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TRAVADO II...

 

 

De nada adianta fugir,

De nada adianta negar,

De nada adianta esconder,

Todos somos poetas...

A inspiração poética sempre nos rodeia, seja lá em qual estrada estivermos caminhando; mesmo que recusemo-nos a escrever pelo menos um verso, a senhora poesia não desiste de nós... Fica ao nosso redor, instigando, sorrindo...

 

Escrever poesia é um prazer diferente

Ser poeta é outro totalmente inconsequente.

Não é fácil escrever poesias,

Também, não é nada fácil ser poeta...

 

Quase sempre, nos invade um desejo irresponsável que nos induz a jogar todas as páginas escritas através das nossas tantas vidas, em direção ao primeiro vento sem rumo que se aproximar do nosso pensar; e pedimos para que ele carregue para bem longe, longe de tudo e de todos os olhares que se alimentam de versos poéticos...

Tudo isto porque muitas vezes não conseguimos completar uma página poética, iniciada com tanta sagacidade e no meio da página vem o estanque!... E ficamos ali, estáticos, por longo tempo...

Então, olhamos para a página que nos aguarda; para a caneta que rodopia por entre os nossos dedos, para o copo vazio em cima da mesa que continha um líquido que agora, você não tem lembrança de qual sabor seria...

E a impaciência filtra cautelosamente as esquinas do nosso sistema hiper nervoso...

E nós, com os olhos fixos num ponto imaginário, nos deixamos vagar pelas teias grudadas nas paredes das cavernas dos nossos cérebros, tentando encontrar uma sílaba, uma palavra, uma imagem, um alguém, ou até mesmo um olhar sorridente que adormece no nosso passado peregrino... E nada acontece... Nenhum ponto, nenhuma vírgula, dois pontos, ou ponto e vírgula, para dar continuidade ao nosso versar...

E aquela meia página versada permanece adormecida sobre a mesa, aguardando a nossa pena sobre ela mergulhar, vertiginosamente...

Mas não desistimos, e com a nossa mente alada, partimos em direção ao infinito mundo dos poetas rebeldes, desajustados, ousados, incompreendidos... Mundo deslumbrante, estacionado no universo negritantemente azulado e iluminado por pirilampos faiscantes que sorriem, quando para lá nos demandamos à procura de paz e inspiração... E aterrissamos o nosso pensar e deixamos acomodar o corpo na nossa cadeira cativa, para que desta maneira hilária, consigamos dar sequência a nossa adormecida, meia página versada...

 

Eu vi as cores das linhas dos trópicos,

através da minha lente empoeirada das luzes dos caleidoscópios

que iluminaram as minhas cores ondulantes ao vento...

 

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Top BA_Belas

Foi lindo_Sidnei Piedade

                   Lindo foi quando nossos olhares se cruzaram e dois sorrisos apareceram, e foi assim que você se tornou a página mais linda que o destino escreveu na minha vida. Foi como ouvir uma canção pela primeira vez e saber que seria a minha favorita até o fim dos meus dias. A palavra mais bonita que eu já disse sobre o amor foi o seu nome, pois encontrei em você aquilo tudo que sequer procurava. Valorizo cada minuto ao seu lado, é no seu sorriso que encontro o meu...pois te encontrar era minha missão, meu destino agora é seu. A vida me deu escolhas, e eu escolhi você, onde és minha notificação, amor e prazer, cada dia eu te sonho um pouco mais. O infinito fica pequeno quando se trata do amor que sinto por você, é só multiplicar as estrelas do céu, pelas gotas do oceano, pois quero o seu coração batendo junto com o meu e sentir protegido pelo seu amor. Se tivesse que escolher entre te amar ou respirar, eu usaria meu último suspiro para dizer...te amo, foi lindo.                                                                                                                                                                                                          Sidnei Piedade
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Escritor Carioca Radicado na Bahia participa de Antologia em Sergipe.

O Escritor Carioca Radicado na Bahia, Marcelo de Oliveira Souza,IWA; organizador do concurso literário Poesias sem Fronteiras e do Prêmio Literário Escritor Marcelo de Oliveira Souza, iwa; autor dos livros A Sala de Aula; Conto e Reconto; Confissões Poéticas; Sobrevivendo e Mundo Poético, tem o prazer de comunicar que acabou de entrar em mais uma antologia, dessa vez é a II Antologia dos Escritores Aracajuanos, com o poema A Semana Santa Perdeu a Razão, onde fala da nossa perda de valores diante dessa tradição.
Organizador por Ylvange Tavares, ficando satisfeito em difundir seu trabalho entre os sergipanos, que tanto prezam pela cultura do seu estado.

Marcelo de Oliveira Souza,IwA
Dr. Honoris Causa em Literatura

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POR QUE O CÉU É AZUL?...

 

 

Acordo-discordo-aceito-indisposto;

disposto-levanto-de pronto;

canto-reposto-lento-caminho;

passando-quarto-sala-cozinha-banheiro;

água-escova-escovo-dente-boca-água;

chuveiro-ressaca-cabeça-pés-descalço;

roupa-sento-meia-sapato-arrumo;

no prumo-arrumado-pronto-caminho-viajo;

ando-chego-saudando-sentando;

arrumando-pensando-trabalho;

trabalho-sorrindo-querendo;

pedindo-por fora-por dentro-degluto;

sabor-engulo-disfarço-sorriso-completo;

repleto-sorriso-disfarço;

olho-procuro-meu barco;

(esqueci em qual ancoradouro?)

saio-não importa-qual a porta-qual o banco;

sento-descanso-peço-sorvo-engulo-estalo...

 

Livre desse transe,

massageio a minha mente pensante,

fértil, cansada, dilacerante...

 

Busco pelo nada virtual,

só encontro a mesmice natural, irreal...

 

Quem falou de mim para os poetas orientais?

Quem esqueceu de mim em Pompéia?

Penso...

Quem lembrará de mim, hoje?!...

 

Prefiro nos alpes esquiar..

 

O que me alimenta é saber que todos os dias que forem hoje;

quero lembrar do meu primeiro brinquedo,

quero resgatar o primeiro beijo que me deram,

quero lembrar em qual direção foi o meu primeiro passo...

 

Prá não esquecer!...

Quero saber de tudo o que ainda não me ensinaram!...

E também;

- Quem tatuou a minha coragem flutuante?!...

 

Por quê¿!...

 

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FICA MELHOR ASSIM...

 

 

Não se importe...

Se existir um alguém que queira ouvir um poeta;

alguém da cidade, alguém do campo,

ou mais além ou mais que distante, simplesmente ouça...

 

Se existir um alguém que queira ler um poeta,

que leia...

 

Se houver razão,

que esse alguém ouça, leia e atente,

cubra o querer saber com os sussurros de alegria,

ou os lampejos de tristeza que o poeta deixar escapar...

 

O poeta necessita de todas as sensações,

e emoções metamórficas que o cercam.

Todas..., mesmo que seja um simples piscar de olhos,

um sorriso tímido ou um aperto de mão de um ser distante...

 

Todas!... Até mesmo...

Um vestido molhado da chuva colado na pele...

Cabelos rebeldes que não se unem... 

Lábios rosados que para ele sorriem...

 

Olhos expressivos que fitam-no interrogando...

Porém, que esse alguém não acredite se o poeta cair em prantos,

que esse alguém não se impressione se o poeta sorrir,

mesmo que o veja chorando...

 

Atente!...

Não permita que as palavras deste poeta invadam o teu cérebro,

nem deixe que elas procurem refúgio na tua mente,

pouco menos que a emoção deslumbrante das suas palavras,

ruborizem a tua face e o teu corpo vibre...

 

Mas,

se os teus sentidos reagirem e o teu corpo sorrir trêmulo,

não se deixe levar pela emoção deste momento; 

ele é apenas um poeta, entregue à ternura do instante;

um nômade, um andarilho, um inconsequente; 

simplesmente e nada mais que um poeta...

 

E se esse alguém conseguir gostar de um poeta,

em qualquer época distante ou em qualquer estação presente,

esqueça definitivamente o que ele falou ou escreveu,

não atente em demasia o teu olhar para esse poeta..., 

um ser insano!...

 

E por tudo isso dito e despido,

se ainda esse alguém passar por outro alguém,

e sentir que esse outro alguém pode ser um poeta, sorria...;

em seguida...,  liberte gargalhadas às escâncaras!...

 

Porque você não deve iludir-se...

 

Ele é apenas um pobre poeta,

carente de ricas emoções infindas,

de letras vibrantes tais quais lábios tremulantes;

louco para formar palavras tal qual a dante´s...

 

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POEMA

              Um Poema de Vida para a Morte

 

meu canto perde

encanto

quando não escuta

aquela outra voz

que se cala

quieta no

seu canto

 

seu encanto tira

no entanto

quando sabe ouvir

aquela canção

que se alça em

grito que vem de

outro canto

 

a canção mede sua melodia na

escanção do nosso dia-a-dia

 

meu poema quer percutir

toda voz que foi silenciada

na calada da noite

na calçada das ruas

no calvário no açoite

nas mudas mortes tuas

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Quando te conheci_Sidnei Piedade

           Quando te conheci, foi como ouvir uma canção pela primeira vez, e saber que seria minha favorita até o fim dos meus dias.                                                                                                                           Sidnei Piedade

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