DIAMANTE BABPEAPAZ

Não foram escritos por FERNANDO PESSOA

Abaixo, trechos de alguns textos que correm a Internet como se fossem de Fernando Pessoa:


-"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhámos... (Autoria desconhecida)


"Deus costuma usar a solidão para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raiva, para que possamos compreender o infinito valor da paz. ... (Autor: Paulo Coelho)

"Existe no silêncio tão profunda sabedoria que às vezes ele se transforma na mais perfeita resposta. (carece de fontes)

"Os ventos, que as vezes tiram algo que amamos... Não é de Fernando Pessoa, nem tampouco de Bob Marley, vide: FROZEN VALLEY (composição: Rafael Wissmann Monteiro - banda "Silent Heart")

"Paro às vezes à beira de mim próprio e pergunto-me se sou um doido ou um mistério muito misterioso." (sem referências bibliográficas)

"Ser Feliz e/ou Palco da Vida (Autor: Augusto Cury, no livro: Dez Leis para Ser Feliz) O final apresenta a seguinte frase, que também não é de Fernando Pessoa: "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

No poema "Recomeçar/ou Faxina na Alma"

Não importa onde você parou
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e
necessário "Recomeçar"...de Paulo Roberto Gaefke, um repassador adicionou ao final a frase "Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura" da poesia "A minha Aldeia", de Fernando Pessoa, sob o heterónimo de Alberto Caeiro.


O maior escândalo em Portugal surgiu com a publicação do texto “A Coragem de Pessoa”, que não passou despercebido e suscitou veementes indignações.

Escreve Laurinda Alves *: “Deixo aqui o texto inspirador de Fernando Pessoa que foi lido em voz alta neste fim de tarde inesquecível.

[* Laurinda Alves, jornalista, autora e apresentadora de programas de televisão, criou a revista XIS.
Repórter na RTP, foi distinguida com o Prémio do Clube dos Jornalistas pelo seu trabalho de investigação sobre a morte do general Humberto Delgado. Directora da revista Pais &Filhos, colaboradora da TSF e, depois, da Rádio Renascença foi, também, colunista no Independente e, mais tarde, no jornal Público, onde actualmente assina uma página semanal.

Publicou os livros, XIS Ideias Para Pensar, Um Dia Atrás do Outro e Ideias XIS. Atitude XIS , uma recolha os editoriais escritos na revista XIS, nos últimos dois anos.
Em 2000 Laurinda Alves foi distinguida com o grau de Comendador da Ordem do Mérito pelo debate e defesa das questões educativas.]


Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…”


A Casa Fernando Pessoa, foi contactada e a resposta foi a seguinte

“O poema em questão não é de Fernando Pessoa, coisa que poderia ser garantida à primeira leitura (pelo tema, pela escrita, pela ortografia). Na Internet como em papel impresso, circulam vários «poemas apócrifos» assinados por Fernando Pessoa; muitas vezes, os seus autores pretendem garantir algum reconhecimento anónimo através da utilização do nome do poeta – são, geralmente, textos de má qualidade e que, infelizmente, se multiplicam todos os dias. Qualquer «leitor mediano» da obra de Pessoa ou dos seus heterónimos se dá conta da mistificação e da falsificação. Fernando Pessoa não diz semelhantes patetices”, esclareceu Francisco José Viegas, escritor e director da Casa Fernando Pessoa.

Aconselha-se consultar fontes fidedignas:

Casa Fernando Pessoa
Multipessoa - Instituto de Estudos de Modernismo
Arquivo Pessoa - Instituto de Estudos de Modernismo
Instituto de Estudos de Modernismo - FCSH - UNL
Um Fernando Pessoa - Um site sobre a vida e obra de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa - Vidas Lusófonas
Pessoa revisitado
Poesia falada de Fernando Pessoa (Ode a pessoa)
Obra de Fernando Pessoa disponível para acesso gratuito em www.dominiopublico.com
Obra de Pessoa disponível na internet
Obra Completa em ordem alfabétcia - Jornal de Poesia

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Respostas

  • Não nos custa nada firmar "como disse": - E fechar a citação entre aspas ("...") ; assim o fazem inúmeros bons escritores. 

    Meu amigo Rubem Alves usava demais as citações de seus "ídolos" - não há um livro de Rubem que não os tenha citados.

    Bons oradores e palestrantes se não houver citação de importantes pensadores e passagens de elevada literatura, será uma palestra pobre. "Sempre como disse..." ou citando-os nominá-los ao fim. Mesmo nas paráfrases: parafraseando (tal autor..). Minha experiência com autor desconhecido foi negativa à medida que tive uma frase minha citada como autor desconhecido. Quem sentir apenas isso avalia o que outros, ou responsáveis pelo espólio cultural sentirão.

    • Meu querido amigo e mestre de ofício Marcial.

      "Questo é vero" como diria um italiano. Lógico que Salaverry está dizendo das aspas - ("...") mas atento ao que eu disse: citando antes ou depois quem a disse. Como disse meu amigo Salaverry: "Sempre que vou usar uma citação, primeiro procuro o autor (...)". Claro que é não só antiético como delito previsto nas Leis de Proteção aos Direitos Autorais - colocadas entre aspas, em negrito ou em itálica, não importa é delito, se não for colocado o devido crédito. Ressalte-se aqui o bom senso quando empregarmos: textos, frases, períodos da prosa; poesias, versos, excertos de poemas musicais etc. de domínio público.

      Particularmente não vejo graça nenhuma no sujeito usar de excertos de outro autor sem nomeá-lo como se fosse um médium psicografando - Fernando Pessoa e seus plurais cognomes no caso em questão.

      Como te admiro Marcial Salaverry em sua prolificidade e qualidade de textos onde leciona todos os gêneros com propriedade, passo a agradecer-te em me acurar cada vez mais os conhecimentos de diferentes idiomas, dos quais gosto - inclusos o francês e o espanhol - além de nossa rica e mater língua.

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