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 Revela-te, 

ainda que as nuvens de fumo denso, 

que se elevam do teu cigarro 

tornem baça a volumetria do espaço 

e a fragilidade do teu olhar 

se esconda sob a aba negra 

do teu chapéu de l'enfant terrible. 

 

Marca o tempo, 

sincopadamente, 

como se marcasses o tempo da melodia 

que ecoa a partir dos poros da tua pele 

macia e perfumada 

com a diáfana essência 

dos alquimistas sonhadores. 

 

Cria a atmosfera 

e o romance acontecerá! 

Desenha a fisionomia das almas 

e a luz transbordará esdrúxula! 

Define os contornos dos corpos 

e o suor lavará até o mais impudico dos silêncios, 

exibindo o mais cruel dos nus. 

 

Tu és o anjo seráfico 

que caiu duma estrela sem nome 

e morreu num quadro bizarro! 

De que te serve a roupa, 

se não tens corpo? 

Que hino cantarás, 

se não debitas qualquer som? 

 

Vã imagem essa que ousas ser... 

Ninguém te ouvirá reclamar 

ou sequer zurzir a mágoa. 

Porque te queixas? 

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Paulo César * Portugal

Em 02.Março.2017 

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