DIAMANTE BABPEAPAZ

Tão verde que senti ciúmes
Mouro H.C.
Rio de Janeiro, 5 de outubro de 2007

Te conheci
de repente mulher
num momento qualquer
num domingo vadio.
Invadi e invadiste
meu corpo
sem pedir licença.
Te conheci
de repente voz
num canto qualquer.
Te registrei
tão verde que senti ciúmes
da poesia e da natureza.
TE ENCONTREI MADURA.

Guardei-me virgem
Sílvia Mota
Cabo Frio, 12 de outubro de 2007, 15h26

Não sintas ciúmes
do meu passado
hoje confessado
em meus poemas.
Meu corpo foi deflorado
e minha beleza renegada;
meu sonho, por vezes, aviltado,
e desvestida minha tristeza
mais profunda...
Por tal razão,
se aceitares este triunfo,
incumbo-te a ti
desvirginar a exuberância
da minha alegria
e da minha vaidade.
Entrego-te a ti desvendar
meus secretos enigmas de mulher.
Ofereço-te patentear
pela eternidade
o amor sublime da fêmea
e a paixão da fera no cio
ocultados na inocência
da minh’alma.

Não te iludas,
nem sofras,
pelas minhas palavras
escritas no passado.
Essas palavras
- nada mais nada menos -
eram procuras por ti.

Não te iludas,
nem sofras,
pela força da natureza
que me tornou assim madura,
pois o verde dos meus verdes olhos
- tu o recriaste -
será sempre teu. Ilustração: Foto dos meus olhos, 2007

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