DIAMANTE BABPEAPAZ

O idoso é amigo (Humanismo 3)

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O idoso é amigo

Como se pode esquecer daqueles que para nós foram a essência

daqueles que em sua veemência nos deram a base o estado de viver

luz em decadência deve ser aproveitada

a candeia que alumia não pode ser jogada num canto

como velho metal que de nada serve

os abusos contra os idosos proliferam por esta Terra incomum

onde a juventude é valorizada em quinhão desmedido

é do velho que vem o exemplo aquele que plantou a semente

que agora colhemos fartamente

e nem sequer um muito obrigado

oxalá um basta

é preciso ser mais comedido e modificar os valores

onde a decrepitude do idoso se faz ridicularizada

em jargões em todas as classes sociais

e se faz motivo de risos soltos

quando os presos em seus leitos

não tem forças suficientes nem mesmo para caminhar

aliviar o fardo que carrega o idoso

é modelo ditoso de se comportar

alegrias poderiam ser entregues todos os dias

àqueles senhores que muitas vezes tem seu descanço

na sala de estar por não ter outra opção para se locomoverem

são lacrados em lares onde as condições não se fazem maravilhas

muitos jogados às pilhas como se nada valessem

vivem em albergues mal cheirosos onde a mal querença

demonstra a falência de uma sociedade ingrata que não demonstra

gratidão ou relevância àqueles que lhe serviram de esteio

que lhes estenderam um berço

e que em noites de vigília em candura e ternura lhes embalaram

em braços unindo o seu cansaço em ardor e calor

é do velho a lição particular que a medida singular

que precisa que é incisa é derramar amor

Laís Muller

Brasil

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