Forum Cultural

 

  Com base nessa minha filosofia particular pergunto: estamos dando certo? Deixamos de passar fome? Nossa alimentação é pura, é natural? Temos segurança pelo fato da miséria ter sido exterminada, e não por se construir mais presídios ou colocar mais força de repressão nas ruas? Paramos de poluir o ar, os rios e os mares, deixamos de destruir as matas por reconhecermos que sem esses fatores não sobreviveremos? Deixamos de ser corruptos e eleger políticos que são nossa imagem e semelhança, para após chorarmos nossas próprias calúnias? Deixamos de sucumbir às armadilhas de um marketing que nos lava o cérebro vinte e quatro horas de nossos preciosos dias, com o intuito de catar cada centavo nosso, nos iludindo de que "tem que ter cada vez mais para ser feliz"? Aprendemos a reconhecer o que é de fato nosso e o que é imposto? Aprendemos a ser nós mesmos, ao invés de termos a cara da maioria cega, sem medo de sermos rejeitados por ela? Pergunto ainda: deixamos de endossar, com nossa atenção, notícias sobre crimes e violências por reconhecermos que tais notícias são mais lucrativas por nossa própria culpa? Compreendemos que são elas um dos fatores que mais causam angústias e que aumentam nosso medo e, que sendo assim, estamos contribuindo cada vez mais para o controle dos "manipuladores de tudo" através desses sentimentos paralisantes? Por que não aumentamos nosso interesse para a propagação da arte e da cultura que nos apontam, com certeza, soluções mais viáveis para um mundo melhor? Enfim, deixamos de ser a "massa assistente", hipnotizada pelas ilusões lançadas em nossas próprias casas, dependentes, carente de paternidade e de verdade? Deixamos de matar? Enfim, deixamos de ser fúteis?

   Além do exposto acima, esses mesmos veículos de comunicação também lançam num bombardeio sem tréguas por todos os lados, determinados padrões de conduta ilusória, fabricados com trilhões de intenções de enriquecimento voltados para nos seduzir, homens e mulheres de todas as idades, a consumirmos cada vez mais aquilo que é imposto e falso no dia a dia comum - falso porque foge a naturalidade da energia da vida como, por exemplo: feminilidade, masculinidade, sensualidade e beleza são padrões energéticos que se refletem no físico, quando equilibrados emocionalmente de dentro para fora fazendo par com atividades sadias e uma alimentação pura e saudável, o que no caso da alimentação se torna cada vez mais difícil pelos conservantes, químicas, hormônios e outras coisas mais que nos obrigam a ingerir. Nada tem haver com a beleza fabricada que nos fazem crer existir através dos truques televisivos, cibernéticos e fotográficos, nem tampouco a felicidade está nas aquisições de carros, geladeiras, condomínios de luxo, roupas de grife, celular de última geração e etc.

   Uma ínfima amostra do que cito acima está nas propagandas de cosméticos e aquisições de coisas que nos gritam: compra, compra e compra! Para ser feliz, para ser belo, para ter poder.

   Quanto à beleza imposta, os modelos contratados para nos seduzir são escolhidos "a dedo" e possuem em média menos de vinte e cinco anos, mesmo que os produtos divulgados por eles ou elas sejam direcionados para a faixa dos quarenta ou mais. Precisamos mesmo de tais mentiras para ser: belo e feliz?

   Nossas mulheres e nossos homens comuns, os da vida real, não percebem que tudo o que é lançado no mercado para consumo, pode estar voltado para o "bel" prazer de um capitalismo, ainda por cima machista, que não se enxerga e que não valoriza a continuidade da vida energeticamente como ela é. Somos aconselhados a não nos medicarmos por nossa própria conta, mas os reclames de medicamentos tentam a todo custo também nos seduzir sem orientação profissional. A sexualidade está tornando-se mecânica. Contando com  a aparência física e nós não somos robôs.

   Por que me refiro a isso? Como pesquisadora independente e consequentemente observadora, percebo nossas crianças não mais tão inocentes quanto outrora e nossos adolescentes encaminhando-se para  homens e mulheres precoces e desprovidos do sentimento do verdadeiro amor, não pela própria natureza como alguns querem nos fazer acreditar mas sim, pelo o que estar sendo transmitido indiscriminadamente mascarado de várias formas. Estamos transformando nossos jovens em robôs de consumo. O sexo do jovem de hoje não é mais "fazer amor", aliás, eles nem sabem o que isso significa e sim, "dar um pega", porque é isto o que está sendo vendido em linguagens dissimuladas e todo mundo cai sem questionar.

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