Vingança macabra

 

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Em uma noite mal dormida saiu a caminhar por entre as ruas e avenidas,
Era inverno, e por ser véspera de feriado,não havia ninguém por onde ele andava.
Entrou num bar qualquer para comprar cigarro, quando saiu alguém solicitou um fósforo e quando ele o entregou percebeu que era uma linda e charmosa mulher que tinha uma voz suavemente aveludada e que também encontrava-se sozinha.Saulo logo pensou que seria uma boa chance para passar o feriado em boa companhia, então,começou a puxar assunto com a desconhecida.
- Você mora por aqui?
- Sim, moro logo ali no outro quarteirão, disse ela acendendo seu cigarro.
-E não tem medo de andar sozinha por essas ruas de madrugada?
-Não, assim como você estava a procura de cigarros, mas agora que estou em sua companhia espero que me de uma carona de volta pra casa, disse ela com um leve sorriso no rosto.
Saulo se sentiu esperançoso e juntos começaram a caminhar. Ele pergunta.
-Como é seu nome?
-Iasmin e o seu?
-Saulo, você tem um bonito nome, é casada?
-Obrigada, sou viúva há quase três anos e hoje faríamos aniversário de casamento.
-Poxa, que pena, e ele faleceu de que?
-Acidente de automóvel, vínhamos de São Paulo com nossa filha quando um caminhão entrou na contramão e nos atingiu em cheio!
-Nossa que terrível!
-Terrível mesmo, nossa filha também não resistiu e faleceu a caminho do hospital.
-Que triste, e você conseguiu sobreviver a um acidente desse então é muito forte!
-Sobrevivi, mas,a minha outra metade foi junto com eles.
Emudeceram e seguiram andando de mãos dadas até a sua casa.
Saulo percebeu que ao chegarem ao portão, Iasmin ficou meio tensa e sua mão ficou fria , ele a segurou com mais força.
Assim que eles pararam faltou energia e Saulo não conseguia entender porque sua companheira na escuridão ficava tão branca quase que florescente, e como se um relâmpago passasse sobre sua mente veio a imagem sua no caminhão do seu pai, voltando da festa de madrugada com um amigo dormindo ao lado e ele no volante, ambos tinham bebido bastante, corria na estrada molhada e nebulosa quando de repente um carro apareceu bem na sua frente , Saulo tenta se desviar jogando o caminhão para o outro lado e não consegue ver pra onde foi parar o outro veiculo.
Mesmo assustado ele pensou que nada tivesse acontecido com o carro, pois não viu nem ouviu barulho nenhum por isso deu a ré e voltou pra estrada, mas agora dirigia com mais cautela e também mais devagar.
Ele não entendeu porque lembrou-se disso naquele momento nem porque Iasmin estava tão quieta ao seu lado.
Ele entrou junto com ela em sua casa e sentiu um forte cheiro de mofo ao adentrar, mas estava escuro não tinha como saber como era o aposento. Iasmin disse que ia pegar seu celular para iluminar o ambiente, já que Saulo havia esquecido o dele, mas voltou dizendo que o dela estava sem bateria, teriam que conversar no escuro. Apesar do desconforto que nos da conversar no escuro a falta de energia foi propicia para que ambos se aproximassem mais rápido e que o clima de romance logo os envolvessem e ambos mergulhassem no delírio da paixão.Subiram para o quarto dela quase que automaticamente, e totalmente despido de pudores ou de roupas se entregaram a volúpia do prazer sexual.Passaram a noite inteira nessa entrega até adormecerem.
Saulo acordou com um gosto horrível na boca e se sentindo totalmente preso, como se não tivesse espaço para se mexer nem se levantar, então, como um flash em sua mente ele vê novamente aquela cena do caminhão so que dessa vez mostrava o destino do outro automóvel, ele caíra em um precipício e todos os passageiros morreram na queda, entre eles estava Iasmin, morta com os olhos aberto e nos meios das ferragens. Ele deu um grito ao ver aquilo e de repente uma luz iluminou o local, era um celular que estava em cima do seu peito, ele não entendeu quando viu que estava numa cama toda fechada como se fosse um caixote, virou para ver Iasmin, que estava ao lado dele de costa , quando ele a virou, percebeu que eram apenas os restos mortais de sua doce companheira. Seu desespero foi tão imenso quanto seu grito, mas ninguém ouviu. Saulo havia sido enterrado vivo, estava junto com aquela de quem ele tirou a vida e de toda a sua família

Imagenm cedida pelo google imagens

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