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 Marie Curie (1867-1934)

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

 

Maria Skodowska Curie (1867-1934), física polonesa, é uma famosa personagem da história da Ciência. Foi a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel.  Destacou-se como pesquisadora numa época em que as universidades não eram domínio propício às mulheres. Com a colaboração do marido Pierre Curie,  "criou" a radioatividade e descobriu os elementos radioativos – tório, polônio e rádio. Somente a partir do seu trabalho, a área dos fenômenos radioativos começou a desenvolver-se.

NASCIMENTO E INFÂNCIA

Maria Salomea Sklodowska nasceu na atual capital da Polônia, Varsóvia, em 7 de novembro de 1867, quando ainda parte do Império Russo. Foi a quinta filha e a caçula de Bronislawa Boguska, pianista cantora e professora, com Wladyslaw Sklodowski, professor de matemática e física. Quando pequena viveu na Polônia e seu apelido era Manya. Na infância destacava-se por sua prodigiosa memória, que lhe proporcionou, aos 16 anos, uma medalha de ouro na escola secundária, em Russian Lycée. 

ESTUDANTE 

Ao desenvolver seus estudos, envolveu-se com uma organização estudantil que almejava transformar a ciência e, por tal motivo, foi-lhe necessário fugir de Varsóvia - então dominada pela Rússia - para Cracóvia, na época parte do Império da Áustria. Em 1881, com a ajuda da irmã, mudou-se para Paris, onde assistiu aulas de Paul Appel, Gabriel Lippmann (que futuramente seria o primeiro a apresentar suas descobertas para a academia de ciências), e Edmond Bouty. Ainda em França conheceu Jean Perrin, Charles Maurain e muitos outros físicos que fariam parte de sua vida. 

CASAMENTO 

Em 25 de julho de 1895 casou-se com Pierre Curie, professor na Faculdade de Física, que contribuiu para seus estudos na descoberta de elementos químicos como o radio, o polônio e a radioatividade. 

Marie Curie (1867 - 1934) Polish -born French physicist in her laboratory with husband Pierre (1859 - 1906),

eminent French chemist. (Photo by Hulton Archive/Getty Images).

MÃE

Marie Curie teve duas filhas. A filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, ano seguinte à morte de Marie. A filha caçula, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem em 1943 ao argumento do filme: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie Curie.

VIDA ACADÊMICA E RECONHECIMENTO

Marie Curie conseguiu que seu marido, Pierre Curie, se tornasse chefe do Laboratório de Física da Sorbonne. Doutorou-se em Ciências em 1903, e após a morte de Pierre Curie em 1906, atropelado por uma pesada carroça, ocupou seu lugar como professora de Física Geral na Faculdade de Ciências. Foi a primeira mulher a ocupar este cargo.

Em 1911 recebeu o Nobel de Química: "[...] em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, com o descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento". Com uma atitude generosa, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica. 

O Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou como sócia, após uma votação ganha por Eduard Branly com diferença de apenas um voto.

Marie Curie foi nomeada Diretriz do Laboratório Curie do Instituto do Radium, da Universidade de Paris, fundado em 1914. Participou da 1ª à 7ª Conferência de Solvay. Foi a primeira pessoa a receber duas vezes o Prêmios Nobel. Linus Pauling repetiu o feito, ganhando o Nobel de Química, em 1954 e o Nobel da Paz em 1962 e tornou-se a única personalidade a ter recebido dois Prémios Nobel não compartilhados. Por outro lado, Marie Curie foi a única pessoa a receber duas vezes o Prêmio Nobel, em áreas científicas. 

Depois da morte do seu marido, Marie teve um relacionamento amoroso com o físico Paul Langevin, que era casado, fato que resultou num escândalo jornalístico com referências xenófobas, devido à sua origem polaca. 

Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que faziam uso de material radioativo sem precauções. Visitou também o Brasil, atraída pela fama das águas radioativas de Lindoia. 

Fundou o Instituto do Rádio, em Paris. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina. 

MORTE 

Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. 

O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioactividade clássica. 

Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local. 

Durante o período da hiperinflação nos anos 90, sua efígie foi impressa nas notas de banco de 20000 zloty da sua Polônia natal. 

Foram realizados dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma minissérie francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991). 

O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra do Casal Curie. 

No dia 7 de novembro de 2011 recebe homenagem na pagina inicial do motor de busca Google por seus 144 anos desde a data do nascimento através de um Doodle comemorativo que ainda se encontra disponível em seu histórico de Doodles. 

REFERÊNCIAS 

BARBOSA, Enio Rodrigo. Espetáculo celebra a química e presta homenagem às mulheres cientistas. Ciencia e Cultura, São Paulo, v. 63, n.1, p. 46, jan. 2011. 

GILBERT, Armando. Origens históricas da física moderna. Lisboa: Fundação Calouste Guilbenkian, 1982. 

PARKER, Steve. Marie Curie e a Radioativiade. São Paulo: Scipione, 1996. 

QUINN, Susan. Marie Curie, uma vida. São Paulo: Scipione, 1997. 

VIDA. UFPel Portal. Disponível em: http://www.ufpel.tche.br/ifm/histfis/vida_c.htm 

WIKIPÉDIA, S.l. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marie_Curie

IMAGENS capturadas no Google.

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