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TURBULÊNCIAS...

 

 

Vida agitada,

raciocínio descalibrado,

que aponta para um alvo fluídico, 

criado pela imaginação deturpada...

 

Vida que desce ladeiras íngremes,

pecaminosamente galgadas,

sem nenhum objetivo saudável,

que se quedam lentamente...

 

Ahhh!... Quantas e tantas vezes escorreguei feio,

e fui por terra mais feio ainda,

mesmo firmando os dedos dos pés e depois o calcanhar,

para firmar cada avanço...

 

Se for o meu querer,

não me nego e se me nego me culpo,

mas a derrota,

não alimento e nem desculpo...

 

Décadas caminhadas e guerreadas...

Faz-me lembrar a sagacidade de Ulisses,lendário guerreiro,

aquele tal que saboreou o sentido pleno da fidelidade,

presenteada pela sua eterna amada, Penélope...

 

Caminhou por tantos e longos anos guerreando,

fortalecido pelo encanto de um olhar da sua amada,

olhar que pedia para que ele voltasse,

para o seu terno regaço...

 

E o louco poeta, aqui,

viajando em busca de uma inspiração,

vinda através de uma única palavra,

para que seja formada uma página de pensamentos versados...

 

Não sei por quanto tempo me permaneço,

descansando o meu pensar,

sentado nas areias do meu amigo Grandão,

imenso, intenso, eterno amigo...

 

Este é o meu lugar,

espaço para onde trago e espalho as minhas letras,

e permaneço com o olhar estático a observar,

a brisa e as letras mergulhar de uma onda para outras...

 

Diz a lenda que no colo do atemorizante Saara,

existem cavernas submersas pelas areias escaldantes,

congelantes,

ainda não imaginada por nenhuma mente poética...

 

Cavernas,

aonde nem mesmo o silêncio se faz presente...

 

Turbulências poéticas, nada mais...

 

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