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DIAMANTE BABPEAPAZ

Conto "Negrinha", de Monteiro Lobato

Conto "Negrinha", de Monteiro Lobato

A Professora Doutora Milena Martins, da Universidade Federal do Paraná, escreveu uma carta aberta ao MEC com  ótimos, sensatos e muito bem fundamentados comentários e considerações sobre a denúncia de racismo & preconceito no conto " Negrinha"  de Monteiro Lobato.

Para quem desejar assiná-lo, o texto está em: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N29583   

 

SE QUISEREM LER O CONTO NA ÍNTEGRA, AQUI ESTÁ:

http://pt.scribd.com/doc/18011970/Negrinha-Monteiro-Lobato-Completo

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Respostas

  • É assustador pensar que existem pessoas procurando pelo em ovo.

    Fui leitora de Monteiro Lobato e nunca em momento algum pensei ou percebi discriminação.

    Uno-me  aos meninos e meninas do Peapaz!

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Parabenizo os queridos companheiros pelos excelentes comentários. Compactuo com estes. Também fui leitora de Monteiro Lobato, claro! Durante muito tempo guardei a coleção que comprei para meus filhos. Há alguns anos, presenteei um sobrinho. Beijosssssssssssssss

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Uno-me aos rapazes abaixo.

    Bjssss

  • Toda ideologia se materializa através dos dogmas - preceitos que discriminam entre o bom e o mau, entre o certo e o errado, entre o bonito e o feio, entre o ético e o anti-ético, etc., à luz dessa mesma ideologia maniqueísta.Toda ideologia tráz imbricada em si própria a sua própria antítese. Se digo: não aceito essa obra porque ela é racista! ... e pretendo ser anti-racista, nesse momento estou considerando a raça como fator de diferenciação e de discriminação. No caso específico, isso é racismo. O não-racista não caracteriza os seres pela raça, e a pessoa é a pessoa, e não a pessoa-branca, a pessoa-amarela ou a pessoa-negra. Os dogmas levam a uma visão parcial e sectária do mundo, colocando a inteligência humana diante de dualidades onde uma coisa exclui o seu contrário - e isso é maniqueísmo. Se associo a um critério de diferenciação um critério de valor, do tipo "o branco é ruim" nesse momento estou substituindo o "branco pelo ruim" e o "não-branco pelo bom" e, generalizando, estou elegendo um representante para a classe dos bons e dos ruins, e isso é preconceito, pois nem todo branco é ruim e nem todo não-branco é bom. No Brasil há povos negros, brancos, amarelos, peles-vermelhas, e mestiços oriundos de todas as raças. Não querer ver isso é querer ser cego e viver em um mundo de fantasias, ou de demagogia. O escritor que quiser escrever sobre a sociedade brasileira, necessariamente deverá olhar para a realidade brasileira, sob pena de estar escrevendo sobre histórias da carochinha. O que penso sobre essas investidas para levar ao ostracismo escritores que souberam enxergar a não-homogeneidade da sociedade, é que tais investidas nascem da pura ignorância, ou de quem quer ser o ideólogo de alguma ideologia, que  em nome da igualdade cria a desigualdade, em nome da justiça, cria a injustiça e em nome do não-racismo, fundamenta o racismo. Prefiro ver a sociedade plural e interpretar o jogo das forças que atuam nessa sociedade por critérios outros, que não sejam os de raça ou de preconceito. Há os que "ouviram o galo cantar mas não sabem onde", que levantam a bandeira dos direitos humanos (porque é bonita) e saem por aí achando que estão praticando atos de justiça, quando na verdade estão prestando um desserviço à Nação e aculturando, para fazerem valer seus dogmas e palavras de ordem.

     

  • TOP BABPEAPAZ

    Fui leitor de Monteiro Lobato quando criança.  Jamais percebi qualquer tipo de implicância do autor, em relação aos mais variados assuntos.  Meu testemunho é fraco.  Passo o de João Ubaldo Ribeiro. "Eu era leitor de Monteiro Lobato.  Quando soube que ele havia morrido, disse que tal fato não era possível.  E comecei a escrever para manter Lobato vivo."  Entrevista na TVE, conhecida e reprisada. 

    Diante disso, é difícil insitir em acusações de racismo.  Ubaldo seria o primeiro a berrar tal fato.

    Excelente pegada, Sílvia.  Abre os olhos de muita gente que desconhece o assunto.

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