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Espaço reservado às publicações em Verso e Prosa condizentes ao tema DEPRESSÃO, sob os seus diversos enfoques. Mera tristeza é fato da vida, não depressão. Objetivo do grupo: eliminar tabus, ao trazer à baila temas relevantes na contemporaneidade.

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Poeta suicida

Às saudades... todas as saudades...



Poeta suicida

Há dias aos quais sonho a vida
de forma tão insana,
que desgrudo meu olhar de mim
e afloro primavera queimada.
Hastes secas,
pétalas ressequidas
ao sol do meio dia
- enxerto mal feito -

Há dias aos quais morro em vida
e de forma incontida
revelo a insolência tola
do peito atrevido.
Exibo ao mundo
uma indecorosa felicidade,
que chora escondida

e se amofina à cópula dos ratos.

Há dias aos quais fantasio sexo
através das rendas
e veludos vermelhos
enfurnados na lembrança.
Cubro-me de lingeries
negra, verde, azul, branca...
e colorida de ilusões
enluto-me na saudade.


Há dias aos quais me acavalo
na cauda dos arco-íris
e sumo no vento, pelo Infinito,
a sugar o sexo dos anjos.
Embebedo-me consciente
ao sabor agridoce... gota a gota...
empanturrando-me de vertigem,
até vomitar Eras no paraíso das estrelas.

Nesses dias, aos quais sou humana,
h u m a n a m e n t e monstro de mim,
é preciso estourar os tímpanos
com a granada da Esperança.
Emparedo-me viva – como vampira,
nos poros sanguinolentos da própria pele
e por apodrentar em perfume,
suicida viva, despetalo.

Ao então, quando a escuridão desaba
e o Universo se arrasta aos meus pés
a bolinar-me morta, os meus Eus imortais
arreganham-se em orgasmos múltiplos.
Nessa ménage indescritível
arrombo o sarcófago da inércia
e renasço falena... meio fada... meio bruxa...
borboleta noturna... meio fêmea... meio poeta...





************** *********************
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 30 de março de 2010 – 16h45
Fundo musical: Charles Aznavour. Mourir d'aimer ♥Charles Aznavour. Mourir d'aimer♥

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Comentários

  • Silvia, obrigada pelo convite. Cá estou a participar do grupo. Sempre uma satisfação, interagir com essa familia. Adorei o convite.Bjs! 

    Depressão

    Chega silenciosa

    É Invasora e pretensiosa.

    Parece conhecer

    Os mais íntimos segredos

    Do ser fragilizado.

     

    Comanda o sentimento,

    Queda  as forças,

    Deixa  a’ lma amarguada.

    É sinistra e severa.

    É a pior das condenações!

     

    Depressão é possível...

    Querer superar é imprescindível.

     

    dinapoetisadapaz

  • Poetisa

    Lamento é...
    Fatima Mello[fofinha]

    É o vai e vem do berço
    Embalado por mãos exaustas
    Da tríplice jornada de uma mãe

    O andar trôpego
    Do andarilho de lata em lata
    Em busca de algum resto de alimento

    O suspiro doído
    Dos doentes nos saguões
    Dos hospitais em busca de atendimento

    O tremor dos mendigos
    Nas noites gélidas do inverno
    Embaixo de uma marquise qualquer

    Dos passos cansados
    De um pai a todo lado
    Na busca incessante por um emprego

    Lamento...
    Eu sinto no peito
    Em ver meu povo dia após dia
    Em busca do pão, da casa; do emprego

  • Não leve tudo que direi ao pé da letra. É que hoje completo 65 anos.

    Nasci pequena, cresci  desacostumada a grandes aplicações;  em seguida investi  tudo no mercado de capital aberto; os índices das ações flutuaram... hoje vivo dos dividendos distribuidos , em cada exercicio social.

     

     

    Bolsa de valores

    © Soaroir Maria de Campos - 16/10/07  15:52

    P/poesia on-line do RL "O que perdemos por orgulho"


    No leilão da vida pus preço Nas ações de meu orgulho Apregoado na bolsa da razão Vieram os lucros e dividendos. Ao final do pregão, arremates Entre as perdas e os danos Na dação em pagamento Comutei meu patrimônio. Não invisto mais em orgulho Seu destino é a insolvência Fico com o líquido e certo Sem encargos, a modéstia.

    Soaroir
    Enviado por Soaroir em 16/10/2007

  • Muito bom BABPEAPAZ

    Que belo poema querida poeta Benedita! Adorei! Beijossssssssss

  • Depressão, por quê?

     

    Minha linda amiga,
    saia ao pátio e veja
    o horizonte azul.

    O marulhar das águas
    a bater nas pedras,
    o vôo da gaivota
    a voltar ao ninho.

    Veja minha linda!
    O vento a soprar
    e a brisa suave
    a brincar com
    teus cabelos.

    Veja o sol que
    brilha solitário,
    mas nunca deixa
    de levantar-se
    com a aurora,
    para embelezar
    e aquecer os
    corações aflitos!

    Seu calor é vida
    a transbordar!
    Quer apareça
    ou não, segue
    o seu caminho,
    a sua eterna rota
    lá no infinito e
    jamais desistirá.

    Busque o calor
     do sol a pino,
    deixe queimar
    este desalento
    e vá em frente,
    mesmo sem saber
    onde vai parar,
    nunca desista!

    És  mulher
    moderna e tens
    tanta beleza,
    que podes rir
    ou chorar
    e ainda assim,
    serás bela flor
    cheia de nectar
    a oferecer amor.

    Minha amiga oculta,
    oculta esta tristeza!
    Ame-se! Esqueça
    esta agonia e
    busque sua
    paz interior!

    Praia do Anil, 09 / 05 / 2007
    Benedita Azevedo

     

     

     


     

  • Resgate

    Quando te procuro em
    suas noites mal-dormidas,
    sou tua fada,teu fado,teu sonho.
    Olhar velado,sorriso enigmático
    teu destino ,que se despe
    cercada de luz........
    Singrando noites,navego tua
    alma,cantando canções de
    ninar,entorpecendo o tempo,
    adormecendo horas.
    Venho te resgatar ao luar
    sugando tua alma com
    meus ábios nos teus,
    soprando ao vento,te
    seguindo suavemente ,
    na brisa transparente........
    Ao tocar minha pele
    translúcida,ouvirás o
    silêncio acariciando
    o rosto do mundo,
    Dormirás......

    M_P
  •                                  Pesadelos

     

    Repouso nas noites mal-dormidas,

    Agitado por pesadelos angustiantes.

    Deliro em sonhos enlouquecidos

    Mergulhado nesse espaço vazio,

    Castigado pelo vento frio

    Duma brisa gélida cortante.

    Desperto feito sonâmbulo

    O corpo exsudado e trêmulo.

    Prostrado na solidão vivida

    Soçobrado por murmúrios sibilantes.

    Vivo do passado longínquo,

    Refúgio das tristezas incessantes.

    Ora atormentado pela insônia

    O corpo fatigado e pungente.

    Prisioneiro do labirinto da vida,

    Banhado por lágrimas infrenes.

    Afago os cabelos em desalinhos

    Escovado por mãos suaves, ausentes.

    Nos delírios dos espasmos sofridos

    Durmo sobre seios inexistentes.

    Sonho, às vezes, contigo

    Acordo sempre na saudade.

                             ***

     

  •                                                 Nada

     

    Nada é uma palavra

    Que dentro de mim exprime:

    As noites sem as estrelas,

    Os mares sem as ondas,

    Os campos sem as flores,

    As rosas sem perfumes,

    As fontes sem as águas,

    As luzes sem o brilho,

    O sol sem o calor,

    Uma vida sem sentido...

    A tristeza que me alegra,

    A solidão que me acompanha,

    O vazio que me enche,

    A fuga que me prende,

    Sentimentos desconcertantes...

    É o desespero que me consola,

    É um desabafo mudo,

    É um apelo sem resposta,

    São as lágrimas que já não rolam,

    É um pranto sem soluço.

    É a coragem que me prostra,

    É a esperança morta...

    Nada é a vida sem você.

    Nada é tudo que me resta.

                                               ***

     

  • DEPRESSÃO

    MOR

    Uma doença triste
    Que a ciência não cura.
    A tudo ela resiste
    Até chega a loucura.

    Ou seria imaginação
    De mesmo estar doente.
    Com dor da emoção
    De tudo que logo sente.

    Depressão no organismo
    Daquela pessoa indolente.
    Seria um pragmatismo
    Ao deixa-la já doente.

    Logo darei a receita
    Renovadora do organismo.
    Chá de uma fruta perfeita
    Devolvedora do otimismo.

    São José/SC, 4 de outubro de 2010.
    www.poetasadvogados.com.br
    www.mario.poetasadvogados.com.br
    mosnyoiram@gmail.com
  • No desatino de um amor
    Logo chega a depressão.
    Como curar logo esta dor
    Que causa grande emoção.
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