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POEMA APORRINHADO

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No deserto deste poema,
apenas letras lentas,
pausas sonolentas,
vibrações purulentas
e o desterro dos sentidos
comprovadamente medidos
na sua aridez, ao vivo.

Na lufada de vento
um uivo-pressentimento
dos próximos movimentos...
Veias escarlates pulsando,
fora dos limites humanos
medidos pelos cromossomos
que herdamos.

Pausa e passos,
alimentos escassos,
último gole da prole -
arranha quando engole.
Surdo encarquilhar da face,
que exige certo disfarce
pela verdade dos fatos
em total desacato
com a idade.

O volume das vozes aumenta.
O clamor se adensa.
Vertigem da crença
sem temor à indiferença.
Um pedaço de pão,
algo à comer, satisfação,
cair por terra, corresponder,
retificar: - Não é fome,
é vontade de ter.

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Comentários

  • Prezado Paolo,

    Maravilhoso seu Poema, agora de todos nós

    De uma leveza de ler com as contribuições das metáforas acertadas e rimas, leveza apesar dos temas espinhosos expostos poeticamente.

    Vale muito a sua sempre criatividade à flor da pele

    Parabéns

    abraço,Antonio

    • Olá Antônio ! Sentimos e expressamos, né ? Um abraço caloroso e agradecido do seu amigo Paolo.

  • OURO BABPEAPAZ

    Muito bem construído, Paolo.

    Você é mestre!

    • Obrigado Margarida. Sinto-me feliz por tê-la agradado. Bjssss.

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