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Por Entre Cacos

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Por Entre Cacos

 

O que há dentro deste oco

tanto desespero incontido 

a fúria deste que vos lê

semente morta sem sentido

 

O que tenho neste vaso fúnebre

e que me traz ambiguidades

olho e vejo tantos de mim

espalhados...vermes decepados

 

Emborquei todos meus mistérios

nesta noite inconsequente e pura

com meus olhos olhei a rua

no coração disparou meus medos

 

Sou um caçador de desventuras

sou meu próprio algoz

retalho-me como as faces da lua

e a tua mão não me deixa só

 

Esta chama é tudo que me resta

esta mão insana, este inverno

estou sempre neste inferno

a alma quente neste mar de lama

 

Viver é andar em cacos de vidro

o corpo segue a frente indeciso

a alma tua é só suicídio, mas nosso

olhar vislumbra o desconhecido

 

Alexandre Montalvan

 

 

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Comentários

  • OURO BABPEAPAZ

    Ai... Alexandre e A. Domingos...

    Viver mostra dois caminhos reais...

    Ver uma vida bela, que na verdade não existe, mas impulsiona a continuar.

    Ver a vida terrível, desigual, injusta e morrer a cada segundo amargamente.

  • Caro Alexandre,

    Belíssima Poesia, de exclência.

    Suas reflexões são reflexos desta nossa sociedade totalmente dilacerada e somente doses cavalares de esperança poderia conter nossas almas em conflitos.Bala perdida, um exemplo dos males que nos ameaçam, bem mostrados nas metáforas.

    "O que tenho neste vaso fúnebre

    e que me traz ambiguidades"

    "Viver é andar em cacos de vidro

    o corpo segue a frente indeciso"

    Parabéns

    abraços

    Antonio Domingos

     

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