AGUAPÉ

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Minh’alma, aguapé que em mim flutua,
Tem algo dessas cheias pantaneiras,
que deixa os territórios sem fronteiras,
beijando o pé da serra e a terra nua.

Minh’alma é feito enchentes derradeiras
na força que lhe empresta a cheia lua,
rasgando mil espaços, feito a pua,
formando, nos baixios, corredeiras.

Minh’alma fica triste nas vazantes,
E míngua! Fica murcha pelos cantos,
Vazia dessas águas mais audazes.

Nas cheias d’águas tantas, murmurantes,
E d’aguapés flutuando nos recantos
Minh’alma deita flores tons lilases

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