Forum Cultural

MINHA ÓTICA SOBRE A DOENÇA HUMANA

 

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A paz que tanto desejamos pode estar escondida num ínfimo detalhe que não percebemos.

 

 Algum tempo atrás publiquei neste site uma de minhas poesias intitulada “VÍRUS NO SER”. Cada uma dessas poesias é acompanhada de um texto contendo o comentário sobre os motivos que as fizeram brotar em meu cérebro como que já prontas, recebidas de algum mestre interno meu observando o externo.

   Quando escrevi a poesia sobre o vírus a que me refiro, eu já havia trabalhado dez anos em escolas com teatro e oficina e convivido com uma aldeia indígena M’byá Guarani onde nos tornamos como que parentes e, fiz desse trabalho uma espécie de “pesquisa de campo” independente para acompanhar as teóricas, também independentes,  sobre o “porquê” do animal humano, não índio, enquanto parte de toda a natureza,  ser o único que difere de seu movimento natural funcional.

   Por considerar que o momento atual seja propício, devido aos acontecimentos de nosso planeta, em todos os sentidos, resolvi publicar o texto onde faço o “COMENTÁRIO SOBRE O VÍRUS NO SER” na íntegra, como está no meu livro em breve a ser lançado intitulado “O Olho do Ser – Libertando-se da Mentira para Novos Valores de uma Nova Terra”.

   Publico este texto com o intuito unicamente de compartilhar a ótica particular de minhas conclusões e jamais de me considerar a dona da verdade de todos. Cada um possui sua própria verdade e graças a Deus é assim.

  O texto estará dividido em cinco partes mais a final para facilitar a leitura de quem se interessar em ler.

 

1ª Parte

SOBRE O VÍRUS NO SER

 

 

 Algumas pessoas talvez possam considerar chavão os ditos populares. Em alguns casos até eu concordo, mas em outros, vejo que podem ser aquela voz que vem de dentro de nosso inconsciente coletivo como, por exemplo, "o pior cego é aquele que não quer ver", assim como "o pior doente é aquele que acha que não está doente", embora seus sintomas sejam nítidos.

   Creio que estamos todos ou pelo menos a maioria de nós, contaminados por uma espécie de vírus que causa cegueira coletiva. Sabemos que muita coisa está errada, mas preferimos nos distrair com quimeras para não tomarmos conhecimento de tais erros que são nossos, de nossa espécie, a mesma que se considera tão superior.

   Uma sociedade nada mais é do que o reflexo da imagem dos indivíduos que a compõe, posto que sem o indivíduo não há sociedade alguma. No entanto, percebo que sempre que nos referimos ao termo "sociedade" a conotamos na terceira pessoa (ela - a sociedade), como se não fôssemos nós a própria. Da mesma maneira que costumamos apontar nosso dedo indicador para os outros sem percebermos que neste gesto, três apontam para nós. É evidente que o caos que vem nos afligindo e nos desnorteando atualmente é fruto de uma longa gestação, que foi fecundado por valores ilusórios que ao final de seu tempo mostra-nos a verdadeira face do que temos sido. Esse é o rebento que embalamos em nosso colo agora. É preciso que vejamos isso com sinceridade.

   Por outro lado, vêem-se espalhados nos quatro cantos do mundo, indivíduos isolados ou em grupos procurando exercer suas sinceras ações para promover um mundo melhor, o que é nosso dever enquanto "seres racionais" que somos. Dou-lhes graça por isso! Embora venham aumentando gradativamente ainda são poucos os que realmente se interessam. Não me refiro a estes indivíduos ou grupos neste artigo, óbvio.

   Trago comigo uma filosofia particular que procuro aplicar no meu dia a dia para sintonizar-me da melhor maneira possível na tentativa de sair da armadilha que nos faz sucumbir ao caos total no sentido comportamental: para mim, "certo é o que dá certo e errado é o que dá errado" - essa é a única regra de que faço uso para comer, beber, vestir-me, amar, relacionar-me e decidir minha vida. Não consigo conceber a hipótese de um "certo dando errado" ou um "errado dando certo". Exemplo: se um sistema é certo, seja ele político, religioso, ou outro qualquer do setor social, tem que dar certo para todos não podendo haver exceções. Caso contrário o sistema está falho, incorreto em algum ponto e tem que ser reformulado. Se nossos valores estivessem corretos, penso que não estaríamos vivendo todo esse caos e não estaríamos pondo em risco de extinção o planeta e tudo nele contido, inclusive a nós mesmos. Isso é evidente demais para ainda não ter sido assimilado. Por que insistimos em fechar os olhos a este fato e ficamos neste "disse que me disse"?

 

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