necessária, um desabafo precioso. Estamos à merce, amiga, da violência e do descaso dos nossos governantes. Aliás, de ponta a ponta, descaso em todas as áreas> saúde, educação, segurança... Somos reféns da impunidade, da ignorância, da corrupção, do egoísmo. Falta-nos conhecimento e atitude política. Parabéns, amiga. É para isso que serve a palavra, entre outras coisas, para denunciar, protestar, refletir. Beijos.

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  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Caros amigos.

    Realmente, a violência está sem controle. 

    Poucos, são os que nunca passaram por infeliz experiência. Confesso, que resisti, até então, graças a Deus. Mas sofro com muitos dos meus, inclusive crianças, que agora os pais buscam um psicólogo, para sanar sequelas deixadas. A impunidade é revoltante, além da sensação de impotência! Tento induzir as vítimas, para que processem o governo, contra a falta de segurança. Talvez, se todos agissem assim,  quem sabe um dia, diminuísse mais esse índice de selvageria, que assombra a todos. 

    Agradeço, a presença de todos.

    Nesse momento, é o calor que emana das palavras amigas que incentiva e dá forças.

    Bjssssss

    • Quais os procedimentos corretos, legalmente falando, eu não sei, mas precisamos fazer alguma coisa. Parabéns, mais uma vez, pela iniciativa. Beijos.

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Querida Mônica, ¡Enhorabuena!  como se diz aqui no sul, este teu grito de socorro.. Já não aguentamos mais mesmo, algo precisa ser feito, pressionar o governo, antes que as ruas virem um campo de batalha, os bandidos tomem conta... Eu já não saio de casa, somente o estritamente necessário, o medo já tomou conta, há trancas de ferro dentro de casa, há desconfiança por todos que passam, seja nos corredores, na entrada do prédio, etc... Assim estamos vivendo enclausurados dentro de nossas próprias casas, com bem diz a nossa Márcia... Realmente é Caos e, nós em alerta o tempo todo.. Eu me tornei uma chorona, choro por qualquer coisa, não posso mais ouvir, ver ou falar de morte e violência, o banditismo que corre a solta e nos acossa como animais acorrentados, dentro de nossas próprias casas!!!

    Magnifico trabalho que fizestes, te aplaudo de pé, parabéns, bjs MIL.

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  • BRONZE BABPEAPAZ

    Mônica,

    Há pouco tempo passamos por uma situação trágica dentro do nosso condomínio. Por vezes amiga, o perigo está dentro... Também! Então, diante desses fatos que vêm se infiltrando e aterrorizando nossas vidas, há de se observar um estado de fraqueza física e mental pela falta de atitude das autoridades. Devemos sim, protestar e falar sempre sobre estes assuntos a fim de criarmos forças contra essa "onda de violência" e assim sendo, evitarmos que a vida humana seja banalizada como vem ocorrendo... Entendo bem amiga, o que diz e sente. Fico triste com o ocorrido.

     Beijo em seu coração.

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Triste relato que vem a ser um retrato exato do que vem acontecendo.

    Minha querida amiga fico entristecida e ao mesmo tempo comovida por tudo que vens passando. Lembro bem do episódio ocorrido com a moça que tinha o teu nome, e residia próxima a você. Agora mais este terrível ocorrido.

    É certo que com tanta violência correndo solta pelas ruas, os cidadãos de bem, terão mesmo trancafiados em casa, ainda temer pelos seus.

    Minhas condolências pelo triste episódio

    beijo querida amiga

  • Estamos ficando cada dia mais enclausurados em nossas casas enquanto os bandidos estão soltos pelas ruas , como ratos que se escondem em esgotos.

  • PRATA BABPEAPAZ

    Mônica,

    A violência afeta o equilíbrio emocional das pessoas, e, por conseguinte, afeta todo o Ser. A violência muda hábitos até mesmo os mais arraigados. De repente, passamos a não mais querer conversar com os amigos nas portas de nossas casas, ou dentro dos carros nas ruas. Também de repente, passamos a não mais querer sair de noite. Em seu surto máximo, a neurose contra a violência chega ao ponto da instalação de grades e alarmes em volta da casa toda, da síndrome doporteiro eletrônico e da mania de ver os outros através das lente de circuitos de televisão, do medo de andar-se junto a paredes ou de árvores, principalmente em dias de noite escura, já que as sombras também passam a ser perigosas. Surgem as manias de se andar com um molho de chaves e de conferir as fechaduras a cada momento, a fim de certificar se fechamos as portas adequadamente. As pessoas vão ficando cada vez mais enclausuradas. Aí, surge a raiva: "por que tenho que ficar preso em casa e o bandido solto na rua?"

    Somente quem já passou por uma situação de violência, como nós, ou quem já foi submetido a uma, sabe dar o devido valor às medidas prevencionistas. Somente quem já foi assaltado sabe o verdadeiro significado do que vem a ser impotência frente ao bandido. Você não consegue reagir. E, se o fizer, poderá morrer. E depois reclamar. Reclamar a quem??? Morto pode reclamar? Claro que não!!!Que Ele nos proteja...Abraço

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