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Poesia com Mote

 

Poesia com Mote

 

A vida é uma quimera

Que se esgota num instante

Passa o tempo, não espera

É astuto caminhante. 

 

A vida é um remoinho

Saracoteando, mexendo

É trigo louro num moinho

Em farinha se transformando.

O corpo tem caule e raízes

Dele a seiva vai brotando

Tem dias tristes e felizes

É arvore o fruto germinando,

Que floresce na Primavera.

A vida é uma quimera.

 

Tem cor com muitas matizes

E num minuto, num suspiro,

Tem verdes e tem lilases.

É sugada por um vampiro

Que invade todos os Países.

Vive-a com amor de amante

Mas não em horas fugazes.

É como o tempo de petizes

Que se esgota num instante.

 

A vida é alegre jornada

Ela é pão, é mel, é vinho.

Tem flores e linda passarada

Quero vivê-la em meu ninho,

E Ser por ela muito amada.

Vida diz-me ao meu ouvido

Os mistérios e os segredos

Quando tudo faz sentido.

Mas a vida é tão efémera

Passa o tempo, não espera.

 

Tem fragrâncias e aromas

De alfazema e acácias;

Tem prosas e tem poemas

E tem beijos e carícias.

Se as saudades apertam

E as gaivotas voam em bando

Novas alvoradas despertam.

E sorrindo chorando  e cantando

A vida é como o sol brilhante

É astuto caminhante.

 

Maria Silvéria dos Mártires

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