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Sozinho no Mundo

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A enfermeira pede pra chamarem o médico e me manda de maca para a sala de cirurgia. As nenéns vão nascer já. Admiro demais essa rapidez, menos de duas horas e as bebês estão vindo. Tenho sido abençoada e este é mais um dos milagres recebidos. Tudo está fluindo tão positivo que preciso agradecer.

Assim enquanto subo de maca no elevador, meus pensamentos se elevam ao meu anjo da guarda e a Deus que me trouxe mais esse presente. A emoção toma conta de mim quando vejo minha mãe, Dona Tereza e Dr. Alexandre na porta do centro cirúrgico. Eles me desejam sorte e minha mãe me beija. Sinto que minha vida é especial.

Há um cheiro doce no ar, como no dia em que a luz penetrou nossa casa. Parece que o anjo está por perto. Sinto sua força dando-me toda energia necessária para passar por esse momento. Embora eu esteja sozinha, estou acompanhada da energia que me conduz e me alimenta.

Meu sorriso se ilumina, minhas lágrimas caem de emoção. Percebo meu corpo todo se energizar, numa corrente mais forte onde ele se apronta para o grande momento.

Quando pulo para a maca do centro cirúrgico uma vontade de fazer cocô muito alta. E eu digo pro médico que me acompanha:

 − Vou fazer cocô.

Ele me disse para eu fazer força empurrando que as nenéns estão chegando. E quando empurro para baixo, o médico posicionado em baixo de minha vagina me diz:

− Elas estão chegando. Força!!! Agora!!! E tudo é tão rápido que não me dou conta de quantas forças eu fiz. Apenas ouço o choro de um bebê e sinto outra vontade de fazer mais força, dá vontade de fazer de novo. O médico grita:

− A outra está vindo enfermeira rápido.

E há uma correria para pegar a outra neném.

− Essas meninas são apressadas demais, como se tivessem correndo a maratona. E todos da sala dão risadas. Inclusive eu, que acho graça nessas condições. O médico me deixa ver as duas e depois vai terminar de tirar a placenta da última bebê.

Essa é uma emoção indescritível. Como se cada momento da vida fosse um caminho pra chegar nesse auge. E todos os sofrimentos se esvaem por um momento e aquele se eterniza, criando um símbolo de amor e paz, onde tudo está correto, perfeito.

O médico pergunta se já tem nome e eu digo Dasha e Susan, numa ordem invertida. Eles anotam na pulseirinha e cada uma é identificada com seus nomes e com o nome da mãe: Helena Vanderberg.

Sinto que a cada momento minha vida se torna mais especial.

Sintam-se em casa para comentar, criticar e debater. Abraços aos amigos daqui 

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