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VERÃO II

 

no entardecer a cigarra atômica

em sua violência implode a luz do parto

sobre a desforma da sombra grilos

são pequenos focos de incêndio

 

eu, humano natural bicho do escuro

sombra, silêncio e criatura mais do que pessoa

observo apenas de ouvidos a noite sinistra

do concerto alado dos mil violinos

ríspidos, insistentes e desafinados

transformarem minha pele em braile

como vívidos pesadelos musicais

os mosquitos à moda natural da tortura

 

se a lua tivesse olhos se levantaria horrível

como um Sol de ódio e insônia e clamaria por fogo

os hereges da calma e sossêgo

terminando pelas galinhas guerrilheiras

no amanhecer às quatro da manhã

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