Metáfora

Metáfora

 

Hoje, meus pensamentos são agredidos

Por ilhas povoadas de mitos usuais

Isolamento total dos tempos já vividos

Com tudo o que possa ser insanidade.

Só o mar e os seus cetros tão reais

Me fustigam a alma com a verdade…

Sendo filho dos que andavam perdidos

Sinto os meus braços tão pesarosos

Que não podem afugentar a realidade

E prostram-se como santos piedosos.

Aqui…no hoje que me sustenta em paz

Sou um filamento do próprio vento…

A recordação de outro bem mais capaz.

Sou a esfinge do tão desejado talento

E o que ele deixou…segrego de mim

Fazendo correr artes mágicas ao redor…

Das escarpas destas ilhas sem fim.

Hoje amo e não conheço nada melhor

Hoje ainda persigo o mesmo animal

Que ontem chorava seus dissabores.

O Neptuno das ondas sabendo a sal…

O homem que se veste de tantas cores

E assim encarna o que foi nestas ilhas

Um criador que a loucura não beliscou.

Ele humano é pai de duas lindas filhas

Aquele que de si próprio nunca duvidou

E eu que ainda há pouco queria ser

O que sou sem me vestir de fantasias

Hoje…abraço o mundo e quero viver

Como poeta…o resto dos nossos dias.

 

F. Corte Real

Portugal

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