Noite...

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Noite...

Noite nevoenta e sombria...

Como as sombras vivendo n’alma

há uma sombra na escuridão,

sem a luz de uma palavra

a luminosidade de um só gesto.

No calor de u’a mão

um toque simples, sem malícia

símbolo de entendimento

um consolo, uma carícia...

Não importa todo o resto.

Uma ideia, um pensamento

que fosse luz de poesia

uma semente de amor.

Um sorriso que fosse franco

enchendo de luz e cor

esse mundo preto e branco.

Noite sombria e nevoenta...

Um coração que se arrebenta

uma sombra que se espanta

uma voz que chora e canta

lendo a letra no coração.

Sou eu, a sombra maldita

que a luz repele e evita,

o transeunte na escuridão...

Franca, 2003, Novembro, 28

José Carlos Rodrigues

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Respostas

  • BRONZE BABPEAPAZ

    As noites nevoentas são realmente nostálgicas,

    Se deixarmos acontecer as depressões se apossam ,pois não é nada fácil conviver com este silencio ,escuridão e solidão.

    Parabéns poeta pelo belo e sensivel poema

  • Embora confessional, intimista, este poema faculta a visão universal da solidão... Belíssimo ! Parabéns !

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    UAUUUUUUUUUUUUUU!!

    Os poetas estão dando show!

    Parabéns. 

    Vou continuar a leitura. 

    Bjsssss

  • PRATA BABPEAPAZ

    Belo poema que externa um sentimento de amargura, pelo poeta, comparado-se à noite sombria e sem luz.

     

    beijossssssss

     

  • 3543030368?profile=originalRespondendo Kamikaze

    Desencontro...

    Eu a vi quando explodia

    ofuscada na contraluz

    quando direto se dirigia

    para o mágico foco de luz.

    Eu te esperava...

    E recolhi em minha mão

     os restos da mariposa

    ardente e toda em chamas

    as mesmas chamas que tentei

    despertar em teu coração.

    Mas a angústia da espera

    em tão sombria atmosfera

    só trouxe desesperança

    nem um pouco de confiança

    de que algum dia tu virias.

    Apenas um réquiem triste

    que pensei até que ouvias

    sucedeu àquele impacto

    e ainda assim deixou intacto

    meu amor que nunca viste.

    Eu te procurava...

    E não obstante o desespero

    em busca de teu doce cheiro

    eu fechei a minha mão

    com os restos da borboleta

    que chegou ao invés de ti...

    E em passos de ampulheta

    eu finalmente me retirei

    porque tarde me apercebi

    que não existe sina nem sorte

    apenas a presença da morte

    é verdade líquida e certa,

    e no silêncio da noite incerta

    me apoderei daquelas cinzas.

    Porque te amava...

    Franca, 2.005, Julho, 01.

    José Carlos Rodrigues

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Profundo sentimento de dor arrebata teus versos sensíveis.

    Bravossss   poeta.

    Bjssss

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    BELÍSSIMOS POEMAS, PARABÉNS AOS GRANDES POETAS, BJS MIL.

  • Acho que ...

    Ser poeta é o bicho...

    © Soaroir 28/10/07 13:54



    the_poet.jpg

    imagem: Net

    i
    Poeta é um ser contente
    Ainda que viciado na dor
    Passa a vida sofrendo
    Dizendo ser por amor
    ii
    Ser poeta é não ter medo
    Se arriscar a ser ridículo
    Fazer uns versos tolos
    Pensando serem versículos
    iii
    Poeta é ser visionário
    Com a cabeça sempre no ar
    Mantendo os pés no chão
    E amor em todo o lugar
    iv
    Ser poeta é um castigo
    Quase uma maldição
    Precisar ter uma musa
    Pra servir de inspiração
    v
    Ser poeta é ser egoísta
    Só falar de si e da musa
    Dizer tudo que bem pensa
    Sem ter que pedir escusas
    vi
    Ser poeta é ser divino
    Também é ser um capeta
    Sutilmente com argúcia
    Põe a boca na trombeta
    vii
    Poeta é ser pretensioso
    Diz-se artista e profundo
    Jura que sua poesia
    Um dia ainda alcança o mundo
    viii
    Ser poeta é viver pobre
    Só rico de imaginação
    Em terra em que o “larjant” manda
    Não se conta inspiração
    xi
    Ser poeta é ser tudo isso
    Bem mais e muito mais
    Que juntar sentimentos
    Consoantes e vogais.
    Abração, poeta.
  • Corroborando:

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    NOITE BULIDA

    De Soaroir

    11/3/09

    Eu sou aquela sem hora –
    chego quando bem entendo
    sem más intenções nas aflições,
    cavouco onde o solo é mais fino
    e me instalo no que mais estala
    na construção de cada dia,
    taciturna mente noturna
    antecâmara da culpa e da razão
    onde sou hífen de pesadelos e sonhos -
    himen entre reprimidos gozos
    sou grilhões me despartindo toda -
    tudo - pela hora da noite.

    (insônia)

    By Soaroir
    11/3/09
    • 3544196040?profile=original

      Insônia...

      Ser poeta não tem hora,

      não tem noite, não tem dia

      tem olhares, tem pensares

      mas na maioria pesares

      que provém do desconforto

      de não encontrar pouso seguro,

      de nunca ter pausa e porto...

      É ser um arauto do futuro

      pra ser imolado no agora...

      Ser poeta é ser navegante

      em mares  de incompreensão

      ter a magia do instante

      de enorme complexidade,

      porque carrega na mente

      o rebento e a semente

        de tentar escrever o mundo...

      E um raciocínio mais profundo

      diz que não tem cor e nem idade

      entende mentiras, cultua a verdade

      perdido entre sentimento e razão

      sufocando no próprio coração

      a razão dos próprios e alheios males.

      Por entre veredas, serras e vales

       é rei e escravo da própria mente

      do que reflete e do que sente

      refém de seu próprio gozo

      que um futuro nebuloso

          nem sempre ousa confirmar...

      É pirata do próprio mar

      pilhando sentimentos de si mesmo

      espalhando tristeza e alegria a esmo

      sem tempo pra descansar...

      E quando enfim se recolhe

      não tem opção e não escolhe

      o que está por chegar e para vir...

      Pega enfim de uma pena,

      pra tornar  a alma serena

         e finalmente poder dormir...

      Franca, 2011, Março, 17

      José Carlos Rodrigues

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