Depressão

depression 3 

DEPRESSÃO

 

Arrasto-me nas vertigens da visão em ruas  esburacadas

Os milhares  buracos são depressões do asfalto hesitante

Neles refletem ânsias, medos , conflitos, cruas  enrascadas

Viajando nos buracos depressos é mais estanque distante

 

Tristeza não é assim, é até amiga, nos faz mais refletir

O ser triste existe, fundo nos buracos, a chance de revirar

Rancor de ninguém é nada e de alguém é nada a surtir

O ser rancoroso, é o próprio Rancor, se não se perdoar

 

Volto à casa pelas mãos de uma princesa enfermeira

Ao quarto escuro, porta e janela enclausura meu ser

Na cama a hibernar por dias de remédios em fileira

 

Oh! Depressão, que fim, visita-me sem formal convite

Ouço sons de fala...depressão é doença...se cuida

Oh! Colchão sem tesão, quero luz de vida, um alvitre

 

FIM

 

Antonio Domingos Ferreira Filho

31 de agosto de 2015

 

 

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Respostas

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    "Oh! Depressão, que fim, visita-me sem formal convite"

    É assim mesmo, essa visita intrometida e indesejada,

    que destrói a alma aos poucos...

    Belo poema!

    Beijosssssss

    3544082359?profile=original

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    A eloquência de tuas linhas, até me provocou um desconforto!

    Triste mente a vagar pela vida, assim.

    Excelente criação, querido Antonio.

    Parabéns.

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