POEMA DA VOLTA

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Naveguei ao acaso, sem norte, nem rumo
Viajei em um batel, com destino ignorado
Naufraguei nas brumas e perdi meu prumo
Voei pelos céus feito um doente alucinado

Fui levada pela desventura e pelo desatino
Feito um menestrel que procura melhor voz
Como se fora alguém que quer o seu destino
E vai encontrar e lutar contra o valente algoz

E era eu a “Nau Lu”, desnuda e destroçada
Bailando ao som de caliente tango argentino
Que encontrou um poeta muito bem inspirado
A dançar faceiro como se fora um portenho

Em meu mar de desvarios quase me afogo
Diante das ondas em fúria numa ressacada
Ancorarei em tua praia exaurida e fatigada
Na solitude da areia, senti teu suave afago
 
E ergui-me, sustida em teu regaço amigo
Vou descansar no teu colo que é meu abrigo
Sorvendo a brisa balsâmica no teu contato
Que me aquece e me sustenta feito alimento
Ao caminhar pela orla ensolarada, contigo
 
A vida se transforma em aliança comigo
Comecei a sorrir, crendo que ainda posso
Sentir as emoções que antes eu guardara
Encontrei a ti e emergi do fundo do poço!
 
Lourdes Ramos & Hildebrando Menezes

http://www.recantodasletras.com.br/duetos/5254972

 

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Respostas

  • BRONZE BABPEAPAZ

    Primorosa integração poética... Bravooo !

  • O que é bom, pode, sempre tornar-se melhor! Kkk... É a emoção, desculpa!...

    Beijos poéticos!

    3543283910?profile=original

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