Vozes do Vento (PROSA ANT E IMAG 84)

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Vozes do Vento
Ouça as vozes do vento e perceba o centro do tornado na derradeira loucura lasciva de muitas prisões e densos turbilhões, milhões de espigas com espinhos, nos grilhões dos descampados desamparados de pardo gramado de dióxido de carbono, um espantalho de madeiras com asma crônica nada mais afugenta e se contenta em ser uma relíquia, se relíquia há de ter valor em algum Museu, está aí,uma débil esperança, os Museus.

...fecha os ouvidos para o Planeta, esquisito e perturbado e em posição de sentido,corpo ereto e atento de orelhas vermelhas envergonhadas costadas,coladas a porta em busca de um ruído de verdade, um ranger de dobradiças enferrujadas, corroídas pela erosão de chuvas e ventanias, de frio e sol escaldante que finda vidas frágeis.Os corpos dilatam "AS ALMAS DILETANTES OS CORAÇÕES DELETAM"

...rosto flexível,modelo Total-FLEX "Todos SÃO mais UM" nas rugas que escorrem na dinâmica da lei da gravidade e outras leis próprias.Cabeças luas cheias o mar se alevanta e trás os ventos raivosos, se agiganta nas fragilidades das areias praianas ou rochosas.
Loucura implacável ver toneladas de ferro transformar-se em algodão doce aos céus, amarga a terra, quando os pés pisam em falsos terrenos confortáveis, firme de ilusões, areia movediça, os cadafalsos da vida.


O Bebê El Nino chora longos berros ainda que beba nas mamas quentes e úmidas do Pacífico, rompe o tolo discernimento de mentes humanas e espraia sopros pulmonares de Super Herói até ás Monções Asiáticas.

"O ineditismo é Moda da Meteorologia,picardia, quem está seguro em lugares de certezas do dia "

Simbologia cruel, uma menção as SIGLAS confusas indecifráveis.

E.N.M (EVOLUÇÃO NATURAL MODIFICADA) perversas intuições a tecer sobrevidas desnaturadas, descoloridas , sem afeto é a qualquer preço esquecem a regra de três onde o Y é uma variável.

Soma e multiplica a ausência da compaixão com louvor. Diminuição de seus dedos cheios de anéis, nostalgia e autofagia. Na inexatidão de uma divisão, o resto tem valores subavaliados, o resto, o resto é próximo, é presto desejável e reciclável na voz da consciência.

"Os transtornos ambientais não escutam, analfabetos emitem sons sibilantes "

Ouça as vozes das brisas primaveris , têm muitos odores,lições,orações e moção à ingenuidade do matuto,que sabe se vai chover chuva de temporal e que se emita a licença de plantar o feijão.

Consumidos por este furacão pede-se que se feche o Caixão da Arbitrariedade, modelados com papelão incomum da notoriedade na espera silenciosa suprassumo dos anseios nas máximas.

"Todos são um " e "Tudo é uno"

fim
Antonio Domingos
25 de oitubro fe 2016

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Respostas

  • BRONZE BABPEAPAZ

    Leitura que se deve repetida para melhor apreender TODO o conteúdo especialmente abrangente, que vai do Vento às Sementes... que se querem livres como o Vento.

    A reler imperiosamente!

    Para já o meu aplauso pelo belíssimo desenvolvimento, com o tal tom sarcástico nas entrelinhas, que surge em teus escritos!! 71.gif tua marca! a meu ver...  rsrs!

    Beijos de poesiaaaa

    Chantal Fournet

    http://img1.picmix.com/output/pic/original/5/6/7/8/5548765_c0140.gif

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Por vezes, as Vozes dos Ventos nos chegam com fúria.

    Ora murmuram, na sinfonia da brisa. E reagem com violência, instigadas pelos temporais.

    Parabéns, querido amigo.

    Excelente.

    Bjsss.

  • BRONZE BABPEAPAZ

    Muito bonito parabens

  • BRONZE BABPEAPAZ

    Boa tarde, amigo Antonio, uma beleza de prosa a sua, com muita sensibilidade e ensinamento. Abraços carinhosos.

    • Estimada amiga Poetisa Regina.Sua leitura é um pilar de sabedoria para mim.Obrigado.
  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Antonio Domingos Ferreira Filho

    Encantada com a grande beleza de tua obra,

    um texto para ler e reler e que concluis de forma admirável!

    Parabéns querido poeta, bjs MIL.

    <><><>

    Ouça as vozes das brisas primaveris, têm muitos odores,lições,orações e moção à ingenuidade do matuto, que sabe se vai chover chuva de temporal e que se emita a licença de plantar o feijão.

    Consumidos por este furacão pede-se que se feche o Caixão da Arbitrariedade, modelados com papelão incomum da notoriedade na espera silenciosa suprassumo dos anseios nas máximas.

    "Todos são um " e "Tudo é uno"

    3543899066?profile=original

    Página de Antonio Domingos Ferreira Filho
    Página de Antonio Domingos Ferreira Filho no Poetas e Escritores do Amor e da Paz
    • Muito grato amiga e Poetisa Maria Iraci por ter colocado a imagem e por tão belos comentários o que me inspira a nunca parar de escrever.Tenho em vossa estimada pessoa uma referência de valores.Obrigado.
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