Lábios nos lábios

Lábios nos lábios

E eu pergunto à lua
Se ai, na tua rua
ainda é possível amar?
Responda-me com clareza

Eu quero que me diga com certeza...
Porque eu vejo assim, nós dois
Na mesma rua lado a lado...
E tão calados que é impossível sonhar.

E contigo acho que vale arriscar
Não me deixe a ficar por um triz
E eu queria ser a tua raiz
O teu verniz

O teu mel... O teu fel
Nós dois temos passado, presente e futuro...
Sinto que o amor é puro
Aposto nisso no escuro...

Apocalipse de horas nuas
Boca escarlate a dizer-te indecências
Minha pele a ficar carente
Perco toda a inocência

Soprando o hálito quente
Na curva da tua orelha
Assopro e te arrepio
Estremecidos na base do epicentro

Nosso corpo reclama o encontro
Tuas entranhas umedecidas
Queria olhar e esmiuçar o mundo
No rastro do teu olhar curioso

Vou ao encalço profundo
Perseguir os teus passos
Seguir as pistas impressões do fim do mundo
Em grande angular

E então dançar
Corpos colados e apaixonados
Respiração apurada
Sintonia no corpo e na alma

Ao som de blues deixar a minha mão
Amoldar-se ao teu pescoço
E os meus lábios morrem nos teus lábios... Enfim!

Luciah Lopez & Hildebrando Menezes

 

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