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TEMPOS SOMBRIOS!

Baseado em poema de Bertolt Brecht

 

Autor: Assis Coimbra.

 
Eu vivo em tempos difíceis
Onde o pensar é aridez.
Onde frontes sem ter rugas,
Demonstram estupidez!
E até o riso mais puro,
Revela-se insensatez!
*
Mas que tempos são esses
Que não se pode olhar flores?
E se falar sobre as mesmas,
Implica em tantos horrores!
Onde calar injustiças
É honroso sentir dores!?
*
Mas que tempos são esses
Que nos deparamos aqui?
Pois só quem não vê injustiças
Tem motivos pra sorri!
E só o ventre “fecundo”
É permitido parir!
*
Mas que tempos são esses
Que aquele que cruza a rua
Não vê os necessitados
Presos no giro da grua?
Já sei! Ele anda pensando,
Que a rua é todinha sua!
*
É verdade, o que eu ganho
É o bastante pra viver.
Mas creiam, é por acaso.
Eu não consigo comer!
Pois meus amigos com fome,
Nem água tem pra beber!
*
Mas que tempos são esses
Que sem sorte, estou perdido!
Dizem-me: Come e bebe
Pra você está resolvido.
Mas como posso viver,
Se vejo os flancos perdidos!?
*
E se o pão que eu como
Tiro de quem tem fome?
Então...Não posso comer
Se a turba passa fome!
É que eu vejo muitas almas
E muitas delas sem nome!
*
Eu queria ser um sábio
Para ter sabedoria.
Para saber ler nos livros
E escolher qual serviria.
Para me afastar do mundo
E também de ouvidoria.
*
Pra ter “luz” sem violência
É pagar o mal com bem!?
Não saciar meu desejo
Mas assim, não me convém!
Vivemos tempos sombrios
Onde a maldade vai além!
*
E agora? temos desordem
Para o convívio do homem!
Maldade pra todo lado,
O aço, é quem nos consomem!
Feito cobras cuspideiras,
Matando quem passa fome!
*
Eu vivo em meio a desordem
Rodeado de revolta!
Mas que tempos são esses
Que “alma” boa é alma morta!?
Me revolto com justiças
Que ao pobre, não se reporta!
*
Me revolto ao lado deles
Por viver na mesma terra.
Do mesmo mundo excluído
Onde o canhão nunca emperra!
Mas que tempos são esses,
Que só morte nos espera!?
*
Faço amor sem atenção
Não mais vejo a natureza.
Assim, vai passando o tempo
Sem encanto, sem beleza!
Se amanhã nós vemos luz?
Não temos essa certeza!
*
Vocês vão emergir das ondas,
Das mesmas que perecemos.
Mas não nos chamem fraquezas,
Porque nós, não merecemos.
Pois eram tempos sombrios
Que ao futuro não queremos!
*
O ódio contra a baixeza
Endurece nossos rostos.
A raiva contra a injustiça
Nos deixa de lado opostos.
Porque os tempos sombrios,
Pra nós, é sarjetas, esgotos!?
*
Queremos que a amizade
Não se compre com vintém!
E que o ranço do fascismo
Embarque em outro trem,
Para que os tempos sombrios
Não maculem mais ninguém!
*
Mas quando chegar o tempo
Do homem amigo do homem,
Não se fale em falsidade
Do homem para com homem!
Porque os tempos sombrios
Retornam com outo nome!
 
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Pela Lei nº. 9.610 de 19/02/1998.
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Assis Coimbra.
Contatos: assis.coimbra@gmail.com/
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