Espaço reservado para a publicação dos duetos de Hildebrando Menezes com seus(uas) parceiros(as) da PEAPAZ ou de outras latitudes poéticas. Grupo autorizado especialmente por Sílvia Mota.

Administrador do Grupo: Hildebrando Menezes.

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  • 3543020072?profile=original

    SURPREENDA-ME A CADA INSTANTE...

     
    Eu quero sempre ser surpreendida
    Então conte sempre comigo querida
    E que me surpreendas a cada instante
    Podes crer que estarei aí presente

    A vida me surpreendeu completamente
    Porque sei viver a poesia intensamente
    Ao anunciar-me a tua chegada
    Que em versos topo qualquer parada

    Quando pensei que fosse despedida
    Eis-me aqui de novo quem te ama
    Reacendeu-se em mim a antiga chama
    Com o fogo... Brando que te inflama

    A qual pensei que estivesse extinta
    Mas como? Se ainda respiro teu ar
    Achei que jamais voltaria a amar
    Estou aqui, ali, acolá além mar

    Mas por direito sei que ainda posso
    Claro! Se por ti grito, calo, tudo faço
    Sentir o meu coração acelerado
    Nesse ritmo, ora lento, ora apressado

    E minha respiração tão ofegante
    Absorvo porque sei és elegante
    Esta euforia, esta ansiedade
    Misto de ternura e simplicidade

    Este leve suor em minhas mãos
    Anunciando o fim de toda solidão
    Este calor que vira calafrio
    A preencher de vez todo vazio

    Esta distância que vira saudade
    Presença sutil de amorosidade
    Só tenho vontade de estar contigo
    E eu de tê-la aqui comigo

    Penso em ti ao parar de pensar
    Estou pensando em ti em todo lugar
    E eu que falava que estava curada
    Por mim será a pessoa mais amada

    Porque sinto em ti cumplicidade
    E ainda não havia passado desta fase
    Vi que sem você tudo é bobagem
    Então te convido para uma viagem

    Igual adolescente apaixonada
    Estaremos sempre juntos nessa jornada
    E sentiremos a alegria da caminhada
    Pois de repente a vida me sorria

    Como se atingidos numa só magia
    E eu fiquei surpresa nesse impasse
    Não deixe então que a felicidade passe
    Quem mandou dar-me uma nova chance?

    Que vou aproveitar bem cada lance
    Agora tenho o meu direito adquirido
    E vou fazer valer cada momento sentido
    Se a paixão durar só algum tempo

    Prolongarei por tempo indefinido
    Não me arrependerei de ter vivido
    Cada dia e hora, minuto e segundo
    Talvez até se torne amor definitivo

    E daí ninguém mais nos segura...
    Não sou descrente, pode acontecer
    Com o poder da mente interativa
    Eu encontrei alguém receptivo

    A me surpreender em definitivo
    E está a fim de se envolver comigo
    A ser meu amigo, amante e abrigo
    E compartilhar todas as primaveras

    Ou qualquer que seja a nova estação
    De mãos e corações ligados na oração
    Se escolhermos viver com doçura
    Sem jamais perdermos a antiga ternura

    Contaremos com a ajuda do divino
    Entoando em uma mesma partitura
    Seremos deveras um só coração
    Eu e você! Aperfeiçoando a criação


      

                                  ( Lourdes Ramos e Hildebrando Menezes)

  • Pedalando...

    Hoje eu andei, pedalei, suei...
    Pelas calçadas, becos e ruas.
    A cada pedalada te imaginei...
    Como seria bom se fosse tua


    Andei no teu pensamento...

    Pedalei forte na tua alma
    Mesmo enquanto respirava
    Sonhei estar na tua cama...
    Suei e o corpo se assanhava

    Procurando, sonhei, encontrei...

    Imaginava você a cada paisagem
    Distraído quase que sou atropelado
    Sonhei te amar a qualquer passagem
    Subi e desci... Sempre pedalando...

    Logo encontrei um caminho

    Percorri quilômetros, viajei, amei
    Ora rápido... Ora devagarzinho
    Horas a fio foi em você que pensei
    Vontade louca de fazer-te carinho

    Viajei na tua palavra e me inspirei...

    A escrever estes versos de bicicleta
    Assim... Caminhei nos teus passos
    Até parecia um vigoroso poeta atleta
    Emoldurando palavras e abraços

    Sem enfado e ainda pedalando...

    Amei e depois pintei o mundo.

    Duo: Patrícia Correia e Hildebrando Menezes
  • BRONZE BABPEAPAZ

    Bem há, sol em ti.

     Bem singular em raios encantados

    O sol alcança a alma viril abatida

    Transforma os ventos em enviados

    Balançando sua estrutura cansada

    Através de sussurros bem elaborados

    Será o movimento da amorosidade?!

     Onde o momento influencia a colina

     No ápice há o concerto do ser

    Que ninam em versos as rosas

    Que dissolve a angústia do ter

    Dando-nos o poder dessa prosa

    A provar do nosso bem querer

    Que ao amor só nos resta ceder

     E refresca a secura das rochas

     Porque as rosas precisam do sopro.

    Do afago terno, sutil e gostoso.

    Aos mistérios e segredos do bem

    Porque tudo vem a quem é dadivoso

    As belas dores se acalmam no além

    Aos que vivem o eterno ser prazeroso

     

    Ferve na curiosidade o sinal da vida...O estímulo sem intenção... Aspiração da rima!

    Forma-se assim um poema que não se lapida

    Vestido do seu melhor fascínio e suas esgrimas

    E ainda lhe digo... Antes da nossa despedida...

    Se há esse bem tão intenso, que mal conterá?

     Viaje nessa tua loucura...  Porque bem lhe fará!

     Duo: Lúcia Cláudia Gama Oliveira e Hildebrando Menezes

  •  

     

    EQUAÇÃO QUÂNTICA


    Nesta vida cheia de incertezas
    As labaredas queimam ardentes
    Percorre nas veias suas proezas
    Em suas partículas energizantes

    Atiçando as centelhas frementes
    No mar das valiosas alquimias
    O poeta é encantador de sereias
    E às vezes do núcleo se distancia

    Tipo galã ou um devotado atleta
    Que a tudo no seu verso incendeia
    Em estágio Insinuante que espreita
    No entanto a sua órbita não se altera

    Pela bela presa que na mente valseia
    No seu lépido e solitário vaguear
    Que o namoro permitia ser somente
    Encontro de elétrons dissonantes

    Um apaixonado cancioneiro do luar
    Feito do jeito seresteiro indolente
    Viciado no ato de amar...
    Excitando os átomos de repente

    Atrevido D. Quixote de La mancha
    Ora um D. Juan... Ora Sancho Pança
    Vigiado pelas ondas do mar...
    Com a energia cósmica a nos tocar

    Contemplo daqui a tua dança
    E confesso que o meu primeiro...
    Impulso... Foi fugir das tuas tranças
    Descrevendo trajetórias intensas

    Cambaleei meio intrépido e ligeiro
    Furtivo... Esquivo e sorrateiro
    Como que se fosse... Possível
    Habitar uma atmosfera invisível

    Esconder-me do teu olhar certeiro
    Que perscruta bem lá no fundo
    Naquela concha incrustada na areia
    Avista a estrela em meio ao nevoeiro

    E eu bem que sabia que já era tarde
    Mas algo me prendia sem querer ir
    Mas não tive forças pra fugir
    Uma atração fatal a me invadir

    Soubeste do teu jeito segurar-me
    Bela algoz e atrevida a seduzir-me
    Já não posso mais agora mentir...
    E o Universo conspira sem sentir

    Sofro as dores da tua ausência
    Porque agora eu vivo por ti
    Quero desfrutar tudo contigo
    Combinando a ciência e a essência

    Integrar-me e me desintegrar
    Somar, dividir e repartir
    Em saltos quânticos proeminentes
    Multiplicando sentimentos excitantes

     

     

  • PRATA BABPEAPAZ

    Belos e deliciosos poemas, todos a exaltar o verdadeiro amor.  Beijossssssssssss

  • Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez.

    3542815258?profile=original

  • 09_04_2009_21_55_11.jpg

     

    DUETO DO DESENCONTRO

     

    Eu já te procurei por todas as partes
    Fico a me perguntar se é alguma arte
    Porque não te encontro em lugar algum
    O que será que deu aí nessa sua veneta

    Viajei no tempo e visitei os planetas
    Fui ao Sol e a Lua, fui até em Marte
    Andei feito um vagabundo andarilho
    Até nos esconderijos dos maltrapilhos

    Procurei-te pelas estações do ano
    Fui aos encontros do rio com o mar
    Tu simplesmente tinhas evaporado
    Como num passe de mágica sumido

    Se for anjo teria voltado ao paraíso?!
    Sendo demônio, apenas ledo engano
    E vivo nesse drama, no maior dilema
    Levaste minha alma e fiquei tão triste

    Já não sinto o prazer que me contagia
    Mataste meu sorriso e a minha alegria
    E fiquei sem chão quando tu partiste
    Nem sei mais por que tu me deixaste

    Agora vou à procura de outros braços
    Não suporto e sufoco querendo a magia
    De alguém que restaure minha sintonia
    Pois eu necessito refazer os meus laços...

    Antes que morra no abandono e de cansaço
    Sei que hei de amar alguém que me queira
    Não saia mundo afora por qualquer besteira
    Mereço ser feliz ao lado de uma boa pessoa
    Para viver um grande amor pela vida inteira!

     

    Dueto: Lourdes Ramos e Hildebrando Menezes

  • 27_03_2009_16_19_41.jpg

     

    ALMAS GÊMEAS

     

    A minha alma é gêmea da sua
    Uma melodiosa partitura da tua
    Meu coração é irmão do seu
    Balança no mesmo ritmo do teu

    Nós somos feitos de sol e de lua
    Sintonizados como chuva e nuvem
    Nosso contato é coisa abstrata
    Mas... Longe de ser algo biruta

    Nossa ausência prolongada mata
    Silêncio parece que nos maltrata
    Não quero seu corpo, amo sua essência
    Não sabes quanto faz bem tua presença

    Quero as carícias que traz em sua voz
    Pelas delícias como o vôo do albatroz
    E se nos tocarmos persistiremos puros
    Somos ungidos pelos deuses do Olímpio

    Seremos maduros mesmo estando a sós
    Na real maturidade que habita em nós
    Somos como irmãos de corpo e de mente
    Espírito e alma limpa... Sempre presentes!

    Somos duas asas de um mesmo querubim
    Anjos celestes com perfume de jasmim
    Somos como os frutos da mesma semente
    Colhidos nas safras das colheitas do Oriente

    Mas pode acontecer dos riscos da paixão
    Quando se vive intensamente a emoção
    Quando o amor vier, não haverá saída
    Nem escape para a chegada ou partida

    Temos almas gêmeas, anjos de outra vida
    E é por isso que te amo tanto assim querida

     

    Dueto: Lourdes Ramos e Hildebrando Menezes

  •  

    22_04_2009_21_04_43.jpg

    ALÔ, DOÇURA!

     

    É meigo ouvir a sua voz
    Sedutora e suave entonação
    Ao me dizer que eu sou doce
    Abre-me a alma e o coração

    Parece que me derreto
    Aqui por dentro do peito
    Sentindo como se fosse
    Tomado de amor perfeito

    Mas toda essa doçura
    Tremenda sensual loucura
    Está mais em seu olhar
    Tonteia as pernas no andar

    Que minha boca procura
    Com a maior das ternuras
    Com vontade de te beijar
    Lábios e línguas a bailar

    Agora você me abraça
    Mão na cintura enlaça
    Buscando todo esse mel
    Se eu ocultar o meu fel

    Parece que me devassa
    Embriaga mais que cachaça
    Com o seu fogo me abrasa
    Vontade de gritar na praça

    Eu viajo em seus desejos
    Tudo aspiro e bem almejo
    Sinto o gosto de seus beijos
    Como encanto de um solfejo

    Derramando as nossas taças
    Com um brinde pelas graças
    Da empatia, magia e sinergia
    De saber que há muita sintonia

    Voamos na fantasia da poesia
    Planando e ouvindo a melodia
    De plumas e paetês em folia
    Parece até que temos asas!

     

    Dueto: Lourdes Ramos e Hildebrando Menezes

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    SORRISO MOLHADO

    O que eu mais gosto quando chove
    Além dos pingos batendo no telhado
    É poder olhar seu sorriso molhado
    Não posso esconder fico arrepiado

    De braços dados com meu sorriso
    Até parece que se abre o paraíso
    Caminhando sob a maior chuvarada
    De pés descalços passeando na relva

    Ensopada chutando as poças d’água
    Doida, pendurada, abraçada e divertida
    Depois ficar escondida atrás do poste
    Soltando uma gargalhada estridente

    Sorriso encharcado de pinto molhado
    Respingando, soltando água pra todo lado
    E você ao me olhar com aquele brilho
    De menino moleque que adora improviso

    E eu fico brincando com o seu sorriso
    Alegre, feliz da vida com tanto riso
    E digo troçando quando a chuva passa
    Ah! Vamos juntos namorar na praça?

    Vá sem medo... Não venha fazer pirraça
    Que tal deixar tudo limpo e cheio de graça
    O dia foi tão lindo... Não quero ir pra casa
    Segure minhas mãos e sinta o meu coração.

     

    Dueto: Lourdes Ramos e Hildebrando Menezes

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