DIAMANTE BABPEAPAZ

Insatisfação

 

Insatisfação

 

Todos os dias ao vermos crianças singelas, pelos parques, pelas vias, não sabemos o peso, a dor que consigo carregam.

Desde tenra infância estes pequeninos não podem se entregar aos folguedos, subtraídos que são à liberdade de escolha.

Não se fazem brincadeiras opcionais, mas sim contratuais sevícias infantis, tão comuns, tão vulgares, que vicejam em lares, onde a esperança e a boa moral não alcançam.

Nada festejam ao voltar para casa, onde são pacientes de algum doente, que lhes constrange às servidões .

Severamente punidos estes nossos irmãos pequeninos e inocentes, pobres crianças onde a responsabilidade crucial se inicia em anos tão tenros, onde deveriam estar desenvolvendo a alegria, as aptidões e as carícias.

Estes exércitos maltratados pertencem a uma sociedade oculta onde não há reuniões.

São punidos com castigos que lhes impingem, caso contrariem a lei que vige que é o calar.

Todo o menor subjugado a estes infames atos, perde o viço e a doçura, como também a confiança, pois onde deveria vicejar a aliança, a graça e o auxílio, encontram somente o pranto em algum canto da casa para a tristeza exalar.

Muitos ainda são surpreendidos e chamados de culpados, dizendo que são a maldição, que não são parentes e que foram os provocadores, os causadores da situação.

E isto é tão comum que muitos até pensam que é normal assim se portar, assim ocultar o que lhes transpassa o coração.

As crianças contentes deveriam ser o modelo de uma sociedade onde vige a paz e reina a fraternidade.

Mais estima, mais respeito, mais alegria é tudo que se necessita para uma vida de encantos desfrutar.

Laís Muller

Brasil

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